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26 de mai. de 2011

MANIFESTO DE REPÚDIO

Amigas, lastimável...
Como não assisto TV, tomei conhecimento desta barbárie por irmãs em uma rede que participo e fui ver com meus próprios olhos:
www.vivasemmenstruar.com.br
É isto que estão dizendo né?


Manifesto aqui o meu repúdio por este comercial e pelos vídeos e mídias sociais que enfatizam a idéia de interromper a menstruação. E decepcionada com a atuação da Guta Stresser, me pergunto se ela acredita nisso mesmo ou fez os vídeos por grana!

Mulheres, manifestem-se em suas páginas, perfis, face, contra este rídiculo comercial, imprudente, defamatório, agressivo e que comete um atentado contra a moral de nosso fluxo e de nosso Ser Feminino.

Estou pensando em buscar os meus direitos e processá-los por danos morais... ééééé... pois estão defamando o ciclo menstrual e ele faz parte da minha essência de ser MULHER!
Tenho o direito de reclamar ou não?!
Essa propaganda só pode ter sido encomendada por fabricantes de pílulas de uso contínuo!

Vejam só o que dizem (*):

* EU POSSO TIRAR AS LETRAS T, P e M DO ALFABETO?
Porquê, não precisamos mais delas? Mudou a lígua portuguesa e eu não estou sabendo! Ou porque não precisamos mais parar, olhar para nós, preservar nosso Tempo de Lua?!
Assim trabalhamos mais, produzimos mais e temos mais tempo para consumir e nos envolver com o que NÃO É essencialmente nosso!

* MEUS SEIOS FICAM SUPER DOLORIDOS. TEM SOLUÇÃO?
Para eles é cortar seu fluxo, ao invés de honrar a possibilidade de fertilidade e nutrição que seu corpo representa e disponibiliza a cada novo ciclo.

* VAI ACABAR ESSA HISTÓRIA DE INCHA-DESINCHA-INCHA-DESINCHA.
Me poupe, eles que estão enchendo o "meu saco" com essa conversa pra boi dormir...

* Sem menstruar, quem manda na sua vida é você, não seu ciclo menstrual. Ou seja: se a mulher moderna já é dona do seu nariz, porque não ser dona do corpo inteiro?
Kakakakaka, essa foi ridícula, sou separada do meu ciclo então? Fragmentaram mais um pouquinho o feminino. Separar uma coisa da outra é completamente MACHISTA. E ainda por tabela diz que somos donas apenas do nariz, é isso? O resto é propriedade de quem mesmo?! Vai a m... que papo é esse?!!!!

* Você decide, não o seu ciclo menstrual.
Que bobagem... mas tá bem... EU ESCOLHO MENSTRUAAAAARRR - Feliz de poder ser cíclica, espiralada, mutante, e dona do meu nariz e todo o resto... não me diga o que fazer com o MEU CICLO! Não com o intuíto de me vender uma droga que agride minha natureza, que desrespeita minha essência, que me tira pra burra, me manipula, fere meus princípios e engana meu corpo. Não mesmo!!!



... e tenho dito.
Ana Paula Andrade

17 de mai. de 2011

Xampus, Pastas de Dente e Detergentes - Perigosos e Mortais: Podem 16 mil Pesquisas Estar Erradas?

*By Dr. Mercola*

Produtos de cuidado pessoal transformaram-se numa indústria de 50 bilhões de dólares nos Estados Unidos. Todos somos seduzidos pelos aromas inebriantes, embalagens chamativas e promessas atraentes da juventude eterna que estes produtos oferecem.


Mas qual o *custo real* de aplicar estes produtos em nossos corpos?
No entanto, se fosse-nos contado que estes produtos de cuidado pessoal podem nos colocar em risco por danos em nossos cabelos e pele, por problemas imunológicos, lesão aos nossos olhos e provavelmente mesmo o câncer, gastaríamos um pouco de nossa atenção com seus ingredientes?

Para aumentar nossa visão crítica e consciência das substâncias químicas nos alimentos que comemos, levou-nos, muitos de nós, a ler os rótulos (labels).
Se estivermos fazendo isso como parte de nossa rotina, ótimo. Mas se não, é melhor fazermos para alongarmos nossa existência.

Mas que são estes produtos que estamos esfregando sobre todo nosso corpo?

- Maquiagem dos olhos (Eye makeup) podem ser absorvidas pelas mucosas altamente sensíveis de suas membranas.
- Hair sprays, perfumes e pós podem ser inalados, irritando nossos pulmões.
- Batons (Lipstick) lambemos e engolimos.
- Cremes (Sunscreen) e loções solares são absorvidos através de nossa pele.
- Xampus (Shampoo) podem entrar nos nossos olhos ou de nossos nenês.
- Detergentes de lavanderia podem, em pequenas quantidades, entrar em contato com nossas peles via os resíduos que ficam nas roupas.

Em 2004, uma pesquisa de seis meses foi feito com o uso de produtos de cuidado pessoal (about personal care product use).
Mais do que 10 mil ingredientes de produtos de cuidado do corpo foram avaliados, envolvendo 2.300 participantes.

Uma das descobertas foi que os adultos usam por dia, em média, nove destes produtos que contêm 126 substâncias químicas diferentes. Também foi constatado que mais de 250 mil mulheres, e um em cada 100 homens, usem uma média de 15 produtos por dia.

São estes produtos tão seguros como os rótulos querem nos fazer crer?

Com estes miríades de produtos químicos no mundo lá fora, seria impossível cobri-los todos em um só relato. No entanto, fui à luta e cobri os componentes mais importantes. Podem ser encontrados nos meus artigos utilizando a janela de busca no alto de cada um deles.

Este artigo focará em um componente chamado sódio lauril sulfato ou sódio lauril éter sulfato (SLS/SLES), uma substância química muito comum empregada por toda a indústria de cosméticos.

Grandes ondas de desinformação, mito e rumores rondam o SLS/SLES e aqui pretendo discutir o que é realmente sabido quanto a este químico e seus risco potencial sobre nós.


O que colocamos SOBRE nossas peles pode ser mais perigoso do que comemos.

Colocar substâncias químicas sobre nossas peles e couro cabeludo (on your skin or scalp) pode na verdade ser *pior* do que comê-los. Quando comemos alguma coisa, as enzimas presentes na nossa saliva e o estômago auxiliam na quebra e na expulsão dela de nosso corpo. Entretanto, quando colocamos estes produtos sobre nossa pele, eles são absorvidos diretamente para nossa corrente sangüínea sem nenhum tipo de filtragem, indo direto para nossos delicados órgãos.

Uma vez que estes químicos encontrem sua rota dentro de nossos corpos, eles tendem a acumular-se no tempo porque efetivam ente não dispomos das enzimas necessárias para as metabolizar.

Existem milhares de substâncias químicas utilizadas nos produtos de cuidado pessoal e o governo dos EUA não emite nenhuma determinação para avaliação antes de serem vendidos.

A ONG norte-americana *Environmental Working Group* (*EWG*) estima que um entre cinco cosméticos pode estar contaminado com um agente causador de câncer[2] .
Esta organização sem fins lucrativos de interesse público é conhecida por fazer conexões entre a exposição química e as condições adversas de saúde.

A UNEP/United Nations Environmental Programme (nt.: Programa das Nações Unidas para o Meio  ambiente/PNUMA) estima que aproximadamente 70 mil substâncias químicas estão em uso comum no mundo. E que mil novas substâncias estão sendo introduzidas a cada ano. De todas as substâncias químicas usadas em cosméticos, o *National Institute of Occupational Safety and Health*/*NIOSH* (nt.: Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional dos EUA) reportou que quase 900 são tóxicos e que esta
estimativa pode estar sendo baixa.[3]

Muitos dos mesmos venenos que poluem o ambiente também estão à espreita nos frascos e garrafas que se alinham nas prateleiras de nosso banheiro. Nós todos correm risco pelo despejo de resíduos tóxicos dos produtos que utilizamos, dos alimentos que ingerimos e do ambiente no qual vivemos.



Por que nos preocuparmos com nossa pele?

Nossa pele é muito mais do que um invólucro que nos impede de nos desmancharmos num amontoado morfo de carnes. Ela é o maior órgão do nosso corpo.

Pode ser que não estejamos conscientes das muitas funções de proteção que nossa pele tem. Devemos considerar que nossa pele:


- Protege nossos órgãos internos tanto de injúrias como infecções além de ser nossa defesa primária e mais importante contra as infecções.
- Ajuda a eliminar os resíduos do corpo através da perspiração.
- Assiste nosso sistema imunológico ao prover uma barreira protetora contra vírus e bactérias, prevenindo então as infecções.
- Prove um habitat favorável para as bactérias benéficas.
- Auxilia a manter a temperatura corpórea pelo controle do fluxo de calor entre nós e o ambiente.
- Segura a umidade, mantendo nosso delicado equilíbrio de fluidos do organismo.
- Produz vitamina D, que é crucial para nossa saúde.
- Envia mensagens sensoriais para nosso cérebro por ser rica em receptores, tais como a percepção de duro/macio e quente/frio, assim nos permitindo reagir às condições perigosas em nosso entorno.

Nossa pele é vital para nossa saúde, mesmo que muitas pessoas falhem ao tomar conta dela. Em razão de nossa pele ter a habilidade de absorver muito do que se coloca sobre ela, escolhas conscientes são críticas para otimizarmos nossa saúde.
*Devemos dar à possa pele o mesmo cuidado avaliado que damos à nossa dieta, porque muito do que colocamos SOBRE nós mesmos acaba DENTRO de nós mesmos.*


Escolhamos Nossos Cosméticos "Naturais" Cuidadosamente

Não existe legislação federal para produtos de beleza; qualquer um pode se declarar “natural” ou “orgânico” (anyone can claim their product is"natural" or "organic").
Um rótulo com a palavra "natural" não significa que o produto contenha somente ingredientes naturais ou orgânicos.

De acordo com a *Organic Consumers Association/OCA* (nt.: Associação de Consumidores Orgânicos), cuja atual "*Coming Clean Campaign*" (nt.: Campanha Vem limpo) visa tornar mais limpos os produtos de cuidado pessoal industriais. A palavra “orgânica” não está propriamente regulamentada para os produtos de cuidado pessoal como está com os produtos alimentícios, a menos que o produto seja certificado pelo Programa Nacional sobre Orgânicos dos EUA.[4]

De fato, alguns produtos de beleza "orgânicos" contêm somente o percentual de um dígito de ingredientes orgânicos. Algumas marcas usam ingredientes que são derivados de fontes naturais, mas que são altamente processados e contêm compostos sintéticos e petroquímicos.

Quando se trata da rotulagem de cosméticos e dos produtos de cuidado com o corpo, há uma espécie de liberdade geral.

Num relatório liberado em 14 de março de 2008, a *OCA* detectou pelo menos uma substância química relacionada com o câncer e mais do que 40% dos produtos que eram apresentados como “naturais” (OCA found at least one toxic, cancer-linked chemical in over 40 percent of products that call themselves "natural").

Sódio Lauril Sulfato ou Lauril Sulfato de Sódio (SLS), Sódio Lauriléter Sulfato ou Lauriléter Sulfato de Sódio (SLES), e Amônio Lauril Sulfato ou Lauril Sulfato de Amônio (ALS)

O Lauril Sulfato de Sódio é um surfactante, detergente e emulsificador usando em milhares de produtos cosméticos, como também em limpadores industriais. Está presente em praticamente todos os xampus, tratamentos do couro cabeludo, tinturas de cabelo e agentes branqueadores, pastas de dente, “*body washes*” e removedores de maquiagem, base de maquiagem, sabão líquido de mãos, detergentes de lavanderias e óleos e sais de banho.

Apesar do SLS ser originário de palma, a substância química não é nada natural.

O real problema com o SLES/SLS é que o processo de fabricação (etoxilação) resulta que eles acabam ficando contaminados com 1,4 dioxane, um sub-produto carcinogênico [5], que será discutido adiante com mais detalhes.

O SLS é o sal de sódio do lauril sulfato e é classificado pelo Banco de Dados de Cosméticos da ONG EWG com um "desnaturante, um agente limpador surfactante, emulsificante e espumador", classificada como "risco moderado".

Similar ao lauril sódio sulfato (SLS) é o sódio *laureth* sulfato (abreviatura de sódio lauril éter sulfato, ou SLES), um detergente amarelo com alta habilidade de criar espuma. O SLES é considerado como sendo
levemente menos irritante do que o SLS.

O amônio lauril sulfato (ALS) é outra variação do surfactante comumente colocado em cosméticos e removedores para torná-los espumantes. O ALS é similar ao SLS, com riscos similares.

O SLS tem outros nomes, incluindo:

Dodecil Sódio Sulfato

A13-00356

Ácido Sulfúrico, monododecil éster, sal de sódio

Akyposal SDS

Sal de Sódio ácido sulfúrico

Aquarex ME

Monododecil éster sal sódio ácido sulfúrico
Aquarex methyl


Podem Estar Erradas 16 mil Pesquisas Sobre o SLS?

De acordo com o guia “Pele Profunda: Revisões de Segurança em Cosméticos” da ONG *Environmental Working Group*[6], as pesquisas sobre o SLS mostraram conexão com:

- Irritação da pele e dos olhos;
- Toxicidade em órgãos;
- Toxicidade com o desenvolvimento e a reprodução;
- Neurotoxicidade, disfunção endócrina, ecotoxicologia e alterações bioquímica ou celular;
- Possóveis mutações e câncer.

Se visitarmos a página do SLS no website da *Environmental Working Group* (*EWG*)[6] , veremos uma longa lista de preocupações sobre a saúde e pesquisas associadas. De fato, veremos também serem mencionados em torno de 16 mil pesquisas publicadas no link da *PubMed science library* (nt.: website do
National Institutes of Health) sobre a toxicidade desta substância química.

Existem efetivamente motivos para preocupações quanto ao uso de produtos contendo esse agente. No entanto, abundam os céticos que afirmam que estas preocupações são exageradas e infundadas. Não é de admirar que os consumidores estão completamente confusos sobre o quanto de risco este químico coloca.

Mesmo que a maioria das pesquisas seja feita sobre o SLS ele mesmo e não sobre os produtos que o contêm, o *EWG* afirma:
*"Os reais riscos de saúde variarão com base no nível de exposição ao ingrediente e suscetibilidade individual".*

Muitos dos estudos com animais de laboratório envolveram a aplicação de SLS diretamente nos olhos dos animais e foram alimentados diretamente com SLS.
Como pode ser esperado com QUALQUER substância química, comê-lo ou colocá-lo nos olhos podem ser péssimas notícias!

Mesmo substâncias naturais aplicadas em altas concentrações (por exemplo, óleo de canela e óleo de orégano) podem ter efeitos adversos.

Mas altos níveis de ingestão de SLS, tanto oralmente como pela pele, não são ordinariamente experenciadas no emprego normal de cosméticos—*é o emprego gradual,* *os efeitos cumulativos de longo prazo e as exposições repetidas que são a real preocupação.* E há uma séria lacuna de pesquisas de longo prazo de TODOS estes químicos nestes produtos—assim nós realmente não conhecemos quais são os efeitos de longo prazo.

Não é somente exposição repetida de uma substância química—mas sim os efeitos combinados de milhares de pequenas exposições a substâncias químicas, no dia-a-dia, que geram as preocupações.

Selecionar através de evidências é ainda mais complicado quando os resultados das buscas são exagerados e citados erroneamente, e então circularam na Internet como se fosse um fato.


A Débâcle da Pesquisa do Dr.Green.

A imensa fonte de desinformação surgiu de uma grande equívoco de interpretação (ou deturpação) da pesquisa[7] feita pelo Dr. Keith Green da Escola de Medicina da Georgia, Departamento de Oftalmologia, que se fixou na absorção de SLS pelos tecidos oculares. Paula Begoun (também conhecida como "A Tira dos Cosméticos"), explica em seu site[8] como a controvérsia do Dr. Green ocorreu.

O Dr. Green investigou a absorção do SLS pelo olho, mas NÃO pesquisou o efeito do SLS na visão, nem estudou as crianças ou cataratas.

No entanto, suas descobertas citados erroneamente pelos fanáticos anti-SLS a tal ponto que ele despendeu anos tentando ajustar seus dados efetivos a respeito de suas descobertas e conclusões.

O Dr. Green descobriu que o SLS é rapidamente absorvido e acumulado pelos tecidos do olho, onde é retido por até cinco dias. Ele também descobriu que a absorção de SLS é maior em coelhos mais jovens do que em coelhos adultos, e que o SLS provoca alterações em algumas proteínas do olho.

No entanto, citou-o como quem escreveu (em um trabalho levado à Conferência sobre Prevenção de Cegueira):

"O SLS é um produto sistêmico que pode penetrar e ser mantido no olho, no cérebro, coração, fígado, etc, com efeitos potenciais de longo prazo. Pode retardar a cura e causar catarata em adultos além de pode manter os olhos das crianças fora de desenvolvimento correto".

É claro que essa afirmativa foi muito além dos limites de seu estudo. Negou ter alguma vez dito isso. A controvérsia que se seguiu levou a uma enorme quantidade de artigos e depoimentos, com base nessa desinformação, que não têm feito outra coisa senão aumentar a confusão sobre o SLS e alimentando
ambos os lados da questão.

O Dr. Green afirmou mais tarde numa entrevista com Paula Begoun:
*"Não existe parte de minha pesquisa que indicasse qualquer problema de desenvolvimento do olho e de cataratas originários do SLS ou SLES, além disso os organismos não retém e problemas de catarata SLES e SLS ou o organismo não retém esses ingredientes de todo jeito."*

Disse também que ele nem sequer se deteve da questão com as crianças. Mais tarde afirma que suas descobertas foram insignificantes que não tinha mais interesse em continuar pesquisando o assunto.

Apesar das declarações posteriores do Dr. Green negando a importância de suas descobertas, há preocupações legítimas a respeito do SLS e seus efeitos sistêmicos, com base em vários outros estudos.

O fato de que as conclusões de um estudo terem sido deturpadas, não significa que os riscos não são reais. Os pessimistas gostam de citar o desastre da pesquisa do Dr. Green, mas NÃO mencionam as outras evidências dos riscos potenciais para a saúde do SLS.


Os Perigos Reais do SLS—Rumores Aparte

Uma série de estudos relata que o SLS é prejudicial tanto para a mucosa oral como para a pele. Isso não é de surpreender, pois o SLS está sendo utilizado, na verdade, como um agente irritante de pele. Ele é usado quando os tratamentos médicos para a irritação da pele exigem um tipo de agente que seja intencionalmente irritante.

- Uma pesquisa junto à Faculdade Stern para Mulheres na Universidade de Yeshiva, em Nova York, quando em 1997 examinava o SLS em bochechos.
Detectaram que o SLS em enxágües bucais causava descamação do epitélio oral e uma sensação de queimação em voluntários humanos.[9]
- Um estudo que aparece na Dermatologia Exógena (nt.: publicação bimensal suíça) confirmou que o SLS é muito “irritante corrosivo" para a pele, e que esta sensação persistiu nos nas áreas de investigação por três semanas. [10]
O SLS exerce seus danos por desnudar sua pele da proteção tanto de seus óleos como de sua umidade.
- O SLS está associado ao aumento de úlceras aftosas (aftas), devido ao efeito de desnaturação e irritação da mucosa oral.[11]

Engolir o SLS provavelmente provocará náuseas e diarréias. É também usado como laxante em lavagens intestinais. [12]Portanto, devemos ter cuidado para não engolir muito o creme dental que contiver o SLS.

De acordo com Judi Vance, autora do livro *Beauty to Die For** (**nt.: **Beleza para morrer*), o SLS pode causar danos ao DNA celular. Em um artigo para * ConsumerHealth.org*[13], ela afirma que uma associação dental no Japão, testaram os efeitos do SLS em bactérias, detectaram ser mutagênico. Afirma também que os *folículos capilares* são importantes transportadores de produtos químicos nocivos para
dentro de nossos corpos.


Conexão Entre o SLS, o Óxido de Etileno, o 1,4 Dioxane e a Câncer A
Evidência conectando o SLS ao câncer é um pouco difícil devido à escassez de pesquisas científicas. No entanto, os efeitos cancerígenos são possíveis quando se considera que tanto o SLS como o SLES são, freqüentemente, contaminados por duas conhecidas substâncias cancerígenas:

- *Óxido Etileno oxide* (que é o "E" nos SLES representa). Retornando ao website *Skin Deep*, o óxido etileno (ethylene oxide) revela ter "alto risco", aparecendo como uma impureza em milhares de produtos de cuidado pessoal. É utilizado para "etoxilar" o SLS e outros químicos, para torná-los menos áspero.
- *1,4 dioxano*, é um subproduto do óxido etileno, que também recebeu uma classificação de "alto risco" pelo Skin Deepe está associado com uma lista ainda maior de produtos de cuidado pessoal. No site do *International Chemical Safety Cards* (CDC site, 1,4 dioxane) é descrito como "provavelmente  carcinogênico para humanos," (nt.: “update 2007” - atualização de 2007) tóxico para o cérebro e “sistema nervoso central, rins e fígado”. Também lidera a contaminante das águas subterrâneas.

Para evitar o 1,4 dioxane, a *Organic Consumers Association*/*OCA* (nt.: Associação de Consumidores Orgânicos) recomenda recusar produtos com indicações de etoxilação.

Para fazer isso, procurar os seguintes sufixos nos ingredientes: "miret", "olet", "lauret", "cetearet" e quaisquer outras substâncias terminadas em "et", "polietileno", "PEG: pode vir como polietileno glicol, polisorbato,
poliglicol ou copoliol, ", "polioxietileno" ou "oxinol."

Por exemplo—sódio *lauret* sulfato.
Tanto o polisorbato 60 com o polisorbato 80 estão também muitas vezes contaminados com o 1,4 dioxano, de acordo com oDr. Samuel Epstein [14].

O FDA continua a assumir a posição de que os níveis de 1,4 dioxano em produtos de higiene corporal são baixos demais para serem considerados prejudiciais [15]. Mas dado que NÃO existem produtos disponíveis SEM 1,4 dioxano, como termos alternativas para nossa saúde?

Nossa melhor aposta é comprarmos produtos que estejam certificados no Programa Nacional Orgânico dos EUA. Mas elas não estiverem disponíveis, devemos selecionar os produtos cujos ingredientes tanto  reconhecemos como podemos pronunciá-lo!


O SLS e as Nitrosaminas

O SLS também está relacionado às nitrosaminas. Elas (as nitrosaminas) são potentes carcinogênicas que levam nosso organismo a absorver nitratos, também conhecidos carcinogênicos.

De acordo com um artigo feito por Greenfeet[16], pelo menos uma pesquisa conectou o SLS à absorção de nitrato. O artigo de Greenfeet afirma:

*“Uma pesquisa citada no Wall Street Journal (01 de novembro de 1988) conectou o SLS a cataratas e a absorção de nitrato (nitratos são carcinogênicos—ou substâncias que causam câncer). Aparentemente, esta
absorção ocorre quando o SLS torna-se contaminado com NDELA (N-nitrosodietanolamina) durante o processamento”.*

*“Esta contaminação resulta do SLS entrar em contacto com qualquer quantidade de produtos químicos, incluindo **TEA**(**trietanolamina**), comumente usado tanto em xampus como em detergentes”.*

Assim, o SLS combina com a TEA, resultando em NDELA, que é uma nitrosamina e reconhecido carcinogênico.

A bioquímica é muito complexa devido a este "coquetel químico" que é o xampu ou o líquido para mãos que usamos. Quando estes ingredientes químicos entram em contato um com o outro, toda a sorte de ligações moleculares começa a se formar e novas substâncias químicas não intencionadas são produzidas.

Infelizmente, algumas destas substâncias químicas não intencionadas são as nitrosaminas.

Como o artigo acima aponta, não há meios possíveis da FDA (nt.: Agência norte-americana que cuida dos fármacos e dos alimentos) poder testar todas as combinações de químicos disponíveis, em uma única mistura.

Dai então, enquanto um ingrediente individual pode ser considerado saguro, uma vez que misturemos numa fermentação, todas as apostas estão lançadas.
Somente porque o SLS não contém nitrogênio, não significa que ele não POSSA TER nitrogênio vindo da sopa química e ligando-se com ele forma a nitrosamina letal.


Como Avaliar A Carga Tóxica de Nossa Higiene Pessoal

Para que não fiquemos indiferentes a estes resultados pensando que nossa exposição é "insignificante", sejamos mais atentos.

Será que sabemos que, ao usarmos cosméticos convencionais em uma base diária, podemos estar absorvendo, através do nosso corpo, a cada ano, quase 10 quilos de produtos químicos e tóxicos (you can absorb almost *5 pounds* of chemicals and toxins)?

O uso diário de produtos comuns de cuidado pessoal, aparentemente benignos com xampus, pasta de dente e gel de banho, facilmente resulta numa exposição de *milhares de substâncias químicas*, e muitas podem fazer seus percursos para dentro de nossos corpos tornando-se “prisioneiras” nele, já que a ele falta meios para metabolizá-las.

Esta carga tóxica pode se tornar um fator significativo contribuindo para problemas de saúde e doenças graves (health problems and serious diseases), especialmente se nossa dieta e hábitos de praticar exercícios estiverem faltando.

Mulheres parecem ter predisposição pra maiores desordens autoimunes do que os homens. Doenças como tiroidismo, fibromialgia e esclerose múltipla são muito mais comuns em mulheres.

Talvez um dos fatores que mais contribui é que as mulheres tendem a utilizar muito mais produtos de cuidado pessoal do que os homens.

Caso que esteja lendo esse material seja mulher, agir com as informações constantes nele pode ser particularmente importante. Será que o teu toucador ou penteadeira é um depósito de bombas tóxicas?

Sem dúvida que é particularmente desafiante estabelecer uma conexão entre estas exposições químicas rotineiras no dia-a-dia já que seus efeitos adversos podem não ser perceptíveis por anos.

Como Theo Colburn traz em seu livro *Our Stolen Future*[17] (livro editado no Brasil pela L&PM, em 1997, com o título “O Futuro Roubado”), em alguns casos, os efeitos não são percebidos na pessoa exposta,
mas SIM em sua prole. Esta situação tem sido constatada no reino animal, como também em humanos. Tem-se percebido que alguns adultos mostram a doença décadas depois da exposição pré-natal.

Se quisermos aprender mais sobre os efeitos sobre a saúde provocado por esses químicos aos quais somos rotineiramente expostos, como autor deste artigo reforço fortemente que leiam “Nosso mundo tóxico: o despertar da consciência” (*Our Toxic World: A Wake Up Call*) da Dra. Doris Rapp. Ela faz um trabalho completo de desvelar as muitas formas a que estamos expostos por produtos químicos tóxicos e como eles
contribuem para doenças crônicas.


Tu, O Mais Novo Parceiro!

Com a possibilidade remota de avaliação sobre a exposição em longo prazo do SLS e seus parceiros contaminantes, a melhor recomendação é esquivar-se deles, evitando totalmente o risco, uma vez que existem alternativas disponíveis.

A maneira mais fácil para nos assegurarmos que não estamos expostos a agentes potencialmente danosos, é fazermos nossos próprios produtos de cuidado pessoal utilizando ingredientes completamente naturais que já
poderemos ter em nossas casas.

Descobrir receitas para nossa própria elaboração de produtos de beleza pode ser feito num instante se acessarmos à Internet. Mesmo acessando ao *Google* com a expressão "*homemade cosmetics*" (nt.: cosméticos caseiros; em português viram mais de 180 acessos, virão mais de 400 mil acessos de receitas e instruções.

Se manusear loções e poções não está entre tuas habilidades, leia seguramente os rótulos e cheque os produtos antes de comprá-los. O site mencionado acima, *Skin Deep* (Skin Deep ), é uma excelente fonte de pesquisa. Um site bem novo chamado “Guia de Bem” [(GoodGuide ) (nt.: em inglês a palavra “good” pode ser bom e coisa/bem)] também é útil para localizares e avaliares produtos ecológicos e saudáveis (nt.: nos EUA), tanto de higiene pessoal como alimentos.

Também ofereço uma linha de produtos para a pele maravilhosos (http://www.mercolahealthyskin.com/organic-body-butter.aspx). Há alguns anos nossa equipe desenvolveu uma das poucas linhas de cosméticos orgânicos certificados nos EUA (USDA certified organic cosmetic lines in the US).
Sou constantemente surpreendido com os comentários sempre positivos que recebo de amigos e parentes o que para mim passa a ser um presente.

*Dicas e truques finais para aliviarmos a carga tóxica sobre nós*

Aqui estão algumas outras sugestões para ajudar a evitar o SLS e outros produtos químicos desagradáveis:

- Procure pelo genuíno Selo Orgânico dos EUA (USDA Organic Seal) 18.
- Se não pudermos pronunciar o nome de algum ingrediente, provavelmente não vamos querer colocar isso em nosso corpo. O melhor será nos perguntarmos: “Será que eu comeria isso aí?”
- Procure produto que sejam livres de fragrâncias. Uma fragrância artificial (artificial fragrance) pode conter centenas—mesmo milhares—de químicos e as fragrâncias são a maior causa de reações alérgicas.
- Prestemos atenção à ordem com que os ingredientes são listados. Os fabricantes são obrigados a listá-los em ordem decrescente em função do volume, significando que os primeiros ingredientes são os mais proeminentes.
Se o extrato de calêndula for o último da longa lista, este “*body wash*” de calêndula não é muito natural.
- • Fiquemos com o básico. Será que realmente precisamos de uns 20 produtos para nos preparar para nosso dia? Simplifiquemos nossas vidas e resgatemos nossa conta bancária.
- Compremos produtos que venham em embalagens de vidro mais do que de plástico, já que estas substâncias químicas podem lixiviar das embalagens plásticas para seus conteúdos. O Bisfenol A (BPA) gera uma forte preocupação; tenhamos certeza de que as embalagens plástica, quando for o caso, sejam livre de BPA (BPA free).
- Beber, todos os dias, muita água filtrada (filtered water) para ajudar a expulsão das toxinas do corpo.
- Comer bons volumes de vegetais orgânicos com cores vibrantes (e frutas, com moderação) para manter o corpo bem abastecido com antioxidantes.
- Procurar produtos que sejam feitos por empresas que tenham correlação com a preservação da terra, dos animais e sejam ecológicas. [Para mais informações sobre como comprar produtos livres de crueldade, ir ao *Group for the Education of Animal-Related Issues/GEARI*.19]

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1. Environmental
Working Group's Skin Deep Cosmetic Safety
Database
2. Environmental
Working Group (EWG),
3. Hill
A. "Make-up kit holds hidden danger of cancer," *The Observer* (April 7, 2002)
4. Coming
Clean Campaign, *Organic Consumers Association*
 5. Chenery
N. "The Case Against Sodium Laureth Sulfate," Organic Health Business Articles
6. Environmental
Working Group: Skin Deep Cosmetic Safety Database: Sodium Lauryl Sulfate
7. Green
K, M Chapman J, Cheeks L, M Clayton R, Wilson M and Zehir A. "Detergent penetration into young and adult rabbit eyes: Comparative pharmacokinetics" *Cutaneous and Ocular Toxicology *(1987);6(2):89-107.
8. Begoun
P. "Sodium Lauryl Sulfate," Paula's Choice: Superior Skin Care, Expert Information.
9. Babich
H and Babich J P. "Sodium lauryl sulfate and triclosan: In vitro cytotoxicity studies with gingival cells"
(May 16, 1997) 91(3):189-196.
10. Lee
C H, Kim H W, Han H J, Park C W. "A comparison study of nonanoic acid and sodium lauryl sulfate in skin
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11. Herlofson
B B and Barkvoll P. "Sodium lauryl sulfate and recurrent aphthous ulcers: A preliminary study," *Acta Odontol Scand* 1994:257-259.
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17. Colborn
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18. United
States Department of Agriculture, Organic Certification Program
19. Group
for the Education of Animal-Related Issues (GEARI)

Tradução livre de Luiz Jacques Saldanha.

Site NossoFuturoRoubado

4 de out. de 2010

O ESTROGÊNIO ATRAVÉS DO CICLO DA VIDA

Função e disfunção endócrinas  
Charlene  Day  e  Miriam  Hawkins
Rede da Mulher – Saúde e Ambiente
Outono de 1999 (2º semestre/99).

                Enquanto a história dos hormônios vai se complexando, cada vez é mais importante conhecê-la. As últimas décadas tornaram-se tão perigosas para nosso delicado sistema endócrino de tal forma que muitos médicos ainda não conseguem perceber. Novas substâncias químicas que geram disfunções hormonais presentes em nosso alimento, no baú de remédios e ao ambiente representam uma ameaça devastadora tanto para os seres humanos como para a vida selvagem. Barradas pela desinformação, pelas lendas e pela propaganda, não é de se admirar que a maioria de nós estejamos completamente confusas sobre nossa saúde pessoal e de nosso ambiente. No entanto como cidadãs informadas, podemos assumir cada vez maiores responsabilidades por nossa saúde e de nossas comunidades.
            Este trabalho enfocará o hormônio feminino estrogênio ou estrógeno cujo papel central nesta discussão está relacionado a sua função no organismo e como nós podemos fazer muito mais pelo nosso próprio bem ou prejuízo. Milhares de medicamentos e produtos químicos sintéticos, de largo uso, são estrogênicos por natureza ou em seus efeitos. São disruptores hormonais e podem afetar seriamente nossa saúde e, muito mais, a de nossos descendentes. Estão conectados com os dramáticos crescimentos de efeitos como a infertilidade, das deformações genitais e dos cânceres de origem hormonal como os de mama e de próstata, bem como com a queda do número de espermatozóides, a hiperatividade e outros distúrbios neurológicos. Observou-se que “os produtos sintetizados pelo homem imiscuem-se em toda a sorte de mensagens hormonais” atingindo duramente as glândulas supra-renais e da tiróide, de acordo com Linda Birnbaum do US Environmental Protection Agency/EPA (Agência norte-americana de proteção ambiental). Níveis deprimidos de hormônios da tiróide foram conectados ao câncer de mama tanto como foi o aumento de estrogênio. [19]     
            A extensa exposição ao estrogênio, no decorrer da vida (especialmente nas formas sintéticas) é o maior fator de risco à saúde. Em alguns casos, existem escolhas mais seguras, efetivas e naturais de se fazer o balanceamento estrogênico no organismo. Químicos disruptores hormonais no ambiente são uma história bem mais complexa. Almeja-se que te tornes mais habilitada e utilizes estas informações para colocares sérios questionamentos àqueles que lidam com a saúde, a indústria e a administração pública para que investiguem métodos alternativos realmente seguros.
 
 
TIPOS DE ESTROGÊNIOS.
 
            Existem quatro tipos de estrogênios: os que ocorrem naturalmente no organismo; os que são sintetizados para serem ingeridos como medicamento; os “xenoestrogênios” ou externos, gerados pelas modernas indústrias químicas e presentes em produtos de uso doméstico e os fitoestrogênios presentes em plantas alimentícias, muitos dos quais promovem importantes benefícios à saúde.
 
           
ESTROGÊNIOS NATURAIS.
 
            Algumas das cinqüenta moléculas hormonais conhecidas carregam instruções de mais do que uma dúzia de tecidos e glândulas endócrinas para células distribuídas em todo o corpo para controlarem muitas funções orgânicas, incluindo a reprodução, o desenvolvimento sexual, o crescimento, a manutenção do metabolismo e respostas aos estímulos externos.
            Os estrogênios naturais fazem parte de um grupo de vários hormônios esteróides lipossolúveis produzidos, primariamente nos ovários femininos e nos testículos masculinos (mas também em outros centros do organismo) em humanos e outros vertebrados, originários do colesterol ou acetil coenzima-A. Conhecidos como hormônios femininos (presentes mais plenamente nas mulheres), eles não só externalizam as características femininas e controlam os ciclos reprodutivos como geralmente também exercem influência sobre o crescimento, o desenvolvimento e o comportamento. Atuam também nos sistemas imunológico e cardiovascular além de influir na pele, nos ossos, no fígado e mesmo no cérebro, assegurando a normalidade nos sistemas orgânicos. Os estrogênios estimulam o crescimento dos tecidos ao promover a proliferação celular nos órgãos sexuais femininos (seios e útero), aumentando o tamanho das células (como durante a puberdade com o seio feminino e os músculos masculinos), e pela elaboração de proteínas específicas. Nos machos, desempenha um papel secundário em relação aos androgênios, destacadamente o hormônio testosterona que define as características masculinas (muito estrogênio pode feminilizar os machos). O tempo de exposição, no ciclo da vida, aos estrogênios naturais também varia de acordo com a dieta e os exercícios. A partir do estoque de estrogênios na gordura (especialmente abdominal), aumenta a exposição pela obesidade.
            Somente três estrogênios estão naturalmente presentes em quantidades significativas: estradiol, estrona e estriol. O estradiol é o hormônio estrogênico mais abundante e potente. É doze vezes mais forte que o estrona e oitenta do que o estriol, um derivativo do estrona. Existem as “boas” e as “más” formas de estrogênios (as “más” podem desencadear o câncer). [5] O organismo busca manter ótimos níveis no sangue através das respostas das glândulas hipotálamo e pituitária aos níveis baixos, estimulando tanto os ovários femininos para secretarem estradiol e progesterona como os testículos masculinos a secretarem testosterona (em excesso transforma-se em estrogênios) até que um certo nível sangüíneo seja alcançado. Este elo de auto-alimentação é influenciado pelo fígado quando metaboliza do sistema, em algum tempo, alguns hormônios naturais desnecessários.
            Antes do nascimento, ambos os hormônios, placental e fetal, atuam sobre o desenvolvimento do bebê. Para os machos, após a determinação cromossômica sexual lá pela sétima semana, a masculinização depende do correto suprimento de estímulos hormonais originários dos testículos. Nas fêmeas, os ovários desenvolvem-se do terceiro para o quarto mês quando sintetizarão estrogênios. No entanto quantidades mínimas de substâncias estrogênicas estranhas, em estágios críticos pré-natais, podem interferir nos desenvolvimentos sexual, reprodutivo, comportamental e neurológico. O livro “Our Stolen Future” de Theo Colborn e outros (nt.: publicado no Brasil pela L&PM Editores com o título “O Futuro Roubado”, em 1997), destaca: “ao mesmo tempo em que os hormônios estão conduzindo, pelo menos, alguns aspectos do desenvolvimento sexual, também orquestram o crescimento dos sistemas nervoso e imunológico dos nenês , programando órgãos e tecidos tais como fígado, sangue, rins e músculos com funções diferentes em homens e mulheres ..... Para todos estes sistemas, o desenvolvimento normal depende de haver a correta mensagem hormonal, na quantidade exata, no local adequado e no tempo certo .... Se alguma coisa gera disfunções neste fornecimento durante um período crítico do desenvolvimento, podem ocorrer conseqüências muito sérias para a prole.” Estrogênios e compostos que enganem os receptores estrogênicos são elementos chave em certos estágios, como nos primeiros anos de vida e novamente na puberdade quando uma crítica divisão celular ocorre.
            Nas fêmeas, a puberdade, o ciclo menstrual, a gravidez e a menopausa são eventos importantes relacionados aos estrógenos. Em torno dos dez anos, o hipotálamo estimula os ovários a produzirem estrogênio e progesterona que ativam mudanças físicas tais como a formação dos seios, o crescimento dos pelos pubianos, aumentando a altura e o peso além de alterações na pele. Normalmente, a menstruação principia aos doze anos. Hormônios são liberados, em drásticos diferentes níveis, durante o ciclo menstrual de vinte e oito dias. Para os primeiros oito dias indo até o décimo primeiro, os ovários produzem grandes quantidades de estrogênio, declinando no décimo terceiro dia quando a progesterona começa a aumentar e a ovulação acontece (a progesterona causa a libido ovular). Depois de dez ou doze dias se a fertilização não ocorre, a progesterona ovariana cai dramaticamente, desencadeando a menstruação e o ciclo se renova. No entanto, se ocorre a fertilização, um bloqueio do estrogênio precede uma gestação rica em progesterona que mantém a gravidez e matura, permanentemente, as células do seio (a dividir-se mais lentamente). Por vários meses depois do parto, o fluido dos seios tem baixos níveis de estrogênio. A gravidez, antes dos trinta anos, parece proteger as células das mamas das mudanças anormais que podem ser causadas pelos excedentes de estrogênios e dos disruptores hormonais. A progesterona se opõe à ação do estrogênio de estimulador do crescimento no organismo.
            Entre quarenta e cinqüenta anos, a interação entre os hormônios se altera, propiciando o aparecimento da menopausa. Como menos folículos ovulares são estimulados, a quantidade de estrogênio e progesterona produzidos pelos ovários declina. A menstruação torna-se falha e errática, eventualmente cessando. Entretanto, em outras áreas do corpo, como as glândulas supra-renais, a pele, os músculos, o cérebro, a glândula pineal, os folículos capilares e gordura corporal, são capazes de produzir nossos hormônios, possibilitando ao organismo feminino fazer ajustes saudáveis no balanço hormonal após a menopausa. Isto ocorrerá com as mulheres que cuidaram de si durante o período pré-menopausa com um estilo de vida sensato, dieta alimentar, e atenção às saúdes mental e emocional. Entre outros fatores, a obesidade e a vida sedentária promovem uma puberdade precoce e uma menopausa tardia, aumentando enormemente tanto a exposição ao “mau” estrogênio como aos riscos correspondentes.   
 
 
ESTROGÊNIOS SINTÉTICOS.
 
            Os estrogênios sintéticos, encontrados em produtos farmacêuticos, “tiveram suas estruturas moleculares alteradas somente para poderem ser patenteados. Eles têm a tendência de ser mais potentes do que os estrogênios do próprio corpo e mais tóxicos”. [12]
 
           
A PÍLULA.
 
            Hoje, são milhões de mulheres que tomam anticoncepcionais hormonais (de forma oral, implantada ou injetada). São produzidos com diferentes quantidades e potências de estrogênios sintéticos, progestinas ou ambos, os quais o organismo não metaboliza com facilidade. Trabalham primeiramente mantendo altos níveis de estrogênios no organismo para prevenir a ovulação. Suprimindo com estes sintéticos a presença de hormônios naturais, literalmente estanca a menstruação. O sangramento ocorre, a cada mês, só porque os hormônios sintéticos não são ingeridos por sete dias do ciclo, podendo ser melhor denominado de um “sangramento fugidio”, não menstruação. Não há provas científicas assegurando de que a pílula é segura. De acordo com Nancy Beckham em seu trabalho Menopausa – uma passagem positiva utilizando terapias naturais: “As mulheres que ingerem a pílula têm uma grande tendência a disfunções no fígado e mais alergias. Os níveis de vitamina A podem crescer no sangue, e as vitaminas B12 e C ..... caírem.”
            Embora os ensaios iniciais fossem imperfeitos, a primeira geração das pílulas foi amplamente comercializada como um método efetivo, seguro e conveniente de controle da natalidade. Um impacto ao qual, já nos primórdios, pesquisadores como a Dra. Ellen Grant, autora do livro A pílula amarga e a química sexual, avaliou de que os hormônios sintéticos deveriam ter sido retirados do mercado em razão de seus conhecidos efeitos colaterais. De acordo com o Dr. Samuel Epstein do Programa de Prevenção ao Câncer de Mama, dezenas de estudos confirmam efeitos colaterais como o risco de ataques cardíacos, derrames cerebrais, diabetes, doenças da vesícula biliar, câncer de fígado e expondo os tecidos mamários a excessos de estrogênios, eleva dez vezes o risco de câncer de mama, especialmente pelo uso precoce ou prolongado. [8]
            Foram propostas alterações, desde o início dos anos sessenta, para se fazer uma segunda geração de pílulas – etinil estradiol – mais segura. Mas, na verdade conecta-se aos receptores estrogênicos naturais na mama, sendo quarenta vezes mais potente do que o estradiol. A pílula combinada também aumenta o risco de doenças da artéria coronária, do câncer de mama e pressão alta. Os efeitos colaterais incluem náusea, vômito, dores de cabeça, flacidez das mamas, aumento de peso, mudanças na libido, depressão, coagulação sangüínea e o aumento de incidência de vaginites. Também mulheres que apresentam quadros de epilepsia, asma, enxaqueca ou doenças cardíacas podem constatar pioras em seus sintomas. Muitos destes efeitos podem persistir muito tempo mesmo após o uso descontínuo da pílula. Além disso, fumar enquanto toma-se a pílula, acentua estes riscos. A terceira geração, implante de pílulas somente com progestinas, também é problemática. São centenas de processos contra o fabricante Norplant já que várias pesquisas demonstram que o produto injetável Depo-Provera, com progestina, aumenta os riscos de câncer de mama. [8]  
 
           
A TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL – TRH (ESTROGÊNICA).
 
            Talvez nada cause mais confusão entre as mulheres do que a terapia de reposição hormonal, a maior promoção de drogas hormonais depois da pílula. As mulheres na fase da menopausa tornaram-se outro lucrativo mercado para os hormônios sintéticos, agora disponíveis em emplastos e implantes. Um dos mais populares é o Premarin, feito da urina de éguas prenhes.
            Proclamado como um ingrediente primário ausente para as mulheres na menopausa, o estrogênio é também fortemente recomendado pela medicina moderna para a prevenção de doenças cardiovasculares e osteoporose. A maioria dos médicos, hoje em dia, adverte as mulheres para os riscos da passagem pela menopausa e para o tempo, os dias da pós-menopausa, sem a proteção do estrogênio. Outras opiniões não podem ser oferecidas. Em razão da TRH (terapia de reposição hormonal) ser oferecida em doses menores do que a pílula, os efeitos colaterais são normalmente muito mais subtis e mais lentos para serem detectados.
            As mulheres precisam pensar com muito mais cuidado a respeito de sua decisão quanto à TRH. Mesmo que a maioria dos médicos esteja, sinceramente, preocupada com suas pacientes, muita de sua formação profissional e das informações sobre os produtos, têm diretamente como fonte as indústrias farmacêuticas. Já que a maioria das mulheres não tem uma perfeita consciência a respeito de suas opções, as decisões sobre a menopausa podem ficar bem mais difíceis. No seu livro O que o seu médico não pode lhe contar a respeito da menopausa, o Dr. John Lee compilou uma lista de efeitos colaterais que podem resultar da opção pela reposição hormonal. Incluem: aumento do risco de câncer endometrial, aumento da gordura corporal, retenção de sal e líquidos, depressão e dores de cabeça, descontrole da presença de açúcar no sangue (hipoglicemia), perda de zinco e retenção de cobre, redução dos níveis de oxigênio em todas as células, adensamento da bile e promoção de doenças da vesícula biliar, aumento das probabilidades de fibrocistos mamários e fibróides uterinos, interferência na atividade da glândula tireóide, diminuição da libido, excessiva coagulação sangüínea, redução do tono vascular, endrometriose, cãibras uterinas, infertilidade e limitação da função osteoclástica (necessária para a saúde e a reconstituição óssea). De acordo com o Dr. Epstein, a reposição hormonal também promove os cânceres de mama, de fígado e de ovários, ganho de peso e outros sintomas. Ele recomenda soluções não hormonais: se empregada a TRH, tomar baixas doses somente por pouco tempo evitando o fumo e as bebidas alcoólicas. [12]
            O intenso efeito formador de estrogênio pelo álcool pode ser desastroso, especialmente para mulheres com a TRH. Vários estudos demonstram que o álcool aumenta o risco de câncer de mama. Mesmo meia taça de vinho pode dobrar o estrogênio no sangue da mulher em TRH e, surpreendentemente, aumentando o risco de câncer de mama. [8]
 
 
OUTRAS DROGAS.
 
            Outras drogas podem também ser hormonalmente ativas: Tamoxifen, por exemplo, e seu correlato Raloxifene, que são fármacos hormonais sintéticos indicados para a prevenção de câncer de mama, mas ensaios demonstraram sérios riscos de ambos efeitos, estrogênico e antiestrogênico. Vários anti-hipertensivos, drogas para diminuição de colesterol, antibióticos, antiácidos, drogas psicoterapêuticas, drogas para o câncer e a maconha podem também ser preocupantes. [8]
 
               
XENOESTROGÊNIOS (Pseudoestrogênios).
 
 
            A expressão “xenoestrogênios” é aplicada livremente a uma série de substâncias químicas tóxicas produzidas pelo homem que confundem os receptores celulares dos estrogênios no organismo, interferindo nas mensagens bioquímicas naturais. Podem ser compostos tipo estrogênios ou terem a habilidade de mimetizar ou bloquear a atividade dos hormônios naturais. Podem também alterar a forma como os hormônios e seus receptores protéicos são elaborados, metabolizados e em sua atuação. Pesquisas profundas revelam uma situação alarmante gerada pela dispersão planetária destes mimetizadores hormonais.   
            Em razão de se degradarem tão lentamente, espalharam-se por todo o planeta tanto pelo ar como pelas águas, passando integrar os tecidos vivos. Atualmente contaminam todos os ecossistemas e os organismos vivos. Continuarão assim por décadas e décadas. Dificilmente excretadas, são lipossolúveis, acumulando-se nos tecidos gordurosos, no cérebro, no aparelho reprodutor e outros órgãos. Grandes volumes destas substâncias biomagnificam na cadeia alimentar com as piores concentrações no seu topo, onde estão os seres que se alimentam de animais como os humanos e outros mamíferos, além de pássaros e répteis. Numa espécie de gaivota da região dos Grandes Lagos, entre EUA e Canadá, por exemplo, a família dos xenoestrogênios PCB’s encontra-se em concentrações, com sérios resultados, vinte cinco milhões de vezes acima daquelas encontradas nos sedimentos. [3]    
            Alterando as funções principais dos estrogênios e androgênios, podem desencadear uma torrente de excepcionalidades na saúde da reprodução e do desenvolvimento, evidenciadas por pesquisas feitas com cobaias de laboratório, em culturas de células, na vida selvagem e com os humanos. Theo Colborn e os outros autores do livro O Futuro Roubado, identificaram 51 famílias de produtos sintéticos que geram distúrbios no sistema endócrino, ou hormonal, incluindo 209 PCB’s, 75 dioxinas e 135 furanos. Estão conectados não só com a descoberta da queda de 50% no número de espermatozóides humanos, globalmente, entre os anos de 1938 e 1990, mas também às alterações no comportamento sexual, à depressão imunológica, a deformidades genitais, a canceres de mama, ovários, útero, de próstata e testicular além de desordens neurológicas. A doença fibrocística da mama, a síndrome policística ovariana,  endometriose, fibróides uterinos e doenças inflamatórias pélvicas também estão sob suspeita. Estes problemas podem ser influenciados pelas exposições, crônicas ou de desenvolvimento, através do ciclo da vida.
            As conseqüências potenciais desta superexposição pipocarão especialmente sobre as futuras gerações. Os embriões e os fetos cujos crescimento e desenvolvimento são altamente controlados pelo sistema endócrino, recebem os contaminantes na fase pré-natal ainda no ovo (anfíbios, répteis e pássaros) ou no útero (mamíferos). Mesmo que adultos expostos não apresentem nenhum efeito deletério, seus descendentes poderão apresentar, em toda sua vida, anormalidades reprodutivas ou em sua saúde. Além do que foi citado acima, efeitos incluem masculinização das fêmeas e feminização dos machos (redução no tamanho do pênis e dos testículos) além da retenção dos testículos e da alteração na densidade e na estrutura dos ossos. A exposição de recém nascidos, como os nenês lactentes, concentra-se além dos limites do corpo.
            Os xenoestrogênios são na maioria das vezes gerados pela indústria petroquímica e, desafortunadamente para nossa saúde, os produtos petroquímicos estão, hoje em dia, por todos os lugares deste planeta. Máquinas, carros e mesmo algumas usinas termoeléctricas, movem-se com petroquímicos como a gasolina, o diesel, o gás natural e similares. Muitos dos mimetizadores hormonais são organoclorados produzidos pela reação do gás cloro com hidrocarbonetos do petróleo. São utilizados em plásticos, agrotóxicos, solventes, agentes de branqueamento (para roupas e outras), refrigeração e em outros produtos químicos. Milhares são subprodutos do tratamento de água, do branqueamento do papel e da incineração de produtos clorados. Milhões de produtos, incluindo vários plásticos (polivinil cloreto/PVC e policarbonatos/PC, ambos encontrados em mamadeiras para nenês, brinquedos infantis, filmes transparentes para embalar alimentos e garrafas de água mineral), PCB’s (nt.: policloretos bifenilos ou “ascarel”), medicamentos, roupas, alimentos, alvejantes domésticos, desodorizantes de ar, produtos de higiene pessoal (cosméticos, perfumes, antiperspirantes, sabonetes, pastas dentifrícias e higienizadores bucais), agrotóxicos e herbicidas (como DDT, dieldrin, aldrin, hepacloro, etc.) também contém ou são feitos dos petroquímicos. Muitos de nós trabalhamos ou vivemos em áreas altamente contaminadas onde os efeitos sinérgicos podem apresentar doses “seguras” (aceitáveis) de diferentes substâncias químicas, medicamentos, radiações, freqüências eletromagnéticas e outras, e que são milhares de vezes mais tóxicas quando estão juntas.
            Dezesseis substâncias sintéticas persistentes (conhecidas de “POP’s”- poluentes orgânicos persistentes) foram identificadas para ação prioritária da ONU. Embora o Canadá tenha banido muitos deles décadas atrás (DDT, PCB’s e outros conhecidos por causarem teratogênese - lesões em fetos -, colapso na reprodução e a quase extinção de ampla variedade de espécies), continuam a ser manufaturados e empregados em todo o planeta. Pelo menos seis – PCB’s, dioxinas, furanos, hexaclorobenzeno (HCB), lindano e cadeias curtas de parafinas cloradas – são ainda geradas, produzidas e utilizadas no Canadá. A água potável pode estar contaminada por outro composto comprovadamente estrogênicos o nonilfenol (nt.: em inglês: nonylphenol, sigla: NP) e o endosulfan que continuam sendo utilizados em plásticos e agrotóxicos, além de estarem presentes na composição também de detergentes líquidos domésticos e de lavanderias, alvejantes multi-uso, sabonetes e shampoos. Compostos mimetizadores de hormônios como os ftalatos são utilizados como plastificantes no PVC, em tinta para escrever/imprimir, para pintar e em colas. O lixo plástico pode ser a fonte mais importante da presença do bisfenol-A – estabilizante tóxico empregado no PVC – nos efluentes líquidos lixiviados pelos aterros de lixo. E será mais terrível ainda se este lixo for incinerado.
            As cinzas voláteis originárias das indústrias, dos incineradores de lixos domésticos ou resíduos perigosos, têm altas quantidades de mimetizadores hormonais e cancerígenos como a dioxina (uma das mais violentas) além de chumbo, mercúrio e cádmio, estes também mimetizadores estrogênicos. Estas cinzas depositam-se sobre as plantas que comemos além de contaminar os animais domésticos e os peixes, concentrando substâncias tóxicas no ser humano. A poeira doméstica, velhas tintas e a água parada em tonéis são outras fontes comuns de chumbo. Tal qual como com os petroquímicos, a queima de combustíveis fósseis libera mercúrio e cádmio. Mercúrio pode também ser um sério perigo em obturações de dentes. Dois por cento da população de cidades, acima de um milhão de habitantes, têm níveis dez vezes maiores de mercúrio no sangue, no limiar de gerarem efeitos neurológicos.
            Nossa alimentação é um dos caminhos mais inconscientes quanto à contaminação por mimetizadores hormonais. O alimento processado, na maioria das vezes com excesso de açucares e gorduras hidrogenadas, enfraquece o sistema imunológico e atinge, hoje, 80% de nosso suprimento alimentar. Embalagens, conservantes, colorantes e flavorizantes artificiais, podem ser todos perigosos. Por exemplo, "Red Dye” nº. 3, um poderoso cancerígeno, é amplamente empregado em todo o mundo. Envases plásticos, copos de poliestireno (PS), filmes para embalar alimentos ou revestimento plástico interno de latas, podem conter PVC’s, alquifenóis, nonilfenóis, bisfenol-A e ftalatos. Todos são conhecidos estrogênios sintéticos (xenoestrogênios) que migram para o alimento quando aquecido ou guardado por longos períodos. Um destes ftalatos, sigla DEHP ou DOP, é encontrado em alguns filmes transparentes para embalar alimentos. Estudos feitos pela indústria e pelo governo dos EUA conectaram o DEHP e efeitos sobre o desenvolvimento em animais. Em alguns filmes plásticos que embalam queijos nos EUA foram encontrados níveis que excedem o limite governamental num fator de 300.000 vezes. O DEHP pode também estar contaminando outros alimentos embalados com filmes transparentes, especialmente aqueles com altos teores de gordura como carnes. O plastificante, enrijecedor plástico, bisfenol-A, encontrado no policarbonato de mamadeiras infantis, foi identificado em um relatório do governo dos EUA de 1997, como um disruptor endócrino químico que se libera, incontestavelmente, da resina policarbonato para o líquido quando aquecido (pesquisas minuciosas e replicadas encontraram efeitos biológicos mesmo em níveis extremamente baixos). Um trabalho feito em 1999 pela Consumer’s Union/União dos Consumidores difundiu esta descoberta da FDA/Food and Drugs Administration–Administração de Fármacos e Alimentos dos EUA, conclamando de que os pais deveriam procurar mamadeiras feitas com quaisquer outros materiais que não a resina de policarbonato. Ao mesmo tempo, doze grupos peticionaram para que a FDA e as indústrias de plástico eliminassem ou reduzissem drasticamente a exposição de crianças a esta resina. [8]
            Também a produção agrícola apresenta riscos. Numa média de 25% (talvez mais) de toda a produção regular, no Canadá, plantada e importada, constata-se resíduos de agrotóxicos, declara o relatório de 1999 do novo Comissário Canadense do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Muitos são ou contém mimetizadores hormonais. O World Wildlife Fund Canada (WWFC) questionou o Ministro da Saúde canadense, Allan Rock, para agir em relação aos doze agrotóxicos considerados mimetizadores hormonais. A maioria está registrada para culturas alimentícias e alguns para uso interno em residências, escolas e creches. Numerosas áreas, no Canadá, estão severamente contaminadas pelos produtos agrícolas, pelos empregados em campos de golfe e pelos de uso corrente em cosméticos.
            Alimentos de origem animal são a maior fonte de substâncias hormonalmente ativas em nossos alimentos e nos lençóis freáticos. A gordura animal e de laticínios tem alta concentração – carne bovina e produtos lácteos são os piores com altos resíduos de DDT e de outros agrotóxicos organoclorados além de antibióticos, drogas veterinárias e hormônios sexuais de estímulo de crescimento. Hormônios implantados na orelha de praticamente todos os animais de corte são totalmente sem regulamentação. Resíduos 300 vezes acima dos limites legais, comumente encontrados em carne, vem via de regra destes implantes, aplicados ilegalmente no músculo do animal para resultados mais rápidos. O hormônio de crescimento “rBGH” em gado leiteiro produz altas quantidades do “fator de crescimento tipo insulina” que encoraja a divisão celular e a virulência do câncer de mama. No entanto não consta nos rótulos dos produtos dos EUA contaminados com este hormônio. [8] (Rotular está fora da regulamentação por um acordo com a Monsanto, produtora do “rBGH”. Por ação de cidadãos, este produto foi, temporariamente, banido no Canadá). Os agrotóxicos acumulam-se na gordura animal. Por exemplo: cada quinze libras (nt.: cada libra representa 453,9 g.) de grãos produz uma libra de carne, concentrando assim a contaminação por agrotóxicos. Nitratos presentes em presunto e bacon transformam-se em potentes cancerígenos pela formação de nitrosaminas no corpo. Peixes originários da pesca industrial estão contaminados com uma vasta gama de pseudo-estrogênios. Por exemplo, todos os salmões dos Grandes Lagos, entre Canadá e EUA, apresentam, nos últimos anos, dilatações em suas glândulas tiróides. [6]
            Tomando isto como um degrau à frente, os hormônios sintéticos também entram nos lençóis hídricos através da urina das mulheres e daí na cadeia alimentar. Isto também elevou nossos níveis de exposição aos estrogênios ambientais.
 
 
REVERTENDO A DOMINAÇÃO ESTROGÊNICA.     
 
   
               O Dr. John Lee acha que muitas mulheres estão sofrendo os efeitos em função do excesso de estrogênios ou “dominação estrogênica”. Ele observa que o stress, deficiências nutricionais, xenoestrogênios e estrogênios sintéticos causam um desbalanceamento entre estrogênio e progesterona. Esta dominância estrogênica significa que o estrogênio começou a sombrear os outros atores, criando uma dissonância bioquímica. Obviamente, uma solução fundamental é reduzir o excesso de estrogênio nas fontes se elas forem drogas sintéticas ou xenoestrogênios. Alimentar-se para obter equilíbrio hormonal é outra alternativa, discutida abaixo. Entretanto, o Dr. Lee está também disposto a auxiliar mulheres a equilibrarem os efeitos da dominação estrogênica através do uso de um creme dermal de progesterona natural que pode corrigir este problema: a deficiência de progesterona. Auxilia a aliviar sintomas típicos da menopausa como calorões e secura vaginal. A progesterona natural, um derivado do colesterol, é feito de inhames selvagens mexicanos ou da soja cujos ingredientes ativos têm a mesma estrutura molecular que a progesterona própria do organismo humano (nt.: nos últimos anos, o Dr.Lee constatou que a soja não apresenta as mesmas características do que o inhame, não seria bio-idêntica e sim mimetizadora natural. Assim reavalia suas recomendações. Ver sites do Dr. John Lee na internet). Desconhece-se efeitos colaterais, são não-patenteáveis e baratas. (Utilizar o creme sob supervisão de um fornecedor habilitado em saúde. Questione a firma para estar segura de que o produto contém progesterona, algumas marcas não a contêm).
            É interessante observar-se de que na América do Sul e Ásia onde as mulheres comem estes inhames selvagens ou soja, a expressão “calorões” não existe em suas línguas locais enquanto a metade de todas as mulheres da América do Norte (tipo ocidentais), na fase da menopausa, sofre deste problema. As mulheres japonesas têm a metade de fraturas ósseas por causa da osteoporose em relação às norte-americanas (também comem menos proteína e fazem mais trabalhos físicos com esforço). Estudos preliminares sugerem que a soja pode auxiliar na retenção da massa óssea. Dr. Lee acredita que o uso da progesterona natural em conjunção com mudanças na dieta e no estilo de vida podem não só estancar a osteoporose mas revertê-la em mulheres com setenta anos ou mais.
            Comer de forma correta pode realmente ser um dos nossos melhores escudos de defesa.
 
   
ALTERNATIVAS SADIAS - FITOESTROGÊNIOS.
 
 
            Plantas estrogênicas, chamadas de fitoestrôgenas, possuem compostos naturais que são encontrados em centenas de plantas alimentícias incluindo perenes e anuais que podem atuar como estrogênios naturais no organismo com o auxílio da flora bacteriana intestinal, de enzimas, vitaminas e minerais. Em torno de vinte fitoestrôgenos foram identificados em plantas como o trigo, a aveia, centeio, cevada, arroz e soja; maçã, cereja, ameixa e romã; batata, cenoura, ervilha, feijão; salsinha, sálvia, alho e café. Efeitos variam enormemente dependendo da idade, do sexo e outros fatores. Fetos e bebês podem ser bastante sensíveis, negativamente, ao excesso de plantas estrogênicas. Os adultos podem auxiliar a redução nos riscos de saúde quanto aos xenoestrogênios e aos sintéticos, diminuindo o período, no ciclo de vida, a exposição ao estrogênio. Os fitoestrogênios competem com os outros para se conectarem aos receptores estrogênicos bem como influenciam, positivamente, no metabolismo estrogênico. Como os hormônios naturais, os fitoestrogênios são facilmente metabolizados por nossos organismos e atravessam nossos sistemas orgânicos, em um curto espaço de tempo.
            Uma dieta normal utilizando fitoestrogênios parece constituir-se numa proteção, em humanos, contra canceres de mama e do sistema reprodutivo além de poderem ser empregados como tratamento para a menopausa e a osteoporose. Atuam como estrogênios fracos e parecem produzir nas mulheres tanto os efeitos estrogênicos na fase pós-menopausa e como os de antiestrogênio na fase pré-menopausa. Fitoestrogênios têm então habilidade para atuarem como “equilibradores”, elevando e baixando os níveis de estrogênio e trocar um estrogênio forte por um fraco. Efeitos sobre o desenvolvimento do pré-natal ou do neonato estão pouco claros, sugerindo precaução quanto a fórmulas infantis feitas de soja, bem como a certos suplementos nutricionais, ervas e mesmo a alguns tipos de alimentos durante a gravidez.
            As isoflavonas da soja são uma das fontes de fitoestrogênios melhor estudadas. Uma de suas formas, a “genistein”, demonstrou ter atividade citostática contra uma série de células de câncer de mama humanas in vitro e suprimiram, em recentes pesquisas, tumores mamários em ratas. Produtos feitos de soja presentes na dieta alimentar, na Ásia, podem ser a razão para as baixas incidências de câncer de mama. Uma pesquisa feita em 1992 demonstra que mulheres japonesas, com uma dieta rica em baixas calorias e soja, tinham mil vezes mais fitoestrogênios em sua urina do que mulheres norte-americanas e finlandesas. A soja também contém proteínas de alta qualidade, é fonte de ácidos graxos ômega-3, cálcio e anti-oxidantes para proteger as células dos danos causados pelos radicais livres, altamente cancerígenos. Os peptídeos da soja podem estimular o sistema imunológico, auxiliando o organismo a lutar contra enfermidades. Numerosas pesquisas revelam que a população que se alimenta com produtos de soja tem menores riscos de desenvolver câncer de mama, pulmão, cólon e próstata, do que aquela que não os utiliza. Outras já atestam as propriedades que a soja tem de diminuir o colesterol, principalmente naquelas pessoas com altos níveis. A proteína da soja vai mais facilmente para os rins do que a proteína animal além de prevenir ou diminuir danos aos rins em pessoas com função renal desequilibrada. Esteja segura de adquirir somente soja produzida organicamente em vez de outras, transgênicas ou pulverizadas com agrotóxicos. Atenção, observe que o shoyu, a proteína de soja, o tofú, a carne de soja e o óleo poderão não ser boas fontes, em razão de como foram processados. 


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Tradução livre de Luiz Jacques Saldanha, fev/2002, revisada em jan.2004.

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