31 de mai de 2010

Certas mamadeiras de plástico podem fazer mal à saúde do bebê

Pesquisas recentes revelam que um tipo de plástico muito usado em mamadeiras pode provocar doenças.

Atenção, mães e pais! Se vocês têm filhos que usam mamadeiras, fiquem de olho nesta reportagem: pesquisas recentes revelam que um tipo de plástico muito usado em mamadeiras pode provocar doenças. Quem explica é a repórter Flávia Cintra, que estreia neste domingo (16), no Fantástico.

Quem é mãe sabe: diante de tantas opções, como escolher a mamadeira do seu filho? “Pela cor, porque é menininho. Eu sempre compro azul”, diz uma jovem. "Eu procuro alguma semelhante com o bico do seio", comenta outra. "Eu gosto de uma que abre em baixo, porque aí eu lavo, coloco para esterilizar", diz mais uma.

Mamadeira de plástico ou de vidro? "Eu compro de plástico", cita outra mãe. "Prefiro mamadeira de vidro", comenta mais uma.

A mamadeira de plástico é motivo de preocupação em vários países. Pesquisas mostram que, em determinadas condições, o plástico pode liberar uma substância prejudicial às crianças. A substância é o bisfenol A, também conhecida como BPA.
No começo do ano, o departamento americano que controla remédios e comidas passou a orientar as famílias a tomarem cuidado com o plástico na preparação da alimentação infantil. Essa notícia pegou muitas mães de surpresa, gerando muitas dúvidas e preocupações. Por isso, o Fantástico reuniu três mães – a Andréia, a Rosana e a Mônica – com o doutor Anthony Wong.
Quanto mais nova for a mamadeira, maior a quantidade de bisfenol ela desprende? "Sim. Quanto mais nova a mamadeira. Se essa mamadeira for de plástico e conter bisfenol A, certamente quanto mais nova a mamadeira maior quantidade dessa substância”, explica Wong.
Assim como nas mamadeiras, as chupetas fabricadas com BPA ou bisfenol também podem fazer mal à saúde. “Existem sete classificações internacionais para o plástico. O 1 a 6 não têm BPA. O maior risco é grupo 7”, diz Wong.

Dicas para as mães
Preste atenção: o número 7, que indica presença de bisfenol , normalmente aparece dentro de um triângulo, na parte de baixo de produto. Anote outras dicas importantes: pratos e potes plásticos também podem conter bisfenol A. Por isso, aqueça os alimentos em recipientes de vidro ou cerâmica. Não ferva nem lave a mamadeira com água quente. Basta detergente e água fria.
As indústrias estão proibidas de fabricar mamadeiras com esse tipo de substância no Canadá, Costa Rica e Dinamarca. Na França, o Senado aprovou a proibição em caráter provisório. Nos Estados Unidos, o bisfenol A foi proibido nos estados do Illinois e em Minnesota. Outros estados americanos debatem o assunto.
"Existe sim relação entre o BPA e câncer", afirma Sarah Vogel, doutora em química pela Universidade de Columbia. "Quanto mais jovem, maior o grau de exposição", completa.
As pesquisas sobre os efeitos do bisfenol em seres humanos ainda não são conclusivas e dependem de novos estudos, mas os dois médicos ouvidos pelo Fantástico afirmaram que não há motivo para pânico.
"Eu acredito que não é um motivo de alarme para as pessoas, mas simplesmente uma forma de você ficar atento. Você esquenta num lugar passa para o outro e acabou”, afirma Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição Atmosférica da Universidade de São Paulo (USP).
“A prática de aquecer o leite em outro frasco, que não seja de plástico, passar para a mamadeira e dar imediatamente para a criança ameniza o problema?”, pergunta uma mãe.
“Sem dúvida. Você deixa esfriar um pouquinho e depois transferir para a mamadeira numa temperatura ambiente, o risco de eluição, a saída do BPA do plástico para o leite ou para o líquido lá dentro, é praticamente zero”, explica Wong.

Uma última dica dos médicos: amamentar no peito é sempre melhor do que qualquer tipo de mamadeira.

"Se possível, até 1 ano de idade. Exatamente porque o leite materno sai diretamente, realmente está isento não só de bisfenol, como de um monte de outros contaminantes. Além de fornecer à criança anticorpos que protegem contra doenças tão graves da infância”, conclui o médico.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que, no Brasil, o limite é de 0,6 miligrama de bisfenol para cada quilo de plástico. Em nota enviada ao Fantástico, a Anvisa diz que acompanha a discussão internacional sobre o bisfenol, e que considera seguro para o ser humano o limite vigente no país para essa substância.

Assista o vídeo na página do Fantástico.


Enfim a Globo, nossa grande educadora nacional (sic), tangencia o tema que é o tópico quente em todo o mundo, minimamente informado!
É claro que no final a opinião das áreas da saúde ainda têm dúvidas (científicas???) e dão o abrandamento de que a "dose" que temos aqui é perfeita e maravilhosa e que está totalmente dentro dos padrões de "resguardar" a saúde de todos! No entanto, parece que outros países não acham assim e baniram simplesmente a substância, pelo menos nas mamadeiras e outros ...  (Jacques Saldanha)
Quem quiser ter mais dados acesse o site do Jacques www.nossofuturoroubado.com.br e vá na busca interna da página e coloque as palavras "BPA" ou "Bisfenol A". Terá a visão do que corre pelo mundo a respeito desta molécula (que não está só nas mamadeiras e bicos, mas também, em tudo o que tem policarbonato e epoxi).

3 comentários:

Fabiana Dupont disse...

O Post ficou muito bom! Gostaria só de complementar que em relação às mamadeiras, não é seguro esquentar o líquido fora e colocá-lo quente na mamadeira com bisfenol A (policarbonato). De acordo com pesquisas realizadas, a transferência ocorre mesmo se o recipiente não for aquecido. Isso se dá porque a molécula do bisfenol A não é estável.
Para maior segurança é melhor não usar mamadeiras que tenham Bisfenol A. Alternativas já estão disponíveis no mercado: mamadeiras de vidro e BPA free.
Para mais informações, pesquisas e notícias sobre o bisfenol A acesse o site: www.otaodoconsumo.com.br

Clã Filhas da Lua disse...

Isso mesmo Fabiana, grata pelo acréscimo, boa lembrança... abraço.
Ana Paula Andrade

Ministério da saúde disse...

Olá blogueiro,

Dê ao seu filho o que há de melhor. Amamente!

Quando uma mulher fica grávida, ela e todos que estão à sua volta devem se preparar pra oferecer o que há de melhor para o bebê: o leite materno.

O leite materno é o único alimento que o bebê precisa, até os seis meses. Só depois se deve começar a variar a alimentação.

A amamentação pode durar até os dois anos ou mais.



Caso se interesse na divulgação de materiais e informações sobre esse tema, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br

Obrigado pela colaboração!

Ministério da Saúde

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