30 de jul de 2013

Não existe uma forma de matar o feminino




Mesmo que sufocado por uma cultura que ridiculariza, desacredita e oprime todos os elementos associados ao feminino (a intuição, a subjetividade, a criatividade, a sabedoria, a libido, etc), o princípio feminino está presente em tudo, ele é a própria essência que constitui a Criação. Não há uma forma de matar nossa Origem e a própria substância que nos origina e a tudo. Podemos negá-la, mas ela é. Por isso o Sagrado Feminino presente não só na mulher mas em todo o Cosmo, como bom feminino que é, se adapta, se remodela e reinventa e ressurge sempre... Em cada tempo da forma como pede seu momento, em cada lugar da forma como pede seu ambiente. Se ele deixa de existir, nada nem ninguém sobrará para testemunhar tal acontecimento. 

Corvo Negro

29 de jul de 2013

Roda de Cura para Mulheres - agosto 2013 - Florianópolis/SC

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Autoestima vaginal: como anda a sua?


"Puts grila" que doidera é essa?


A ditadura da beleza chegou até nossas vaginas? Parece que sim: mulheres lotam os consultórios dos cirurgiões plásticos para deixar suas partes íntimas como as das estrelas pornôs.

(Foto: Ellen Von Unwerth Fräulen, reprodução
do livro Ellen Von Unwerth Fräulen, Ed. Taschen, 2009, pág. 52)


"Gente, parece a de uma garotinha!”, “Mas a sua é assim? Você também depila tudo, tudinho?”, “Caramba, mas cadê o clitóris e os pequenos lábios que eu não tô vendo?”. Nunca antes na história desta redação a chegada de uma foto por e-mail causou tanto rebuliço quanto a que a repórter Beatrice recebeu de um ginecologista. Era a foto do “ideal

de vagina perfeita”: Nenhum pelinho pra contar história, coloração rosada, grandes lábios gordinhos, pequenos lábios discretos e clitóris escondido, apenas com a pontinha à mostra. Mas “vagina perfeita”, vamos frisar bem, segundo o padrão estético vigente. Sim, você leu corretamente: a ditadura da beleza chegou até as nossas vaginas. E é ela (a ditadura, não a vagina) que tem feito mulheres optarem cada vez mais pela depilação total e recorrerem com frequência às cirurgias plásticas íntimas.

Então é isso: foram anos de terapia para internalizar que a gente pode ser feliz como

a gente é, com quilinhos a mais, peitos a menos, cabelos que não são assim uma Brastemp, uma pele assim assim (gente, ninguém é tão bem-resolvida quanto querem fazer crer os politicamente corretos)... Aí a gente de repente descobre que nossa vagina não está de acordo com os padrões. E durma-se com um barulho desses! 

“É ‘culpa’ dos filmes pornôs, que ditam

O padrão estético vaginal assim como os desfiles de moda ditam o padrão visual corporal, sabe?”, acredita um produtor de filme pornô que preferiu não se identificar. "As atrizes são muitas vezes escolhidas pela vagina bonitinha, simétrica. A mulher assiste, pergunta a si mesma se a sua está dentro do padrão e se sente mal quando não está”, opina. E quando não está? Plástica nelas! Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, o Brasil lidera o ranking das labioplastias, as cirurgias plásticas íntimas.

O último relatório do órgão, com dados de 2011, revela que, naquele ano, 9.043 brasileiras entraram na faca para corrigir o que consideravam imperfeições nos lábios vaginais – na maioria das vezes redução de pequenos lábios. O número corresponde a mais de 16% do total de labioplastias no mundo! Para o ginecologista Paulo Guimarães, que realiza cerca de 900 procedimentos como esse por ano, as indicações reais de cirurgia são “desconforto ao vestir roupas justas ou andar de bicicleta”. O resto é pura encucação estética.


Objeto de trabalho: vagina! (Foto: Glamour)

Agora: o corpitcho, os cabelos, o rosto a gente exibe para Deus e todo o mundo o tempo todo. Mas a vagina a gente só mostra entre quatro paredes, para poucos e bons – ok, há exceções, mas isso é uma outra história. Então por que diabos o visual dela virou uma questão assim tão importante?

A psicanalista e escritora Regina Navarro Lins tem sua teoria: “Mais uma vez, são as mulheres querendo se ajustar ao que elas supõem que os homens querem. Não é diferente do que faziam as gueixas, que espremiam os pés em sapatos minúsculos para ficarem atraentes aos olhos masculinos”, compara. “Porque, ao contrário do que acontece com os homens, que associam o ideal masculino de força e poder ao tamanho do pênis, no universo feminino vagina não tem nada a ver com competição. A gente não fica mostrando os lábios vaginais umas para as outras no banheiro de uma festa. Se mulheres se submetem a procedimentos cirúrgicos, é na tentativa de ficarem lindas para eles”, critica.

É fato. Rapazes trocam impressões sobre seus pênis nos vestiários do futebol com a mesma naturalidade com que escovam os dentes; meninos comparam seus "documentos” muito antes de terem pelos púbicos. Nós, garotas, só começamos a atinar para essa questão da estética vaginal muito recentemente, graças à crescente liberdade sexual e maior acesso à informação (leia-se “acesso ao visual das vaginas alheias”) via internet – filminhos pornôs estão mais acessíveis, ou vai dizer que nunca viu? A difusão da depilação cavada aqui no Brasil, nos anos 80 (alô, alô, biquíni fio dental), também ajudou nessa “descoberta”. Antes disso, a bichinha ficava soterrada por uma generosa camada de pelos.


Como você chama a sua vagina? (Foto: Glamour)


Pois então: a vagina ganhou de vez os holofotes atualmente. Tanto que a americana Molly Moore resolveu criar o Pussy Pride Project (mollysdailykiss.com; algo como Projeto do Orgulho Vaginal), uma campanha “ame a sua vagina como ela é”. “As mulheres não têm muitas oportunidades de conhecer a aparência da região íntima de outras mulheres nem de falar abertamente sobre o assunto. O projeto ajuda a dissipar os ideais e mitos que cercam esse assunto”, explica. Emma P. também se engajou em ação semelhante com seu Large Labia Project (largelabiaproject.tumblr.com; não precisa traduzir, né?), que publica fotos de vaginas reais do jeitinho que elas são: grandes, pequenas, peludas, escuras... Glamour assina embaixo: tamanho, principalmente nesse caso, não é documento. 

Ideal da vagina perfeita
Se a Barbie tivesse vagina, como seria? Pedimos a ajuda de especialistas – de diretor de filme pornô a cirurgião plástico vaginal, passando, é claro, por homens safadjenhos – para traçar esse padrão 

A MAIS PEDIDA

Pode parecer bizarro (e é um pouco), mas a vagina mais pedida pelas mulheres que entram na faca é bem parecida como a sua já foi um dia: pequena, rosinha, fofinha e com pouco pelo. O clitóris aparece só um pouquinho, os pequenos lábios são bem escondidos, e os grandes lábios, carnudos e bastante unidos.


Fonte: Revista Glamour

23 de jul de 2013

Encontros na Lua Nova - agosto 2013 - Florianópolis/SC


15 Coisas Que Você Deveria Abandonar Para Ser Feliz

Há uma lista de 15 coisas que, se você desistir de todas elas, isso vai fazer sua vida ficar muito, muito mais fácil e muito, muito mais feliz.

Nós nos prendemos a tantas coisas que nos causam tantas dores, estresse e sofrimento – e ao invés de deixá-las todas irem embora, agora… Ao invés de permitir que nós mesmos vivamos sem estresse e felizes… Nós nos agarramos a elas.
Não mais.
Começando a partir de hoje, nós desistiremos de todas essas coisas que não nos servem mais, e nós abraçaremos a mudança.
Preparado? Aqui vamos nós:

1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo

Há tantos de nós que não conseguem suportar a idéia de estarmos errados, querendo sempre estar certos, mesmo sob o risco de terminar grandes relacionamentos ou causar um grande nível de estresse e dor, para nós e para outros.
Isso não vale a pena. Quando você sentir a necessidade “urgente” de entrar em uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo o seguinte:
“Eu preferiria ser a pessoa certa ou a pessoa gentil? Que diferença isso vai fazer? O meu ego é realmente grande desse jeito?”

2. Desista da sua necessidade de controle

Esteja disposto a desistir da sua necessidade de sempre controlar tudo que acontece a você e em volta de você – situações, pessoas, eventos etc.
Seja com seus amados, colegas de trabalho ou somente estranhos que você encontra na rua – apenas permita-os ser.
Permita que tudo e todos sejam como eles são e você verá o quão melhor isso vai fazer você se sentir.
“Ao se desapegar, tudo se torna realizado. O mundo é vencido por aqueles que se desapegam. Quando você tenta e tenta, o mundo se torna mais do que vencer.” (Lao Tzu)

3. Desista da culpa

Desista da sua necessidade para culpar outros pelo que você tem ou não tem, pelo que você sente ou não sente.
Pare de dar seus poderes para outros e comece a assumir as responsabilidades da sua própria vida.

4. Desista da sua conversa interior derrotista

Oh, meu Deus! Quantas pessoas estão machucando a elas mesmas por causa das suas mentalidades negativas, poluídas e repetitivas?
Não acredite em tudo que sua mente está lhe dizendo – especialmente se é negativista e auto-destrutiva.
Porque você é melhor do que tudo isso.
“A mente é um instrumento supremo se usada corretamente. Usada de maneira errada, no entanto, ela se torna muito destrutiva.” – Eckhart Tolle

5. Desista das suas crenças limitantes

Sobre aquilo que você pensa que pode ou não pode fazer, sobre o que é possível ou impossível.
De agora em diante, você não mais irá permitir que suas crenças limitantes mantenham você paralisado no lugar errado.
Abra suas asas e voe!
Uma crença não é uma idéia presa pela mente, ela é uma idéia que prende a mente. – Elly Roselle.

6. Desista de reclamar

Desista da sua necessidade de reclamar sobre aquelas muitas, muitas, muuuuuitas coisas – pessoas, situações, eventos que lhe fazem infeliz, triste e deprimido.
Ninguém pode fazer você infeliz, nenhuma situação pode fazer você triste ou miserável a não ser que você permita que isso aconteça.
Não é a situação que dispara aqueles sentimentos em você, mas sim como você escolhe olhar para tudo aquilo.
Nunca subestime o poder do pensamento positivo.

7. Desista da luxúria das críticas

Abandone sua necessidade de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você.
Nós somos todos diferentes, e mesmo assim somos iguais.
Todos nós queremos ser felizes, todos nós queremos amar e sermos amados e todos nós queremos ser compreendidos.
Todos nós queremos algo, e algo que é desejado por todos nós.

8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros

Pare de pensar tão seriamente em ser ago que você não é somente pra fazer os outros gostarem de você.
Isso não funciona desse jeito. No momento que você pára de tentar tão seriamente ser algo que você não é, no momento que você tira todas as suas máscaras, no momento que você aceita e abraça seu eu verdadeiro, você descobrirá as pessoas sendo atraídas por você, sem esforço algum.

9. Abandone a sua resistência à mudança

Mudar é bom.
Mudar irá lhe ajudar a ir de A a B. Mudar irá ajudar você a fazer melhorias em sua vida e também na vida de pessoas à sua volta. Siga seu destino, e abrace a mudança – não resista a ela.
“Siga o seu destino e o universo irá abrir portas para você onde antes só haviam muros.” – Joseph Campbell

10. Desista das etiquetas

Pare de etiquetar coisas, pessoas ou eventos que você não entende. Páre de chamá-los “estranhos” ou “diferentes”. Tente abrir sua mente, pouco a pouco.
As mentes só funcionam quanto estão abertas.
“A mais alta forma de ignorância é quando você rejeita algo sobre o qual você não sabe nada sobre.” – Wayne Dyer

11. Desista dos seus medos

Medo é só uma ilusão. Ele não existe – você o criou. Está tudo na sua mente. Corrija o seu interior e tudo no seu exterior irá se encaixar.
“A única coisa que nós temos que temer é o próprio medo.” – Franklin D. Roosevelt.

12. Desista das suas desculpas

Coloque-as em um pacote e diga a elas que elas estão despedidas.
Você não mais precisa delas. Um monte de vezes nós limitamos a nós mesmos por causa das muitas desculpas que nós usamos.
Ao invés de crescer e trabalhar em melhorar nós mesmos e nossas vidas, nós nos tornamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todos os tipos de desculpas – desculpas que 99,9% das vezes não são nem reais.

13. Desista do seu passado

Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece tão melhor do q
ue o presente – e o futuro parece tão assustador.
Você deve levar em conta o fato de que o momento presente é tudo o que você tem e tudo que você irá ter na vida.
O passado que você agora está buscando reviver – o passado com o qual você ainda sonha – foi ignorado por você quando ele era presente.
Pare de se iludir.
Esteja presente em tudo que você faz, e aproveite a vida.
Afinal, a vida é uma jornada, não um destino. Tenha uma visão clara do futuro. Prepare a si mesmo, mas sempre esteja presente no seu agora.

14. Desista do apego

Este é um conceito que, para a maioria de nós, é tão difícil de compreender e eu tenho que dizer a você que isso era complicado pra mim, também.
E ainda é… Mas não é mais algo impossível.
Você fica melhor e melhor nisso com tempo e prática. No momento em que você desliga a si mesmo de todas as coisas, você se torna muito mais cheio de paz, tão tolerante, tão gentil e tão sereno…
Isso não significa que você não dê o seu amor para estas coisas – porque amor e apego não têm nada a ver um com o outro. Apego vem de um lugar de medo, enquanto amor… Bem, amor real é puro, gentil e sem ego. Onde há amor não pode haver medo, e por causa disso, apego e amor não coexistem.
Livrando-se do apego, você chegará em um lugar onde você será capaz de entender todas as coisas sem tentar.
Um estado além das palavras.

15. Desista de viver sua vida através das expectativas de outras pessoas

Muitas pessoas estão vivendo uma vida que não é a vida delas.
Elas vivem vidas de acordo com o que os outros pensam que é melhor para elas, elas vivem suas vidas de acordo com o que seus pais pensam que é melhor, pelo que seus amigos pensam, seus inimigos, professores, governo e até do que a mídia pensa que é melhor para elas.
Elas ignoram suas vozes interiores, aquele chamado interno… Essas pessoas estão tão ocupadas em procurar agradar a todo mundo, preocupadas em atender as expectativas de outros, que elas perdem o controle de suas próprias vidas.
Elas esquecem o que as torna felizes, o que elas querem, o que elas precisam… E, eventualmente, elas esquecem delas próprias.
Você tem uma vida – essa aqui, agora – e você precisa vivê-la, apropriar-se dela e, especialmente, não deixar que a opinião de outras pessoas distraiam você do seu caminho.

(Este artigo é a tradução de um artigo em inglês, por Luminita D. Saviuc. Texto original aqui)


19 de jul de 2013

Os 6 portais da mulher

Somos nós mulheres tetas, mulheres vaginas, mulheres úteros, mulheres que transformam o mundo. Não é mentira. Você já ouviu falar em agenda 21? São planos e metas para a transformação de toda a comunidade global. Existem agendas 21 voltadas para mulher. Isso porque geralmente é a mulher quem dita aquilo que se come e como se recicla o lixo. É ela quem ensina os hábitos de higiene, quem pode mudar valores de uma pequena comunidade ou de toda uma sociedade.
E qual a maneira mais eficiente de manter uma sociedade estagnada, anestesiada e funcionando regida pelas leias capitalistas. Aliene as mulheres! Vou falar mais disso quando explicar mais sobre os portais da mulher.
Somos nós, mulheres, capazes de impactar no campo mórfico.
Campo Mórfico
Há cerca de 30 anos, cientistas observavam macaquinhos em ilhas do Japão. A idéia era atraí-los com batata-doce para que descessem das árvores e se posicionassem em locais onde pudesse ser melhor analisados. Um dia, uma macaquinha chamada Imo resolveu lavar o alimento no mar antes de comê-lo. Como a experiência foi bem sucedida, ela ensinou aos outros como fazer. E a prática foi se difundindo até que todos os macacos daquela ilha passaram a lavar suas batatas antes de comê-las.
O mais interessante, porém, é que os cientistas observaram que, depois de algum tempo, todos os macacados das ilhas do Japão adotaram o hábito, ainda que não houvesse nenhuma comunicação entre as colônias.
A alegoria do “Centésimo Macaco” escrita por Ken Keynes Junior e baseada na Teoria do Campo Mórfico, do biólogo Rupert Sheldrake, infere que quando um comportamento atinge seu número crítico, ele se torna um padrão para a espécie. Assim como funcionou com os macacos, nossa cultura pode mudar com a existência de um “centésimo macaco”.
É a partir daí que Jean Shinoda Bolen, M. D., analista junguiana, apresenta o tema em seu livro O Milionésimo Círculo, que descreve o potencial das mulheres em mudar nosso rumo ao criar um novo padrão para uma era pós-patriarcal.
Círculos de Mulheres

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A chave de transformação seriam os Círculos de Mulheres, encontros em que celebramos as nossas conquistas, desafios e criamos oportunidade de um apoio mútuo. Segundo a autora quando o milionésimo círculo estiver ativo e constante estaremos criando através do campo mórfico e das atitudes das mulheres, um novo padrão.
Aqui em Belo Horizonte coordeno os meus, a cada lua nova e cheia, compartilhando dos meus saberes de mulher que cruzou 4 dos 6 portais da vida da mulher.
Portais da mulher
No início deveria existir amor. No fim amor e no meio protagonismo. Mas o que existe é no início intervenção, no meio alienação e no fim como se não tivesse existido começo.
Um dia caminhando em volta de um parque constatei uma verdade: o início e o fim da vida são idênticos. Vi uma babá carregando, vestida de branco, no carrinho, um bebê com menos de seis meses de vida. Na boca, chupeta a acalentar a ausência de peito, mãe, nutrição.
Na outra volta, vi uma enfermeira, igualmente vestida de branco, carregando um senhor em uma cadeira de rodas.
Talvez esse bebê tenha nascido como a maioria: tendo a vida encurtada em uma cesárea eletiva, quando nem mesmo tinha dado sinais de sua maturidade. Ele nasceu e foi aspirado, esfregado e levado para longe de sua mãe. Banhado e num berço aquecido e frio de sentimentos ele, resignado, depois de tanto chorar, adormeceu em solidão.
Muito provavelmente esse senhor quando precisar de cuidados irá para uma UTI, estará longe dos eu lar, de seus entes queridos, será entubado e sua vida prolongada sem que os sinais claros de seu fim sejam respeitados. Morrerá sozinho, anestesiado e resignado em sua solidão.
A vida começa e termina, para homens e mulheres, mediadas pela tecnologia que visa não o conforto, mas o falso controle da vida e da morte.
Como disse lá em cima, uma sociedade permanece estagnada quando principalmente as mulheres estão alienadas, distraídas, desfocadas.
A busca pelo padrão estético talvez sejam destas ferramentas eficientes de alienação feminina em massa e a medicalização da vida a forma principal de alienação do corpo e seu processos físicos e emocionais. No início antitérmico, no meio antidepressivo e no fim remédios para doenças escleróticas. Na antroposofia existem estudos que mostram que são as doenças febris (as febres altas) anntes do sete anos que previne as doenças degenerativas do fim da vida.
Quando se fala da mulher essa medicalização é mais intensa, afinal quantas mulheres, logo ao menstruar, começam a tomar pílula (para melhorar a pele, os desconfortos). Quantas mulheres tomam remédio para emagrecer como se fosse bala. Quantas falam de remédio para dormir como se fosse marca de perfume.
É uma profunda alienação de si mesmo expressa nos 6 portais da mulher.

1 portal: O Nascimento

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Desde o final da década de 80 a maior parte das mulheres foi impedida de dar a luz e seus filhos vieram para esse mundo por via cirúrgica. Já nascemos com essa marca, esse imprint inicial: haverá alguém sempre a fazer algo para você. Citando um pouquinho de Freud: a pulsão de vida é impedida, nem mesmo é despertada (em uma cesárea eletiva). Logo ao nascer esperamos que alguém faça o trabalho por nós e assim seguiremos por toda a vida. E lá estava a mulher, sua mãe (a minha estava) deitada, com braços e pernas amarrados, seccionada: sete camadas cortadas e seu ventre dividido. Da cintura para baixo essa energia demorará a voltar a fluir. Esse imprint que recebemos: anestesia (advinda da cirurgia), separação, sofrimento (agulhadas, banhos, luzes, desrespeito ao corpo do bebê), solidão. Lembro de uma amiga contar que sentia a força da sua filha da nascer.  Qual o imprint que essa menina guarda? A mulher que me gerou se abriu para pulsão da minha passagem e pelo meu esforço eu vim.  É no parto que recebemos a nossa primeira dose de anestésicos ao invés dos hormônios naturais do amor (liberados em um parto natural).

2 portal: primeira menstruação*

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É tanta energia, tanta vitalidade, tantas transformações. Descobrimos nesta etapa a substituição da criança pela menina moça. É o nascimento da nossa individualidade que geralmente vem com a primeira menstruação. A primeira menstruação é vista pela sociedade e pelas meninas como algo muito ruim. O sangue, o absorvente. Pouco se fala sobre isso. As mulheres se escondem para não mostrar que estão menstruadas. O saquinho do absorvente é uma droga escondida nas mãos, nos bolsos em que se vai no banheiro para que ninguém perceba que sangram. Tão logo podem, usam pílulas para não menstruarem mais (ou para melhorar a pele). Lembro que na viagem de formatura algumas amigas tomaram pilula para que pudessem viajar sem menstruar. Transar menstruada?! Nem pensar! E a vida segue com TPMs, pílulas e mulheres alienadas de seus períodos menstruais, de seus corpos e de suas almas.

3 portal: primeira relação sexual*

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Cada dia mais esse período está tão perto da primeira menstruação. Aliás, as meninas tem menstruado antes do tempo. Completamente imaturas a primeira relação é muitas vezes sem respeito, sem significado. Sem contar que um grande número de mulheres ainda sofrem abuso sexual na infância e essa primeira relação sexual é cheia de humilhação sentimento de culpa. Quantas mulheres passam uma vida sem gozar, sem entender muito bem o que é e para que serve a relação sexual 9além das esferas da procriação). O sexo é arma de troca ou mecanismo de conquista. Fico pensando quando é que vamos nos libertar deste tabu? Passamos mais horas depilando, fazendo unha, gastando com roupas e lingerie do que realmente curtindo o sexo. Isso desde o começo: alienadas com a forma, anestesiadas do prazer.

4 portal: gestação e parto

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Está aí um portal que a sociedade, principalmente brasileira está tomando da mulher. Ou você opta por um parto normal cheio de violência ou se aliena, tem os braços e pernas amarrados e se submete a uma cesárea.  As mulheres que cruzam esse portal e optam por um parto humanizado, em que assumem o protagonismo, causam fenda no sistema. Nada será como antes: não obedecemos pediatras, médicos. Questionamos, corremos atras de informação, procuramos várias opiniões. O parto humanizado restitui o protagonismo. Faz a gente sair da cadeira e literalmente rebolar: ver-se diante do espelho da dor. Daí para frente passamos a questionar tudo e muitas de nós  redesenham a vida fora do sistema. Mas a grande maioria:  segue as recomendações médicas, aceita uma cesárea, anestesiada, vive uma depressão pós parto. Se reergue com ajuda de remédios. E vive a vida buscando significado para as coisas que nunca tiveram significado para ela.

5 portal: Menopausa*
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Quando os cabelos prateiam e a mulher cessa com o fluxo menstrual o conhecimento fica retido. Neste momento deveríamos buscar novas atividades uma vez que nossa energia feminina é canalizada para o pensar. Pintar, tocar instrumentos musicais, estudar línguas, são exemplos de coisas que queremos fazer. Essa é uma fase que poderíamos compreendemos a vida com sabedoria e desprendimento, mas não é o que ocorre. Fora do ciclo de 28 dias a menopausa é um momento em muitas sociedades em que a mulher se torna sábia, pronta para o mergulho em si mesma. Com os filhos mais velhos e independentes geralmente é um convite para desembrulhar sonhos, fazer aquela viagem, aquele curso. Acontece que muitas mulheres, em nossa sociedade, ainda estão trabalhando muito e muitas na busca frenética pela juventude eterna. Elas tomam hormônios, fazem cirurgia e … tomam antidepressivo e remédios para dormir. Talvez seja o medo do último portal.

6 portal: Morte

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Os homens vivem como se não fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido, diz o livro tibetano do viver e do morrer. Não temos o direito de morrer, em paz. Nossa vida é prolongada infinitamente. Somos poupados da dor que é veículo de passagem. Morremos lentamente, ausentes do corpo e dos processos. Mil medicamentos, anestésicos até que a vida realmente se vai. Quantas pessoas morrem sozinhas em uma UTI, sem o abraço, calor, comida dos familiares. Quantos morrem assim como os bebês nascem, resignado, tristes sem um abraço. E assim cruzamos o último portal: sem autonomia sobre nossos corpos, manipulados pela ciência, anestesiados. Minha luta é para que em todos os portais possamos assumir o protagonismo, optar por formas naturais: de nascer, de lidar com a menstruação, de parir, de lidar com a menopausa e de morrer. No início, amor. No fim amor. No meio precisamos cultivar o protagonismo! 
* Fotos da fotógrafa francesa Alexandra Sophie, que com apenas 20 anos, criou uma série onde explora as fases da vida de uma mulher.
Por Kalu Brum

Receita de suco de salsa para limpar seus rins!


Salsa é conhecida como o melhor tratamento de limpeza para os rins e é natural.

É muito fácil, primeiro lave um ramo de salsa, limpe, depois corte em pedaços pequenos e coloque em uma panela. Despeje água limpa e ferva por dez minutos. Deixe arrefecer, filtre e despeje numa garrafa limpa. Você pode mantê-lo dentro da geladeira para esfriar.

Beba um copo por dia!

 


 (Fonte: FisioQuantum)
Inspire-se para viver em harmonia com a natureza: http://migre.me/fpqgb

"Não importa se você é uma rosa, um Lotus ou uma margarida. 
O importante é florescer."
Osho


12 de jul de 2013

11 de jul de 2013

Curso de Formação em Florais - Sistema Flor de Lyz - em Florianópolis/ SC

Condução: Elisabet Dusik (Sintonizadora e co-criadora do Sistema)

03 e 04 de agosto - módulos I e II - 9h às 18h30
28 e 29 de setembro - módulos III e IV - 9h às 18h30

O Curso completo consiste de 4 módulos, teóricos e práticos, contemplando 4 Kits de Florais:
LIBÉLULA - essências florais que trabalham o ego;
BEIJA-FLOR - essências florais que trabalham ancorando o Amor;
VOVÓ ARANHA - essências florais que trabalham apegos e cordões energéticos;
BORBOLETA - essências florais que despertam a transformação e o vôo.

CONTEÚDO:
- O que são florais;
- Como atuam os florais;
- Consciência;
- Triângulo da Transformação;
- Corpos (físico, emocional, mental, etérico, inteligente, sábio, divido);
- Chakras e as idades;
Prática - esterilização e montagem dos bouquet's.

Será entregue certificado de cada Kit e ao término de toda formação o certificado de conclusão do Curso.

LOCAL:
POUSADA RIO VERMELHO
Rod. João Gualberto Soares, 8479
Moçambique - Rio Vermelho - Florianópolis/SC
(Reservas de hospedagem pelo fone: (48) 32697337 /(48) 84683868 oi / (48) 99001880 tim)

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES para o curso:
clafilhasdalua@gmail.com
Fone: (48) 33643986 / (48) 98137513 com Ana Paula Andrade

VAGAS LIMITADAS, NECESSÁRIO INSCRIÇÃO ANTECIPADA!



"Eu olhei para templos, igrejas e mesquitas e achei tudo muito lindo... Porém encontrei o Divino dentro de meu coração."
Rumi


SINTOMAS PSÍQUICOS: PENSOU EM VERMES? O QUE DIZ A MÉDICA BEATRIZ GUERRA

Não é que o forte deles sejam os sintomas psíquicos, mas uma pesquisa no Instituto Pinel, no Rio de Janeiro, nos anos 1990, constatou que 74% das crianças atendidas tinham parasitose crônica.

Alguns sintomas típicos de infecção
por vermes e protozoários:
. memória ruim
. pensamentos confusos
. inquietação, agitação contínua
. constrangimento, timidez excessiva
. insônia, agitação noturna
. depressão
. apatia
. angústia, sensação de opressão no peito

A dra. Beatriz Brandão Guerra, médica, tem uma longa experiência com parasitoses. Atende pessoas
das mais variadas classes sociais, e todas ganham na primeira consulta um pedido de exame de fezes. Os resultados podem surpreender, frustrar ou confirmar suspeitas.
Mas, como ela diz, “a clínica é soberana: se o médico acha que deve tratar, mesmo o exame dando negativo ele trata”.

Ela vem fazendo descobertas. Por exemplo: úlceras no trato digestivo – estômago, duodeno – quase sempre estão ligadas a estrongilóides.

Mas sua constatação mais impressionante é a depressão causada pela presença de amebas:

– O paciente chega reclamando da vida e de si mesmo, negativo, vendo sempre o lado ruim: isso é típico do portador de amebas. Umas mais, outras menos, todas produzem esse efeito. Dificuldade em executar tarefas que antes executava bem, dificuldade até de gozar as coisas boas da vida, uma conduta típica da depressão: o paciente é o vitorioso que se torna derrotado por causa de uma amebinha. É só tratar dela que a  depressão desaparece.

Beatriz imagina que as amebas produzam algum tipo de toxina que age diretamente sobre o psiquismo.

– Mas toda verminose é toxica. No primeiro momento isso aparece como uma pequena perturbação digestiva e você não liga; a perturbação está lá e produz uma ligeira variação para o lado negativo, um pequeno desconforto. Como um pedacinho de carne entre os dentes – não é nada, mas incomoda.
O mal é que com o tempo você acostuma.
E nós estamos tão viciados no desconforto que nem percebemos as variações, não imaginamos que a vida poderia ser melhor.

Ela considera que cada pessoa é um ecossistema, que vive e interage com outros ecossistemas. Se há uma parasitose instalada, é porque aquele ecossistema se desequilibrou.
Como poderia não produzir mal estar?

– A presença do parasita não é inócua.
Todas as células do organismo têm representação cerebral. O mecanismo que capta estímulos produzidos pelo próprio corpo está registrando o incômodo. Se você tem toxinas, os seus sentimentos gentis se alteram – e isso pode ser um aviso.

Seu arsenal médico para enfrentar parasitoses é vasto: vai dos quimioterápicos mais fortes à suavidade das dinamizações homeopáticas.

– Quando o paciente com amebíase não aguenta um secnidazol, por exemplo, que é violento, dou chá de alho. Três dentes de alho de bulbo roxo, fervidos em 1 xícara de água  durante 3 minutos e deixados em infusão  por mais 20: tomar por 7 dias, em qualquer horário.
A eficácia como amebicida é de 88%.

Como estratégia preventiva, Beatriz recomenda aos pacientes o uso de antiparasitários no último período de cada estação: de 1 a 20 de março, 1 a 20 de junho, 1 a 20 de setembro e 1 a 20 de dezembro.

Ela lembra que a doença e a saúde vão depender sempre do grau de imunidade do hospedeiro, da virulência do ataque, da quantidade de agentes patogênicos e do ambiente em que ele está.
O resultado é a soma dos fatores.

– Felizmente, muitas vezes a pessoa se livra da parasitose porque a condição psíquica melhora.
Alguém que se apaixona, por exemplo: o amor tem uma tradução bioquímica.
Ou alguém que começa a meditar: a meditação modifica o ritmo do cérebro, que passa a trabalhar em ondas diferentes, e com isso muda o metabolismo e toda a economia do organismo, o que vai melhorar o nível de defesa. Harmoniza o ecossistema, onde o verme já não fica à vontade.

(do Almanaque de Bichos que dão em Gente, 3a edição)
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