8 de fev de 2010

O Sangue da Lua



A menstruação da mulher, o chamado sangue da lua, pelos ocultistas, seu ciclo hormonal, é fator primordial para abertura de portais da consciência e do saber. As sociedades arcaicas matrifocais sabiam disso e reverenciavam o poder da anima feminina de gerar vida tal qual nossa Mãe Terra - Gaia.

Estatuetas esculpidas em pedra datadas com mais de vinte mil anos, mostrando figuras femininas em estado de gestação, foram encontradas em sítios arqueológicos de diversas regiões da Europa, Ásia e África; posteriormente a famosa Cartago que possuía uma sociedade bastante especializada venerava a deusa Tanit. Até o judaísmo antigo teve nos seus primórdios uma deusa mãe, forte, poderosa e criadora; depois cultuando Jeová e o poder masculino os sacerdotes judeus colocaram as mulheres em segundo plano chegando a considerá-las impuras durante seus ciclos menstruais.

Após séculos de repressão psíquica, as mulheres hoje podem optar pela sua feminilidade sem abandonarem o poder e é isso que vem assustando alguns doutores que sob alegações de que o ciclo menstrual traz dissabores tais como cólicas e alterações de humor induzem, principalmente jovens, a tomarem medicamentos e renunciarem a sua força – o sangue menstrual e a ovulação. Mas estas modulações hormonais que acompanham a mulher já na sua infância passando à puberdade, maturidade e velhice é que dão a ela características especiais, não só de complementar o homem em sua jornada e empreendimentos, como de ter uma percepção das nuances da vida, muito além do campo denso e material, pois a mulher possue uma comunhão estreita com a Terra, a Natureza, seus elementais: gnomos, devas, duendes, silfos, plantas , animais , sopros e ventos; esta é sua força criativa, então porque suprimi-la? Todos temos os mesmos direitos perante a sociedade, mas homens e mulheres não são iguais. Somos pequenos pontos de luz a brilhar nas vastidões do universo, cumprindo cada qual a tarefa a que foi designado pela grande mente criativa, a quem chamamos Deus/Deusa...... é disso que não podemos nos esquecer nunca!

Fonte: Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick
Adaptação - Ana Paula Andrade

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