15 de set de 2010

DIU - Dispositivo Intra Uterino

Respondendo a questinonamentos e trazendo mais informações, hoje é a vez do Sr. DIU:
DIU na verdade para os íntimos, o nome dele é Dispositivo Intra-Uterino (DIU).

Os DIUs são artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou hormônios, que são inseridos na cavidade uterina exercendo sua função contraceptiva. Atuam impedindo a fecundação, tornando difícil a passagem do espermatozóide pelo trato reprodutivo feminino.


A primeira coisa a se saber (considerada por mim, claro), são os problemas mais frequentes durante o uso do DIU:

Os problemas mais freqüentes durante o uso do DIU são a expulsão do dispositivo, dor pélvica, dismenorréia (sangramentos irregulares nos meses iniciais) e aumento do risco de infecção (infecção aguda sem melhora ou infecções persistentes implicam na remoção do DIU). Deve ser colocado pelo médico e é necessário um controle semestral e sempre que aparecerem leucorréias (corrimentos vaginais anormais).
Perfuração uterina pode ocorrer durante a inserção de DIU ou posteriormente. Dentro da cavidade peritonial, o DIU pode causar formação de fibrose, dor abdominal, infertilidade, obstrução intestinal e perfuração para órgãos vizinhos, como bexiga e o retossigmóide. Raros casos de apendicite ou periapendicite também têm sido descritos.
A apresentação clínica de apendicite aguda causada por DIU é similar à da apendicite por outras causas. Os sintomas podem iniciar logo após a inserção do dispositivo ou até meses depois.
Mulheres que têm hemorragias muito abundantes ou cólicas fortes na menstruação, ou que tenham alguma anomalia intra-uterina, como miomas ou câncer ginecológico, infecções nas trompas, sangramentos vaginais ou alergia ao cobre não podem usar o DIU. Não é aconselhado para nulíparas (mulheres que nunca engravidaram).
A gravidez raramente ocorre (eficácia alta, variando de 95 a 99,7%) com risco de abortamento no 1o e 2o trimestres. A retirada do DIU pode ser feita após avaliação ultra-sonográfica, considerando os riscos para o embrião. Se a retirada não for possível por riscos de abortamento, a paciente deve ser acompanhada a intervalos curtos de tempo e orientada em relação a sangramentos vaginais e leucorréias.

O DIU não deve ser colocado em pacientes que têm risco aumentado de doenças sexualmente transmissíveis: múltiplos parceiros, relações poligâmicas, início precoce das relações. O comportamento sexual da usuária é que determina o risco de infecção em usuárias de diu.

A segunda coisa a se saber é que existem vários tipos diferentes de DIU, entre eles estão os 02 mais conhecidos:

Os não medicados - que agem principalmente devido a uma reação do organismo ao próprio DIU (são menos utilizados atualmente, e consistem em uma haste de polietileno impregnada com um pouco de bário para ser visualizada ao RX. Ainda são bastante utilizados na China)

Os medicados: tornam o endométrio mais fino (por isto geralmente diminuem a quantidade de sangramento).

Estes DIUS medicados ainda têm ação da progesterona sobre o muco cervical, tornando-o espesso, criando mais uma barreira para os espermatozóides. Em nosso meio contém cobre ou, mais recentemente, se encontram os DIUs medicados com progestágenos levonorgestrel =Mirena.

Conta as estatísticas que, os DIUs medicados são mais eficazes que os não medicados!


Como usar o DIU?
Um médico irá inserir o DIU no útero através do colo cervical (abrindo o útero). O DIU normalmente é inserido durante o período menstrual, quando o colo cervical está ligeiramente aberto e é menos provável que esteja grávida. Dura apenas alguns minutos para inserir um DIU e pode causar um pouco de dor, portanto poderá ser usado um anestésico local para melhorar o desconforto durante inserção. Durante os primeiros meses depois de inserção do DIU e depois de cada período menstrual, é necessário conferir o fio preso a ele, assegurando a presença do DIU no útero assegurando a improbabilidade de gravidez. Se sentir o plástico duro do DIU, significa que ele não está no local adequado e que deverá procurar um médico para colocá-lo no lugar novamente. O DIU pode sair acidentalmente nos primeiros meses, sem ser notado. Confira o DIU antes de cada prática sexual ou considere outro método para controle da natalidade associado durante os primeiros meses, para melhor segurança. Um mesmo DIU pode ser usado por 1 a 10 anos antes de ser substituído. Normalmente DIUs de progesterona são substituídos depois de 1 ano. DIUs de cobre podem permanecer no útero por até 10 anos.


Quais são as vantagens?
(segundo os fabricantes e alguns médicos)
- Apresentam 97% de eficiência na prevenção da gravidez.
- O coito não precisa de ser interrompido pela inserção de um dispositivo de controle da natalidade ou espermicida.
- Sua substituição é requisitada somente após 1 a 10 anos, dependendo de seu tipo.

Quais são os riscos?
- o aumento da quantidade de menstruação e cólicas, principalmente durante os primeiros meses de uso;
- sangramento entre períodos menstruais - irritação do pênis do seu parceiro sexual;
- aumento do risco de doença inflamatória pélvica podendo levar a infertilidade;
- expulsão acidental do DIU que pode resultar em gravidez inesperada;
- adesão do DIU à parede uterina;
- perfuração do útero pelo DIU, com possível dano para outros órgãos como também hemorragia interna;
- problemas graves caso ocorra gravidez usando o DIU, inclusive um maior risco de gravidez ectópica (tubária) e falha.

Procure ajuda médica se:
- Não conseguir achar o fio do DIU.
- Tiver secreção vaginal com um odor ruim.
- Tiver dor intensa, inesperada no seu abdômen, especialmente depois de prática sexual.
- Tiver febre sem causa aparente.
- Suspeitar de gravidez com o DIU dentro do útero.
- Quando quiser ter o DIU removido.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico:
O DIU medicado com progesterona cessa a menstruação?
Vou ter cólicas com o DIU medicado?
Estarei protegida contra as doenças sexualmente transmissíveis?
Estarei protegida contra gravidez ectópica?
O que devo fazer se engravidar com o DIU?
Mulheres diabéticas podem usar DIU?

Fonte de pesquisa:
Ser mulher é o máximo -Amanda Luna

http://www.afh.bio.br
Fonte das imagens: google

Meu ponto de vista? (Se é que interessa)

A natureza é sábia... é só caminharmos com ela.
Este blog está cheio de dicas e de convites para você se integrar a Natureza, a sua natureza!

Levonorgestrel (L-norgestrel ou D-norgestrel) é um fármaco usado em contraceptivos hormonais, o mesmo utilizado na pílula do dia seguinte e faz parte da composição de muitas pílulas contraceptivas - é um tipo de progesterona sintética, como qualquer outra contida nos comprimidos anticoncepcionais. Não vejo diferença.
Sabe-se que nosso organismo só absorve de forma sadia o que é natural e que não admite ser enganado. Mais cedo ou mais tarde aprendemos que o corpo físico é o último que perdoa.

O Mirena, lançado recentemente no Brasil, é a onda do momento no que se refere a DIU. É um Dispositivo em forma de T com um reservatório que contém 52 mg de levonogestrel que age na supressão dos receptores de estriol endometrial, provocando a atrofia do endométrio e inibição da passagem do espermatozóide através da cavidade uterina. Ele atua liberando uma quantidade de hormônio diretamente na parede interna do útero, continuamente por cinco anos. Dizem as informações sobre o produto que a dosagem é equivalente a tomar duas a três mini-pílulas por semana, que a diferença em relação aos outros dispositivos intra-uterinos é que ele evita muitos efeitos colaterais. Então você continua a tomar pílulas. É isso né?

Mas o fato mais interessante (interessante para alguns médicos, interessante para algumas mulheres), é que "a menstruação pode desaparecer completamente em algumas mulheres após poucos meses".

Aaahh, palhaçada né?!!!

Ana Paula Andrade

2 comentários:

Susi disse...

Oi Ana Paula, obrigada pela matéria sobre o DIU, me ajudou muito,abraços

Milena Milenar disse...

Obrigada pela dica Ana Paula, me ajudou muito também... abraço

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