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3 de set de 2008

A HISTÓRIA DO FEMININO

PARA COMEÇARMOS: A HISTÓRIA DO FEMININO

Quando observamos a forma de organização social, em nossa cultura, percebemos um tipo de relação que se estabelece entre homens e mulheres, uma organização social, econômica e política que tem como características as relações de poder e de submissão. Olhamos a história da humanidade e percebemos um longo caminho evolutivo deste tipo de relação. Podemos chegar à conclusão de que a humanidade sempre foi assim; cruel, destrutiva e contraditória, como demonstra nossa história.Mas se observarmos realmente toda nossa evolução histórica vamos ver que nem sempre foi assim. Voltemos cinco mil anos atrás e veremos em nossa pré-história um tipo de organização diferenciado. A existência de culturas pacíficas, voltadas à comunidade e à celebração dos ciclos naturais vistos na representação da grande deusa mãe terra. Ou seja, naquela época deus era mulher, a divindade era simbolizada no feminino. Os primeiros historiadores a perceberem esta diferenciação colocaram que seria uma sociedade matriarcal, como oposto completo de nosso atual patriarcado. Mais tarde chega-se à conclusão de que em realidade a organização das relações de poder nesta época é completamente diferenciada da que ocorre hoje. Em realidade não havia a qualificação de um gênero sobre a desqualificação de outro. Possivelmente haviam papéis definidos para homens e mulheres na estrutura social, mas o reconhecimento do saber. O poder de decisão era atribuição de ambos os sexos. Os historiadores chegaram à conclusão de que em realidade eram culturas matrilineares, ou seja, a linhagem é definida pela mãe...


INTEGRAÇÃO DO FEMININO
por Myrthes Gonzalez

Pensamento Biocêntrico

Acompanhe este texto no endereço acima. Myrthes é mais uma mulher guerreira que tivemos o prazer de conhecer durante nossas andanças.



Por todas nós!

Por todas as filhas e velhas que, não obstante difamações culturais que digam o contrário, não obstante mágoas, decisões equivocadas, fracassos totais... são prova viva de que a alma ainda volta à vida, ainda vive, e de modo vibrante... por todas as filhas e velhas que, apesar de todas as fraquezas, apesar de toda alengalenga do ego que indicaria o oposto, há muito tempo têm certeza, ou acabam de ter um vislumbre, de que nasceram com a sabedoria no corpo e na alma, e que essa sabedoria é tanto sua herança dourada como seu estopim dourado. Por todas as filhas e mais velhas que estão criando as referências que mais importam: prova de que uma mulher é como uma àrvore gigantesca que, por sua capacidade de se mover em vez de permanecer imóvel, pode sobreviver às piores tempestades e perigos; e ainda estar de pé depois; ainda descobrir seu jeito de voltar a balançar, ainda continuar a dança. Por todas as filhas que ainda estão em formação, quer tenham acabado de começar, quer já tenham avançado no caminho, para se tornarem "ordinariamente majestosas" e tão sábias, indomáveis e perigosas quanto forem convocadas a ser - o que é muito. Muito. Muito.

Por elas...
por todas nós,
Grande Avó e Grande Avô, Grande Neto e Grande Neta, da mesma forma...
Que todos nós nos aprofundemos e vicejemos, que criemos a partir das cinzas, que protejamos aquelas artes, idéias e esperanças que não podemos permitir que desapareçam da face desta terra. Por tudo isso, que vivamos muito, e nos amemos uns aos outros, jovens enquanto velhas, e velhas enquanto jovens para todo o sempre.
Amém.

Encerra-se aqui as preces de gratidão retiradas do livro "A Ciranda das Mulheres Sábias", que carinhosamente venho compartilhando nos últimos dias, mas que não se encerre nossas preces por todas as mulheres a cada dia e a cada noite.
Que a Deusa abençôe a todas e todos!
Ana Paula Andrade

2 de set de 2008

Por todas as filhas e velhas que apóiam o que é bom e afastam a obediência cega a qualquer supercultura que premie somente a forma nivelada e deprecie o pensamento... por todas as filhas e velhas que estão se tornando escaladoras cada vez mais astutas de montanhas místicas e que por vezes percorrem caminhos acidentados... por aquelas que cada vez mais põem alma no que dizem, e pelos animais, águas, terras e céus... pelas que mantêm caldeirões cada vez mais fundos, que são a lente que amplia a luz do farol, que se erguem como terra firme, onde antes não havia terra... por aquelas que estão inflamadas com o desejo de ensinar e de aprender, pelas que estão apenas descansando para poder se levantar com prazer mais uma vez... por essas flores noturnas cuja fragrância tem um efeito profundo e prolongado, muito embora os botões estejam ocultos... por todas as filhas e velhas que mantêm as mãos não só no berço, mas também na roda do leme do mundo ao seu alcance... por aquelas que abandonaram algo essencial e gerador de vida, e voltaram para recuperá-lo... por aquelas que destruíram algo e pediram perdão com humildade em nome do amor... por aquelas que deixaram algo por fazer, se esqueceram, sem captar sua importância – mas voltaram, reconstruíram, amenizaram, deram "a bênção" na medida da sua capacidade... por todas as filhas e velhas que assumiram o papel de culpadas e deram tudo de si para reparar danos causados por outros... pelas filhas e velhas que sempre se interessam mais em ser amorosas do que em estar com a "razão"...

Por elas...
que se dêem conta de como sua vida é preciosa, de como,


apesar de quaisquer imperfeições, elas são exatamente os baluartes,


as pedras de toque, as notas fundamentais, os paradigmas necessários.

1 de set de 2008


Por todas as filhas inteligentes, desconhecedoras, sem rumo e pelas que tudo sabem... pelas filhas que estão avançando direto ou que prosseguem aos trancos... pelas que estão aprendendo a chorar novamente... pelas que estão aprendendo a gargalhar... por todas elas, não importa se estão saudáveis, curadas ou não, não importa de que classe, clã, oceano ou estrela... por todas as filhas que herdaram amor em abundância de antepassadas queridas que já se foram, mas que mesmo assim ainda fazem visitas... por todas as filhas que um dia ouviram por acaso o conselho de uma sábia destinado a outros ouvidos, mas essas "palavras certas na hora certa" causaram uma centelha que iluminou seu mundo daquele momento em diante para sempre... por todas as filhas que ouviram a sabedoria, não a entenderam, mas a guardaram para o dia em que conseguissem compreender... pelas filhas que remam sozinhas e cujas antepassadas escolhidas foram por necessidade encontradas em livros queridos, em imagens norteadores captadas no cinema, na pintura, na escultura, na música e na dança... pelas filhas que absorvem o bom senso e as atitudes necessárias trazidas por espíritos de sabedoria, àsperos e evanescentes que aparecem em sonhos noturnos... pelas filhas que estão aprendendo a escutar a velha sábia da psique, aquela estranha sensação interior de nítida percepção, de audição, noção e ação intuitivas... pelas filhas que sabem que essa fonte de sabedoria interior é como a panela de mingau dos contos de fadas que, por mágica, nunca se esvazia por mais que se derrame seu conteúdo...

Por elas...
abençoadas sejam suas belezas, tristezas e buscas;
que sempre se lembrem de que perguntas ficam sem respostas,
até que sejam consultados os dois modos de enxergar: o linear e o interior.

29 de ago de 2008

E pelas filhas queridas... por aquelas que estão aprendendo a ser sãs e sábias de novo – ou sãs e sábias pela primeira vez na vida... E assim, por todas as grandes mulheres mais velhas que percebem que não podem existir sem as jovens com quem meditar, a quem ensinar, de quem aprender, em quem encontrar humor e para quem encontrar potencial, na direção de quem se inclinar, em quem se derramar... e, do mesmo modo, por todas as mais jovens que perceberem que lhes restaria uma vida menos favorável sem a essência de uma velhinha sábia e quixotesca, com quem meditar, a quem ensinar, com quem aprender, em quem encontrar humor e para quem encontrar potencial, na direção de quem se inclinar, em quem se derramar. E assim, por todas as filhas jovens, de meia-idade e mais velhas que ainda hão de vir à lareira das avós pela primeira vez, muitas vezes ou pela última vez... por todas as grandes filhas e grandes velhas que manterão aceso o fogo desses relacionamentos sucessivos, por meio de cartas e livros, ensinamentos e reuniões, ditados e chamadas de atenção, viagens com capas e plumas no chapéu, bem como com a simples vizinhança... a todas as belas mulheres, jovens, velhas e no meio do caminho, que se procuram, que trabalham em busca de ser mãe-irmã-filha umas para as outras, que estão se dando conta de que são El refugio, um verdadeiro refúgio umas para as outras... por aquelas que percebem que estão juntas para que a menos experiente e a mais experiente possam um dia encontrar seu lar... o lar: aquele lugar da alma habitado com maior persistência à medida que a mulher acumula em torno de si seus anos de sabedoria... o lar: qualquer lugar onde haja necessidade do Amor, abrigo para o Amor, enaltecimento do Amor...


Por elas...
por todos os corações peregrinos...
que sempre possam se encontrar e não passar sem se ver,
mas que permaneçam perto umas das outras e que se fortaleçam,
e com isso fortaleçam os perímetros e portais
do mundo da alma confiados à sua guarda.

28 de ago de 2008

Por todas as inteligentes e corajosas, Las sympaticas, as Gran meres e Mamãezonas e Tantes epeciales... por todas as robustas Bom Mamas e humildes Mujeres Grandes que se casaram com o próprio Amor e deram à luz cinco filhos insubmissos chamados Paz, Esperança, Sagacidade, Interferência e Impetuosidade... por aquelas reverenciadas que derramaram dentro de nós vinte, trinta, quarenta, cinqüenta, sessenta, setenta, oitenta anos de vida, que derramaram um rio de conselhos, advertências, que enfiaram no nosso bolso mapas de tesouro dobrados para levarmos ao entrar na selva... pelas que nos desafiaram, nos intigaram, cutucaram e empurraram... as ações exatas para nos fazer crescer na direção dos caminhos exatos para que pudéssemos cultivar mais nossa alma... por seus afagos carinhosos, seus olhares ternos, seus estranhos jeitos de nos incentivar a inovar e ter tanta coragem quanto elas... por seus murmúrios no nosso ouvido: Não tenha medo, estou com você, não desanime, siga em frente, brilhe agora, abaixe-se agora, e não, assim não vai funcionar, e sim, desse jeito, sim, desse jeito... por suas piadas secretas e seu gosto malicioso; por comportamentos revoltantes e qualidades enternecedoras, por estipularem limites, manterem limites, transgredirem limites; e por apagarem limites rígidos demais e ajustarem limites muito frouxos. Por essas grandes velhas, Les dames, algumas veneravelmente maduras na idade, algumas velhas no tempo da alma, mas decerto sábias, que atuam como o Norte Verdadeiro para outras – pelo simples fato de existirem...

Por elas...
que sejam mantidas em segurança, alimentadas por muitas fontes,
que sempre recebam demonstrações de amor e gratidão,
que mantenham sua alma vicejante
a céu aberto para que todos vejam.
Ana Eçaí

27 de ago de 2008

Por todas as tias perspicazes e todas aquelas que se postam como avós guardiãs para qualquer alma necessitada... por aquelas que acolhem filhas e filhos, de sangue ou não, com a mesma facilidade e compatibilidade com que as flores acolhem as abelhas... pelas khaleh, "as queridas", ou seja, qualquer mulher mais velha que seja amada por uma mais jovem... (cinco segundos mais jovem ou mil anos mais velha, não importa). Por todas as idosas que estão tecendo uma vida vigorosa, preenchendo a trama com no mínimo um fio de ousadia, dois fios de impetuosidade e três de sabedoria... por las ancianas que, com veemência, perdoam, desembaraçam, fazem expansões inspiradas, desvios, recuos e consertos na vida e nos seus relacionamentos... para que almas menos experientes vejam e aprendam a fazer o mesmo, e sem constrangimento. Por todas as mulheres das raízes, as ‘Litas de preto’, todas as velhinhas das igrejas com suas coroas fabulosas, todas as que usam henna e saris para cobrir a cabeça na presença dos mais velhos e do sagrado, as que usam a mantilla e carregam o rosário, todas as que usam túnicas nos tons do açafrão e do marrom-avermelhado, por todas as que usam o darma como seu traje principal para todas as ocasiões... por aquelas que usam o antiqüíssimo hijab e as que puxam o sagrado talit franjado por sobre a cabeça para estar mais uma vez na tenda da antiga Sarai; por aquelas que usam o solidéu feito de contas, e pelas que usam o arco-íris e chuvas de estrelas na cabeça e arrumam o cabelo no formato de flores de abóbora... por todas aquelas em montes sagrado e em cachoeiras, em florestas e em templos feitos de terra e lama... todas aquelas na "igreja por baixo da igreja"... e todas as idosas ainda capazes de visitar a diminuta catedral rubra do coração... por todas essas mulheres das raízes que imploram por paz, amor e compreensão, e que agradecem e louvam com tanto fervor – que flores brancas praticamente se abram acima de sua cabeça quando estão rezando...




Por elas...
que continuem sempre a nos ensinar a amar este mundo
e todos os seres que nele estão...
das formas que mais importem para a Alma.

26 de ago de 2008

Pelas avós nas cozinhas, de cujas mãos, corações e mentes vêm muitos tipos de alimento – doces, agridoces, fortes, suaves, picantes – alimentos que perduram na alma muito depois do primeiro registro do sabor na mente... por todas as desbravadoras, que desafiaram a morte, as corajosas Omahs e Bubbes, assim como todas as bravas Nonnas e Zias, que são exemplos vivos do que significa ter ao mesmo tempo um corpo físico e uma alma... por todas as Tradicionais, e pelas Donnas saggias, tranqüilas como rios e igualmente propiciadoras de vida a quem chega por acaso ou em fuga às suas margens. Por todas as velhas que acalmam e ajudam a curar não importa quem seja que elas toquem, por pior que seja a condição em que encontrem a pessoa... por todas as que, pelo menos uma vez, tenham viajado para muito longe para alcançar os gravemente feridos que outros não vêem, ou que se recusam a tocar... pelas que ousam dar abrigo a anjos que chegam sem se fazer anunciar... e pelas que se compadecem de animais abandonados... pelas velhas que aparecem sujas com salpicos de tinta ou adornadas com idéias radicais; ou que simplesmente surgem por um bom motivo quando mais ninguém ousa...

Por elas...
que sempre sejam corajosas;
que suas almas sejam protegidas por muitas outras,
pois ao nosso mundo carente elas trazem
recursos conquistados a duras penas.
Ana Eçaí

25 de ago de 2008

Por Elas...

Por todas as mulheres mais velhas matreiras que estão aprendendo quando chegou a hora certa de dizer o que precisa ser dito e não se calar – ou calar-se quando o silêncio for mais eloqüente que as palavras. Por todas as velhas em formação, que estão aprendendo a ser gentis quando seria tão fácil ser cruel... que conseguem ver que podem cortar quando for necessário, com um corte afiado e limpo... que estão praticando a arte de dizer verdades totais com total compaixão. Por todas as que rejeitam as convenções e preferem apertar as mãos de desconhecidos, cumprimentando-os como se os tivessem criado desde filhotinhos e os tivessem conhecido desde sempre... por todas as que estão aprendendo a chocalhar os osso, balançar o barco – e a cama – além de acalmar as tempestades... por aquelas que são as guardiãs do azeite para a lâmpada, que se mantêm em silêncio no culto diário... por aquelas que cumprem os rituais, que se lembram de como fazer fogo a partir da simples pederneira e paina... por aquelas que dizem as antigas orações, que se lembram dos símbolos, das formas, das palavras, das canções, das danças e do que no passado os ritos tinham o objetivo de instaurar... por aquelas que abençoam os outros com facilidade e freqüência... por aquelas mais velhas que não têm medo – ou que têm medo – e que agem com eficácia de qualquer modo...

Por elas...
que vivam muito, com força e saúde,
E com um imenso espírito aberto aos ventos.
Ana Eçaí

22 de ago de 2008

Preces de Gratidão

Queridas irmãs, Clarissa Pinkola Estés, em seu livro - A Ciranda das Mulheres Sábias, traz algumas preces de gratidão PELAS VELHAS PERIGOSAS E SUAS FILHAS SÁBIAS E INDOMÁVEIS QUE ALEGRAM A NOSSA VIDA. Esta grande mulher nos presenteia, em poucas páginas, com uma deliciosa leitura ... E aos poucos estarei compartilhando suas preces neste nosso espaço, para que rezemos juntas...

"Por todas as idosas do mundo, cada uma e de cada tipo que já tenha sido criado, aquelas que foram levadas com delicadeza pelas ondas, e aquelas que quase naufragaram em quantidades de tempestades e borrascas, aquelas que se agarraram a destroços por tempo suficiente para cobrir metade da distância e, a partil dali, conseguiram avistar a terra firme... pelas velhas que, em todas as suas diversidades, tristezas e talentos, agora estão tímidas ou determinadas, meio em desalinho ou bem-arrumadas, mas mesmo assim altivas e de quadris largos... pelas tribos das grandes idosas... com todas as suas penas e peles, todas as suas folhas, couros e saias, todas 'las ropas guerreras', em pleno traje de combate, suas asas, faixas e xales, com seus broches cerimoniais, seus colares e cetros de autoridade, em todo o seu orgulho atlético e terno, em todos os seus bicos e caudas, filós e tules que reluzem e farfalham, em toda a sua sensualidade e seu caminhar vagaroso, em todos os seus comportamentos inesperados e revoltantes, em todas as suas excentricidades e toda a renda e pintura tribal, em todas as cores do seu clã e insígnias de poder, com todo o seu temperamento feroz e bondoso, de olhos brilhantes... por todos os seus costumes generosos e de preservação... por todo o seu supremo cuidado para que a decência, a vida criativa e o carinho pela alma não desapareçam da face da terra... por toda essa abençoada beleza que se encontra nelas...


Por elas...
peçamos em prece que a força e a cura
caiam direto nos ossos da sua coragem para sempre".
Ana Eçaí

21 de ago de 2008

Uma Bruxa em Oração


"Que a Virgem Maria nos lembre sempre que fomos nós, as mulheres, que ficamos junto com Jesus no momento em que os homens fugiram e negaram sua fé. Que fomos nós que choramos enquanto ele carregava a cruz, que ficamos aos seus pés na hora da morte, que fomos nós que visitamos o sepulcro vazio. Que não devemos ter culpa.Que a Virgem Maria nos recorde sempre que fomos queimadas e perseguidas porque pregávamos a Religião do Amor. Enquanto as pessoas tentavam parar o tempo com a força do pecado, nós nos reuníamos nas festas proibidas, para celebrar o que ainda havia de belo no mundo. Por causa disto, fomos condenadas e queimadas nas praças.Que a Virgem Maria nos recorde sempre que, enquanto os homens eram julgados em praça pública por causa de disputa de terras, as mulheres eram julgadas em praça pública por causa de adultério.Que a Virgem Maria nos lembre de nossos antepassados, que precisaram travestir-se de homens – como a Santa Joana Dárc – para cumprir a palavra do Senhor. E, mesmo assim, morremos na fogueira.... Qua a chama que devorou os seus corpos mantenha sempre acesa nossas almas. Porque elas estão em nós. Porque nós somos elas".
Do Livro: Brida
Ana Eçaí

30 de jul de 2008

As Amigas Curam

Interessante descoberta: Um estudo publicado pela universidade de Los Angeles, Califórnia, indica que amizade entre mulheres é verdadeiramente especial.
Descobriu-se que as amigas contribuem para o fortalecimento da identidade e da proteção de nosso futuro. Constituem um remanso no meio do mundo real cheio de tempestades e de obstáculos. As amigas ajudam a encher os vazios emocionais de nossas relações com os homens e ajudam-nos recordar quem somos realmente.
Após 50 das investigações, identificou-se que existem substâncias químicas produzidas pelo cérebro que ajudam a criar e manter os laços de amizades entre mulheres. Os pesquisadores, homens em sua maioria, foram surpreendidos com resultados dos estudos. Quando o hormônio Oxitocina é liberado como a parte de reação das mulheres ao estress, elas sentem a necessidade de proteger suas crianças e de agrupar-se com outras mulheres; quando acontece isso, uma quantidade ainda maior é produzida de OXITOCINA que reduz o stress agudo e causa um efeito tranqüilizante.
Estas reações não aparecem entre os membros do sexo masculino porque a testosterona que os homens produzem em quantidades elevadas, tende a neutralizar os efeitos da oxitocina; visto que os estrógenos femininos aumentam a produção deste hormônio.
Depois de estudos repetidos, demonstrou-se que os laços emocionais existentes entre mulheres que são amigas verdadeiras e leais, contribuem para uma redução dos riscos de doenças relacionadas à pressão arterial e ao colesterol. Acredita-se que esta pode ser uma das razões porque geralmente as mulheres vivem mais do que os homens. As mulheres que não estabelecem relações de amizade com outras mulheres, não mostram os mesmos resultados em sua saúde. Assim, ter amigas ajuda-nos não só a viver mais, como também a viver melhor.
O estudo sobre a saúde indica que quanto mais amigas têm uma mulher, maior é a probabilidade de que chegue a terceira idade sem problemas físicos e levando uma vida plena e saudável. Neste estudo observou-se como as mulheres superam os momentos críticos (como a morte do esposo ou dos pais) e percebeu-se também que as mulheres que podem confiar em suas amigas reagem às doenças sérias e recuperam-se em um lapso de tempo menor do que aquelas que não têm em quem confiar. O estudo conclui que a amizade entre mulheres constitui uma fonte de força, bem estar, alegria e saúde. Por essa razão e por muito mais: Vivam as Amigas!!!! Muitas benções para todas....

1 de fev de 2008


"Quando a mulher descobre sua beleza interior, ela passa a exalar esta beleza de uma forma plena e total, nada pode ser mais bonito e divino do que ver esta essência transbordando em seus olhos e assumindo seu corpo em cada gesto, em cada palavra.
É uma dança divina, é um presente do universo!"
(Vipassana)
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