21 de jan de 2010

Anticoncepcionais


Nos Círculos Femininos conversamos muito sobre a importância de nos harmonizarmos com nossos Ciclos, respeitarmos e conhecermos nosso Fluxo Sanguíneo, nosso Tempo de Lua... entre outros assuntos, sempre surge a questão "anticoncepcional", então... aí está um texto do Dr. José Carlos, enviado por nossa amiga Adriana Salerno de Porto Alegre.
Boa leitura!


Por José Carlos Brasil Peixoto

Um dos maiores marcos da medicina no século XX. Tido e havido como a chave de mudança para quea mulher pudesse chegar a sua independência e igualdade de direitos com o homem. Uma redenção, uma porta para a liberdade! Mas o mundo consumista é ardiloso em, a partir de demandas sinceras, cooptá-las em prol de sua insaciável necessidade de gerar lucros, apenas lucros.A castração química proposital provocada pelos anticoncepcionais de uso oral foi aprovada pelo órgão americano de liberação de medicamentos nos idos dos anos 60, após sumária experimentação em um país da América Central, apesar de seus primeiros estudos levarem à morte não pesquisada algumas das primeiras experimentadoras. Na mesma época se inicia um processo inexorável de busca de direitos iguais entre homens e mulheres. A indústria química, que vinha em franca expansão desde os inocentes anos 30 estava buscando grandes mercados! O fracasso criminoso do dietilbestrol (imitador estrogênico, descoberto por acaso, em 1938 e usado para proteger o gravidez, reponsabilizado por graves danos transgeracionais) e da terapia de reposição estrogênica, (1964, terapia baseada no uso exclusivo de Premarim do lab. Ayerst, levado ao sucesso por um "boníssimo" médico ginecologista de Nova York, que foi um dos primeiros arautos do "fique eternamente jovem", mas que aumentava em 8 vezes as taxas de câncer uterino) não foi o suficiente para se inibir a capitalização de um produto com tamanha fascinação: hormônios! (E hoje em dia tem a tal pesquisa dos hormônios que fazem mais mal do que bem na terapia de reposição hormona e que afinal de contas são os mesmos dos anticoncepcionais).Os hormônios femininos foram descobertos no início do século XX - os estrogênios em 1902 e a progesterona poucos anos após. No entanto a preocupação da indústria química não foi fornecer em seus medicamentos substâncias iguais àquelas encontradas no organismo humano! Como o homem faz melhor que Deus, os anticoncepcionais ferem o mais básico conceito de ecologia e especificidade hormônio-receptor: usa-se substâncias que agem como se fossem hormônios, mas diferentes em número de átomos, ou até mesmo com elementos químicos totalmente diferentes daqueles encontrados no organismo feminino. A advertência de que substâncias que imitam hormônios femininos (xenoestrógenos:DDT, PCBs, plásticos etc.) são considerados poluentes do meio ambiente (causadores de muitas enfermidades) não inquietou esta maravilhosa máquina de ganhar dinheiro: anticoncepcionais orais! A necessidade do seu uso foi o ardil: torna a mulher independente!Tornar a mulher com a habilidade de conter a capacidade reprodutiva a levou ser igual ao homem. Esta é a mídia. Nenhum homem concebe a possibilidade de se tornar um castrado, veja-se que mesmo a vasectomia não inibe o funcionamento dos testículos, já os anticoncepcionais impedem que os ovários funcionem fisiologicamente.Por outro lado o uso de anticoncepcionais proporciona uma revolução na arte das relações humanas. Ter sexo com qualquer pessoa tem sido um predicado do comportamento masculino. Tornar a mulher parecida com o homem tornará o mundo mais amoroso? O padrão masculino não é o da guerra, da falta de carinho, da superficialidade nas relações, da falta de comprometimento? Qual a vantagem de tornar mulheres iguais aos homens? Afinal direitos iguais é ambição óbvia de uma sociedade, mas o respeito à biologia feminina, a um padrão genuinamente feminino de existência, é o mínimo que se poderia exigir na busca desta igualdade de direitos. O uso de anticoncepcionais auxilia as pessoas a serem menos íntimas, a conhecerem menos o funcionamento de seus corpos. Casais que se amam podem usar a capacidade intelectual a favor da sua capacidade reprodutiva. Sem estesmedicamentos uma relação sexual seria associada a comportamentos de qualificação da intimidade e parceria extrema. Mas o mundo consumista obviamente não visa uma melhoria do ser humano, visa gerar apenas mais consumidores!


Seres humanos completos, conscientes, críticos e verdadeiramente amorosos não fazem parte dos planos do nosso mundo atual! A superficialização da sexualidade, a descartabilidade das relações, é parte necessária do movimento financeiro de hoje em dia! E medicamentos como os castradores químicos de uso oral são peça fundamental deste ciclo.


Amar é antes de tudo amar a si próprio, amar o próprio corpo! Amar é reverenciar a natureza dentro de nós! Amar também é reconhecer em si mesmo a capacidade reprodutiva como um ato de respeito, consciência e fruto de profunda intimidade.Os anticoncepcionais quando analisados neste sentido bem que poderiam ser chamados de Anticoncepcionais do amor...


Nota: José Carlos B. Peixoto é médico homeopata e pesquisador em ecologia aplicada à medicina.



Indicamos a leitura do livro do José Carlos - A MENOPAUSA E OS SEGREDOS DOS HORMÔNIOS FEMININOS - maravilhoso!
Publicado em 2004, o médico gaúcho compartilha da linha clínica e filosófica do falecido Dr. John R. Lee, apresentando "uma visão à luz da ecologia humana", como ele próprio descreve na obra em seu subtítulo.
Pedidos: diretamente ao autor (swjcbp@portoweb.com.br). Uma leitura imperdível.

Indicamos ainda o site dele http://www.umaoutravisao.com.br/ (tem link na lista de páginas recomendadas, aqui no blog).
Imagens retiradas do google.

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