O Projeto Clã Filhas da Lua, co-criado por Ana Paula Andrade, alcançou seus 10 anos de existência e encerra sua agenda planetária no mês de janeiro de 2016. Durante esta década elaborou e ofereceu atividades voltadas para o despertar da consciência e do potencial humano de Cura, a nível pessoal e coletivo. Tendo como sua principal ação o Movimento dos Círculos Femininos, ofereceu espaço de fala e escuta para mulheres, bem como vivências e ambientes de livre partilha para o resgate da cumplicidade feminina. Todas as propostas deste projeto foram orientadas por uma visão holística e transpessoal, visando contemplar o indivíduo como um todo. Mesmo que o enfoque principal fosse o Despertar do Sagrado Feminino.

Respeitando sempre os términos e começos, Ana Paula Andrade, mulher cíclica, mãe e sempre Geradora, finaliza essa tecedura para um novo tecer.

O blog seguirá aberto para fins de consulta, pois muito foi arquivado nesta página que já auxiliou tantas mulheres. Mas, este canal virtual não será mais alimentado.

Agradeço de coração as leitoras e amigas por todas as visitas e pela confiança de todas as mulheres nestes anos de tantos Círculos. SOMOS UMA!!

8 de fev de 2010

O Sangue da Lua



A menstruação da mulher, o chamado sangue da lua, pelos ocultistas, seu ciclo hormonal, é fator primordial para abertura de portais da consciência e do saber. As sociedades arcaicas matrifocais sabiam disso e reverenciavam o poder da anima feminina de gerar vida tal qual nossa Mãe Terra - Gaia.

Estatuetas esculpidas em pedra datadas com mais de vinte mil anos, mostrando figuras femininas em estado de gestação, foram encontradas em sítios arqueológicos de diversas regiões da Europa, Ásia e África; posteriormente a famosa Cartago que possuía uma sociedade bastante especializada venerava a deusa Tanit. Até o judaísmo antigo teve nos seus primórdios uma deusa mãe, forte, poderosa e criadora; depois cultuando Jeová e o poder masculino os sacerdotes judeus colocaram as mulheres em segundo plano chegando a considerá-las impuras durante seus ciclos menstruais.

Após séculos de repressão psíquica, as mulheres hoje podem optar pela sua feminilidade sem abandonarem o poder e é isso que vem assustando alguns doutores que sob alegações de que o ciclo menstrual traz dissabores tais como cólicas e alterações de humor induzem, principalmente jovens, a tomarem medicamentos e renunciarem a sua força – o sangue menstrual e a ovulação. Mas estas modulações hormonais que acompanham a mulher já na sua infância passando à puberdade, maturidade e velhice é que dão a ela características especiais, não só de complementar o homem em sua jornada e empreendimentos, como de ter uma percepção das nuances da vida, muito além do campo denso e material, pois a mulher possue uma comunhão estreita com a Terra, a Natureza, seus elementais: gnomos, devas, duendes, silfos, plantas , animais , sopros e ventos; esta é sua força criativa, então porque suprimi-la? Todos temos os mesmos direitos perante a sociedade, mas homens e mulheres não são iguais. Somos pequenos pontos de luz a brilhar nas vastidões do universo, cumprindo cada qual a tarefa a que foi designado pela grande mente criativa, a quem chamamos Deus/Deusa...... é disso que não podemos nos esquecer nunca!

Fonte: Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick
Adaptação - Ana Paula Andrade

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