11 de mai. de 2011

Ativista menstrual incentiva mulher a celebrar sangramento

Olhem meninas, a Campanha SEGUNDA VERMELHA na Folha.com

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IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO

Segunda-feira passada foi comemorado o dia da menstruação. E não era marketing de marca de absorvente.
Era ativismo menstrual. O termo é usado para descrever ações como falar abertamente sobre o assunto ou promover produtos ecológicos para usar "naqueles dias" -- expressão que não deve agradar às ativistas.
Quem são elas?
O slogan da campanha, chamada "Segunda Vermelha" (2/5), dizia "1 milhão de mulheres celebrando sua menstruação". Cerca de uma dúzia delas se reuniram no final daquela tarde em São Paulo, em um centro de cultura hindu na zona oeste da cidade.
O objetivo era valorizar e dar visibilidade à menstruação e incentivar as mulheres a cuidar de sua saúde íntima e reprodutiva. Também havia a proposta de criar um "senso de diversão" em torno do tema e o mantra do "empoderamento" feminino.

"O ativismo menstrual faz parte da terceira onda do feminismo: ecofeministas, espiritualidade feminina", diz Sabrina Alves, 32, coordenadora do evento paulista.
Sabrina criou o coletivo de mulheres Clã Ciclos Sagrados. Ela é terapeuta corporal, mestranda em ciência da religião e "facilitadora" de eco-espiritualidade.

DIREITOS MENSTRUAIS
Algumas militantes defendem a criação de políticas públicas como o direito de faltar ao trabalho por causa de cólicas, a distribuição de produtos como absorventes de pano em postos de saúde e campanhas educativas.
Elas também querem colocar em discussão a segurança de tratamentos hormonais para parar menstruar e o uso de materiais sintéticos em absorventes e tampões.
A expansão do movimento, por sinal, foi nos anos 80, quando surgiram relatos de mortes por síndrome de choque tóxico causada pelo uso de absorventes internos.

As alternativas propostas são absorventes de pano (sim, as "toalhinhas" de nossas avós) e os coletores menstruais --que costumam causar certo frisson em quem ainda não está tão organicamente ligada ao seu fluxo mensal de sangue.
Feito de material flexível (látex ou silicone), em forma de sino, o coletor é introduzido no canal vaginal. Ao ficar cheio, é retirado, esvaziado, lavado com água e sabão e recolocado. A operação deve ser repetida umas quatro vezes ao dia, mas, segundo os fabricantes, dá para segurar até 12 horas.

HONRA TEU SANGUE

Nem todas as presentes adotam o utensílio, mas aprovam o conceito. "Vivemos na cultura do desperdício, tudo é descartável. Quem aqui não joga sangue no lixo?", perguntou a psicoterapeuta Monika von Koss, que deu uma palestra sobre "o poder criativo da menstruação".
Mais da metade das presentes levantaram a mão. O ativismo menstrual também prega que as mulheres honrem seu sangue.
Como assim? Depende do grau de comprometimento de cada uma. As mais espiritualizadas falam em rituais para devolver o sangue à "mãe Terra", como, contam elas, faziam os povos ancestrais.
Outras insistem que é preciso prestar mais atenção à menstruação e, em consequência, aumentar o conhecimento sobre o próprio corpo. O que não é má ideia.

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/913983-ativista-menstrual-incentiva-mulher-a-celebrar-sangramento.shtml

Gratidão á minha irmã e amiga Sabrina Alves pelo seu intento e entusiasmo na ativação deste Movimento.
Yaháááá

Feliz da vida,
Ana Andrade
(Kene Yawa Wanu)

8 de mai. de 2011

Dedicado à mãe que existe em cada mulher no mundo


de Lari Ahmyo*


06/05/11


Aceito o fluxo. A imensidão de meu ser navega em pétalas de divinas flores, que brotam no sempre. É o contorno delas. Onde a linha se faz perceber, é sempre o encontro da luz e da escuridão. Sou o entre. Porque sou mulher. Sou o contorno dessas linhas, sou o contorno de todas as formas. Somente a escuridão nos faz perceber a luz. Sou grata. Apanhei num ramo de sol um abraço. Foi quando ele atravessou a nuvem que vi a certeza de seu raio. O universo brinca de cores, e tudo isso não seria nada se não existisse a escuridão que agora me cala. A matéria existe porque a escuridão limita a luz. Ou estaríamos cegos. Nosso mundo é brincadeira do divino, para que a luz possa sair dela própria e se perceber de fora... “Oooolha... sou luz!” Diz o anjo olhando para o sol. Sem nem sempre saber estar diante de um espelho. O maior da nossa galáxia. E nós, anjos da Terra, somos o corpo de luz refletido pelo nosso astro.


Não estremeço, mas tudo é um só choro. À espera de meu sangue, tudo é água que lhe abre caminho. Meu ser chora de viver, chora de tristeza e alegria, chora de se compreender. Lágrima de mim é pura pulsação, sou gota de orvalho na flor. Estremeço a qualquer murmúrio de sua cor. Hoje sou assim: essa lágrima. E sou também a maciez da pétala que a ampara e lhe permite ainda os contornos de uma única gota...


Ah, pequena lágrima. Aprendestes com a nossa mãe. Como ela, tens forma e és pequena aos olhos de quem te olha, vulnerável. Mas és sempre ainda grande mar. Como nossa mãe. Essa mãe que nos acolhe, que aceita que possamos ainda acreditar estarmos apartados dela. Quando tudo vem de seu centro e apenas joga o jogo de se separar, ela sorri e sente cócegas, de seus filhos que passeiam por seu corpo-terra. Mãe Terra, que nos sustenta. Sorrio também ao saber que nossos passos confusos e brincalhões ainda a fazem rir. És bela e leve, e na suavidade reside tua imponência. Haverá no mundo um exemplo maior de humildade do que o teu? Teu colo é disponível ao filho que te sente, mesmo àquele que em arrogância julgou-se superior a ti...


Mãe Terra, generosa. Tua voz fala a teus filhos. Está no correr dos rios, está no sussurrar do mar. Coragem de quem te sente e te percebe por quanto és. Abundância suprema. Se honrássemos teu nome com o que mereces, não haveria em teus filhos nada que não fosse confiança plena.


Em mim, em ti, no laço que nos une está o pai. Sopro criador que em mim um dia dançou ciranda. Que linda dança a criação criou para gerar a vida. Recebe no teu corpo somente quem é digno, mãe. Honra teu nome e teu poder. Honra o que em ti é capaz de criar, honra os filhos que teu corpo gerou. Teu corpo é sagrado, mãe. És mulher, divina. Navegas águas jamais navegadas pelos homens, jamais conhecidas. Que outro ser haveria de receber o privilégio de conceber a criação em seu próprio ventre? A que outro ser poderia ser concedida a possibilidade de gerar, criar, nutrir, fazer crescer em doação e amor?


Vida e morte se entrelaçam, se completam no que em mim é vida. Qual é o oposto da morte, perguntaram. E aos que responderam vida nos foi dito: nascimento. Porque a vida é eterna...


Hoje, minhas lágrimas choraram morte e nascimento, e eram vida. Lágrimas alegres de viver... como vocês são bem vindas! Lágrimas de sorrir e de sofrer. Iguais, a mesma água. Em mim passeiam generosas e abundantes, como mulher que sabe ser fonte e não se reprime. Respeita minhas águas. Confia. Sou eu. Elas têm seu ritmo, seu tempo, sua linguagem. Elas são o que de mim pulsa de mais puro e verdadeiro, como só a água sabe ser. Enquanto houver o que limpar nos rios de minha mãe, enquanto os vulcões cuspirem fumaça como quem engasga, enquanto nosso solo envenenado suportar o alimento que não alimenta... Minha lágrima correrá. Porque sou feita à sua imagem e semelhança, mãe, porque enquanto você não se limpar eu também não vou me limpar, e quando teu corpo-terra me quiser mais pura, eu também me purificarei para te renovar.


Comigo falaram a linguagem dos céus. Quando tudo era nuvem, um rasgo de brilho se abriu na desesperança cinza, desenhando uma vulva. A imagem ouviu minha pergunta: tempo de me permitir um filho? A resposta veio do próprio pai, que iluminou meu rosto pela mesma brecha. Tempo de plantar um sonho em terreno fértil. Honrar pai e mãe no instrumento que há em mim. Meu corpo perfeito, potencial gerador. Terra adorada, espelho do que em mim sonha nutrir, crescer...


Talvez, o sonho do espelho seja ainda fruto em tudo o que a mim se manifesta. Esperança menina, esquecestes de mencionar que tua saia ainda dança, e que a propósito, sempre tivestes mesmo uma preferência por uma saia BEM RODADA. Ah, roda do infinito, que seria de ti sem as pétalas de tuas flores? A partir do centro, teu desenho cresce em múltiplas direções. Acordei no meu sentir o desejo que crescestes em mim, e agora tenho a sabedoria dos abismos.


O que você vê, quando fecha os olhos? Eu vejo vórtices que giram ao infinito, escadas que sobem a lugares desconhecidos, paisagens de sonho, unicórnios que voam e um anjo vermelho na caverna de meu útero, soando trompas. É assim, a cada vez. Nenhum outro veículo me levaria a paisagens assim tão insondadas. Quando outra mão guia a entrada no mistério, nossa imaginação assume a forma de uma carruagem de prata.


Gratidão pelo que em mim me permite crescer. Pelo que em mim reconhece o "a cada dia" do aprender a ser eu mesma e a ser mulher. Descomplicar o simples. Porque o mais importante ficou de lado? Recuperar o sagrado em mim é abrir espaço ao meu sangue, conceder-lhe o silêncio que lhe é próprio, ouvir histórias de suas vozes e expandir o peito para receber as bênçãos. Assim, conciliando os movimentos de nossas águas, aprendemos a girar com a lua e a renascer sorridentes. Possível só quando o silêncio da morte for honrado em sua sabedoria. Céu escuro e noite nos ensinam. Ao mesmo tempo em que as estrelas não nos deixam esquecer que nunca estamos sozinhas.


Obrigada, mãe. Tua generosidade assombra o que em mim ainda é mistério, mas mais ainda o que já é consciência e contemplação. Meu sorrir vem de ser sol depois de cantar para a lua, de irradiar brilho de prata e ouro em qualquer direção. Ah, sim, que reconhecer minha radiância é o passo mais importante para poder dormir no teu seio, para contemplar de perto a acolhida de teu colo, a paz de teu ventre. Que abraçando-te, mãe, eu possa sempre voltar lá pra dentro. Lembrando ser tua criança. Bênção de crescer, de não saber, de não lembrar. Para ser também filha.


Doce surpresa, o universo reserva para nós. Renascer, de nossas próprias mães, que também são filhas dessa Mãe maior... Sermos filhas de quem um dia fomos mães. Descobrir-nos mães sob o olhar de quem nos pôs no mundo e nos pegou nos braços.


Mãe, mãezinha... Quando vou te ninar de novo? Quero ser tua menina, mas também tua mãe. No infinito que é a mulher, podemos ser tudo isso. E a mesma lágrima que veio me abraçar correndo, fui eu, quando me recebestes infinita no teu ventre. Sou eu no momento em que me descubro filha querendo ser mãe de novo.


É isso o que nossos ciclos nos ensinam? Morrer e renascer a cada lua, brincando de percorrer em nós as estações? Meus invernos e primaveras atravessam meus outonos e verões. Entre folhas e flores, exposta ao sol ou ao frio, sou ainda mulher e menina, sou mãe e filha, claro e escuro, e sou sempre a mesma água que atravessa toda a criação. De que imensidão nos fala o nosso fluxo, quantas bênçãos se escondem em minha menstruação? Vermelho de vida e intensidade, cor que ousou ser sangue, mulher.


Me deslumbro. Me entrego. Me abraço. Ser montanha, quanta vastidão! De seu impassível lugar, vi em mim a dança do pequeno eu. Não chorei. Enquanto ele esperneava, eu observava imensa, com a compaixão de quem cresce o filho que ainda não quer aprender, sem impor-lhe uma sabedoria. Porque mãe que é mãe sabe que essa escola é a vida.


Encanto, escrevo... Meu sangue esperou que esse outro fluxo corresse de mim. Insistiu em não descer, paciente de encontros. Talvez se sinta novamente seguro quando estivermos reunidas na intimidade de um círculo. Dessa vez, com as bênçãos de nossas mães.


A gratidão pelo meu sangue, pelo meu fluxo, torna-se então gratidão por toda vida gerada por todo ventre. Sou grata, minha mãe. Pois com o meu sangue, experimento um pedacinho do amor com que você me fez. Até o dia em que meu ventre escolher repetir em mim a alegria de meu nascimento, presenteando-me novamente com a vida que você me deu.


Sem esperar ser mãe para fazê-lo, ofereço meu útero e meu sangue em nome de todas as mulheres que são mães no mundo. Que são mães DO mundo. Meu coração, da mesma cor, habita mais embaixo agora. Ali, onde a vida sempre pulsou. Hoje, mãe, e sempre, ele é todo seu.

(Larissa Lamas Pucci)

6 de mai. de 2011

Olá queridas,
A Rosane Arostegui participou de nossa Roda de Cura "A Caverna da Ursa", dia 30/04. E como poetisa que é, colocou sua experiência com a Tenda do Suor (Temazcal) na bela poesia abaixo:

TEMAZCAL

No cálice sagrado da noite
Todas as faces da lua
Sombras e luz consagradas
No ventre da Deusa nua

Ao ventre da Grande Mãe
Entregamos nossos medos
Suamos as nossas dores
E revelamos segredos...

No colo ancestral das avós
Mulheres sendo cuidadas
Nessa fogueira de amor
As almas são transmutadas

No útero da Mãe Gaia
Novas mulheres geradas
No calor das “abuelas”
Nós renascemos curadas!

Por Rosane Arostegui
(Em 1º de maio, após vivenciar um Temazcal com o Clã Filhas da Lua,
conduzido por Ana Paula Andrade)

27 de abr. de 2011

SEGUNDA VERMELHA - 2011


Campanha
2@Vermelha 2011
02 de maio, segunda-feira!
1 milhão de mulheres celebrando sua menstruação!
Ativismo menstrual em ação!
Está chegando a hora de mais uma Edição da Campanha 2@Vermelha. A campanha, que é mundial, tem como mote a valorização da menstruação em vários aspectos, para incentivar as mulheres a cuidar de sua saúde íntima e reprodutiva, dando-lhe maior visibilidade no cinema, nos meios impressos, na arte, em outras mídias e redes sociais. A iniciativa no Brasil é do Coletivo de Mulheres Clã Ciclos Sagrados. Este ano a novidade é a transmissão simultânea da mesa-redonda em torno do tema que acontecerá em São Paulo.
Todos os anos, desde o início da campanha no Brasil em 2008, sempre criamos formas de incentivar as pessoas, homens e mulheres, principalmente as mulheres, a gerarem ações para chamar a atenção para o slogan da Campanha: 1 milhão de mulheres celebrando sua menstruação!
Este ano, como curiosas que somos, resolvemos verificar como anda a cena do ativismo menstrual no Brasil. Se é que ele já existe!
Bom, então ficaremos mais ou menos assim:
.::AÇÃO PRINCIPAL::.
Algumas perguntas irão nos nortear esse ano:
Quais mudanças ocorreram e, se ocorreram, para onde estamos indo? Existem mais mulheres valorizando sua menstruação? Ou as mulheres que já valorizavam antes é que estão mostrando a cara? As mulheres que (ainda) não gostam de sua menstruação, continuam acreditando nisso? Algo mudou? Faz e fez diferença se ter acesso a formas de segurar o sangue menstrual (absorventes reutilizáveis e coletores) ? O que isso efetivamente traz para saúde física, emocional e política da mulher? As mulheres estão mais responsáveis por seus corpos? Se sim, por que ainda tem tanta gente, que não seja a mulher, falando com autoridade sobre o corpo dela? As mulheres que escolhem parar de menstruar escolheram isso ou alguém escolheu para ela? Se ela escolheu, existe produção cientifica sobre os danos a longo prazo na saúde emocional e física da mulher com relação a essa escolha? Seria reversível?
Por isso, como ação principal, iremos fazer uma Tarde de Palestras e uma mesa-redonda, aqui em São Paulo, para discutirmos, trocarmos e descobrirmos o que se tem de novo sobre o assunto e, se porventura, novas dúvidas surgiram.
.::Palestrantes::.
Contaremos com mulheres que já há algum tempo vem levantando essas questões no Brasil e teremos a honra de contar, ainda, com palestra internacional em conference call.

.::Novidade::.
Você deve estar pensando: “Ah, mas eu não estou em São Paulo!”. Mas graças a esse mundo fabuloso da rede teremos duas formas de você estar conectad@:
• Transmissão simultânea da mesa-redonda, a partir das 20hs;
• Exibição posterior na Tv2@Vermelha de trechos da tarde de palestras;

.::Outras formas de participar::.
• Manifestar-se no Twitter, Facebook e outras mídias sociais. (usando o tag da campanha)
• Gerar o um post no seu blog, se tiver. (com a imagem oficial)
• Ir de vermelho para o trabalho.
• Presentear suas amigas e companheiras de trabalho com algo simbólico.
• Organizar um encontro com suas amigas para discutir o assunto. (se possível, registre e envio-nos uma foto com relato)

O combinado é que você possa nos enviar o que de bacana surgiu dessa troca. Isso irá ajudar para continuarmos a manter o museu da Campanha2@Vermelha, além de aumentar as informações a respeito do que pensa a mulher contemporânea sobre menstruação. SEMPRE CITANDO A FONTE.
.::Importante::.
• Use, ainda, sempre que possível, folder/imagem/logo da campanha do ano corrente, assim, quem não sabe de nada do que está acontecendo e do que você está falando pode ser capaz de imediatamente fazer um link.
• Este ano, só aceitaremos fotos para o banco de dado/museu de quem tenha algo na foto que indique que o registro foi no dia da campanha. Ou seja, que vocês estejam usando a imagem na mão, por exemplo, para que indique que estavam todas reunidas no dia da Campanha 2@Vermelha, dia 02 de maio de 2011.
• Use o e-mail para nos enviar: cladosciclossagrados@yahoo.com.br

.::POR QUE COMEMORAR?::.
• Para criar:
• Um senso de diversão em torno da menstruação;
• Para incentivar as mulheres a cuidar de sua saúde menstrual e reprodutiva.
• Para criar uma maior visibilidade da menstruação, no cinema, meios impressos, música e outras mídias.
• E para melhorar a honestidade sobre a menstruação em nossos relacionamentos.

.::ONDE?::.
• Em seu dormitório, sozinha
• sala de aula ou apartamento,
• na casa de um@ amig@,
• em um parque ou outra área aberta
• na faculdade ou na escola
• em um restaurante ou café
• em qualquer lugar!



.::SERVIÇO::.
PROGRAMAÇÃO:
16h: Conference Call com a ativista menstrual americana autora do livro “
Becoming Peers:Mentoring Girls into Womanhood”, DeAnna L’am. Menstrual Monday – A Worldwide Sisterhood” (Segunda Menstrual: a irmandade mundial) com tradução.
+PALESTRAS:
17hs:Magia e prazeres dos ritmos do feminino” - Bia Fioretti
18hs:Cyber Ativismo Menstrual” - Danielle Sales
19hs
: “O potencial criativo da Menstruação” - Monika Von Koss
20hs as 21hs30
Mesa-redonda com Mediação de Sabrina Alves: Monika Von Koss, Danielle Sales, Bia Fioretti e participação de perguntas.
.::ONDE::. Instituto Naradeva Shala
Endereçeo: R. Coriolando, 169/171 (próximo ao Shopping Bourbon e ao Sesc Pompéia)
www.naradeva.com.br

.::INSCRIÇÕES E CONTRIBUIÇÃO::.
+1 kg de alimento não perecível humano + 1 kg de ração para gato ou cachorro.
Ou
+2 kgs de alimento humano

::CONTATO::
+E-mail: cladosciclossagrados@yahoo.com.br+Fone: 3862-7321 (no Naradeva Shala)

ATENÇÃO REVENDEDORES: quem quiser revender absorventes e coletores e produtos relacionados ao tema, entrar em contato com Lu ou Lilian pelo fone:
11-3862-7321

+Informações:

+Siga-nos: TWITTER:
@SegundaVermelha

+FACEBOOK



.::Realização Brasil::.
Coletivo
Clã dos Ciclos Sagrados
www.cladosciclossagrados.com

.::APOIO::.
Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala
www.naradeva.com.br

ATENÇÃO: se for compartilhar, cite a fonte!



26 de abr. de 2011

Abandone todas as suas buscas, e simplesmente seja o que você sempre buscou! (Sthan Xannia)

Aí está... antes tarde do que nunca rsrsrs... as fotinhos de nosso "curioso" Círculo Feminino dirigido por um Homem... e diga-se de passagem, "interessante" condução!

Sthan Xannia (SP) - A RODA OESTE
Círculo de Mulheres no Espaço Rapa Nuy
Porto Alegre/RS - outono 2011



Você sabe o que está buscando?
E quando encontrar, o que vai fazer depois?
Se eu dissesse à você que tudo o que você busca está bem aí, totalmente disponível ao seu redor! O que faria com tudo isso?
E você, está totalmente disponível?

Ai ai, Sthan nos deixou belas pérolas, cabe a cada uma escolher o que fazer com isso!

Como se faz para uma gota d'água não evaporar?

E assim chegou Ariel - Relato de parto domiciliar


Dedico este post à esta família linda que a tão pouco conheço mas que já muito admiro (Costa, Nicole, Luan e Ariel), irmãos que tenho em Curitiba/PR.
Nicole querida, gratidão por compartilhar este momento mágico e tão íntimo de vocês, para que todas possamos crescer com sua experiência.
Ahooowww cabocla linda!
Beijo grande da sua irmã, Yawa Wanu.


Descobri que estava grávida durante as férias, em fevereiro. Estava em Belém, um lugar muito quente e úmido e comecei a me sentir mal diariamente... após alguns dias, tomei coragem e fiz o teste: POSITIVO. Era minha segunda gestação não planejada e decidi que não falaria para ninguém. Voltei para Curitiba e aos poucos fui contando, primeiro para os amigos mais próximos, familiares, mais amigos, até a notícia se espalhar.


Apesar do mal-estar nos primeiros meses e de levar alguns sustos com exames mal interpretados, tive uma gestação muito saudável. Sentia-me disposta, cheia de energia e bonita, muito bonita... diferente da primeira gestação, dessa vez não tive muito apetite, consegui me alimentar de forma balanceada e engordei exatos 10 kg. Emocionalmente, foi um período difícil, mas freqüentei as aulas de Yoga e Preparação para o parto do Aobä e sempre que possível, conversava bastante com a Talia e a Luciana, doulas queridas. E apesar das "turbulências", sempre mantive uma certeza: Ariel nasceria em casa!

Quando completei 36 semanas, por intermédio da Luciana e da Talia, conheci a equipe de enfermeiras que me acompanhariam: Adelita, Aline e Maria Rita. Foi uma longa busca até que elas aparecessem, mas chegaram no momento certo, não poderia ser melhor. Depois de um pré-natal "animado", freqüentando diversos médicos do convênio particular e do programa Mãe Curitibana, enfim conheci as pessoas certas e sabia que seria bem assistida.

As semanas se passaram de forma tranqüila, estava sendo monitorada pelas enfermeiras e nos dois pré-natais e tudo corria bem. Mas a dona Ansiedade estava a postos, incomodando diariamente e quando completei 38 semanas, comecei a achar que a coisa estava muito demorada! Marquei uma sessão terapêutica para destravar possíveis bloqueios à vinda do Ariel e depois disso, me sentia mais preparada.

No dia 23, virada da lua cheia, a Maria Rita esteve em casa e fizemos algumas manobras. Na mesma noite, fizemos uma meditação, eu e meu marido, preparando a chegada do Ariel. Senti que ele deu aquela "encaixadinha final", mas continuou quieto. Então marcamos uma nova visita para o dia 26, domingo, quando estariam presentes as enfermeiras e as doulas, para uma reunião final antes do parto. Eu já estava com 39 semanas e 3 dias...

Às 4h do dia 26, acordei sentindo um leve incomodo. Sabia o que estava acontecendo e num misto de alegria e medo, andei pela casa, meditei e rolei na cama até amanhecer. Às 6h, acordei o Junior: "é hoje, ele está chegando!". Ele me abraçou e perguntou se eu queria avisar a equipe; mas ainda era cedo, achei melhor esperar. Às 8h, comecei a cronometrar as contrações: estavam bem regulares e curtas, de 5 em 5 minutos, com menos de 30 segundos. Então liguei para a Maria Rita, expliquei a situação e falei que ligaria depois do almoço. Antes que o Ariel chegasse, ainda queria participar de um temascal em Campina Grande do Sul. Mas as contrações evoluíram e senti que seria mais prudente ficar em casa.

Junior e Luan saíram e sozinha, pude perceber melhor o trabalho de parto. Aspirei a casa, preparei o "ninho" no quarto dos meninos, perfumei tudo com óleo de laranja doce, me arrumei, acendi uma vela e comecei a meditar. A cada contração, sentia meu corpo se preparando para o tão sonhado momento... era lindo! Tudo estava acontecendo da forma mais perfeita, estava serena, em casa, sozinha, em silêncio e nesse momento senti que daria conta, que só dependia de mim e mais ninguém...

Aline ligou e em poucos minutos, já estava em casa. A essa altura, eu me sentia meio aérea, já com bastante dor e uma leve vontade de empurrar. Ela fez o toque e, para minha alegria, estava com dilatação total. Não sei em que momento aconteceu, mas quando me dei conta, Junior e Luan estavam sentados na cama, olhando, amorosamente me apoiando. Em volta de mim, Adelita, Aline, Luciana e Maria Rita. Estava em quatro apoios e respirava profundamente. Em algumas respirações, senti uma pressão interna, um estouro e minha roupa ficou toda molhada - era a bolsa! Que emoção! Aguardava ansiosa esse momento, que é maravilhoso, um sinal de que estamos quase lá. Respirava com a boca bem aberta, deixando o ar sair e criando forças para a próxima respiração. Já não tinha pudores de fazer barulho ou chamar a atenção dos vizinhos (mas depois me disseram que ninguém no prédio ouviu nada, ficaram surpresos de saber que tinha nascido em casa). Senti a cabecinha dele coroando, toquei seus cabelos. Mais um pouquinho, passou a cabeça. Esse momento é indescritível, único, magnífico! Lembro de ficar confusa ao tocar a cabeça: "será que é ele?"... Mais um pouquinho, força, concentração, respiração: NASCEU!!!

Às 12h48 – mais ou menos, pois ninguém olhou exatamente o horário – nasceu Ariel! Lindo, sereno, forte, com 49 cm e 3.610 kg, no seu quarto, na segurança e conforto de casa. Junto com ele, nasceu uma nova mulher, mais segura, mais determinada... As vezes, olho pra ele e nem acredito... foi – e continua sendo - tudo tão perfeito! Durante todo o processo, fomos respeitados em nossas vontades; tudo aconteceu de forma fluida, no nosso tempo. A presença tanto das enfermeiras quanto da Lu foi absolutamente discreta, um apoio e atenção na medida certa... Depois de algum tempo elas me ajudaram com a amamentação e hoje estamos em plena lua-de-leite!

Para mim, o parto é um momento de mergulho no ser, de conexão com o lado primitivo de ser mulher, com toda força e todo potencial que temos. A mulher que se permite essa experiência, jamais será a mesma... Acho importante dizer para as mulheres que por ventura leiam esse relato que o que importa não é saber que o PARTO DO ARIEL foi bem, mas saber que TODOS PODEM SER IGUALMENTE BEM-SUCEDIDOS.

Médico algum me apoiou na decisão de ter um parto domiciliar; ninguém me autorizou a fazer isso ou garantiu que daria certo. Eu apenas sabia que poderia tentar e tentando teria grandes chances de conseguir! É preciso uma grande dose de confiança e um "filtro" nos ouvidos para não cair nas armadilhas de exames mal-feitos, comentários médicos tendenciosos ou o alarde que as pessoas fazem... mas diariamente mulheres como eu e você dão ä luz da maneira como escolheram, assumindo a responsabilidade por seu corpo e por esse processo tão lindo e transformador que é o parto!
http://naturoterapeuta.blogspot.com


InCiclo - seu coletor menstrual

Amadas, não estou mais revendendo o coletor, mas na página da In Ciclo vocês encontram as revendedoras mais próximas de sua casa:



O InCiclo é o mais inteligente conceito de higiene feminina. Simples de usar, funciona como um coletor menstrual reutilizável e flexível.
O copinho da lua é uma novidade que alguns anos vem encantando as mulheres da Europa, EUA e Canadá e, agora, chegou ao Brasil.
Uma solução ecológica, prática, econômica e higiênica que substitui os absorventes femininos.
Produzido 100% em silicone medicinal, adequa-se perfeitamente ao corpo e oferece até 12 horas de proteção e conforto. Não contém látex, corantes e nem agentes branqueadores.

Saiba mais: InCiclo

14 de abr. de 2011

Reiki Xamânico nível I - Maio de 2011



Roda de Cura para Mulheres - CAVERNA DA URSA

Ei meninas, não percam este momento de total entrega...
estaremos neste Encontro mergulhando em nós mesmas...
Livre-se do medo de descobrir-se - SEJA QUEM VOCÊ É!

clique para ampliar ou veja detalhes na agenda.

15 de mar. de 2011

14 de mar. de 2011

Sthan Xannia em Porto Alegre/RS


Meninas, tenho o prazer de focalizar a vinda do querido Sthan Xannia ao Sul e convido a todas para esta Festa. Entre muitas atividades deliciosas teremos uma específica PARA NÓS, HEHEHEEEEE.
Segunda, 11/04/11, ás 19h30min teremos um Círculo Feminino direcionado por um homem. O quê? É, isto mesmo! Sthan é um Homem Medicina, e como sempre falo: Aprendo muuuito com o masculino. Aprendo o que não ser e aprendo sobre o Ser.
Sempre digo que muitas vezes foi o masculino que me lembrou da minha condição feminina... e o Sthan tem belas "pérolas" a nos oferecer.
Então meninas, não faltem:
RODA OESTE
Resgatando o Feminino Ferido
c/ Sthan Xannia
11/04/11
Local: Espaço Rapa Nuy

3 de mar. de 2011

Chegada do Gui nesta Terrinha



Olá queridas, venho até aqui compartilhar com vocês o nascimento do Gui, filhote da nossa irmã Jaque. A bolsa da Jaque estourou na madrugada do dia 19 de fevereiro, com uma linda lua cheia no céu... Cantei cantei para avó lua, me banhei bastante no seu brilho e recebi a notícia - "O Gui está chegando"... após 9 horas de trabalho de parto, assistindo a Jaque firme e forte entre caminhadas, reboladas, duchas, respirações, contrações, massagens... o pequeno Gui nasceu de cesárea, quando o Sol estava alto no céu.

Bem vindo Guilherme, que São Miguel Arcanjo ilumine sua linda VIDA!



Ana Andrade
Doula

Círculos Sagrado de Visões Femininas - Lua Nova março 2011


"Mulheres em círculo para honrar seus ciclos;
avançando fronteiras e tecendo redes".

Este é o convite, esta é a celebração...
Venha celebrar e honrar a energia feminina!!!

Mulheres re-unidas em círculo na primeira noite de lua nova de março, dia 04, 6a-feira, véspera de feriadão de carnaval, às 20h!!!

Em Porto Alegre, estamos re-unidas no Espaço Rapa Nuy, a partir das 19h30!!!
Fechamos o portão e iniciamos o Encontro pontualmente às 20h, colabore com a harmonia e a sintonia.
Quem estará ancorando este Círculo de março será a querida Diovana, estarei em Retiro apoiando a Busca de Visão de meu companheiro e de outros irmãos, mas estarei de coração com vocês no Círculo.

Amorosamente,
Ana Paula Andrade
(guardiã do CSVF em Porto Alegre/RS)

Local: Espaço Rapa Nuy
Rua Delfino Riet, 116 - Santo Antônio - Porto Alegre/RS.
(Rua do Canal 10 da Band, ônibus Caldre Fião ou lotação Canal 10)
http://erapanuy.blogspot.com
Contribuição: R$ 10,00 + frutas, sucos ou lanches naturais para compartilhar.
Sugestão: venham vestidas na energia feminina, com vestido ou saia.


O Espaço aceita doação de almofadas,
ou para maior conforto, traga a sua para o Círculo.

Por favor, confirmar presença!!!
Email: clafilhasdalua@gmail.com
Fone: (51) 98210643 / 32352124



Encontros simultâneos e sincrônicos em diversas cidades!!!

Procure no blog o Círculo mais próximo para participar:
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"Porquê a criatividade na autenticidade é a medicina que me alimenta e sustenta!"
(Sabrina Alves)


Aquele que transforma o veneno em nectar

Já estamos sob a influencia do Mahashivaratri, noite em que a lua perde a influencia sobre a mente, uma oportunidade de experienciar a consciência cósmica de Shiva.

Nesta noite, fica mais facil a uniao do sagrado masculino com o sagrado feminino dentro de nós.
E uma noite onde a divindade manifesta sua maxima compaixao, ela se manifesta ... na forma de SHIVA LINGAM, que é a forma mais pura de Deus. Que representa o eterno, o infinito. Muitos olham para fora e comemoram o casamento de Shiva e Parvati, mas isso é um fenômeno que ocorre nos mundos internos. O masculino e o feminino que se unem devido a quietude da mente.
Shiva representa a morte do desejo, somente quando você se livra do desejo, você consegue manifestar o puro amor. Shiva representa a destruição da ignorancia, e aquele que venceu a morte e domina a força vital. Por isso ele vive nos cemiterios e crematórios, cheio de cinzas que representa a aniquilação dos desejos.
A lua nova na cabeça representa o domínio sobre a mente. As serpentes que adornam seu corpo representam o domínio sobre as correntes vitais. E aquele que consegue segurar o veneno na garganta impedindo o holocausto.
Aquele que transforma o veneno em nectar. A morte em Imortalidade, a escuridão em luz. Enato vamos dar passagem a esse aspecto glorioso do nosso ser!

Vamos cantar Om Namah Shivaya!

Elaine Simioni

1 de mar. de 2011

Clã das 9 Luas - Porto Alegre/RS


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