11 de dez de 2009

Mulher SEXO FORTE

“A mulher é a espinha dorsal da sociedade. Elas precisam ser saudáveis, instruídas, conscientes e fortes para sustentar qualquer comunidade. Igualmente importante é que os homens (parceiro, pai, irmão e filho) compreendam as complexidades da mulher, seus meandros fisiológicos e suas dimensões físicas e emocionais ligadas à maternidade. Em uma sociedade em que as mulheres não são compreendidas nem consideradas importantes, e ainda são suprimidas, não pode haver equilíbrio, harmonia e paz”. (Dra. Vinod Verna – Kama Sutra para mulheres)

A mulher é o núcleo da menor unidade social e quando ela não está bem, a confusão e o caos se estabelecem na família.
A mulher deve se proteger e salvaguardar seus próprios direitos mais do que esperar isso dos outros. Não deve fazer com que o homem dependa dela, seja nas responsabilidades domésticas, seja no aspecto emocional.
A mulher não percebe os danos que causa a si mesma acumulando responsabilidades que poderiam ser divididas com o restante da família. Uma mulher pode trabalhar para os outros por generosidade e amor, porém, ao torná-los dependentes dela para todas as pequenas coisas do dia-a-dia, ela está somente causando mal a todos. É lamentável quando um homem não sabe onde estão suas roupas, não consegue fazer uma pequena mala para viajar, preparar a própria comida ou realizar qualquer outra pequena tarefa doméstica. Se um homem assim for vítima de alguma adversidade, ele se sentirá completamente confuso e perdido, e muitas vezes buscará qualquer pessoa para preencher suas necessidades.
Já as crianças e jovens, criados por mães que fazem tudo para eles nunca se tornarão auto-suficientes e autoconfiantes. Sua personalidade não se desenvolve adequadamente, eles não aprendem a decidir por si mesmos e tendem a crescer fracos. É provável que os meninos se tornem uma preocupação para suas parceiras e as meninas propaguem esta tradição negativa. O resultado final é que todos sofrem, especialmente as mulheres.
Uma mulher não deve agir como uma serva muda para sua família. Ela deve fazer os outros compreenderem, de maneira sutil, seus deveres e responsabilidades. Isso deve ser feito de modo lento e amigável. Uma mudança abrupta e repentina pode causar uma atmosfera desagradável e provocar reações fortes e irreversíveis.
(texto extraído do livro Kama Sutra para mulheres)

Uma mulher pode trabalhar pela sua libertação de vários modos discretos e diplomáticos, até porque, às vezes é difícil para a própria mulher, que já cultiva por tanto tempo tal condicionamento, tomar decisões por sua saúde física, mental e emocional.

Mas vamos lá, algumas dicas:
- Se você passa o dia envolvida com a casa, com a família e os afazeres domésticos, tire um tempinho para você: crie a hora do chimarrão (que não seja aquele com o maridão e os filhos, por favor), um momento na semana para fazer as unhas, caminhar com uma amiga ou fazer uma academia. Que tal ir no cinema! Faça um trabalho voluntário, que não seja na sua casa, nem para os seus familiares! Procure uma ONG, orfanato, asilo, clube de mães...
- Procure a Secretaria de Cultura da sua cidade, conheça a programação, assista a algum espetáculo, apresentação artística. Se você gosta de cantar, procure informar-se se existe algum Coral Municipal em sua cidade, isso é ótimo, faz muito bem... todos temos condições de desenvolver o canto. Você pode se surpreender consigo mesma!
- Faça algum curso de artesanato, busque a Associação de Artesões do seu município, eles podem lhe dar dicas.
- Se a sua casa é tumultuada, procure um parque arborizado, escute os passarinhos, deite na grama, pise na terra... vá a uma biblioteca pública, fique um tempo por lá lendo um livro, “escute o silêncio”.
- Convide seus filhos para um banho de chuva... é... convide crianças, assim fica mais fácil...
- Você nunca entrou em um motel? Vá! Se não tem com quem ir, vá sozinha. Diga na portaria que quer uma suíte e que vai esperar alguém... aproveite, tome banho de banheira, dance de lingerie no espelho, assista aqueles filmes que você nunca teve coragem de assistir... pule no colchão... e saia como se tivesse ganho o “bolo”. Na boa. Se não tiver grana para tudo isso, entre, mate sua curiosidade e diga que recebeu uma ligação do “pretendente” dizendo que não virá. Você tem cinco minutos para olhar o quarto e desistir.
- Ao invés de preparar aquele jantar romântico e esperar o maridão cheirosa, que tal convidá-lo para um banho a dois e preparar o jantarzinho juntos, hum?! Não sabe como fazer? Chame-o para ensaboar suas costas e agradeça-o com um abraço molhado e diga: ah benzinho, entra aqui, entra! O que fazer com os filhos? Ah, arme tudo direitinho né? Deixe-os dormir na casa dos amiguinhos, aproveite às férias deles, quando ficam até tarde na casa da vizinha e se possível já combina com a vizinha de segurá-los por lá. Ah dá um jeito né? Você tem criatividade de sobra, é só dar atenção a sua imaginação!
- Quanto a janta, você pode deixar tudo já meio encaminhado, só peça para o maridão lavar a salada, picar as frutas, colocar o creme de leite na panela, descascar o pepino, hehehe, não é isso que você está pensando, mas se ele quiser... aproveita guria! Não fica nessas que está na cozinha e que a mesa é lugar sagrado, o AMOR É SAGRADO, e SEXO NÃO É IMPURO NÃO. Serve o “prato principal” ou come a “sobremesa” antes... quebre os protocolos, jogue os “tabus” na lixeira da sua cozinha (é sua mesmo), desça do salto e suba na mesa, VOCÊ NÃO É PUTA VIU, não é assim que se vira puta.
- Que tal essa então: prepare a janta só de lingerie, ou de camisola sem calcinha, ui, a cozinha vai esquentar mesmo! Se o “seu reino” é a cozinha, deixe que lhe sirvam, rsrsrs.
Essas dicas também valem para as mulheres que trabalham fora, algumas ainda não se deram conta que é preciso dividir as tarefas domésticas entre os adultos da família. Mas também tem aquelas que esqueceram que cada peça da casa pode ser um “ninho de amor”... que o prazer pode estar nas coisas simples e nas práticas antigas... que shopping, restaurante e estéticas não é tudo o que existe... que a Força não está somente no físico, nem somente no intelecto, nem somente no emocional, mas na harmonia e no equilíbrio destes três corpos na mulher.

Por Ana Paula Andrade

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