2 de set. de 2010
Cheiro de Vida
FONTE: ONG Amigas do Parto
Vídeo disponível no You Tube
1 de set. de 2010
Setembro recheado
Descobri que sou uma estrelinha, que posso viajar entre mundos e convido você a fazer o mesmo... Este mês o Espaço Rapa Nuy nos oferece uma agenda recheada de coisas boas e estendo o convite às nossas amigas leitoras:Não deixem de acompanhar a agenda do Clã, sempre surgem novidades.
Beijo no coração de todas,
Ana Paula Andrade (Kene)
30 de ago. de 2010
Ovários policísticos
Sabendo disso e sendo portadora da síndrome (ou melhor ex-portadora), resolvi diminuir as taxas de glicose em minha corrente sanguínea adotando mudanças na minha alimentação e consegui não ter mais cistos em meu ovário! Eu fiz o seguinte: adotei uma dieta sem carboidratos simples (pão branco, arroz branco, doces e açúcar) só como carboidratos integrais, cortei o leite e a carne (todas). Abuso de frutas, legumes e verduras e hoje sigo a dieta do tipo sanguíneo, faço suplementação de vitaminas com 1 comprimido diário. Com esta dieta emagreci vários quilos, não tenho mais a síndrome, minha menstruação chega linda toda lua cheia, sem atrasos e sinto muita energia, é tanta energia que eu nem sei explicar! Meu cabelo parou de cair (eu nem acredito) e minha pele está muito menos oleosa e a acne eu trato só com sabonete próprio para pele acnéica.
Faço caminhadas, todos os dias e ano que vem volto para a Yoga, que eu nunca deveria ter deixado de praticar.
Quanto ao anticoncepcional falo da minha experiência, na Clínica: Trato de uma cliente que usou por muitos anos o anticoncepcional e desenvolveu um ADENOMA HEPATOCELULAR (Tumor benigno do fígado), estamos tratando com homeopatia, dieta e fitoterapia e tenho fé que este nódulo vai desaparecer. Seu médico disse claramente que este tipo de tumor é causado pelo uso de anticoncepcionais. Pesquisei na internet e encontrei as mesmas informações (Quem quiser, é só pesquisar no GOOGLE). Até o fim do ano talvez ela tenha que fazer uma cirurgia para retirar o tumor, mas tenho fé em Deus e na Deusa que seu corpo será limpo de forma completa.
Este assunto não é divulgado pela mídia e os casos de tumores no fígado estão só aumentando (Antes de 1960 este tipo de tumor sequer existia) e a INDÚSTRIA DOS LABORATÓRIOS cala a boca de todos, então eu peço a vcs:
1- Que não utilizem anticoncepcionais hormonais, procurem evitar a gravidez através de métodos naturais: camisinha + tabelinha é show!, pras mais desconfiadas tem DIU, Diafragma, enfim...tem outros métodos que não vão fazer vcs terem um tumor no fígado de 3,5 cm, como minha cliente.
2- Se não seguirem meu conselho e utilizarem, verifiquem através de ultrassom de abdômem (anualmente) como está o fígado de vcs, pois se ela demorasse mais para descobrir (ela não sentia nada, o nódulo foi achado em um exame de rotina) este tipo de tumor poderia malignizar ou, ainda, romper dentro do seu corpo e ela ter que ser submetida a uma cirurgia de emergência.
Espero ter ajudado e lembrem-se: toda vez que nós interrompemos um processo orgânico natural através de métodos artificiais, mágica não acontece, o que acontece então? Com certeza, outro órgão é atacado...é o caso dos desodorantes antitranspirantes, se a gente usa e para de suar, pra onde vai o suor? Pensem nisso...
Com amor, sigamos juntas!
CARLA LINDOLFO
26 de ago. de 2010
A Lua Vermelha da Menstruação
Rastreando a ancestralidade
Reinaldo José Lopes
Pesquisadores gaúchos analisaram o DNA de seus conterrâneos da região do pampa (planície com vegetação rasteira) e revelaram que mais da metade descende de mães índias - de tribos que sumiram há 200 anos.
Conexão chilena
(Folha de SP, 12/8)
25 de ago. de 2010
Um pouco de História:
19 de ago. de 2010
Parto na água
Amigas do Parto
"No mundo inteiro, cada vez mais mulheres têm procurado formas alternativas para dar à luz. Ouve-se falar em parto de cócoras, parto natural, parto domiciliar, parto na água e por daí por diante.
Outros profissionais alegam que na água não dá para fazer a episiotomia. Este argumento é falho já que a questão é que no Brasil faz-se mais episiotomia que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde e outros órgãos de saúde. Na água morna o períneo fica bastante relaxado em relação ao parto tradicional, e as rupturas são raras e geralmente muito superficiais. A episiotomia nesse tipo de parto embora seja possível, é desnecessária em quase todos os casos. Ana Cris Duarte
Amigas do Parto
Para saber mais sobre o parto na água:
http://www.amigasdoparto.com.br/tipos.html
http://www.amigasdoparto.com.br/ac013.html
www.maternatura.med.br
Rituais, costumes e virtudes terapêuticas da placenta
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| Por Verena Schmid | |
| 08 de Novembro de 2005 | |
| Os costumes ligados à placenta são infinitos. Na África existem povos que a consideram a parte espiritual da criança, aquela parte dela que a acompanhou do Céu para a Terra. Portanto a conservam e a usam para diferentes rituais pessoais e sociais. Em outras sociedades todas as placentas são enterrradas numa colina, a “colina das placentas”. La colina é o equivalente dos nossos cemitérios, somente que está orientada para a vida, não para a morte. Existem métodos empíricos usados pelas parteiras tradicionais da América central e meridional para reanimar uma criança nascida morta: dando fogo à placenta expelida, com o cordão ainda íntegro, ligado ao bebê, parece que este retome vida. É fora de dúvida que permanece uma forma de troca entre placenta e criança mesmo após a expulsão do corpo materno. Tanto é que em outras culturas a placenta é conservada ao lado da criança até a queda do cordão, sem nunca cortá-lo (o nascimento de Loto**), como sinal de extremo respeito pelos recursos endógenos e pelos tempos da criança, e também na convicção que a placenta continue nutrindo a criança e lhe transmita ainda substâncias preciosas para seu sistema imunitário até estar completamente seca, em seguida poderá ser transformada em remédios que curarão a criança por longos anos e de várias doenças. Hoje alguns destes rituais voltaram em nossa sociedade. Existem parques onde são plantadas árvores sobre placentas. Alguém o faz em seu jardim ou no bosque. Na América do Norte nos últimos anos surgiram grupos chamados placentaeaters, comidores de placenta, que se reunem após o nascimento da criança para consumar uma refeição feita com a placenta***. Na Europa, de maneira mais sutil e elaborada, as puérperas recomeçaram a tomar doses mínimas de pó de placenta para a rápida recuperação após o parto. A placenta possui muitíssimas virtudes terapêuticas, infelizmente pouco exploradas pela ciência. No uso empírico non é somente considerada um forte reconstituinte, um antihemorrargico, um antidepressivo e um excelente estimulador do leite, portanto ideal para os cuidados no puerpério, ma é também usada nas curas de diversas doenças das mulheres e das crianças, desde as ginecológicas até aquelas por esfriamento, alergias e etc. As parteiras mexicanas tradicionais usam a tintura de placenta para sarar infecções vaginais da papilloma virus. Hoje na Itália surgiu uma certa discussão sobre a pertença da placenta. Alguns hospitais não a querem entregar às mulheres que a solicitam. Mas é fora de discussão que um órgão produzido pelo corpo da mulher e dele proveniente é de sua propriedade. O confirma um parecer legal emitido propositalmente****. A única responsabilidade que você precisa assumir, quando ficar com sua placenta, é a de eliminá-la segundo as normas legais vigentes, no caso em que não a queira mais. Para tornar a placenta melhor utilizável, você pode secá-la no forno em baixa temperatura, conservá-la ao ar livre e pulverizá-la em pequenos pedacinhos para o uso. Ou então pode colocar um pedacinho de placenta fresca em álcool e produzir uma tintura mãe, da qual pode-se em seguida obter remédios terapêuticos. Se quiser saber mais a respeito, o livro de C. Enning “Remédios da placenta para a auto-terapia” contém todas as receitas que você pode preparar sozinha em todos os campos e modos de uso. Desta forma ela permanece ainda um recurso precioso para a criança e para você por longos anos a seguir. * Extraído de Verena Schmid, “Venire al mondo e dare alla luce. Percorsi di vita attraverso la nascita”. Milano, Urra, 2005, pp. 195-6. ** Trata-se da modalidade de deixar cordão e placenta grudados à criança nos primeiros dias de vida até quando o cordão se descata sozinho. Com estas modalidades se quer favorecer ao máximo a adaptação da criança ao mundo fora da matriz e o primeiro vínculo com a mãe, respeitando os tempos individuais. *** Enquanto para alguns povos, como aquele chinês e vietnamita, é ainda usado o costume de cozinhar e comer a placenta após o parto, nas sociedades ocidentais isto provoca desgosto. Nos anos Noventa todavia nos Estados Unidos e na Grã Bretanha este antigo uso foi retomado por algumas famílias. Dada o alto valor terapêutico da placenta, estão de qualquer forma se difundindo modos para seu uso após o parto. (veja também: C. Enning, 2005 e “D&D” n. 36, Março de 2002). **** C. Lombardo, advogado, Firenze, “D&D”, n. 48, Março de 2005. Tradução por Adriana Tanese Nogueira� Fonte: Amigas do Parto |
O trabalho de uma doula
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| Por Carolina Alves Silva | |
| Amigas do Parto
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| O apoio oferecido pela doula tanto físico quanto emocional podem ajudar a parturiente a superar suas forças internas e uma maior abertura no sentido físico e psíquico para o momento do nascimento. Digo psíquico também porque observamos casos onde havia todo um contingente favorável ao nascimento natural mas percebe-se a dificuldade da entrega, da abertura que é necessária ser permitida pela mulher no movimento do nascimento. Quando falamos em humanização do parto nos lembramos do papel da doula. A palavra doula vem do grego “mulher que serve” e seu papel hoje é reconhecido como aquela que auxilia com técnicas e apoio emocional mulheres em trabalho de parto. No contexto atual esse trabalho torna-se fundamental pois a forma de nascer há muito deixou de acontecer da maneira natural, sofrendo inúmeras intervenções invasivas e prejudiciais o bom nascimento e a saúde da mãe e do bebê. Essas intervenções deixaram marcas e alteraram a psique da mulher no sentido da confiança e tranqüilidade de assumir o parto normal. Hoje muitas mulheres têm dado preferência à cesariana por medo, desinformação e influencia médica. Nos partos normais hospitalares são realizados procedimentos de rotina altamente invasivos e até prejudiciais a mãe e ao bebê como tricotomia, enema, soro com ocitocina sintética, rompimento artificial da bolsa amniótica, etc. Nesses partos uma das práticas de rotina adotadas é a episiotomia. A musculatura do períneo sofre um corte para aumento da passagem do bebê com a justificativa de protegê-la. Porém, atualmente, os estudos realizados são suficientes para comprovar a não necessidade deste procedimento, haja vista que além de não proteger em nada o períneo, pode ser causa de inconvenientes futuros. Os partos naturais realizados em domicilio ou mesmo em hospitais nos mostram que a natureza feminina é perfeitamente capaz de suportar a passagem de um bebê pela abertura vaginal, salvo poucas exceções. Nesse sentido a presença de uma doula e a utilização de técnicas bem aplicadas pode não só tornar este movimento mais tranqüilo, como também evitar as possíveis lacerações naturalmente ocorridas. O apoio oferecido pela doula tanto físico quanto emocional podem ajudar a parturiente a superar suas forças internas e uma maior abertura no sentido físico e psíquico para o momento do nascimento. Digo psíquico também porque observamos casos onde havia todo um contingente favorável ao nascimento natural mas percebe-se a dificuldade da entrega, da abertura que é necessária ser permitida pela mulher no movimento do nascimento. A doula pode oferecer a parturiente o apoio, as palavras de incentivo, o conforto e, também, utilizar-se de técnicas não medicamentosas para diminuição da dor e relaxamento do períneo no momento expulsivo do parto. Essas técnicas podem ser os exercícios realizados com a bola suíça, onde a parturiente pode realizar movimentos que ajudam na abertura da pélvis e massageamento da região do períneo. Pode ser feito também a massagem do períneo e utilização de compressas de água morna para auxiliar na abertura. A posição vertical para o momento do nascimento também é outra prática que deve ser incentivada pela doula. Estudos comprovam que a posição litotomica não favorece o nascimento natural aumentando as chances de procedimentos invasivos na hora do parto. Por sua vez a posição vertical favorece a descida e o pressionamento da musculatura pélvica o que ajuda muito na passagem do bebê pelo canal de parto. A água morna é outra prática que a doula pode oferecer a gestante para alívio das dores. O efeito relaxante de um banho quente favorece a dilatação e acalma. O próprio nascimento quando possível e em condições seguras pode ocorrer dentro da água. Neste momento tanto a mãe como o bebê podem se beneficiar da água morna e normalmente bebês que nascem na água permanecem mais tranqüilos. As doulas sendo sensíveis e bem preparadas para o momento do parto, oferecem uma ajuda acolhedora, respeitando acima de tudo a vontade da parturiente. Quando mais informada e preparada for a gestante melhor receberá este apoio. O nascimento na verdade é o ápice de todo um processo que quanto mais possibilidades de ser vivenciado e trabalhado tiver, melhor a conjunção com o trabalho de uma doula no momento em que se efetiva. Sabemos que as conseqüências de um parto natural quando conseguido e explorado em sua potencialidade é profundamente transformador na vida de qualquer mulher. Nesse sentido o acompanhamento de uma doula pode fazer toda a diferença neste momento. Abaixo compartilho um vídeo de um parto humanizado, disponível no You Tube das Amigas do Parto:
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Abraço carinhoso,
Ana Paula Andrade
(Doula formada pela ANDO)
É preciso "desmedicalizar" a gestação
Gestantes serão orientadas a dar à luz em casa, como parte de uma revolução na política de parto e nascimento inglesa.
The Independent (14/05/2006) - Tradução: Tricia Cavalcante e Paloma Terra
http://news.independent.co.uk/uk/health_medical/article448999.ece
Conversem com suas amigas sobre esse assunto, pesquisem, informem-se... semear esta idéia faz nascer perguntas dentro de cada mulher, faz brotar interesse pelo reavivamente de práticas antigas e naturais.
A maneira bruta como, muitas vezes, somos tratadas nos hospitais durante o trabalho de parto e parto, nos deixam marcas violentas e cicatrizes inesquecíveis (sem contar todas as intervenções desnecessárias pelas quais o bebê passa, que muitas de nós não têm nem idéia).
Abaixo compartilho, com pesar, um vídeo de um parto normal em hospital, não com a intenção de assustar nenhuma gestante (por favor, não me entendam mal), mas para que busquemos nossos direitos e preservemos a sacralidade de nossos corpos; para que saibamos escolher um profissional de confiança e total cumplicidade, que não irá nos enganar nem coagir no momento do parto; para que a hora de parir e de nascer seja um momento de êxtase e um verdadeiro Rito de Passagem.
Vídeo Fonte: XôEpisio
17 de ago. de 2010
.:: Êxtase da Deusa ::.: Kene: O conhecimento ancestral das mulheres Kaxinawá
.:: Êxtase da Deusa ::.: Kene: O conhecimento ancestral das mulheres Kaxinawá
15 de ago. de 2010
Gratidão aos caminhos percorridos, gratidão à Terra
Gratidão Cris, por tão linda Cerimônia, gratidão ao município de Esteio, onde nasci, cresci, estudei e conheci pessoas maravilhosas... mas hoje sou da Terra, em qualquer parte, onde quer que eu me encontre, sou terráquea, tua parente.
Com carinho,
Ana Paula Andrade (Kene)
Se um homem quer você...
O Tarot e o Feminino

As tríades fiandeiras Moiras (gregas), Parcas (romanas) e Nornes (nórdicas) eram ao mesmo tempo poderosas e terríveis, normalmente representadas nas figuras da virgem, da mãe e da anciã (Tríplices Deusas). Entre as Nornes, a virgem Skuld era a responsável pelas profecias e adivinhações, a guardiã do futuro, assim como Nona (grega) a que tece o fio da vida, cabendo as duas outras, a tarefa de manter e cortar o fio da vida. Na Índia, a trindade de Shaktis Saraswati, Lakshimi e Kali encarnam estas energias. Na África encontramos as Ìyá Mi Osorongà, as mães feiticeiras, como as senhoras do destino. Entre as Deusas tecelãs, a anciã Ixchel, Deusa Maia da lua, que tecendo no seu tear de cintura, é capaz de conceder respostas a seus discípulos em peregrinação ao seu oráculo situado numa ilha distante da costa. E a Deusa indígena hopi Kokyang Wuhti, conhecida também como mulher -aranha, que através do seu dom profético protege e auxilia todos seres.
As sacerdotisas, divinamente inspiradas, eram as guardiãs das artes mágicas e da divinação. Na Grécia, as Pitonisas ou Sibilas, em transe, intepretavam os sinais sagrados e comunicavam-se com os Deuses, utilizando instrumentos como espelhos, dados, fumaças, sonhos, sons de pássaros (...). Febe, a antiga Deusa grega da lua, da profecia, dos mistérios e dos segredos, dividia o oráculo de Delfos com Gaia (sua mãe) e Temis (sua irmã) embora mais tarde tenha transmitido este atributo ao Deus solar Apolo. Entre os nórdicos mulheres gyðjas e völvas manipulavam as runas e eram imbuídas de poder mágico, com especial habilidade para profecias.Uma lista incontável de sacerdotisas são encontradas nas diversas culturas. Xamãs indígenas; Iyalorixás e Donés (...) do candomblé; mikogamis japonesas; wiccans contemporâneas(...) que através de suas danças sagradas, intuições, transes e sonhos proféticos, usam ou usaram seus corpos como espaço para o sagrado, templos da Deusa, santuários da vida, em honra a memória de suas ancestrais e de seu povo, como fontes de sabedoria e criatividade, como veículos do Sagrado feminino.
Entre os oráculos, os arquétipos femininos universais estão presentes de muitas maneiras. Dentre estes sistemas, o Tarot - que tem sua origem desconhecida, embora os registros históricos indiquem que sua redescoberta se deu na Europa na Idade Média - traz um conjunto de símbolos e alegorias que possuem uma forte correspondência com outros sistemas esotéricos. É um dos oráculos mais respeitados no mundo, sendo a versão do Tarot de Marselha a mais popular.
No conjunto de suas 78 cartas, alguns arcanos representam os arquétipos fundamentais do feminino. Além das cartas de corte dos arcanos menores, Rainhas e Princesas dos 4 elementos (Copas, Ouros, Paus e Espadas), temos entre os 22 arcanos maiores:
A figura da "Sacerdotisa" (arcano 2) revela a mulher sábia, a xamã, a bruxa, receptiva e intuitiva(yin), que esta em contato direto com o Sagrado e com a fonte de cura. Ela que representa o feminino espiritual, aconselha ao consulente que escute sua sabedoria interior.
A "Imperatriz" (3), é a mulher coroada que encarna o feminino material, é fecunda e criativa, representa a Grande Mãe que manifesta e dá vida a tudo que esta sendo gestado: filhos, sonhos, idéias, projetos. Expressa o amor através dos seus diversos dons, da arte, da sexualidade plena, do prazer, guardando também elementos arquetípicos de Deusas da beleza e do amor, como Afrodite e Oxum.
Com a "Justiça" (8 ou 11), o equilíbrio, a harmonia, o discernimento se apresentam no aspecto daquela que segura a balança e a espada da justiça, é a Palas Atena e a Maat egípcia que trazem discernimento e razão para a circunstância ou para o consulente.
A "Força" (11 ou 8) representa a energia da atratividade, da paixão, e da integração dos aspectos "instintivos" ao Self. A mulher que domina um leão com habilidade e criatividade, através da sua força interior.
Na "Temperança" (14) a integração alquímica das polaridades energéticas e psíquicas, femininas e masculinas, yin e yang, promove uma transformação profunda capaz de gerar uma mudança interior sútil para um novo nível de experiência ou estágio de desenvolvimento. Expressa harmonia e equilíbrio, presente na alegoria de uma anja, ou de uma mulher, que carrega duas jarras e permite que a água flua de um recipiente ao outro, misturando-os. É a Senhora das marés que guarda o fluxo e o refluxo das energias.
A "Estrela" (17) uma jovem inocente e nua carregando uma estrela acima da sua cabeça. Assim como a Temperança traz jarros em suas mãos, mas agora, verte suas águas na terra e na água, ambos elementos femininos. Como a chuva que lava e fertiliza a terra, representa as forças da renovação e da purificação. A confiança na Fonte e em si mesmo, a esperança, a inspiração, a conexão com o transcendente e a espiritualidade de maneira sincera.Muitas adaptações foram realizadas em torno dos arcanos do Tarot de Marselha. A partir da década de 60, um grupo crescente de mulheres, artistas e pesquisadoras, movidas pelo interesse em fortalecer o movimento da Espiritualidade Feminina, passaram a desenvolver novas versões para o baralho, enfocando a temática do Sagrado feminino. Alguns destes trabalhos mais conhecidos são os de Kris Waldherr (Goddess Tarot), Isha Lerner (Tarot da Deusa Triplice) e Amy Sophia Marashinsky & Hrana Janto (Oráculo da Deusa).
Existem também muitos outros tarots sobre o Feminino Divino publicados e haverão aqueles que certamente aparecerão ao longo deste novo século onde os valores ligados a cultura Matrística e o Sagrado feminino estarão cada vez mais em evidência.
Artigo escrito por Shakti Lalla para o "Conselho das Deusas"(2008)
Imagens e texto extraído do blog Êxtase da Deusa
14 de ago. de 2010
Temazcal para Mulheres - Tenda do Suor
Na língua Lakota, falada pelos Sioux, significa "Útero da Mãe Terra". Nele, intervêm os quatro elementos: a Terra, que nos apoiamos, o Fogo, onde as pedras são aquecidas, a Água, colocada sobre estas e o vapor, representando o Ar. São utilizadas, também, plantas medicinais.
Trata-se de uma tradição milenar usada por várias etnias ameríndias com o objetivo de curar, limpar e purificar corpo e espírito. Seu uso através da história tem sido tanto terapêutico como ritual em cerimônias, e a sua prática sobrevive graças à tradição oral das comunidades indígenas e, atualmente, devido ao crescente interesse da sociedade contemporânea em resgatar suas raízes e buscar uma melhora na qualidade de vida.
O ritual acontece após o aquecimento de várias pedras em uma grande fogueira, sendo elas então levadas a uma tenda em formato de um útero. No interior da cabana, os participantes, envoltos em um clima de profundo amor e reconhecimento ao sagrado da vida, entoam cantos tradicionais e tocam tambor e maracá.
O vapor d’água mesclado com o perfume das ervas medicinais contribuem para a saúde do corpo, de uma forma natural, desobstruindo os poros da pele, dilatando os vasos sanguíneos, proporcionando, assim, eliminação de toxinas e melhoras ao aparelho respiratório e imunológico.
Os ensinamentos ancestrais dão conta que somente podemos seguir um belo caminho quando estivermos livres de antigas memórias que nos aprisionam.
Extraído de Tempo do Vento
http://clafilhasdalua.blogspot.com/









