22 de out de 2013

Menopausa


Cuando la mujer alcanza su madurez y deja de manifestar la semilla en forma de sangre, toda esa fuerza de vida queda dentro de ella misma, en este momento de su ciclo alcanza su mayor fuerza y sabiduría y se convierte en "abuela", en una mujer sabia que nutre a su familia a su comunidad. Si la mujer durante su juventud no se ha honrado a si misma corre el riesgo de entrar en esta etapa falta de entendimiento y comprensión de quien es, llevandola a sentir el síndrome del "nido vacio". Encontrar un sentido mayor a nuestra existencia es necesario, la falta de alegría de vivir nos lleva a la depresión y nos desconecta de la propia vida. Todos ocupamos un lugar dentro de la creación, los ciclos nos obligan a evolucionar para poder adaptarnos a los cambios naturales. La belleza no es patrimonio de la juventud, la belleza es brillar en lo que uno es en cada momento.

En la MENOPAUSIA, la mujer entraba en LA POSADA DE LA SABIDURÍA,donde la sangre retenida en su cuerpo la dotaba de poder mágico y capacidad de consejo y guía para toda la tribu.

Mujer Ancestral
Frank Howell Art Lakota Wisdom

21 de out de 2013

Correr em direção a si mesma é um ato de coragem

Compartilho um belo texto da querida Janaina Ribeiro (do blog Daraluz Gineterapia), com homenagem a nossa querida Karine da Cunha que canta o Feminino e embala muitos círculos de mulheres.


O correr em direção a si mesma é um ato de coragem, abandonar a carcaça das certezas que nos protegem do mundo. Dizer adeus à sensação de conforto, e a qualquer coisa que possa fazer sentido em nossas vidas, mesmo quando o que vemos à nossa frente é um mar tempestuoso que parece querer nos engolir. Em algum momento da vida todas nós recebemos esse chamado, algumas o atendem, outras não. Atender a esse chamado traz a única certeza de que, passada a tempestade, encontraremos algo totalmente novo sobre nós mesmas, e ao mesmo tempo algo que sempre esteve lá, a nossa verdadeira essência, a identificação com aquela que realmente somos, independente da nossa criação, do que pensa a nossa família, do que o mundo em geral espera de nós.
Não é uma decisão fácil, pois como afirmou Einstein, toda escolha requer uma renúncia, e quantas vezes, paradas diante do abismo que nos convida a saltar para o desconhecido, desejamos que tudo permaneça como sempre foi, desejamos não ter que fazer escolhas, ou que não tivéssemos responsabilidade por nossas escolhas. Muitas vezes me peguei pensando que seria infinitamente mais fácil ter alguém para tomar as decisões por mim, em momentos crucias, me vi paralisada, esperando ser salva por algo ou alguém que simplesmente determinasse por mim, que direção seguir. A vida tem o dom de nos convocar, em momentos que navegamos em lagos de paz e serenidade,nos lançando em alto mar, temos uma escolha a fazer, encontrar a nossa natureza profunda, enfrentar vendavais, conhecer o nosso poder, descobrir novas terras e novas dimensões do nós mesmas,encontrar a nossa verdadeira tribo, ou permanecer eternamente naquele lago sereno e solitário.
Chega um momento em que algo fervilha dentro de nós, mesmo com tudo aparentemente certo em nossas vidas. Uma inquietação interna, um problema de saúde que persiste em nos dar sinal de alerta. O relacionamento que não flui conforme nossas expectativas, a nossa teimosia em querer controlar tudo, enquanto tudo foge ao nosso controle. Uma morte, um nascimento. Esse chamado é o que eu chamo de o chamado da Deusa, pois todas nós nascemos para sermos e vivermos à imagem e semelhança dela, apenas, a grande maioria de nós esqueceu essa verdade, ou não tem a menor ideia de como manifestá-la, por total falta de referencial cultural. Para nós a palavra soberania, pode parecer um adorno para contos de fadas, nos deixando distantes e ignorantes da nossa infinita força e capacidade para gerar e sustentar em nossas próprias vidas, nos enxergamos dependentes, limitadas, frágeis e incapazes de lutar, quando na realidade, somos o extremo oposto disso.
É muito confortável para a atual configuração social, que desconheçamos o nosso poder, e permaneçamos em estado de inércia e apatia, sempre em busca de algo fora e distante de nós, algo que pode ser comprado, sonhos e enlatados encobertos pelo véu da ilusão de ser e ter uma vida “perfeita”. Como é maravilhoso encontrar uma mulher cheia de si, uma mulher que aceita a descoberta de cada dia, na confiança de que existe um fluxo natural, e com a consciência de sermos feitas de terra, ar, fogo, e água, sabendo que por isso somos a própria Deusa,em suas palavras,” somos Deusas, apenas fazemos coisas ou agimos de formas que nos levam a desacreditar nessa verdade”. A nossa tarefa hoje é relembrar a nossa essência divina, para trazermos mais equilíbrio às nossas vidas.
Karine da Cunha é uma cantora, compositora, professora de música, uma mulher que conhece o seu poder de curar, que sabe que o seu canto tem encantos, que a sua voz é um remédio, e que, em plena posse desses poderes, ajuda outras mulheres a conhecerem os seus. Uma mulher que conhece e acredita no valor da sua arte, na força da sua música, para inspirar o bem, e uma conexão maior com o espírito. Eu tive o prazer de conhecer essa mulher, e o que ficou para mim, foi a imagem de um espírito cheio de alegria, que tem uma força suave e penetrante, que exala cheiro de amor e coração por onde passa. Longe da ilusão de ser perfeitas, aprendemos que ser uma mulher completa significa ser dotada de luz e sombras. Para sermos inteiras, precisamos conhecer e aceitar as nossas melhores qualidades e nossos piores defeitos.
Ser uma Deusa, ou viver a semelhança de uma, é saber conviver com a plenitude de nosso ser, sabendo que somos dia e noite, inverno e verão, a secura do outono e o florescer da primavera, que como a lua minguamos, desaparecemos na escuridão, para renascermos como uma tímida luz que vai crescendo e enchendo nossas vidas, que nos lança ao mundo, para depois nos chamar de volta, para nos olharmos de perto, para conversarmos com a sombra, para analisarmos nossas frustrações, para usarmos a nossa força destrutiva para terminar ou abandonar aquilo que não nos faz bem, para podermos renascer purificadas e leves para um novo ciclo de concepção de vida e de sonhos.

Por Janaina Ribeiro

13 de out de 2013


Você tem toda a liberdade de colorir a sua vida, você é o pincel e a mão do artista... vá além do que aparentemente a vida lhe oferece... ofereça mais... e a VIDA agradece!
 (Ana Paula Andrade)

Roda de Cura para Mulheres - Guiadas pelas Ancestrais


A Roda de Cura para Mulheres - Guiadas pelas Ancestrais- é um trabalho que desenvolvo em Círculo de mulheres resgatando o poder do Canto, da Dança e do Rezo. Seguras dentro de um desenho ancestral que é o Círculo, rezamos juntas re-descobrindo o poder da Oração realizada em família. Cantamos encontrando outra linguagem de também orar e honrar os ancestrais e a dança acontece no bater de asas de cada mulher que alça vôo nesta sagrada medicina.


Instantaneamente a paz se estabelece, a escuta se faz sensível e é possível ouvir a voz que vem de dentro. É possível identificar a "tagarelice da mente" e dar espaço ao que toca o coração. A acessibilidade ao Centro se torna caminho fácil, pois a fé remove qualquer obstáculo.
Neste encontro adentramos um dos mistério mais antigos da mulher - Curar através da Fé, Curar através do Rezo!

Se lhe interessar levar a Roda para sua cidade faça contato: clafilhasdalua@gmail.com


Roda de Cura em Florianópolis/SC
Rio Vermelho - Praia do Moçambique 
Agosto 2013



Roda de Cura para Mulheres em Porto Alegre/RS
Espaço Art'Van Atelier
Set. 2013




Espelho da Lua em Florianópolis/SC - 2013

Em outubro de 2013 realizamos mais um Círculo de Estudos das Deusas - ESPELHO DA LUA. Vivência terapêutica para MULHERES baseada no estudo das 7 deusas gregas (Jung / Jean Shinoda Bolen).
Compartilho um pouco dessa jornada e de nosso lindo final de semana na Pousada Rio Vermelho - praia do Moçambique - Florianópolis/SC.


 























Ame seu corpo, você é linda!

Lindas, o corpo feminino é lindo do jeito que é... olha que beleza essa postagem que encontrei navegando por aí...

Ame seu corpo, você é linda!
Se você nunca se olhou no espelho e se incomodou com seu corpo, com alguma parte, ou ficou preocupada(o) com tamanhos, cores, formato e/ou nunca fez comparações, parabéns, você é foda, e provavelmente, faz parte de um grupo bem pequeno;

Desde pequenos somos bombardeados e condicionados a regras e padrões de comportamento e estética, de todos os lados, de nossos próprios familiares que já passaram por um condicionamento, nos desenhos que assistimos, nos gibis, nas histórinhas que ouvimos, na televisão, na escola. As cobranças vem aos montes e não sabemos o que fazer, afinal, acabamos de chegar nesse caos, chamado Terra, como é tudo novidade e vendo os “veteranos” dizendo que é assim que as coisas funcionam por aqui, acabamos acatando essas cobranças e exigências e acreditamos nelas, viram mais um item da lista de “deveres”, mais um item dos passos para “uma vida bem sucedida”.

As mulheres sofrem mais, talvez seja por isso que dizem que as mulheres amadurecem primeiro, ainda nem saíram do ventre da mãe e já aparecem críticas, comentários infames : “Ih, vai dar trabalho !”; “Vai ter dor de cabeça, hein?!”. Mas na verdade, quem vai ter dor de cabeça e ter de enfrentar muita coisa, é a própria que acaba de nascer. A mulher é tratada como mercadoria no mundo em que vivemos, quando não é tratada como mercadoria, é tratada como estratégia de venda, criam esteriótipos e inventam biotipos para vender produtos supérfluos e obrigam as mulheres a agirem como tal, para serem aceitas, desejadas; A boneca é magra, alta, loira e de olhos claros, as personagens das histórias sempre são as mais belas, as vilãs são as feias, as “diferentes”, quem não se encaixa no padrão determinado, não é bonita, não é “mulher de verdade”, não é “feminina”.

Os anos passam, e cada vez são criadas novas “regras”, surgem produtos novos, e pra vende-los e consolidarem um público, regras e padrões são impostos; roupas, giletes, perfumes, sapatos, doutrinas; E quem não aceita, sofre preconceito e rejeição.

Isso ainda acontece – como a maioria das merdas que ainda existem – por causa da nossa conivência e cumplicidade com estas regras imbecis que pequenos grupos impõe visando sempre o lucro, vender, alimentar o capitalismo. Não tenho muita bagagem para falar sobre esse assunto, mas deixarei dois lindos projetos que fazem uma afronta a essas ditaduras, vamos ao primeiro:

Batalha dos Corpos

Projeto que surgiu atráves do trabalho para uma matéria de Antropologia Visual e busca desdobrar-se para além do mundo universitário e acadêmico (claramente discriminatório em diversos níveis). Quatro mulheres tiraram fotos das partes de seus corpos que mais as incomodam de alguma maneira por não corresponderem ao padrão machista, racista e misógino de beleza.


Queremos deixar claro ao mundo que o Photoshop é uma forma de fazer censura ! Uma recente pesquisa britânica revela que metade das garotas de 6 anos já estão infelizes por causa da aparência de seus corpos.

Isso acontece porque o que se vê no espelho, não é aquilo que aparece nas revistas, o importante detalhe, porém, é que o que se vê nas revistas É MENTIRA !!!!!

O projeto consiste em um Tumblr onde mulheres enviam suas fotos com um depoimento onde contam quando e por que já se sentiram censuradas, humilhadas, diminuídas, por determinada área ou seu corpo não fazer parte dos “padrões aceitos pela sociedade”.
2
2-2
2-3
Sofri bullying em toda minha vida escolar e me refugiei na internet como um escapismo pra tudo que eu vivia. Na escola, os meninos nunca me paqueravam, eu não era a que beijava nas viagens, era só a “gordinha-engraçada-amiga-de-todos” Quando minha mãe me colocou na dança, todas brincavam de desfile e meu apelido era “Gisele Bucho”. Minha avó disse que meus peitos eram caídos e “vesgos”. Ela falou como se meus seios fossem alguém e esse alguém era deformado por ser vesgo. A testa da minha vagina é muito grande e minha bunda é cheia de celulites. Quando eu relutava em colocar o biquine na praia, que era meu fardo, sempre falavam: Mas olha aquela coisa, é pior que você. Aquela “coisa” era uma mulher gordinha, assim como eu, mas com alguns “defeitos” mais acentuados. Aquela coisa era um ser humano, aquela “coisa” tinha sentimentos e só porque não se encaixava no padrão imposto pela sociedade, era uma coisa. Chegou um ponto em que eu parei no espelho e disse: “Cadê? Cadê algo pra que eu ache bonito em mim?” Por que tudo que eu tenho é considerado normal e a parte ao bonito. Então, eu sou uma construção deformada? Eu não errei, quando nasci, não tinha nenhum botão pra apertar pra nascer com o corpo de modelo. Esse é meu biotipo, herdado por mim, e porque minha construção é tida como deformada para a sociedade? A verdade é que eu ainda não aceitei meu corpo, ainda sou virgem e não me dei a oportunidade de ter prazer por uma simples vergonha, mas estou caminhando para isso é esse blog me mostrou que eu não estava só nisso. Obrigada!
1
me descobri bissexual, sentia atração por meninos e meninas… e então me falaram que isso era errado, era coisa de gente indecisa
descobri que me sentia mais confortável sem depilar meu sexo… e então me disseram que isso era coisa de mulher suja
comecei a amar um rapaz e descobri que não tinha nojo de esperma.. e então me disseram que isso era coisa de puta
me descobri voyer, tinha o desejo de ver meu namorado com outra … e então me falaram que isso era coisa de mulher corna
me descobri poliamorista e começamos a namorar uma mulher, num relacionamento a três … e então me falaram que isso não era relacionamento, era suruba, coisa de gente doida
por todas essas coisas eu me descobri sincera comigo mesma… e então me julgaram doente
haverá um dia em que minhas descobertas serão só minhas? ou minha felicidade terá que passar eternamente por aprovação?


The Nu Project

O The Nu Project é um projeto de retratos nus, que mostram a beleza de cada corpo. A missão do projeto é construir um arquivo de fotografia de nu de mulheres ao redor do mundo e ser um recurso para beleza, auto-amor e positividade.

Por trás do projeto estão os fotógrafos Matt Blum e Katy Kesller.

Com fotos descontraídas, “mais humanas” e sem tratamento (o famoso Photoshop), retratam a beleza e a pluralidade dos corpos das mulheres ao redor do mundo, sem seguir a ditadura da beleza e derivados.

Abaixo, fotos do projeto feitas aqui no Brasil :
02_Brazil12_0462
04_Brazil12_0406
04_Brazil12_2104 1
07_Brazil12_0662
09_Brazil12_2021
13_Brazil12_0400 1
14_Brazil12_1252
22_Brazil12_0166
Fonte:
http://boemiaeafins.wordpress.com/2013/09/29/ame-seu-corpo-voce-e-linda/

5 de set de 2013

Grávida de mim mesma



Estou, grávida de mim mesma!
Gestando em meu ventre um novo ser.
Em minhas Sagradas Águas pulsa a Vida!
Sou abençoada por ser Eu mesma!
Guiada e Protegida pela Grande Mãe!
Abençoada pelo Universo!
Gero em mim mesma, o cristal da pureza!
Transformo
Transmuto
Retorno
A mim
No meu Tempo
Pro Meu Templo
De um Nunca Sai!



imagem: Liliane Garcia Guarani Kaiowá

31 de ago de 2013

O dia em que assumi os cabelos brancos e outras histórias


“Não que tenha sido uma decisão fácil. Não foi não. Mas ia virando uma urgência assim, aos pouquinhos. E então, num dia 31 de dezembro tornou-se minha mais importante resolução de Ano-Novo: deixar os cabelos brancos. E deixei. Fazem exatos13 anos.

Achei que era uma coisa minha, mas aqui e ali fui encontrando companheiras de ousadia. E percebi que, no fundo, os cabelos brancos eram uma provocação. E são, até hoje. Tive certeza disso no outro dia, quando encontrei no cabeleireiro uma “colega” que, ainda mais ousada, tinha deixado crescer seus cabelos à moda de Gisele Bündchen e me dizia: “não tem um lugar aonde eu vá que as mulheres não discutam se eu devia ou não ter parado de pintar os cabelos, se eu parecia ou não envelhecida, se estava ou não mais bonita ou mais feia. É engraçado, faz as pessoas se refletirem, como se estivessem diante de um espelho, mas eu adoro”, ela ria balançando suas madeixas cor de pérola.

Como foi que uma coisa aparentemente tão simples como pintar os cabelos ficou tão complicada, tão cheia de significados mais ou menos explícitos?

A forma como vemos nosso corpo está impregnada de fantasias, de desejos, de sonhos. E o corpo das mulheres desde sempre foi vestido de tabus e de preconceitos, talvez refletindo o mistério que se encenava em seu interior. O fato é que hoje, talvez até mais do que em qualquer outro momento, mulher é igual a mulher jovem, e ponto. Estamos tão acostumados a rimar mulher com juventude que é quase impossível imaginar outras belezas, outros jeitos.

O que será que assusta tanto na imagem da mulher velha? A resposta mais óbvia seria: o medo da morte. Por trás do cabelo branco, das rugas, das marcas da vida, se esconde o pavor do final. Parece lógico. Mas, homens de cabelo branco — e se tiverem barbas brancas ainda melhor – evocam imagens de sábios. Que imagens estão por trás da figura da Anciã, da Velha? Era uma vez uma época em que as mulheres velhas eram poderosas. Quer ouvir essa história?

Então vou pegar o livro A Velha, de Bárbara G. Walker e contar para você. A Velha era parte de uma trindade feminina que incluía a Virgem, a Mãe e a Anciã. Ou, nas palavras de Bárbara Walker: a Criadora, a Preservadora e a Destruidora. Para nossos longínquos antepassados o universo era o filhote sempre renovado de uma superdivindade feminina primordial, a Grande-Mãe, ao mesmo tempo senhora da vida e da morte. Todas as intuições primitivas sobre o ser feminino estavam contidas dentro dela. Com o tempo, essas imagens foram ganhando autonomia, dividindo-se ou desdobrando-se. As deusas Hebe, Hera e Hecate, da Grécia, por exemplo, eram, provavelmente, rostos diferentes de uma só divindade, que explodiu em algum momento da história em milhares de fragmentos. Hebe seria lembrada como a personificação da juventude e Hera, permaneceria para sempre a esposa de Zeus e senhora do Olimpo. Mas Hécate continuaria a personificar o desconhecido, eternamente ligada ao mundo das sombras, tão poderosa que o próprio Zeus não mexia com ela.

Tão antiga é a figura de Hécate que em outras versões do seu mito ela aparece associada com Ártemis, a deusa-donzela que domestica as forças selvagens da natureza e com Selene, a deusa-mulher da Lua. Os homens recorriam à Hécate para pedir graças, como riquezas e vitórias. Dizia-se que era ela que tornava os peixes abundantes ou fazia o gado definhar e morrer. Hécate é a senhora das artes mágicas e aparece aos magos e feiticeiras com um archote na mão ou como animal. Ainda mais interessante: seu reino é nas encruzilhadas, os lugares onde os mundos se encontram e onde se abrem os portais que permitem aos seres humanos passar de um lado para outro. Hécate guarda em si mesma a antiga trindade feminina e surge como uma mulher com três cabeças ou três corpos.

Talvez a Velha seja uma filha natural de Hécate, incrustada na nossa memória. Lembrança de um tempo em que vivíamos em maior harmonia com os ciclos da Natureza e a morte era uma aventura, cheia de mistérios. A Anciã traz a morte dentro de si e é a rainha absoluta da escuridão e do mistério. É ela que espera, no final da linha, para acolher tudo que vive em seu útero. E nessa escuridão úmida, ela recicla sem descanso nem tristeza o Universo.

Segundo Bárbara Walker, a Velha era o mais temido aspecto da trindade feminina e o mais poderoso. Nas sociedades pré-cristãs, as mulheres velhas eram encarregadas de infindáveis rituais religiosos, eram parteiras, médicas, curandeiras e possuíam o conhecimento acumulado que as tornava mestras em assuntos tão variados como o cuidado dos bebês e a forma correta de preparar os que iam morrer. De fato, ao longo da história, se a medicina era assunto dos homens, o cuidado dos doentes, das mulheres que iam dar a luz e das crianças, tradicionalmente era uma tarefa feminina, mais ainda, tarefa das “mulheres mais velhas”, coisa de avó. E é a Avó que nos pega pela mão e nos faz ver um outro lado da Velha terrível, amiga da morte: a Velha sábia e grande contadora de histórias. Bárbara Walker conta que a palavra “saga”, que originalmente se referia às canções nórdicas que relatavam assuntos lendários, literalmente quer dizer “aquela que fala” ou “a sábia”. As sagas da Escandinávia eram histórias sagradas que foram preservadas porque as sagas ou velhas sábias sabiam escrever em runas. Os homens nórdicos, aparentemente, estavam sempre tão ocupados com as guerras que, em geral, eram analfabetos. Curiosamente, em latim, a palavra “saga”, acabou virando sinônimo de bruxa ou feiticeira.

Criadora, destruidora, sábia, bruxa, as histórias da Velha são incontáveis e, você sabe, não precisam ter acontecido “de verdade” para “ser verdade”. Como outros tantos símbolos, imagens assim moram dentro de nós. Resta descobri-las e, quem sabe, conversar com elas de vez em quando.”


Cindy Josef, a ex-maquiadora que virou modelo e agora criou a Boom! uma linha de maquiagem especial para mulheres que querem poder experimentar sua beleza…sem artifícios! Conheça o site da marca aqui:http://www.boombycindyjoseph.com
Não são incríveis os cabelos dela?

Fonte: Fifties

12 de ago de 2013

CAFÉ COM AS AMIGAS



No final de uma palestra sobre saúde na Universidade de Stanford o palestrante apontou, entre outras coisas, que os estudos mostram que uma das melhores coisas que um homem pode fazer por sua saúde é se casar: o casamento aumenta a longevidade e o bem-estar pessoal do homem.
Questionado sobre a saúde da mulher, o palestrante apontou um dado surpreendente: ao invés do casamento a mulher precisa cultivar seus relacionamentos com as amigas!
Essa declaração provocou risos na platéia, mas o professor fundamentou o fato muito à sério.
Os estudos realizados mostram que as mulheres se conectam de maneira diferente dos homens e fornecem outros sistemas de apoio que as ajudam a lidar com experiências estressantes e difíceis em suas vidas.
"Tempo com Amigas" é muito significativo no nível fisiológico: ajuda a produzir mais serotonina (neurotransmissor) que auxilia no combate à
depressão e cria um sentimento geral de bem-estar. As mulheres tendem a compartilhar seus sentimentos, enquanto os homens geralmente se conectam em torno de tarefas. Eles raramente se sentam com um amigo falando sobre como se sentem sobre algo, ou como está sua vida pessoal. Falam de trabalho, esportes, carros, mulheres, etc. mas dos
seus sentimentos, raramente...
As mulheres fazem isso o tempo todo. Elas compartilham sentimentos e emoções das profundezas de suas almas com suas amigas, e parece que
isso realmente contribui para a sua própria saúde.
O conferencista acrescentou, ressaltando que o "tempo gasto" com amigas é tão importante para a saúde das mulheres como correr ou fazer
ginástica.
De fato, há uma tendência (errônea) de pensar que quando nos envolvemos com alguma atividade física estamos fazendo algo de bom para o nosso corpo, enquanto que quando conversamos com as nossas amigas, "desperdiçamos" o tempo em vez de fazer algo mais produtivo.
O orador salientou que não manter relacionamentos de qualidade com outras pessoas prejudica a nossa saúde física tanto quanto o fumo!
Portanto, cada vez que nós (as mulheres, é claro) sentamos para conversar com uma amiga estamos fazendo algo muito benéfico para a nossa saúde.
Então... "Tim-Tim" ao café, chá, suco, etc. com as amigas!..

7 de ago de 2013

Candidíase: Água benta de feijão-fradinho

Receita mágica contra candidíase:
Diz que basta colocar feijão-fradinho até a metade de um copo e completá-lo com agua filtrada; cobrir, na manhã seguinte coar e beber a água do copo - que seria uma espécie de vacina, ela diz, a ser repetida durante uma semana, no mínimo. "É um tiro certo, barato, saudável e eficiente. Em poucas horas o alívio já é sentido."

Conhecido como feijão-macáçar em Pernambuco, seus uso mais tradicional é quando ainda está verde, pelo que é chamado de feijão-verde, ou de corda. Maduro, seca e vira o ingrediente principal do acarajé. Tem pelo menos duas dúzias de outros nomes, todos lá na Wikipedia.

Diz Simone Campello: "Minha mãe mora em Petrolina, PE, e é voluntária do Recanto Madre Paulina. Lá são feitos vários tratamentos naturais - funciona como um SPA onde o foco é a cura de doenças, das mais 'simples' às mais complicadas. Esta receita vem do Recanto. Estudiosa e mega natureba, ela tinha conhecimento do meu sofrer com a cândida e após 10 anos de muito sofrimento ela me indicou este tratamento. Foi maravilhoso, deu super certo comigo. Mas vamos combinar que tratamentos naturais nunca são os mais fáceis e saborosos; para isso a pessoa tem que enfrentar sabores muito diferentes do que está acostumada. A água do feijão, por exemplo, fermenta e fica com gosto de cerveja choca, sem gás."

A UFPE, Universidade Federal de Pernambuco, já fez todos os estudos genéticos no que chamam de feijão-caupi, que é o próprio fradinho, e constatou que ele dá um ótimo remédio para uso externo em "afecções ginecológicas", possivelmente em spray. A UFPE é a mesma que desenvolveu o Giamebil, excelente comprimido de hortelã (Mentha crispa) contra giárdias, amebas e outros protozoários. Ou seja, o pessoal sabe o que faz e é competente.

O feijão-fradinho que ficou de molho pode ser cozido normalmente depois. À noite, coloca-se um novo feijão no copo, com água, para tomar de manhã. Simples assim.

Ao lado disso, naturalmente, a pessoa deve se alimentar bem, evitando todas aquelas coisas que alimentam a cândida - açúcar, excesso de carboidratos, leite e laticínios, produtos industrializados cheios de conservantes, corantes etc - e principalmente produtos de padaria, que são feitos com fermentos de vários tipos e estimulam muito a fermentação nociva no tubo digestivo. O que comer no lugar disso? Folhas verdes em todas as refeições, vegetais coloridos e variados, e água com gotas de limão ao longo do dia, 8 copos ou mais. Pra limpar.

Fonte: Deixa Sair

30 de jul de 2013

Não existe uma forma de matar o feminino




Mesmo que sufocado por uma cultura que ridiculariza, desacredita e oprime todos os elementos associados ao feminino (a intuição, a subjetividade, a criatividade, a sabedoria, a libido, etc), o princípio feminino está presente em tudo, ele é a própria essência que constitui a Criação. Não há uma forma de matar nossa Origem e a própria substância que nos origina e a tudo. Podemos negá-la, mas ela é. Por isso o Sagrado Feminino presente não só na mulher mas em todo o Cosmo, como bom feminino que é, se adapta, se remodela e reinventa e ressurge sempre... Em cada tempo da forma como pede seu momento, em cada lugar da forma como pede seu ambiente. Se ele deixa de existir, nada nem ninguém sobrará para testemunhar tal acontecimento. 

Corvo Negro

29 de jul de 2013

Roda de Cura para Mulheres - agosto 2013 - Florianópolis/SC

Clique na imagem

Autoestima vaginal: como anda a sua?


"Puts grila" que doidera é essa?


A ditadura da beleza chegou até nossas vaginas? Parece que sim: mulheres lotam os consultórios dos cirurgiões plásticos para deixar suas partes íntimas como as das estrelas pornôs.

(Foto: Ellen Von Unwerth Fräulen, reprodução
do livro Ellen Von Unwerth Fräulen, Ed. Taschen, 2009, pág. 52)


"Gente, parece a de uma garotinha!”, “Mas a sua é assim? Você também depila tudo, tudinho?”, “Caramba, mas cadê o clitóris e os pequenos lábios que eu não tô vendo?”. Nunca antes na história desta redação a chegada de uma foto por e-mail causou tanto rebuliço quanto a que a repórter Beatrice recebeu de um ginecologista. Era a foto do “ideal

de vagina perfeita”: Nenhum pelinho pra contar história, coloração rosada, grandes lábios gordinhos, pequenos lábios discretos e clitóris escondido, apenas com a pontinha à mostra. Mas “vagina perfeita”, vamos frisar bem, segundo o padrão estético vigente. Sim, você leu corretamente: a ditadura da beleza chegou até as nossas vaginas. E é ela (a ditadura, não a vagina) que tem feito mulheres optarem cada vez mais pela depilação total e recorrerem com frequência às cirurgias plásticas íntimas.

Então é isso: foram anos de terapia para internalizar que a gente pode ser feliz como

a gente é, com quilinhos a mais, peitos a menos, cabelos que não são assim uma Brastemp, uma pele assim assim (gente, ninguém é tão bem-resolvida quanto querem fazer crer os politicamente corretos)... Aí a gente de repente descobre que nossa vagina não está de acordo com os padrões. E durma-se com um barulho desses! 

“É ‘culpa’ dos filmes pornôs, que ditam

O padrão estético vaginal assim como os desfiles de moda ditam o padrão visual corporal, sabe?”, acredita um produtor de filme pornô que preferiu não se identificar. "As atrizes são muitas vezes escolhidas pela vagina bonitinha, simétrica. A mulher assiste, pergunta a si mesma se a sua está dentro do padrão e se sente mal quando não está”, opina. E quando não está? Plástica nelas! Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, o Brasil lidera o ranking das labioplastias, as cirurgias plásticas íntimas.

O último relatório do órgão, com dados de 2011, revela que, naquele ano, 9.043 brasileiras entraram na faca para corrigir o que consideravam imperfeições nos lábios vaginais – na maioria das vezes redução de pequenos lábios. O número corresponde a mais de 16% do total de labioplastias no mundo! Para o ginecologista Paulo Guimarães, que realiza cerca de 900 procedimentos como esse por ano, as indicações reais de cirurgia são “desconforto ao vestir roupas justas ou andar de bicicleta”. O resto é pura encucação estética.


Objeto de trabalho: vagina! (Foto: Glamour)

Agora: o corpitcho, os cabelos, o rosto a gente exibe para Deus e todo o mundo o tempo todo. Mas a vagina a gente só mostra entre quatro paredes, para poucos e bons – ok, há exceções, mas isso é uma outra história. Então por que diabos o visual dela virou uma questão assim tão importante?

A psicanalista e escritora Regina Navarro Lins tem sua teoria: “Mais uma vez, são as mulheres querendo se ajustar ao que elas supõem que os homens querem. Não é diferente do que faziam as gueixas, que espremiam os pés em sapatos minúsculos para ficarem atraentes aos olhos masculinos”, compara. “Porque, ao contrário do que acontece com os homens, que associam o ideal masculino de força e poder ao tamanho do pênis, no universo feminino vagina não tem nada a ver com competição. A gente não fica mostrando os lábios vaginais umas para as outras no banheiro de uma festa. Se mulheres se submetem a procedimentos cirúrgicos, é na tentativa de ficarem lindas para eles”, critica.

É fato. Rapazes trocam impressões sobre seus pênis nos vestiários do futebol com a mesma naturalidade com que escovam os dentes; meninos comparam seus "documentos” muito antes de terem pelos púbicos. Nós, garotas, só começamos a atinar para essa questão da estética vaginal muito recentemente, graças à crescente liberdade sexual e maior acesso à informação (leia-se “acesso ao visual das vaginas alheias”) via internet – filminhos pornôs estão mais acessíveis, ou vai dizer que nunca viu? A difusão da depilação cavada aqui no Brasil, nos anos 80 (alô, alô, biquíni fio dental), também ajudou nessa “descoberta”. Antes disso, a bichinha ficava soterrada por uma generosa camada de pelos.


Como você chama a sua vagina? (Foto: Glamour)


Pois então: a vagina ganhou de vez os holofotes atualmente. Tanto que a americana Molly Moore resolveu criar o Pussy Pride Project (mollysdailykiss.com; algo como Projeto do Orgulho Vaginal), uma campanha “ame a sua vagina como ela é”. “As mulheres não têm muitas oportunidades de conhecer a aparência da região íntima de outras mulheres nem de falar abertamente sobre o assunto. O projeto ajuda a dissipar os ideais e mitos que cercam esse assunto”, explica. Emma P. também se engajou em ação semelhante com seu Large Labia Project (largelabiaproject.tumblr.com; não precisa traduzir, né?), que publica fotos de vaginas reais do jeitinho que elas são: grandes, pequenas, peludas, escuras... Glamour assina embaixo: tamanho, principalmente nesse caso, não é documento. 

Ideal da vagina perfeita
Se a Barbie tivesse vagina, como seria? Pedimos a ajuda de especialistas – de diretor de filme pornô a cirurgião plástico vaginal, passando, é claro, por homens safadjenhos – para traçar esse padrão 

A MAIS PEDIDA

Pode parecer bizarro (e é um pouco), mas a vagina mais pedida pelas mulheres que entram na faca é bem parecida como a sua já foi um dia: pequena, rosinha, fofinha e com pouco pelo. O clitóris aparece só um pouquinho, os pequenos lábios são bem escondidos, e os grandes lábios, carnudos e bastante unidos.


Fonte: Revista Glamour
Se algum artigo neste blog estiver como "autoria desconhecida" e você souber informar, agradecemos e faremos a devida correção. Solicitamos também que, ao ser extraída qualquer informação desta página, seja adicionada à devida autoria ou endereço:
http://clafilhasdalua.blogspot.com/