29 de abr de 2010

Celebrando nosso Sangue, nossa Medicina!

Então meninas, estão todas sabendo da SEGUNDA VERMELHA né?
Menstruantes ou não, na próxima segunda-feira (03/05) não esqueçam de vestir vermelho! Combinem na sexta com as colegas e amigas... segunda-feira "a coisa vai ficar vermelha" no trabalho... uma amiga deu a sugestão de amarrarmos uma fita vermelha no braço, colocar algo de diferente para que desperte a atenção, achei bem bacana a idéia!

PARA NOSSA FESTA A NOITE no CICC PAZ em Esteio:

- Trazer um lanchinho bem gostoso para compartilhar, se o alimento não for vermelho decore o prato.
- Vamos fazer uma "bebidinha de Afrodite", tragam suas taças (quem quiser).
- Para colaborar na bebida: precisamos de maçã, moranguinho, pêssego em calda, sidra vermelha ou keep cooler;
- Quem tiver sua taça ou jarro de barro (jarro menstrual) e quiser trazer para pintar e decorar aqui, é um ótimo momento. Quem não tiver e quiser adquirir tem no Mercado Público de Porto Alegre ou em lojas de artigos religiosos (a tampa comprei separada, em MDF). Comprem tinta acrílica fosca (a mesma de pintar MDF) que seca rapidinho e você leva seu jarro prontinho para casa (não esqueçam os pincéis).
- Faremos uma FEIRA DE TROCAS (Cerimônia de Desapego ou de Doação), quem quiser trazer roupas, acessórios, objetos, livros... o que achar que está na hora de se desapegar e passar para as mãos de outra mulher (só não vale o marido ou namorado, porque homem não entra né, mas pode fazer um VALE, hahaha, brincadeirinha).
- Quem quiser trazer seus artesanatos ou produtos para expor fiquem à vontade, só cheguem mais cedo para se organizarem. Quem conhece o local sabe que não temos estrutura, então traga a "banca", hehehe.
- Teremos uma apresentação de Dança do Ventre c/ a bailarina Daiane Ribeiro, quem quiser apresentar seus dons artísticos, por favor, nos comunique - a Arte é sempre bem vinda!
- Se o tempo estiver seco faremos fogueira, quem vier de carro e puder trazer cadeira de praia ou banquinho agradecemos.

SE ENFEITEM E SEJAM OUSADAS, ESTAREMOS REUNIDAS CELEBRANDO NOSSO SANGUE, NOSSA MEDICINA!
CONFIRMEM PRESENÇA!
Beijos rubros
Ana Andrade


(((Segunda Vermelha)))
03 de maio de 2010
19h:30min
FESTA no CICC PAZ

A campanha "Segunda Vermelha 2010" lança o tema de forma artística.
A intenção é fazer com que se crie espaços de diálogoe troca de informações sobre a menstruação em forma de arte.
Estaremos no CICC PAZ celebrando de forma muito
alegre e descontraída a menstruação.
Este Espaço é para todas as mulheres, menstruantes ou não.

Vista-se de vermelho, traga alimentos, frutas ou
bebidas nesta tonalidade para compartilhar.
Enfeite o prato com flores, papel ou tecido vermelho.
Faremos uma FEIRA DE TROCAS,
como uma CERIMÔNIA DE
DOAÇÃO ou DESAPEGO, traga algo especial para trocar,
algo que tenha significado para você, que possa
a partir desta data caminhar com outra pessoa.
Lembre-se: a menstruação representa o término e o início.
Traga lápis de cor ou hidrocor (quem tiver).
Quem assim desejar:
traga seus artesanatos para expor, poesia para ler, seus dons para apresentar.

Participação Especial: Daiane Ribeiro (Dança do Ventre)

Contribuição: R$ 10,00

Local: CICC PAZRua São Jerônimo, 76 - centro Esteio/RS

Informações: (51) 98210643
ou clafilhasdalua@gmail.com

Organize uma SEGUNDA VERMELHA na sua casa, no seu bairro, na sua cidade...

Conheça a Campanha no Brasil: http://segundavermelha.blogspot.com

Repasse esse convite às mulheres da sua VIDA!!!

As maravilhas da DOLOMITA

O uso medicinal da argila é antigo. Ela estava presente na cosmetologia egípcia. Babilônios, assírios e chineses a utilizavam em problemas digestivos. Avicena, o "príncipe dos médicos", fala da argila, assim como Homero e Hipócrates, o "pai da medicina", a usava interna e externamente.
Talvez o pouco uso da geoterapia se deva à contaminação ambiental, o que restringe o local de coleta a áreas virgens, longe de plantações (por causa de agrotóxicos) e esgotos. A argila deve ser retirada de, no mínimo, 1 metro de profundidade, peneirada e guardada em recipiente não metálico. Algumas vezes deve ser exposta ao sol, antes do uso.
No cenário moderno da geoterapia surge a dolomita, carbonato duplo de cálcio e magnésio, rocha descoberta pelo geólogo francês Deodat Dolmieu, nos Alpes tiroleses (1750- 1801). Desde 1930, é analisada para tratamento de osteoporose. É branca, podendo chegar a uma textura finíssima, o que favorece a absorção.

Falam as pesquisas

Pesquisas realizadas no Instituto Weismann, de Israel, com um calcário dolomítico brasileiro comprovaram a presença de calcitriol, hormônio que fixa o cálcio nos ossos e atua em mais de 30 tecidos, produzindo aumento de trabéculas de medula vermelha e de massa óssea nos frangos que receberam suplemento do produto na ração, aumento da calcificação da matriz inorgânica, da flexibilidade e maleabilidade da matriz orgânica; redução dos sintomas e dor na osteoporose; estmímulo do crescimento infantil com vantagens sobre o leite de vaca.
O suplemento via oral, em média de 3g por dia, pode ser usado como terapia complementar para tendência à desmineralização óssea, cardiopatias, hipertensão, diabetes, distúrbios gastrointestinais, gastralgias, diarréia, câimbras, tendinite, dores musculares e articulares, fibromialgia, DORT, luxações recidivantes, bursite, processos inflamatórios, baixa imunidade, TPM, cólica menstrual, metrorragia, insuficiência renal, espasmos brônquicos, queimaduras, úlceras de perna, e sempre que for necessária a regeneração tecidual.

Talco

O uso em pó tem ação anti- hemorrágica, desodorante e cicatrizante. Pode ser usado em casos de gengivite, afta, pré- dentição, pós- extração dentária, higiene oral e lesões genitais. Na pele, é aplicado em ferimentos, escoriações, assaduras, mau cheiro nos pés, micoses e após a depilação. Previne escara quando espalhado no lençol de pessoas acamadas, melhorando o deslizamento da pele e aumentando a sua resistência.
Adicionando dolomita à água (2 litros de água para 1/ 2 copo de dolomita) obtém- se uma água argilosa para banho tanto para crianças como adultos, em casos de brotoeja, prurido e problemas dermatológicos. Uma colher (chá) de dolomita em pó num copo de salmoura aumenta o efeito antiinflamatório e analgésico. É usada em gargarejos nos casos de amigdalite e laringite. Em congestão nasal, rinite e sinusite, devem ser aplicadas duas a 3 gotas em cada narina, duas a 4 vezes ao dia.

Pasta e banho

Misturando- se água à dolomita, na proporção de uma parte de água para duas de dolomita, obtém- se uma pasta homogênea. A água pode ser substituída por chás (gengibre, para dores articulares) ou soro fisiológico (úlceras varicosas). A pasta tem ação analgésica, refrescante, antitérmica, relaxante e cicatrizante. É útil para casos de DORT, dores articulares, erisipela, seborréia, queimadura solar, psoríase e estado febril.
A pasta de dolomita tem uso intravaginal, em casos de candidíase, leucorréias, bem como para hemorróida interna, fissura e prurido anal.
O banho é indicado em casos de fibromialgia, insônia, depressão, pós- lipoaspiração, cirurgia de varizes. O uso estético de dolomita é útil no tratamento de estrias, flacidez, celulite e para amenizar rugas de expressão facial, olheiras, manchas e quelóide.

Cataplasma

A profundidade do efeito da dolomita é proporcional à espessura da aplicação. Atualmente existe uma apresentação prática de cataplasmas de vários tamanhos, fáceis de manejar e fixar. A cataplasma é preparada no tamanho proporcional à região a ser tratada. É aplicada em casos de sinusite, cistite, otite, na região pulmonar, sobre o fígado e em dores articulares crônicas.
Como a argila atrai toxinas para a superfície da pele, lembre- se da importância da desintoxicação intestinal nos casos de constipação, para evitar reações dermatológicas, embora isso seja muito raro. Em tais casos, a aplicação externa deve ser suspensa, utilizando- se apenas o pó, até que o nível toxêmico seja reduzido.
Para potencializar o efeito da dolomita, ela deve estar associada a outras terapias naturais, como a fitoterapia, hidroterapia e dietas especiais. O paciente deve sempre ser aconselhado a melhorar o estilo de vida através da utilização do ar puro, luz solar, água pura, repouso, exercícios, alimentação natural, além de evitar estimulantes, e manter uma atitude confiante no dia- a- dia.

Fonte: blog Medicina Natural

28 de abr de 2010

Posso Errar

Por Leila Ferreira


Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e.... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?
 

O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz — com um deles.
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.
Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro — concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.

O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo.. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.


(Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro Mulheres – Por que será que elas...)
 
Imagens Google e CeA

20 de abr de 2010

NATIVA - Movimento Feminino nas Aldeias



18 de novembro de 2006 — Mulheres indígenas de 16 etnias se reúnem para debater seus problemas e cobrar mais espaço nas lutas em defesa da terra e da cultura. Documentário produzido durante o evento mostra que a mobilização feminina nas aldeias é cada vez mais forte e organizada.
Fonte: YouTube

Por toda parte, tecendo redes...

Gran Círculo de Mujeres, Tejiendo Redes entre los diversos círculos femeninos en Chile y Latinoamerica. Santiago, Chiloe, Los andes, Viña del mar. Mexico, Brasil, Argentina. Todas danzando, celebrando, ceremoniando en un circulo de unidad

Como fazer os Abiosorventes

Eles são fáceis de fazer se você já costurou antes e tem uma boa máquina de costura (e tempo). A máquina é boa para fazer a finalização, mas é dispensável.

O modelo do absorvente Many Moons é o de duas abas - capa protetora e miolo - isto ajuda a aumentar a absorção, facilita a lavagem e secagem rápida - (não há nada pior que absorventes difíceis de limpar e que não secam completamente).
A aba do absorvente envolve a calcinha. O tecido da parte de baixo o mantém no lugar sobre a calcinha.
Há vários motivos que tornam o seu uso útil e simples.
Isto significa que se você tem tempo e condições de faze-los, eles serão uma excelente alternativa a ser adotada. Esses absorventes duram cerca de 4 a 5 anos - embora algumas mulheres tenham dito que os seus absorventes duraram mais que 8 anos.
O tamanho mostrado aqui é para absorventes regulares e mini.
Desculpem as ilustrações, elas não são muito boas, foram feitas à mão; esperamos que seja possível entender o que se pede.

Nosso conselho é praticar em um pedaço de material para um ou dois absorventes. O lugar exato da abertura da capa protetora faz uma grande diferença na funcionalidade do absorvente.

Materiais


Algodão - O algodão é a melhor escolha para o miolo e a capa. Nós achamos que a flanela é de longe o melhor material por ser muito absorvente sem ser muito grossa. As pessoas usaram o tecido Terry, mas acho que ele fica muito grosso com todas as camadas. Um algodão mais grosso é uma boa escolha; ele é um pouco mais encorpado que a flanela de algodão dobrada, é similar, no peso, a uma blusa de cotton.

Um conjunto de 8 camadas precisará de 3 partes de material. Você pode usar algodão comum ou, se você quiser um absorvente de luxo você pode usar algodão orgânico.

Nylon - O nylon é usado como uma barreira contra a umidade para o lado externo do absorvente. Isto é opcional - o absorvente pode ser feito sem o nylon, você tem apenas que se certificar da proteção e troca-lo com mais freqüência, para evitar vazamento. Somente um pequeno pedaço de nylon é necessário para cada absorvente. Use nylon de boa qualidade senão ele não garantirá a barreira contra umidade após algumas lavagens - nylon barato perde esta capacidade após algumas lavagens. Algumas mulheres tentaram o tecido Gore Tex, mas acharam-no muito caro.

Botão de pressão - Você precisará de botão de pressão para manter o absorvente preso na calcinha. Não use nenhum tipo de velcro, ele pode causar irritação. Nós nunca tentamos usar botão comum, mas também pode funcionar.

Passos

1) Corte o molde. Há 3 partes na capa protetora - a aba maior é a parte de baixo e será a parte que receberá uma costura. O exemplo dado é para o absorvente mini/regular. As duas abas menores são a parte de cima do absorvente, onde há a abertura por onde o miolo é inserido. Os modelos estão no final da instrução. Corte os moldes e mexa neles para ver como eles se encaixam. È recomendável avaliá-los, pois você pode querer modificar o tamanho e o modelo para se ajustar as suas próprias necessidades.

2) Corte um pedaço de nylon - do tamanho do absorvente.

3) Costure as bordas interiores - do lado superior do absorvente (a linha pontilhada da ilustração).

4) Dobre a beirada da fenda interna - e pressione com o ferro de forma que fique marcado.

5) Coloque os materiais um sobre os outros nesta ordem:
nylon
a parte maior
as duas partes com as bordas marcadas. Que formam a abertura para inserir o miolo.

6) Costure toda a volta do absorvente.

7) O absorvente está costurado ao avesso - você precisará desvira-lo. Para ter os cantos bem feitos você deve empurra-los para fora (com uma agulha de tricô). Se você não fizer isso, o absorvente ficará grosso nos cantos por acumulo dos tecidos.

8) Passe o absorvente com o ferro quente (não muito quente para não queimar o nylon).

9) Costure a parte de cima do absorvente - abrindo a parte da aba da capa (pontilhados vermelhos). Isto é necessário porque ajuda o absorvente a manter a sua forma. Também note os pontos pretos que é onde os botões de pressão dev em ir.

10) Coloque os botões de pressão.

11) Corte o miolo do mesmo tamanho. Costure em volta. Insira dentro da capa

12) Pronto!!!

Use e lave

Lave seus absorventes antes de usar - isto aumenta a absorção.
Depois do uso, separe as duas partes, passe pela água fria e enxágüe. Então coloque para lavar e secar. Passe a ferro se quiser. Eles estarão prontos para usar novamente!!
Se você colocar de molho em água fria as manchas serão mínimas ou sumirão.

FONTE: Cultura Sustentável

Encontrei este modelo ao lado que é um pouco diferente do molde e das imagens que já postamos anteriormente. Achei tão bonitinho também!

19 de abr de 2010

Segunda Vermelha no CICC PAZ é FESTA!!!


Venha de vermeho!
Roupa, acessórios, flor, lenço ou faixa no cabelo, 
batom, meia calça, tudo vale, SÓ NÃO DEIXE DE VIR!

16 de abr de 2010

La Loba 2010 - A Mulher Selvagem


Olá linda deusa
Estamos divulgando com antecedência para que possa se organizar e estar conosco nesta vivência que é ALGOOOO!!!
Se permita esta VIVÊNCIA. Faça as malas e venha conhecer e resgatar teu FOGO INTERNO, no friozinho gostoso da Serra Gaúcha deixar emergir a Mulher Selvagem que te habita.

ESPERAMOS VOCÊ!

A dança da vida feminina, o Ciclo Menstrual - Parte I

A mulher goza de uma estação adicional, o Ciclo Menstrual (mensal). Um termo usualmente utilizado em sanscrito para o Ciclo Menstrual e para as substancias relacionadas é artava, palavra derivada de rtu, que significa estação. O ciclo Menstrual é um evento especial que a natureza outorgou a mulher afim de que purifique seu corpo e mente fortalecendo o espírito em conexão com a energia shakti da criação.
Hoje a mulher moderna tem muito mais ciclos menstruais que as nossas ancestrais, por isso passa por muito mais mudanças e cada uma das oscilações é uma oportunidade para que se produza um crescimento, fortalecimento e aperfeiçoamento de caráter e espiritual.
Na realidade, ambos os sexos tem uma “estação” endócrina, porém a do homem é pouco conhecida, está embasado no Sol ao contrário da mulher que tem como seu satélite a Lua (a testosterona no homem, por exemplo, alcança seu ponto culminante na primavera e chega ao fundo no outono).

Segundo o Ayurveda as mulheres que estão em boas condições de saúde e com suas emoções equilibradas, parecem se interessar muito mais pela atividade sexual durante as fases da Lua Cheia, ou seja, àquela que no meio as atribulações contemporâneas, consegue encontrar seu centro e menstruar entre as fases Minguantes e Novas da Lua, está ovulando na fase Crescente/Cheia. O momento ideal para se menstruar é durante as fases; Minguante/Nova, uma vez que a natureza proporciona a expulsão de toxinas.
O Ciclo menstrual está sob a influência poderosa dos três doshas, desta forma em uma mulher sadia a dança dos doshas segue desta forma:
* Kapha predomina a partir do final do fluxo até a ovulação. O estrogênio, um hormônio do tipo kapha, deve alcançar seu ponto máximo durante esta fase.
*A progesterona aproxima-se de Pitta, e tem seu predomínio durante a fase secretora, que se prolonga desde a ovulação até o começo do fluxo. Logo é Pita que predomina no corpo da mulher durante a metade do mês.
*Vata cuja função no organismo é o transporte, predomina durante os dias de fluxo já que é responsável pela expulsão do sangue menstrual.

A natureza, ou Shakti não quer que passemos todos os meses com sofrimento, com dores menstruais, depressão, fadiga e cansaço, ao contrário, na realidade esses desconfortos acabam por ser um chamado para que voltemos às raízes, à fonte de criatividade pura a qual todas as mulheres possuem.
A busca da boa saúde feminina exige atividades e práticas de Sadhanas, ou de rotinas diárias e estacionais para prevenir a enfermidade bem como terapias depurativas e de rejuvenescimento para aumentar a saúde e a qualidade de vida.

Por Sabrina Alves

Mulher com diabetes não deve usar pílula

Recomendação foi definida pela OMS e vale quando a doença estiver descontrolada

Fernanda Aranda, iG São Paulo | 16/04/2010 11:20

Foto: Getty Images/Photodisc Ampliar
O uso de pílula pode piorar o controle do diabetes
As mulheres que sofrem de diabetes, e estão com a doença descontrolada, serão orientadas pelos médicos ginecologistas a não tomar pílula anticoncepcional até que os índices de glicemia voltem à normalidade.
A nova diretriz foi definida no final do ano passado por uma junta médica da Organização Mundial de Saúde (OMS). Pela primeira vez, todas as contraindicações da indicação da pílula foram reunidas em um manual. O guia será adotado pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), afirmou o presidente da entidade, Nilson Melo.
“A entrega do material aos profissionais brasileiros começa em maio”, informou. Segundo Melo, além das diabéticas em situação de descontrole da doença, as portadoras de lúpus também figuram no grupo de contraindicação para o uso da pílula. Não há nenhuma referência à idade e ao tempo de uso. “O uso prolongado (por mais de 10 anos da pílula) não traz prejuízo à fertilidade ou organismo”, diz ele.

O diabetes e a mulher
O diabetes é uma doença em ascensão no Brasil - ocupa o 10º lugar no ranking de mortalidade da população feminina em idade fértil (10 a 49 anos), de acordo com estudo divulgado ano passado pelo Ministério da Saúde. No País, 11% da população têm este problema de saúde.
Uma outra característica da doença é que o controle é difícil, o que reforça o alerta da contraindicação do uso do anticoncepcional. Um estudo feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que 76% dos portadores não conseguem manter os níveis seguros de glicemia, o que aumenta o risco de complicações como cegueira, hipertensão e até amputação de membros em casos mais extremos.
Ruy Lyra, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, explica que os anticoncepcionais orais são compostos de hormônios esteróides que podem piorar o controle da doença. Até então, afirma ele, não existia a diretriz de proibição de uso, trazida agora com o novo manual da Febrasgo. Ainda segundo Lyra, se forem feitos os ajustes necessários para o controle glicêmico, as pílulas podem ser usadas pelas mulheres com diabetes.
Enquanto a doença não estiver controlada, orientam os médicos, a indicação para a mulher evitar a gravidez são métodos como as camisinhas masculina e feminina, além do DIU.

14 de abr de 2010

Encontro na Lua Nova de abril


Um novo morrer, renascer, eternizar...

Entre tantas coisas ditas, sentidas e refletidas
nesta Lua Nova de abril no Círculo de Esteio/RS,
resumo nesta frase:

"Que meu sim seja SIM,
que meu não seja NÃO".


Gratidão à todas às guardiãs, às mães ancestrais,
às mulheres que estiveram conosco
(e àquelas que mesmo de longe se conectam)
e ao grande poder do Ventre Universal.

Ana Paula Andrade
Conheça este projeto CSVF

12 de abr de 2010

Roda de Cura com Pajé Sapaim


O Pajé Sapaim, da tribo kamaiurá, do alto Xingu estará no Rio Grande do Sul realizando Pajelanças, Atendimentos e Rodas de Cura em alguns Espaços da Região Metropolitana, entre eles o CICC PAZ, em Esteio.
O Pajé é conhecido internacionalmente, principalmente por ter atendido o ator Leonardo Di Caprio e a modelo Gisele Bündchen, a Ministra da Noruega e viajou fazendo consultas no Japão, Nova York, Washington, Europa, Marrocos. Ficou nacionalmente famoso pela apresentadora Xuxa, o cantor Egberto Gismonti, a cura do ecologista Augusto Ruschi e pelo documentário "Mensageiro do Tempo".

A Deusa Interior na prática da Dança do Ventre

Palestra de Ayurveda para Mulheres no CICC PAZ


Sexta, 09/04, tivemos a honra de termos a presença da nossa querida irmã - SABRINA ALVES - em nosso Espaço CICC PAZ.
Sabrina nos presenteou com uma bela palestra sobre AYURVEDA PARA MULHERES. Sua vinda ao Sul foi devido à Formações que acontecem no Instituto Gayatri, em Porto Alegre, onde faz parte do corpo docente. Agradecemos o carinho do Waldiney e da Karine, proprietários do Instituto Gayatri e a presença de sua pequena Ariane.

Grata aos queridos e queridas que compareceram e desculpem-nos àqueles que gostariam de ter estado mas não puderam se organizar às pressas, pois soubemos da vinda dela um dia antes.

Reiki Unificado - No Curso do Amor

Neste final de semana, 10 e 11 de abril, estivemos realizando mais uma Formação de Reiki Unificado Nível I - O CAMINHO DO CORAÇÃO, com base no Método Clã Filhas da Lua que, como todos os outros Sistemas, nos leva à mesma ÁRVORE, ao mesmo TRONCO ORIGINAL, á mesma RAÍZ.
Como disse a querida Carol: "esse não é um Curso de Reiki, é um Curso de AMOR" (e rindo de si mesma percebeu que falava a mesma coisa, rsrsrs). REIKI É AMOR. E esta, meus queridos, é a primeira e a Maior Medicina.
Estávamos entre 8 pessoas, nos recordando da essência primordial que a tudo criou e continua criando...
Intensidade, profundidade, beleza, emoção, libertação, integração... são palavras que se tornam vagas para descrever este momento, tão pouco para descrever a sensação que nos toma ao perceber-se parte desta GRANDE FAMÍLIA que cresce, se expande, se reconhece.

Costumo dizer algo um pouco diferente do que sempre ouvimos:
"MUITOS SÃO OS CHAMADOS... MAS POUCOS SÃO ÀQUELES QUE REALMENTE SE ESCOLHEM". (Ana Andrade)

Aí estão ELES... Reikianos...
...entre lágrimas e MUITO BRILHO, o sorriso da REALIZAÇÃO.

Nos honra ter estado com vocês,
Ana Paula Andrade
&
Ana Paula Marafigo

11 de abr de 2010

Encontro da Lua Nova de Abril


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para saber onde fica o CSVF mais próximo de você.

8 de abr de 2010

AYURVEDA PARA MULHERES
c/ SABRINA ALVES /SP
09/04/2010

PALESTRA GRATUÍTA
19h30min

Contribuição espontânea: erva-mate, sabonete, incenso, velas, almofadas para o espaço.

Local: CICC PAZ
Rua São Jerônimo, 76 - centro - Esteio/RS
(rua da Brigada Militar)
Fone: 98210643 / 92453371
ciccpaz@gmail.com

Organização:
INSTITUTO GAYATRI
CICC PAZ
CLÃ FILHAS DA LUA

7 de abr de 2010

Entrevista de Sabrina Alves ao "Pranto da Terra"

Sabrina Alves é uma privilegiada pela diversidade cultural e espiritual. Nasceu no meio de mulheres que tiveram coragem de passar adiante seus ensinamentos. E aprendeu a sistematizar esse conhecimento aprendendo o gosto pela pesquisa com seu pai. Hoje é terapeuta, e desenvolveu uma forma de cuidar das mulheres de modo a lhes oferecer a opção da escolha pela liberdade de seus corpos e de suas expressões espirituais individuais. Dessa forma, sempre buscando fazer conexões e tecer teias de fortalecimento para as mulheres, foi posta em contato com a Deanna L'am dos EUA que mantinha viva a campanha “Menstrual Moonday”.

A primeira vez que se comemorou foi em 2000, idealizada por Genebra Kachaman e Molly Strange. Elas arrumaram um jeito de incentivar as mulheres a ritualizarem suas menstruações e o fizeram com manifestações artísticas. Na época, a campanha teve adesão da França, Canadá, Escócia e Quênia. Kachaman e Strange diziam que a intenção da campanha era criar um senso de diversão em torno de menstruação, para encorajar as mulheres a assumir a responsabilidade da sua menstruação e de saúde reprodutiva, para criar uma maior visibilidade da menstruação nos meios de comunicação social; e para reforçar a honestidade da menstruação em nossos relacionamentos. Desde 2008 Sabrina têm disseminado a idéia da campanha no Brasil e América Latina. Muitas mulheres têm participado, mas aqui houve a necessidade de mudar um pouquinho o nome, afinal o Brasil é um dos poucos países que não usa o dias da semana com nomes planetários: Segunda-feira, Moonday, seria “Dia da Lua”, por exemplo, mas sendo assim o nome da campanha aqui ficou Segunda Vermelha!

PRANTO DA TERRA: Porque “Segunda Vermelha/ Menstrual Moonday”? Qual a necessidade de um movimento para revalorizar a menstruação?

SABRINA ALVES: Se eu dissesse que a maioria das mulheres passa sua vida de “menstruantes” sem olhar seu próprio sangue você acreditaria? Pois é, não é permitido, um tabu social, moral e religioso falar em voz alta que se está menstruada. Se você falta ao trabalho no seu 1º dia de menstruação, e se isso se torna uma pratica mensal, você é chamada atenção. A indústria farmacêutica está preparada com um arsenal de opções para despistar os odores, as cólicas e todas as sensações que porventura façam com que os outros, e até você, percebam que está menstruada. Definitivamente, se vive em um mundo que não é permitido se menstruar. Se você menstrua demais toma anticoncepcional. Se você tem espinha, esta opção também lhe serve. Agora se você é dada a “alucinações”, histerias, sonambulismo... Melhor suspender, afinal você fica fora de controle e imprevisível. Só que não se lembram que menstruar significa estar fértil. E aí está a outra ponta do iceberg, fertilização para se engravidar. Bom, dá pra perceber que parece estarmos, tod@s, eu diria até os homens, sob a guarda de controle. Perdemos a responsabilidade com nossos corpos, e se isso aconteceu, significa dizer que tem alguém fazendo isso por nós.

Bom, eu sou suspeita para falar, afinal, acredito que as pílulas são uma forma de controle e domesticação. Mas quero deixar claro que sou completamente a favor da auto-gestação ginecológica, que inclui engravidar, ou não, quando se quiser. Bom, mas aí é outra historia. (risos). Diante desse quadro, dizer em caixa alta, em vermelho, pela net, na mídia às mulheres que, menstruação é vida, me parece a 1ª necessidade. A segunda e não menos importante, muito embora não seja o carro chefe da campanha geral, mas é na brasileira por que acho boa a oportunidade, é que nesse momento do mês as mulheres têm fantásticas oportunidades de se centrar em si mesmas, e desse ponto receber insights e orientações para suas vidas. E a 3ª, e bem pode não ser a última, é que a campanha fortalece o sentindo de vínculo, preenche o vazio comunitário de não estarmos mais em círculos ao luar e nem nos momentos da Lua Nova. Menstruar é importante. Fortalece a vida.

PRANTO DA TERRA: O movimento possui um sentido apenas espiritual e de auto-estima ou também é ativista ecológico e social, atuando nas escolas, e promovendo alternativas aos absorventes, por exemplo?

SABRINA ALVES: De modo geral, o sentido já quebra até mesmo os paradigmas do movimento Feminista. Afinal, mesmo que por vias da natureza, deixamos de ser iguais aos homens e, de certa forma, nos transformamos, em alguns momentos do mês, em seres com necessidades especiais. A diferença não é uma doença. É só uma outra condição. Seria a manifestação da chamada terceira onda, um ativismo menstrual. Então, o que quero dizer é que, a princípio, a idéia da campanha é fazer com que as mulheres olhem seus ciclos de forma saudável, e não repugnante. Se assim o fosse, já seria um grande ganho para todos, inclusive homens. Mas existem mulheres, e nessa classe eu me incluo, que usa de seus ciclos como uma forma de aperfeiçoamento espiritual, sim. Outras, não fazem esse link espiritual, mas o ecológico tendo como bandeira os absorventes ecológicos, e têm outras que fazem uso da campanha englobando todas essas vertentes, de novo, eu me incluo nessa última opção. Acho mesmo importante é que se comece a falar de forma aberta, clara, pensando até mesmo em novas possibilidades de significar a menstruação como algo importante na vida das mulheres e para tod@s que estão a sua volta. Acho que a grande importância dessa campanha é fazer com que as mulheres percebam que elas podem ser auto-gestionadas, de que elas são donas de seus próprios corpos. E ter noção de que se é dona de seu próprio corpo, é espiritual essa condição, pois se honra o fato de ser uma humana sadia, e se ritualiza esse fato. D'EU'ZAS!


PRANTO DA TERRA: Qual a posição das participantes diante da prática recente de “suspensão da menstruação”?

SABRINA ALVES: Bom, eu diria aos agentes de saúde (médic@s, cientistas, etc) responsáveis por criar essa possibilidade de castração às mulheres que estaríamos prontos para o próximo passo: humanos que não excretam. Isso em um nível físico, em se tratando de espiritual, estaríamos cada vez mais distante da sensação de plenitude que é ser parte da Unidade. Afinal, quem foi que falou que meus odores, fluidos e líquidos não são Divinos?

PRANTO DA TERRA: “Meninos” também podem participar? Como?

SABRINA ALVES: Nossa, era tudo que eu queria!!! Meu marido acha o máximo e apóia. Divulga entre as alunas. E você já é também outro exemplo de um de que homens se importam, sim, com o bem-estar fisico/emocional e espiritual das mulheres. Creio eu, por que entendem a importância para o amadurecimento planetário. Resumindo, por favor, meninos, homens, machos alfa, beta, gama, etc...

Um Feitiço: Escreva em um diário todos os meses o que sente ao estar menstruada. Pode ser qualquer coisa, não precisa ser poesia, poder ser palavrões inclusive. Pois o importante é você não ignorar o fato. Se você já se sente confortável com isso, pode ir ao próximo passo: todo mês celebrar, sozinha que seja, sua menstruação. De forma simples, mas bem conectada.

Pegue uma concha. Uma vela vermelha. Um pedaço de fita vermelha. Óleo de verbena ou de rosas. Esfregue as suas mãos umas nas outras até esquentar. Pingue gotas do óleo escolhido e esfregue na vela. Pegue o pedaço de fita e mentalizando aquilo que gostaria de recomeçar, ou finalizar, ou até mesmo dar início, dê um nó na vela. Acenda a vela, em um ambiente cuidadoso em cima da concha. Outra opção para as que já se sentem mais seguras é usar o sangue da própria menstruação. A força é grande.

Fonte: Segunda Vermelha

Dia 03 de maio
(((SEGUNDA VERMELHA)))
No CICC PAZ - Esteio/RS
Agende-se e convide as amigas!!!

Clã das Nove Luas


*Um grupo exclusivo para gestantes, que pretende focalizar a mulher na sua inteireza! *

*Objetivos: *

-Possibilitar a descoberta do empoderamento da mulher no processo de gestação e parto;

-Criar um espaço para partilha de dúvidas, medos e troca de experiências.

-Promover o alinhamento do corpo, mente, sentimentos e intuição.

*Encontros quinzenais.
*Custo: gratuito.

FACILITADORAS:
Paula Irigoyen de Freitas - médica, doula, acompanha partos domiciliares há 3 anos junto a equipe do Ricardo Jones, Zeza e Zezé.
Amanda - pedagoga, doula, facilitadora de danças circulares e estudante de astrologia.


*Início:* 19 de abril (seg) às 18h
Local: Tawa
Rua Miguel Couto, 237
Menino Deus - Porto Alegre/RS

Maiores informações:
Amanda: (51) 85785707 ou (51) 84675707
mms_amanda@yahoo.com.br
Paula: (51) 91972188
paulaif@ig.com.br ou paulairigoyen@yahoo.com.br

3 de abr de 2010

Economia, Consciência, Atitude, Saúde...

Venho a tempo falando e incentivando às mulheres nos Círculos Femininos à abandonarem os absorventes tóxicos que a maioria utiliza e optarem por um Ciclo Consciente. Os Abiosorventes chegaram, ou melhor, VOLTARAM para nos acordar para uma série de questões. No marcador Ciclo Feminino neste blog, tratamos sobre elas.
Costumo dizer também, que pode ser uma boa fonte de renda fabricá-los, inclusive para mulheres que se encontram em situação de vulnerabilidade social, podendo ser proposta em Projetos Sociais das Secretarias Públicas.
Estamos falando de Saúde, Economia, Meio Ambiente, Cultura Sustentável... querem mais para convencê-los?
RECICLANDO CONCEITOS
(Júlia Kacowicz)

Aí estão eles, renováveis e bonitinhos!
Isso mesmo. Nada de usar uma vez e jogar no lixo.

Mas também nada de falta de higiene. Os absorventes, inspirados nos modelos de nossas avós ou bisas, usam toalhinhas de algodão. Depois de usadas, devem ser bem lavadas e secadas para serem usadas novamente. Os ginecologistas aprovam o material, dizem que é mais saudável para a mulher do que os plásticos.
E isso não é conversa de doido ou de ambientalista radical. A moda já está chegando em Brasília, São Paulo e no Rio de Janeiro. E ganhando adeptas. Quer saber como? Leia abaixo a matéria publicada no Correio Braziliense de ontem sobre a criação do modser, o absorvente verde idealizado por duas belas brasilienses, Mônica Passarinho e Nara Gallina. A matéria é de João Campos.

A idéia de usar um absorvente lavável, que chega a durar até cinco anos, pode parecer estranha a primeira vista. Coloca em jogo a relação da mulher com o próprio corpo e propõe uma mudança significativa de comportamento. Mas a motivação por trás da iniciativa de duas brasilienses em trazer o produto para a capital é nobre. E verde.
Apesar de dividir opiniões, o Modser, como é chamado, significa um avanço na preservação ambiental e na economia doméstica. Inspirada na antiga forma de conter o sangue da menstruação — quando se usava toalhas de algodão na calcinha —, a alternativa começa a ganhar adeptas na cidade.
Especialistas afirmam que o modelo diminui os riscos de alergia e preserva a saúde da mulher, mas alertam para os cuidados na higienização do material.
Essa história começa em 2005, quando a estudante de biologia Mônica Passarinho, 25 anos, fez uma viagem pela América do Sul. Na Venezuela, conheceu uma australiana que tinha comprado um absorvente ecológico na Inglaterra — absorventes biodegradáveis ou reutilizáveis são vendidos em supermercados e lojas de países da Europa e nos Estados Unidos.
Achei interessante e, como precisava economizar, resolvi comprar o material e fazer um para mim”, lembrou. No entanto, a produção e venda do Modser em Brasília começou no início de 2008, quando Mônica conheceu a arquiteta Nara Gallina, 24, no Instituto de Permacultura Ecovilas e Meio Ambiente (Ipoema), ONG da cidade.
Já conhecia alguns modelos pela internet e tinha vontade de trazer o produto para cá. Resolvemos nos unir para começar a produzir e apresentar a alternativa para as mulheres”, contou Nara.
O absorvente renovável tem o tamanho semelhante ao convencional (20 cm) e conta com um compartimento onde são guardadas duas toalhinhas feitas 100% de algodão. Nas abas há dois botões que asseguram a fixação na roupa íntima. “O fato de ser de algodão aumenta a ventilação, diminuindo o mau cheiro do sangue”, explicou Mônica, que buscou o aval de ginecologistas durante o desenvolvimento do produto.
Segundo ela, a eficiência do Modser — o nome faz uma alusão a um novo modo de ser feminino — é equivalente à do tradicional: “Se a mulher troca de absorvente três vezes por dia, ela continua com a mesma freqüência”. O número de toalhas colocadas no compartimento varia de acordo com a intensidade do fluxo de sangue.
“Cada unidade vem com duas toalhas, mas a mulher pode adquirir outras ou usar apenas uma para ter mais segurança”, complementou a estudante.
A produção é feita a quatro mãos. Os tecidos são comprados em um mercado de Taguatinga e higienizados pela própria dupla. “Temos duas máquinas de costura e trabalhamos em casa. É trabalhoso, mas vale à pena. Representa um grande passo na união dos cuidados com a saúde e o planeta”, observou Gallina. Até o momento, as amigas produziram e venderam 600 absorventes. Elas trabalham para fazer outros 400 até julho.
“A aceitação foi boa. Mostra que as mulheres estão abertas para mudanças e para a preservação do meio ambiente”, comemorou a arquiteta. A venda começou entre amigas, que comercializaram para as amigas das amigas e assim por diante. A unidade do modelo padrão custa R$ 12,50 e o noturno, um pouco maior para conter o fluxo à noite, R$ 15,20.

Saúde
Mulheres entre 20 e 30 anos representam a maior parte do público que busca os absorventes amigos da natureza. A culinarista vegetariana Marina Corbucci, 24 anos, soube da existência do Modser há oito meses, em uma conversa com amigas. Resolveu experimentar e aprovou o produto.
“É preciso conhecer a intensidade do fluxo para adequar o uso, mas ele nunca me deixou na mão. As toalhas juntas são mais absorventes que o plástico cheio de algodão do convencional. Além disso, o contato com a pele é mais sensível e evita a alergia”, contou.
Além de cuidar da própria saúde, ela procurou a alternativa para diminuir a produção do lixo vindo da indústria dos absorventes (leia abaixo). “É preciso repensar o nosso modo de consumo para ajudar a diminuir quantidade de lixo jogada no planeta”, alertou.
O ginecologista Antônio Carlos da Cunha, professor do departamento de medicina da UnB, afirma que os absorventes totalmente feitos de algodão são ideais para preservar a saúde da vagina. “Para manter a acidez da vagina é preciso cuidar do equilíbrio da flora bacteriana. Os absorventes convencionais têm muitos produtos químicos, como perfumes e cola, que prejudicam as bactérias que mantêm a boa saúde do órgão e alteram a acidez da mucosa interna” explicou o especialista. Segundo ele, a química deixa a vagina mais propícia à infecções e reações alérgicas, reclamação freqüente entre as pacientes.
No entanto, Antônio alerta para os cuidados na limpeza do material. “É preciso tirar os resíduos de sangue, deixar secar totalmente e guardar em local limpo e arejado”, complementou.
Segundo a dupla que luta pelo sucesso do Modser na capital do país, a principal queixa com relação ao uso do produto diz respeito à praticidade. Muitas mulheres alegam não ter tempo para lavar o absorvente, outras têm nojo do próprio sangue. Há algumas mulheres que reclamam do vazamento. Mônica explica que no tradicional, por ser vedado com plástico, o sangue escorre pelas bordas. Já no reutilizável, escorre pelos fundos.
“São necessários dois ciclos até a mulher adaptar o tempo de troca do Modser à sua necessidade, assim como ocorre com o tradicional. Recebemos pouquíssimas reclamações. É uma questão de adaptação”, explicou Gallina. “A mulher deve querer a mudança e entender que o bem virá para todos”, concluiu Mônica.”

Pesquisa: Blog Reciclando Conceitos
Júlia Kacowicz
Repórter do Diário de Pernanbuco
Foto de Zuleika de Souza. D.A Press

Grifos Ana Andrade

Abiosorventes - Absorventes femininos ecológicos

ALTERNATIVA ECOLOGICAMENTE CORRETA
Use ABIOSORVENTES. Faz bem à saúde, ao planeta e é uma escolha econômica.

VOCÊ SABIA QUE...

Ao longo da vida fértil, cada mulher utiliza cerca de 10.000 a 15.000 absorventes descartáveis? E que são milhões de mulheres descartando todo dia absorventes, e piorando a qualidade de vida do mundo em que habitamos? E que apenas nos Estados Unidos são jogados fora 12 bilhões de absorventes e 7 bilhões de tampões por ano?E que este material não é reciclável, vai todo para os lixões ou para o mar, é bastante poluente e dura cerca de 100 anos?

Estima-se que dois milhões (2.000.000) de aves marinhas e cem mil (100.000) mamíferos marinhos morrem anualmente por engolir plásticos inclusive absorventes descartáveis, tampões e aplicadores?

Que absorventes e tampões descartáveis são feitos de papel (árvores) alvejado e plástico e contém ingredientes como: metais, surfactantes, desinfetantes, fragrâncias, bactericidas, fungicidas, gel absorvente, colas e organocloretos entre outras coisas?

Que organocloretos como a dioxina, um subproduto do processo de branqueamento, está associada a problemas de saúde em humanos e animais, tais como: câncer de mama, deficiências do sistema imunológico, endometriose, vaginites crônicas, ressecamentos, baixa da libido, úlceras vaginais, coceiras, defeitos no feto e câncer da coluna cervical?

Que NÃO HÁ CONTROLE por nenhum órgão responsável, com relação aos produtos utilizados na fabricação dos absorventes descartáveis e tampões internos e as indústrias não precisam listar seus componentes na embalagem?

POR QUE MUDAR O HÁBITO E USAR ABIOSORVENTES?

Porque você que é mulher pode optar pela preservação do seu corpo e do planeta. Pode escolher honrar seu sangue como uma dádiva, um momento de purificação, uma benção, um caminho de espiritualidade e de regeneração.

Porque ao invés de "incômodo", a menstruação pode significar uma chance de interiorização e cultivo da feminilidade. O sangue menstrual, detestado por inúmeras mulheres e considerado sujo em muitas sociedades, pode passar a ser visto de maneira diferente. E então, a prática de lavar seus absorventes e reutilizá-los na próxima lua não parecerá assim tão maluca, pois irá colaborar para um planeta melhor, ao mesmo tempo em que resgata-se o poder feminino.

Porque o uso de absorventes reutilizáveis representa um contato mais íntimo com você mesma. Sim, pois ao invés de jogar no lixo um sinal de fertilidade, você passa a se relacionar com este sinal, percebendo que a menstruação pode ser uma coisa positiva. É sinal de que você ovulou e que não precisa ficar preocupada com seus hormônios. Simboliza o fechamento de um ciclo, assim como a lua, e que agora irá começar outro. É uma esperança para seu corpo, pois é uma limpeza que ele faz para no próximo mês preparar-se novamente para gerar uma nova vida.

Porque lavar os ABIOSORVENTES e reciclar o sangue no jardim, mantem você conectada com a Terra e a ter consciência dos ciclos da vida.

Responsabilidade Ambiental
Porque o uso de ABIOSORVENTES significa milhares de produtos descartáveis a menos nas lixeiras, campos e mares, menos químicas nas águas e no solo, e custos reduzidos - direta e indiretamente - ao consumidor.

Economia
Porque como o tempo de vida útil do ABIOSORVENTE é em média de 4 anos sua aquisição torna-se um investimento, pois refere-se a uma economia pessoal considerável.

Comparando: no caso dos absorventes descartáveis... calcule por baixo, caso você use 2 pacotes de absorventes descartáveis por ciclo (+/- 4,50 cada pacote x 2 = R$ 9,00/mês) vezes 12 meses vezes 4 anos, isto dá em torno de R$ 432,00. Um montante que você gasta e ainda polui o planeta.

Agora detalhe: 10 ABIOSORVENTES normais de tamanho M (que é o número ideal de absorventes utilizados por uma mulher em um fluxo mensal normal) custam em média R$ 140,30 e durarão cerca de 4 anos. Seu gasto mensal em 4 anos estará reduzido para R$ 2,92 por mês, ou seja um custo muito reduzido por uma escolha ecológica.
Observações:
Normalmente os ABIOSORVENTES são compostos de uma capa - que tem o mesmo formato de um absorvente com abas - e de duas camadas internas. A quantidade de camadas internas que será colocada dentro da capa é o que vai deixá-lo com maior ou menor capacidade de absorção.
É importante ter um número adequado de ABIOSORVENTES ao seu fluxo, para que você fique mais tranquila e não tenha que lavar e secar rápido para usar no mesmo período novamente.
Para calcular a quantidade de ABIOSORVENTES considere a troca diária recomendada, 3 vezes nos dias de maior fluxo e 1 vez nos dias de menor fluxo; vezes o número de dias do seu fluxo. Por exemplo: se o seu fluxo dura 4 dias, então são 10 abiosorventes (2 para o primeiro dia, 3 para o segundo dia, 3 para o terceiro dia e 2 para o quarto dia). Muitas mulheres consideram entre 6 e 12 abiosorventes o ideal.

COMO USAR:

1- Lave os ABIOSORVENTES antes de usar pela primeira vez para garantir uma boa absorção e higiene;
2- Tenha um número adequado de ABIOSORVENTES ao seu fluxo;
3- O ABIOSORVENTE é composto por uma capa e duas camadas internas. Você coloca as camadas internas dentro da capa e posiciona com a parte estampada voltada para baixo abraçando a calcinha.
4- Após usar o ABIOSORVENTE, você poderá deixá-lo de molho na água sem sabão e usar essa água para molhar suas plantas, pois é rica em nutrientes.
5- Depois, deixe de molho na água com sabão até a próxima lavagem. O ABIOSORVENTE pode ser lavado na máquina de lavar roupas.
Caso queira lavar na mão, não é preciso esfregar muito. O sangue, quando de molho apenas na água e/ou na água com sabão, tende a sair quase e/ou completamente.

Importante: Caso você não possa colocar de molho na água, é só guarda-lo bem fechadinho e lavar assim que possível.

Lembre-se o seu ABIOSORVENTES é tão higiênico quanto uma calcinha, e deve ser lavado com o mesmo cuidado. É também bastante durável: você poderá reutilizá-lo entre 4 e 6 anos. E, quando precisar jogá-lo fora, não se preocupe, pois ele será reintegrado à natureza em menos de um ano!

(Informações Andréa Faustino)

Onde Adquirir?
Ana Paula Andrade
Porto Alegre/RS
(51) 98210643/ (51) 32352124
clafilhasdalua@gmail.com

Andrea Viana Faustino

Florianópolis/SC
(48) 8814-3906
ventolunar_andrea@yahoo.com.br

Coisas de Mulher
abio@coisasdemulher.com.br

Artefatos de Pano
artefatosdepano@gmail.com

IPEMA
(12) 38482682
absorventesipema@gmail.com

Bioabsorventes Ecológicos
Bárbara Bolzani
bbolzani@gmail.com
(011) 8342 6916
(011) 2306 9831

Morada da Floresta
moradadafloresta@gmail.com
(11) 3735 4085

Lunas Bioabsorventes


Magna Dea



HERA - Anne Baring (Por Priscila Manhães)
"O medo de não ser páreo para a maturidade feminina é a principal causa da dominação e sujeição patriarcal da mulher."

Hera: um nome; diversas interpretações. Para muitos, Hera é a ciumenta e vingativa irmã esposa de Zeus, o todo-poderoso deus do Olimpo. Essa imagem estereotipada, contudo, oculta uma outra visão; na verdade, Hera é uma das mais grandiosas deidades femininas: muito, muito antiga, as origens de seus cultos se perdem na noite dos tempos, recuando ao menos até 10.000 a.C. Suas raízes remontam à Deusa Mãe do Neolítico, associada à vida, à morte e à regeneração, temas que fazem dela mais uma representação perfeita da Grande Deusa em sua típica triplicidade. Originária provavelmente de Creta, Hera possui muitos elementos em comum com Cibele, a conhecida e adorada deusa da Anatólia cujo culto atravessou muitos séculos.
Freqüentemente, Hera é representada na companhia de leões, serpentes e aves aquáticas. Na Ilíada, ela é chamada de "Rainha dos Céus," e também de "Hera do Trono de Ouro." Outro nome que costuma ser associado a Hera é "a deusa dos braços brancos." De todas as Deusas gregas, Hera é a única que realmente apresenta traços de soberania.

Ela é a DEUSA DO MATRIMÔNIO - não da beleza ou da atração sexual, ou ainda da maternidade, mas da união como um princípio. Como regente do casamento, é Hera que dá validade e importância a essa união. Hera é também a protetora das mulheres e de todas as formas femininas da vida.
Na Grécia, Hera era vista principalmente como a Deusa da Lua. O mês era dividido em três fases, a saber: o crescente, a plenitude e o minguar da lua. Por vezes, Hera era representada como a Deusa Tríplice, nas formas de Donzela ou Virgem, A Plena ou mãe, e a Viúva, ou a Separada. Hera, portanto, representa O PRÓPRIO CICLO DA MULHER EM TODO O SEU PODER E TOTALIDADE.
Ademais, Hera é o Princípio Feminino. É também uma díade mãe-filha, pois Hera e sua filha Hebe formam um todo, assim como Deméter e Perséfone. Na iconografia, seus símbolos são a romã e uma flor em forma de estrela. Tais flores eram trançadas em guirlandas e usadas para adornar seus bustos e estátuas. Assim como Cibele, Hera trazia nas mãos a romã. Um lindo diadema de ouro na forma de folhas e frutos de murta foi encontrado nas proximidades de seu templo em Crotona, mais uma associação. Mas a mais simbólica e profunda associação de Hera com o reino vegetal é a espiga de trigo, conhecida como "a flor de Hera."
Um de seus epítetos, Hera "dos Olhos de Vaca," não deixa dúvidas quanto à sua associação com o gado. Bois e vacas eram-lhe sagrados, até porque seus chifres se assemelham à lua crescente. Como Rainha do Céu e da Terra, ela traz semelhanças com a deusa egípcia Hathor. A Via Láctea era conhecida, simplesmente, como "a Deusa."
Na mitologia grega, Hera é, sem dúvida, a mais elevada das Deusas. Hera é mais conhecida como irmã e esposa de Zeus, mas tal associação é muito posterior. A mitologia mais antiga apresenta elementos que comprovam que a Hera original era independente e não possuía marido.
Posteriormente, é possível que tenha desposado Dioniso ou Héracles, que descem ao Mundo Inferior na Lua Nova para resgatá-la, trazendo-a na forma da Lua Crescente. O nome Héracles significa simplesmente "Glória a Hera." Por sua associação solar, Héracles, juntamente com Hera, representa a antiga imagem do filho-amante da deusa, e sua união é a união do sol e da lua quando esta se encontra em sua fase cheia.
Através de seus truques, Zeus leva Hera a adormecer, e Hermes põe Héracles ainda bebê em seu seio. Ele a morde e, ao despertar, Hera o empurra para longe; o leite que jorra de seu seio espalha-se nos céus, formando a Via Láctea.
Em seus locais sagrados, Hera era cultuada por dezesseis mulheres.
Após seu 'retorno' do Mundo Inferior, elas banhavam sua estátua numa nascente sagrada, restaurando assim sua virgindade - uma cerimônia que ocorria anualmente, antes da luz nova. O grande ritual do casamento entre Hera e Zeus ocorria no período da lua cheia, celebrando a união da lua e do sol. Irmão e irmã; marido e mulher: o Hieros gamos, o 'casamento sagrado', uma tradição mantida de uma era anterior.
Num nível mais profundo e ancestral, o casamento entre Hera e Zeus pode ser visto como a relação entre os dois grandes arquétipos da vida que só podem ser representados por um rei e uma rainha, ou um Deus e uma Deusa. Seu casamento regenera o universo, numa união criativa retratada no hieros gamos entre Hera e Zeus. Este sentimento era provavelmente compartilhado por todos os participantes de seus ritos, os quais celebravam seus próprios matrimônios no mesmo período do casamento entre a Rainha da Vida e o Senhor da Vida; um casamento que unia cosmicamente os dois grandes aspectos da vida.
Posteriormente, esses aspectos passam a ser vistos como a terra e o céu, sendo a terra representada pela deusa e o céu pelo deus. Contudo, por princípio, ambos estão muito além de suas representações. Para se ter uma noção mais correta da profundidade dessa união, é necessário conhecer a grande união abordada na mística tradição judaica da Kabbalah.
Mitologicamente, a Terra gerou a grande árvore de maçãs douradas das Hespérides em homenagem ao casamento entre Hera e Zeus; contudo, acredito que essa árvore fora outrora sagrada a Hera, e possivelmente as 'maçãs douradas' eram, na verdade, romãs. Para mais detalhes sobre sua maravilhosa união, recomendo a leitura do 14o. livro da Ilíada.
Templos gigantescos foram erguidos em sua honra em Samos e no sul da Itália, além de outras localidades. Hera era cultuada em sua forma humana como uma manifestação da lua. Seu templo principal, porém, ficava na planície de Argos: o Heraion. Reconstruído três vezes, o primeiro Heraion foi erguido por volta de 1000 a.C., nas fraldas do Monte Euboia, num amplo terraço de frente para a grande planície do Argos. Uma vez por ano, durante uma lua cheia, tinha lugar a procissão ritual de Hera, que passava pelas cidades do Argos: Micenas, Tiryns, Argos, Midea. Para os gregos de então, o Heraion possuía a mesma importância que o Templo de Jerusalém possui para o povo de Israel: ele era "o" templo, um santuário para toda a terra. O mais antigo dos templos possuía enormes alicerces, os quais ainda podem ser vistos.
Voltando à mitologia, lemos que Zeus assume a forma de um cuco, abrigando-se no colo de Hera durante uma tempestade. Com pena do pequeno pássaro, ela o cobriu com sua túnica. Por conta disso, o cuco figura na ponta de seu cetro e também é esculpido em seus templos. A lenda mostra claramente como Zeus não passa de um intruso nos domínios matriarcais de Hera. Através do simbolismo do cuco, Zeus passa a integrar a lenda do culto a Hera.
Trata-se de um culto bastante místico, cujo símbolo era a romã. Hera era cultuada como uma divindade numinosa, que se manifestava para as pessoas. Seus seguidores não lhe dirigiam pedidos, e ela provavelmente era cultuada como o princípio regenerador da vida, regente do Mundo Inferior, da cúpula celeste e da terra. "Se não conseguir demover os deuses do alto, volto-me para o Mundo Inferior", diz Juno na Eneida. Tais palavras, porém, ecoam uma imagem mais antiga da Grande Deusa. A romã de Hera passou para Perséfone.
Seus devotos entoavam-lhe canções, e sem dúvida eles eram capazes de "vê-la"; afinal, falamos de uma época em que a experiência visionária ainda era aceita.
O mais velho de todos os seus templos ficava em Olímpia, e é anterior ao ano 1000 a.C. - muito mais antigo do que o templo de Zeus. Ali, Hera regia os torneios, onde as mulheres corriam tão bem quanto os homens. As corridas entre as mulheres eram divididas em três categorias - cada uma de acordo com a idade. (seria esta uma referência à triplicidade Donzela-Mãe-Anciã?) Os torneios ocorriam no dia seguinte à lua cheia.
No interior do templo de Olímpia, uma estátua apresenta Hera sentada em seu trono, a Rainha dos Céus. Ao seu lado, Zeus está armado como um guerreiro, mostrando claramente que ele é quem fora escolhido como o favorito da deusa, e não o contrário. Através de Hera, as mulheres eram enaltecidas e os homens desenvolviam sua onisciência do feminino.
Se Olímpia é seu mais velho templo, o maior era o de Samos. O primeiro altar possuía 32 metros quadrados; anos depois, foi construído outro muito maior, com 120 x 54 metros, decorado com um friso por toda a sua volta, como no templo de Pergamon. Em termos de locais sagrados, a ilha de Euboea era-lhe dedicada, e templos enormes foram-lhe erguidos na Beócia, na Sicília, e em Paestum, na Itália, onde existia uma rede de templos que se assemelhava a uma cidade a ela dedicada. Aqui, Hera era a Deusa do Mundo Inferior, além de ser Rainha dos Céus.
Como a lua crescente, Hera ressurgia dos mortos; portanto, era ela quem restaurava a vida aos mortos. Seu templo em Crotona, no sudeste da Itália, fornecia um elo de ligação entre a planície de Argos e Paestum. Atualmente, uma solitária coluna é tudo o que restou desse outrora grandioso templo.
Posteriormente, através de Homero, Hera passa a ser vista como a esposa ciumenta e aborrecida de Zeus, sempre tentando recuperar seu poder perdido, manipulando por trás de um casamento infeliz com um marido patriarcal. Isto ecoa a antiga voz da deusa, que tenta encontrar seu papel no novo mundo patriarcal. Reflete também a completa submissão das esposas gregas diante de seus maridos. Ela se vinga de Zeus em suas amantes, e também nos frutos dessas uniões - uma paranóia da esposa rejeitada, ciumenta, manipuladora. Por sua parte, Zeus se mostra constantemente infiel, provocando-a e ameaçando- a: "Nem com você, nem com tua ira eu me importo." Dessa união, surgem dois filhos: Hefestos, o aleijado, e Ares, deus da guerra e da discórdia.
Na Ilíada, percebemos a necessidade do macho imaturo em difamar e satirizar as mulheres poderosas e a antiga rodem social matriarcal; a necessidade de negar às mulheres seu grande poder e sua profunda relação com a vida. Em Homero, Hera então é reduzida a uma figura risível, ciumenta e vingativa, num contexto que retrata uma cultura dedicada à guerra, ao sacrifício humano e à glória. Zeus, por sua vez, encaixa-se no papel arquetípico do 'Don Juan', é a imagem do macho fálico que passa a dominar a cultura grega. Agora, Hera não passa de uma deusa conquistada e subjugada, oriunda de uma ordem mais antiga. Zeus surge de uma cultura invasora, que cultuava deuses do céu e que chegou ao Mediterrâneo vinda do norte, impondo-se sobre as culturas anteriores que ali existiam: a invasão dórica.
Num nível mais profundo, os problemas de relacionamento entre Hera e Zeus simbolizam a dificuldade em se unir as tradições Lunar e Solar na mente humana, pois devemos descobrir como elas podem coexistir e frutificar. Trata-se de dois tipos diferentes de consciência: a Solar: heróica, com sua abordagem linear, lutando pela supremacia e pela perfeição; e a Lunar: cíclica, em busca da harmonia do relacionamento, da conexão, da integração ou da síntese, da totalidade.
Por aí, podemos perceber o quanto temos a aprender com Hera.


RITUAL DO TEMPLO DE HERA

As mulheres-Heras são anciãs sábias que já alcançaram a comunhão espiritual com a Grande Mãe. Medita-se com Hera para contatar a nossa Deusa Interior e buscar um novo Renascimento.

Encontre um local reservado em sua casa para este ritual. Crie condições que lhe propiciem esta viagem, acendendo um incenso ou uma vela e colocando um relaxante som ambiental. Sente-se confortavelmente com a coluna ereta e feche os olhos. Inspire e expire profundamente através de uma respiração abdominal. Já soltando o corpo e girando o pescoço no sentido horário. A seguir, no sentido anti-horário. Comece então a visualizar um caminho que a levará ao topo de uma montanha. Lá surgirá entre uma névoa o Templo de Hera. Caminhe por entre as colunas e vá até seu trono. Curve-se diante dela demonstrando respeito. Ela descerá de seu trono e virá recebê-la. Beije sua mão e ela a abraçará. Em seguida será encaminhará pelas escadarias e a colocada em seu trono. Sente-se, sem receio. Hera perguntará a você agora, o que faria se fosse lhe concedido o benefício de ser rainha por um dia. É hora de você avaliar sua vida e verificar tudo o que gostaria ainda de fazer para ajudar em primeiro lugar a si mesma e depois aos outros. Pense baixo ou fale em voz alta, como lhe aprouver. Sinta-se Rainha e Dona não só de seu interior como do mundo. Inspire e expire este poder.
Refaça suas escolhas, reorganize sua essência, reprograme sua mente, mas acima de tudo defina um propósito de vida e prepare-se para incorporar uma nova mulher. Suas derrotas ou vitórias dependem do grau de intensidade do seu sentir e do seu referencial interno sobre o mundo. Você como rainha tem o mundo em suas mãos e souber administrar este poder com os olhos do coração, entenderá que o bom o ruim são apenas manifestações que não estamos aptos a aceitar.
Quando você se achar pronta, levante-se do trono e agradeça à Hera esta rara oportunidade. Ela lhe acompanhará até a entrada do templo e você seguirá sozinha o resto do caminho. Volte a inspirar e expirar vagarosamente sentindo seu coração lotado de prazer. Abra os olhos e se espreguice. Recomece neste instante uma nova vida, mais aberta à capacidade de transformação.

Fonte:
A Alta Sacerdotiza

Labrys - Machado da Deusa

De todo os símbolos religiosos da antiga Creta, o Labrys era o mais sagrado. Machados duplos estilizados abençoavam os santuários, casas e palácios Cretenses.

O Labrys encontrado em representações Minoanas antigas da Deusa Mãe onde seu simbolismo está diretamente relacionado ao labirinto. A palavra labirinto significa "Casa do Labrys", invocando a presença da Deusa e seu poder regenerador. A palavra "Labrys" também está relacionada a mesma raiz do latino labus, que significa lábios e liga o machado de dois gumes diretamente ao orgão sexual feminino.


A Casa do Labrys, então, é literalmente o santuário que inclui o ícone do poder criativo da mulher. O labirinto é o corpo da Deusa, o centro dele é o seu útero.
Em sua origem, o labirinto se refere ao Palácio de Cnossos em Creta, um edifício decorado ricamente com o símbolo do Labrys. Nele danças sagradas eram performadas por mulheres, que percorriam um longo caminho que conduzia ao centro do Palácio e para fora dele novamente, evocando o tema do nascimento, vida e morte.

Baseados nesta simbologia podemos deduzir que o Labrys representa a Deusa, transformando morte em vida. O machado também reitera a forma da borboleta e sua capacidade de se transformar de uma lagarta dentro de um casulo numa criatura alada, livre. O crescente aberto da extremidade superior do machado nos remete ao arco dos tubos uterinos, se encurvando do útero em direção aos ovários.

Símbolos semelhantes ao Labrys aparecem em objetos religiosos escandinavos, africanos e gregos onde é freqüentemente um símbolo feminino, provavelmente lunar em sua origem.

O Labrys representa a Deusa Mãe, assegurando o desenvolvimento da humanidade em seus braços. As lâminas do machado podem ser interpretadas como crescentes lunares e os braços da Deusa, protegendo e transformando os ciclos da vida

O Labrys também está diretadamente ligado às Amazonas, uma sociedade mítica de mulheres guerreiras cultuadoras de Ártemis que jamais se submeteram às vontades masculinas e valores da cultura patriarcal. Dentre todos os instrumentos de guerra o Labrys era o seu preferido. Mitos sobre as Amazonas são encontrados na Grécia antiga, Roma, África, Ásia Menor e Creta. A palavra a Amazona tem sido traduzida largamente como "igual aos homens", evocando em nossa mente poderosos simbolismos de reivindicação de igualdade nos direitos entre homens e mulheres. Assim, o Labrys pode ser interpretado como um símbolo de busca pela verdade feminina e hoje é freqüentemente usado como um sinal de identidade e solidariedade entre o movimento feminista.

Tradição Diânica Nemorensis

É associada a várias Divindades Femininas da mitologia greco-romana, como Gaia, Réa, Ártemis, Diana e aparece também em outros lugares do mundo, como na Índia e no Egito.
Labrys é ainda hoje, um símbolo maior de afirmação do feminino.


Fonte:
A Alta Sacerdotiza
Labrys
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