17 de mar. de 2010

Entra em Cena a progesterona Natural

Durante os últimos 15 anos, o Dr. Lee tem realizado pesquisas independentes sobre formas de progesterona derivadas de plantas, naturais. Suas pesquisas, sem verbas da indústria farmacêutica, apresenta um entendimento bem mais amplo sobre as opções hormonais da mulher, oferecendo uma alternativa totalmente segura e eficaz, livre de efeitos colaterais. Ele descobriu que esse hormônio natural (conjugado a uma boa dieta e mudanças no estilo de vida) é capaz de eliminar muitos dos sofrimentos associados à síndrome da tensão pré- menstrual (TPM) e à menopausa. Milhares de mulheres no mundo ocidental já usam progesterona natural - geralmente na forma de um creme (que dispensa receita médica) que é aplicado no corpo. Essas mulheres alegam que elas não apenas sentem alívio nos sintomas típicos de mulher, mas também experimentam uma maior vitalidade, a pele fica melhor, e o equilíbrio emocional se renova.

A progesterona natural parece ter sido totalmente negligenciada pela ciência médica, que tem se concentrado, erroneamente, no estrogênio. Considerando que a progesterona natural não é patenteável e ainda é barata, não surpreende que isso tenha acontecido. É importante, porém, ter-se um entendimento e uma avaliação bem mais amplos a respeito deste extraordinário hormônio.

Como foi anteriormente mencionado, a progesterona é responsável por manter a secreção do endométrio, que é necessária para a sobrevivência do embrião, bem como pelo desenvolvimento do feto, ao longo da gestação. É pouco percebido, no entanto, que a progesterona é a mãe de todos os hormônios. A progesterona é importante precursora na biossíntese dos corticosteróides supra-renais (hormônios que protegem contra o stress) e de todos os hormônios sexuais (testosterona e estrogênio). Isso significa que a progesterona tem a faculdade de ser transformada em outros hormônios ao longo do caminho, à medida que e quando o organismo precisar deles. É preciso que seja enfatizado que o estrogênio e a testosterona são produtos metabólicos finais feitos da progesterona. Não havendo uma quantidade adequada de progesterona, o estrogênio e a testosterona não estarão suficientemente disponíveis no organismo. Além de ser a precursora dos hormônios sexuais, a progesterona também facilita muitas outras funções fisiológicas importantes e intrínsecas (que serão discutidas mais adiante).

Extraído: Nova Era

Os Efeitos da Preponderância Estrogênica

Parte I

Os problemas femininos parecem estar em alta. 40 a 60% de todas as mulheres ocidentais sofrem de TPM. Além disso, elas sofrem de superabundância de sintomas, alguns da menopausa e outros não. Certamente algo muito alarmante parece estar acontecendo com as mulheres. Há indícios de que o equilíbrio
hormonal adequado e necessário para que o organismo da mulher funcione de forma saudável está sendo interferido por diversos fatores. As pesquisas têm revelado que um grande número de mulheres nos seus 30 anos (e algumas até mais jovens), bem antes de ter início a menopausa, às vezes deixa de ovular no devido período. Sem ovulação, não há corpus luteum e nenhuma progesterona é produzida. O resultado é uma deficiência de progesterona.
Muitos problemas podem resultar dessa deficiência. Uma delas é a presença, durante todo um mês, de estrogênio não combinado, com todo seu elenco de efeitos colaterais, como já foi mencionado. Um outro é o geralmente não reconhecido problema do papel da progesterona na osteoporose. A medicina contemporânea ainda não tomou conhecimento de que a progesterona estimula a formação de novos ossos pela mediação de osteoblastos. Na verdade, é a progesterona que estimula novos tecidos ósseos e é capaz de reverter a osteoporose em qualquer idade. A falta de progesterona significa que novos osteoblastos não são criados e a osteoporose pode surgir.
Um terceiro e importante problema resulta do inter-relacionamento entre perda de progesterona e stress. Nós vivemos, no mundo industrializado, imersos num crescente mar de derivados petroquímicos. Eles estão no ar, nos alimentos e na água. Esses produtos químicos incluem pesticidas e herbicidas (como DDT, dieldrin, heptacloro, etc), bem como vários plásticos (policarbonados, usados em mamadeiras e garrafões para água) e PCBs.
Esses imitadores do estrogênio são altamente solúveis em gordura, não são biodegradáveis nem bem expelidos, acumulando-se nos tecidos gordurosos de animais e humanos. Esses produtos químicos possuem uma incrível capacidade de imitar o estrogênio natural, e receberam o nome de xeno-estrógenos, já que apesar de serem produtos químicos "estrangeiros", são absorvidos pelos receptores de estrogênio no organismo, interferindo seriamente nas alterações bioquímicas naturais. (ver "Nota do Tradutor" no final).

Crescentes pesquisas estão agora revelando uma alarmante situação em nível mundial, criada pela inundação desses imitadores de hormônios. No recentemente lançado livro Our Stolen Future ("Nosso Futuro Roubado", por Theo Colburn - do World Wildlife Fund, Dianne Dumanoski - do Boston Globe, e John Peterson Myers - zoólogo), foram identificados 51 imitadores de hormônios, cada um deles capaz de desencadear uma torrente de efeitos, como redução na produção de esperma, divisão celular e modelação de cérebros em desenvolvimento. Esses imitadores não somente estão ligados à recente descoberta de que a contagem do esperma humano despencou 50% em todo o mundo, entre 1938 e 1990, mas também a deformações genitais, câncer de mama, de próstata e testicular, além de desordens neurológicas.
O Dr. Lee descobriu um tema constante entre as queixas das mulheres sobre os aflitivos e muitas vezes debilitantes sintomas da TPM, da perimenopausa e da menopausa - excesso de estrogênio, ou, como ele denominou, uma "predominância estrogênica."
Agora, em vez de o estrogênio desempenhar seu papel essencial dentro da bem equilibrada sinfonia dos hormônios esteróides no organismo feminino, ele passou a ofuscar os demais "músicos", criando uma dissonância bioquímica. A última coisa no mundo que o corpo da mulher precisa é mais estrogênio - seja na forma de anticoncepcionais ou de terapia de reposição hormonal (TRH). Mas, quando os sintomas da predominância estrogênica aparecem, adivinhe o que é prescrito? Mais estrogênio! O delicado equilíbrio natural entre progesterona e estrogênio fica radicalmente alterado pelo excesso de estrogênio. E a deficiência de progesterona é então ainda mais exacerbada.

O Dr. Lee conseguiu compensar o efeito predominância-estrogênica através do uso de um creme transdérmico com progesterona natural. A progesterona natural, um derivado do colesterol, é feita a partir do inhame silvestre mexicano ou da soja, cujos ingredientes ativos são réplicas moleculares exatas da progesterona do organismo humano. É interessante notar que em países da Ásia e da América do Sul, onde as mulheres ingerem soja ou inhame, o termo "fogacho" nem mesmo existe em suas línguas. Elas também raramente sofrem de inúmeros problemas femininos que atualmente afligem as ocidentais.
A suplementação com progesterona natural corrige o real problema - a sua deficiência. Não se conhece nenhum efeito colateral da progesterona natural, nem foi encontrado até hoje qualquer nível tóxico. A progesterona natural aumenta a libido, previne o câncer da mama, mantém o revestimento uterino, fibrocísticas do seio, hidrata e oxigena a pele, reverte o hirsutismo (crescimento de pelos faciais) e a diminuição de cabelo, age como um diurético natural, ajuda a eliminar a depressão e aumenta o sentimento de bem-estar, promove a queima de gorduras e a utilização da energia armazenada, normaliza a coagulação do sangue, e ainda é precursora de outros importantes hormônios sexuais e anti-stress.
Até mesmo os mais predominantes sintomas da menopausa - fogachos e secura vaginal - desaparecem rapidamente com as aplicações de progesterona natural.
Há ainda outro benefício muito importante da progesterona natural e que merece um pouco mais de atenção. Embora a maioria das pessoas suponha que o estrogênio protege contra a osteoporose - uma das principais razões pelas quais as mulheres são estimuladas a usar a terapia de reposição hormonal - este, definitivamente, não é o caso.
Os antigos estudos nos quais a hipótese da proteção do estrogênio foi baseada, tiveram graves defeitos científicos. A pesquisadora canadense Jerilyn Prior, endocrinologista-chefe da British Columbia University em Vancouver, com outros colegas, reportando no New England Journal of Medicine, confirmou que o papel do estrogênio na osteoporose é mínimo. Em seus estudos sobre atletas femininas, esses pesquisadores descobriram que a osteoporose ocorre à proporção que as atletas se tornaram deficientes de progesterona, embora seus níveis de estrogênio pareçam se manterem normais. A Dra. Prior continuou sua pesquisa com mulheres não atletas, que mostraram os mesmos resultados. Apesar de ambos os grupos estarem menstruando, elas apresentavam ciclos sem ovulação e, portanto, eram deficientes em progesterona. A Dra. Prior então descobriu que a ausência de ovulação e um ciclo curto hoje ocorre em 50% dos ciclos menstruais das norte-americanas, durante o final dos anos reprodutivos. Infelizmente, essas importantes descobertas passaram relativamente despercebidas na comunidade médica.
Como resultado de suas extensivas provas científicas publicadas nessa área, Prior confirmou que não é o estrogênio, mas sim a progesterona que é o hormônio nutridor dos ossos, ou seja, o formador de ossos. Ela conseguiu até mesmo identificar receptores de progesterona nos osteoblastos (células formadoras de tecido ósseo). Ninguém jamais encontrou receptores de estrogênios nos osteoblastos.
Em resumo, é na mulher com deficicência de progesterona que ocorre perda óssea. Estes resultados foram obtidos num estudo de 3 anos em 63 mulheres com osteoporose e em fase pós-menopausa. Mulheres que usaram creme transdérmico com progesterona tiveram uma média de 7 a 8% de incremento na densidade da massa óssea no primeiro ano, 4 a 5% no segundo ano, e 3 a 4% no terceiro ano! Mulheres que não recebem tratamento nessa faixa etária normalmente perdem 1,5% de densidade da massa óssea por ano! Esses resultados não foram obtidos com nenhuma outra forma de terapia de reposição hormonal ou suplementação dietética.
O Dr. Lee acredita que o uso de progesterona natural, em conjunto com alterações na dieta e estilo de vida, pode não somente interromper a osteoporose, mas na verdade revertê-la - mesmo nas mulheres com 70 ou mais anos.
Neste ponto é importante fazer uma distinção entre progesterona natural, produzida pelo organismo, e os sintéticos da progesterona - classificados como progestinas (ou progestogênios), como Provera, Duphaston e Primolut. Como você verá, há uma grande diferença entre as duas quanto aos seus efeitos no organismo, embora a maioria dos médicos use esses nomes de forma intercambiável.
Como a progesterona natural não é um produto patenteável, as empresas farmacêuticas a modificaram molecularmente para produzir progestinas sintéticas, normalmente usadas em anticoncepcionais e na terapia de reposição hormonal.
As progestinas sintéticas, por não serem réplicas exatas da progesterona natural do organismo humano, infelizmente criam uma longa lista de efeitos colaterais, alguns dos quais bastante severos. Uma listagem parcial desses efeitos inclui dores de cabeça, depressão, retenção de fluidos, maiores riscos de defeitos no parto e abortos, disfunções renais, flacidez nos seios, sangramento irregular, acne, crescimento de pelos, insônia, edemas, alterações no peso, embolismo pulmonar, e síndrome do tipo pré-menstrual. E, muito importante, as progestinas carecem de benefícios biológicos intrínsecos da progesterona e portanto não podem funcionar nos principais desdobramentos de síntese biológica, como o faz a progesterona, e desorganizam muitos processos fundamentais do organismo. A progesterona é um hormônio essencial que também desempenha um papel no desenvolvimento de células nervosas e cérebros saudáveis, bem como no funcionamento da tireóide. As progestinas tendem a bloquear a capacidade do organismo de produzir e utilizar a progesterona natural para manter essas funções promotoras da vida.
A história do hormônio é certamente complicada. Até agora, apenas uma versão da história tem estado ao alcance da maioria das mulheres ocidentais. Sérias dúvidas têm sido levantadas quanto à eficácia e conveniência do estrogênio e das progestinas, em qualquer de suas formas. As mulheres certamente estão sofrendo uma variedade de doenças femininas.

O que complica a história do hormônio é que o tratamento prescrito pra essas doenças está na realidade tornando pior o problema. Sem compreenderem os efeitos colaterais de amplas conseqüências da predominância estrogênica e das progestinas, os médicos estão diagnosticando mal a causa dessas condições agravadas. Muitas vezes, outras drogas são então receitadas, com efeitos colaterais desastrosos, à medida que cresce a espiral de medicação desnecessária. Qual é o derradeiro sacrifício? Não apenas a deterioração da saúde e do bem-estar emocional da mulher, mas também sua situação financeira, seu relacionamento, sua carreira.
Sem conhecimento adequado, sem educação e sem ter acesso a produtos naturais, as mulheres têm se tornado presas fáceis das poderosas campanhas publicitárias dos fabricantes multinacionais de medicamentos, que já conveceram médicos e órgãos governamentais de suas alegações. Está se tornando mais evidente que o bem das mulheres nem sempre está sendo levado em consideração nessa abordagem tendenciosa. Tampouco é incomum o lucro ter precedência sobre a saúde e o bem-estar. A última coisa que uma mulher precisa é ter as funções naturais do seu organismo denegridas como deficiências ou doenças - necessitando, portanto, de atenção médica contínua.
Está mais do que na hora da mulher assumir responsabilidades ainda maiores sobre a sua saúde, suas opções e seu estilo de vida. A maior de todas as armas contra a submissão e a ignorância é o conhecimento.
Está na hora de fazer perguntas difíceis aos que tratam de sua saúde, exigir respostas, e estar disposta a investigar alternativas seguras. Está ficando evidente que a mulher precisa participar no esclarecimento do seu médico sobre outras opções existentes, bem como escolher aquelas que ela preferir.
Certamente a mulher tem dentro de si mesma o poder não apenas para encontrar meios mais seguros, eficazes e naturais de curar-se, mas também para viver uma vida longa e plena, preservando a sua vitalidade, juventude e saúde. A mulher tem o direito de valorizar a si mesma e o seu corpo, em todos os estágios da vida. À medida que encontre o caminho para voltar a ter um maior equilíbrio dentro de si mesma, ela entenderá a profundidade da verdade do que o Dr. Deepak Chopra disse a respeito das mulheres: "A sabedoria feminina é a inteligência no coração da criação."

Nota do tradutor: A edição de 27-10-99 do jornal O Estado de S. Paulo publicou a nota "Componente químico pode ser responsável por puberdade precoce - causa poderia ser substância encontrada em produtos plásticos, como mamadeiras", reproduzindo matéria do jornal Kansas City Star, que cita artigo publicado na revista Nature. O assunto refere-se a pesquisas realizadas por cientistas das Universidades de Missouri e da Carolina do Norte, demonstrando a ação dos chamados xeno-estrógenos (ou xeno-bióticos) - imitadores de hormônios - sobre a mulher.

Extraído: Nova Era

Grifos Ana Andrade

Alguns Efeitos da Preponderância Estrogênica

Parte II

Quando o estrogênio não é compensado pela progesterona, ele pode causar muito peso, dores de cabeça, mau humor, fadiga crônica e perda de interesse pelo sexo - tudo isso parte da clinicamente reconhecida Síndrome Pré-Menstrual.
Não apenas está bem demonstrado que a predominância estrogênica estimula o desenvolvimento de câncer de mama, graças às ações proliferativas do estrogênio - ele também estimula os tecidos do seio e pode, com o passar do tempo, desencadear fibrocistos na mama, um quadro que tende a desaparecer quando se introduz a progesterona natural para compensar o estrogênio.
Por definição, o excesso de estrogênio implica deficiência de progesterona. Isso, por sua vez, leva a uma redução na taxa de formação de novos ossos na mulher pelos osteoblastos - as células responsáveis pela realização desse trabalho. Embora a maioria dos médicos ain0da não esteja a par disso, essa é a principal c0ausa da osteoporose.
A predominância estrogênica aumenta os riscos de fibromas. Um dos fatos interessantes sobre os fibromas (e freqüentemente comentado pelos médicos) é que, independentemente do tamanho, os fibromas normalmente atrofiam quando chega a menopausa e os ovários deixam de produzir estrogênio. Os médicos que comumente usam progesterona em suas pacientes descobriram que ministrar progesterona natural também causa atrofia de fibromas.
Em mulheres sob predominância estrogênica e que menstruam, onde não ocorrem os picos e quedas de progesterona de uma forma normal a cada mês, a irrigação ordenada do revestimento uterino não ocorre. A menstruação torna-se irregular. Essa situação pode normalmente ser corrigida alterando-se o estilo de vida e usando um produto com progesterona natural. Isso é facilmente diognosticável por um médico que analise o nível de progesterona em certas épocas do mês.
O câncer endométrico (câncer do útero) se desenvolve apenas quando há predominância estrogênica, ou estrogênio não combinado. Também isso pode ser prevenido pelo uso de progesterona natural.
A utilização de progestina sintética pode também ajudar na prevenção, razão pela qual um crescente número de médicos não mais prescreve estrogênio sem combiná-lo com uma droga progestogênica durante a terapia de reposição hormonal. No entanto, todas as progestinas sintéticas possuem efeitos colaterais.

Acúmulo de água nas células e aumento no sódio intercelular, o que predispõe a mulher a ter pressão alta (ou hipertensão), ocorre frequentemente na predominância estrogênica. Esses também podem ser efeitos colaterais causados pela ingestão de progesterona sintética (progestinas). Um creme com progesterona natural normalmente resolve isso.
Os riscos de derrames e ataques cardíacos são aumentados dramaticamente quando uma mulher está sob predominância estrogência.

(Fonte: Leslie Kanton, Passage to Power, Random House, Reino Unido, 1995)

Extraído: Nova Era

Beneficíos da Progesterona Natural Contra o Envelhecimento

A progesterona é o primeiro precursor na biossíntese de corticosteróides supra-renais. Sem uma quantidade adequada de progesterona, a síntese de cortisonas fica prejudicada e o organismo então volta-se para caminhos alternativos, que produzem efeitos colaterais masculinizantes, como longos pelos faciais e diminuição de cabelo. Mais produção prejudicada de corticóides resulta numa diminuição na capacidade de controlar o stress, como o de cirurgias, de traumas, ou emocional.
Muitas mulheres em perimenopausa ou pós-menopausa e com quadros clínicos de hipotireoidismo (como fadiga, falta de energia, intolerância ao frio) estão na realidade sofrendo de predominância estrogênica não reconhecida, e serão beneficiadas pela suplementação de progesterona natural.
O estrogênio (e a maioria das progestinas sintéticas) aumenta o sódio e o acúmulo de água intracelular. O efeito disso é a hipertensão. A progesterona natural é um diurético natural e evita o acúmulo de sódio e água nas células, evitando assim, a hipertensão.
Enquanto o estrogênio prejudica o controle homeostático dos níveis de glicose, a progesterona natural os estabiliza.
Portanto, a progesterona natural pode ser benéfica tanto para os portadores de diabetes quanto para os portadores de hipoglicemia reativa. O estrogênio deve ser contra-indicado em pacientes com diabetes.
O afinamento e o enrugamento da pele são um sinal de falta de hidratação. Isso é comum em mulheres na perimenopausa, sendo um indicativo certo de diminuição de hormônios. A progesterona natural transdérmica é um hidratante da pele.
A progesterona desempenha importante papel ao manter saudáveis as células do cérebro. Doenças como a senilidade prematura (Mal de Alzheimer) podem ser, pelo menos em parte, outro exemplo de enfermidades decorrente da deficiência de progesterona.
A progesterona é essencial para um desenvolvimento saudável da bainha de mielina, que protege a célula nervosa. Baixos níveis de progesterona levam a dores recorrentes. A progesterona cria e promove um acentuado senso de bem-estar emocional e de auto-suficiência psicológica.
A progesterona é responsável pelo aumento na libido.

(Fonte: Dr. John R. Lee, Retardando o Processo de Envelhecimento com Progesterona Natural - BLL Publishing, CA, EUA, 1994, p. 14)

Extraído: Nova Era

16 de mar. de 2010

Encontro com Ísis - A Curadora Divina

ÍSIS - Senhora da Cura, restauradora da vida,
Fonte de Ervas curativas.


Conhecida como a “A Grande Feiticeira que Cura”, “A Senhora de Mil Nomes”, Criadora e Sustentadora do Cosmos, todos nasciam dela e para ela retornavam. Sua compaixão era tida como tão infinita quanto sua sabedoria. Venerada como a Médica Divina, tinha o poder de curar o corpo, a mente e o espírito. Ísis presidia todas as artes e ciências e partilhava seus conhecimentos com as mulheres, por intermédio de suas sacerdotisas. Ensinou as artes curadoras, como o parto e a medicina herbática, bem como, a magia das Palavras de Poder.
Seu culto foi abafado, mas seus símbolos sempre permaneceram entre nós. E neste período de “Parto da Humanidade” é possível identificar-mos o arquétipo da mulher curadora em nós e resgatar nossas habilidades.

“A cura é parte de nossa herança enquanto mulheres...
Se sentir-se chamada, junte-se a nós neste Círculo
e
busque sua conexão com a Curadora Divina.”
(Ana Paula Andrade)


ONDE? CICC PAZ
Campo de Integração e Convivência por uma Cultura de Paz
QUANDO: 26 de março de 2010 às 19:30


“Todas as mulheres são Ísis e Ísis é todas as mulheres.”
(Dion Fortune)


Inscreva-se antecipadamente
Informe-se conosco
clafilhasdalua@gmail.com

12 de mar. de 2010

Festival Internacional de Cultura Alternativa


Estaremos organizando, junto ao CICC PAZ, uma caravana que sairá do Rio Grande do Sul (Porto Alegre).
Informações: clafilhasdalua@gmail.com ou ciccpaz@gmail.com

Saiba mais sobre o evento

10 de mar. de 2010

Porquê Círculos Femininos?

Por Ana Paula Andrade

Hoje fui questionada do porquê que eu fazia tantas atividades voltadas somente para mulheres, se eu não achava mais interessante quando a unidade é (re)estabelecida. Esse é um assunto que vem a horas me rondando, interessante... E esta pergunta vem sempre da parte de homens. Não vejo que eles se sintam incomodados, talvés um pouco excluídos sem compreender porque da necessidade de tantos Círculos Femininos. Também sinto que estão ansiando por um Espaço mais sadio onde possam também falar de questões do Sagrado Masculino. E ás vezes sinto que estão doido mesmo para estar entre nós, não só por curiosidade mas também porque percebem a alegria com que voltamos pra casa, "deve ser muito bom este lugar"! Rsrsrs.
Bem, respondi de forma bem resumida, pois o local da conversação não era apropriado para mais delongas, mas gostaria de falar mais sobre este assunto...
Claro que acho interessante e de fato importante, que a unidade seja (re)estabelecida, (e falo sobre isto aqui, em outros Espaços e em atividades que desenvolvo) mas para chegarmos neste ponto penso que precisamos olhar para os fragmentos... Compreender o que nos fez pensar que somos este indivíduo fragmentado, separado do Todo.Também não podemos negar que a Criação vem da união destes opostos complementares e que eles coexistem: Masculino e Feminino.
Sabemos que a humanidade sofre um desequilíbrio energético muito grande, por excesso de agressividade, de exteriorização, de masculinização. E com isso não estou dizendo que a culpa é do Masculino, até porque não costumo apontar culpados, esta é uma palavra que a um bom tempo não faz mais parte do meu vocabulário. Mas se percebe a necessidade de elevar a energia Feminina da humanidade... de trazer mais amorosidade, sutileza, ternura, virtudes maternais... tanto no homem quanto na mulher. Mas porque, então, Círculos Femininos?
De minha parte, porque faz parte do meu Projeto Celeste, quando estou num Círculo de Mulheres estou em Casa, sinto que já fiz isso muitas vezes. Mas fora esta "sensação" de pertencimento e de tarefa cumprida a cada Círculo, tem a questão que há muito para ser curado no Feminino das Mulheres... Para nos harmonizarmos com o Masculino (em nós e no outro) temos que primeiramente nos harmonizarmos com nossa Essência Feminina, com nosso corpo, nosso sangue, nosso ventre; Temos que parar de competir entre nós, resgatando a cumplicidade e fidelidade femininas; Resgatar ainda ensinamentos e práticas ancestrais, que nos permitiam ter relações sadias, em todos os sentidos.
Já perceberam que as mulheres competem muito mais entre elas do que os homens entre eles? E que os homens não perderam totalmente seus Ritos, adaptaram na forma de encontros semanais para "a cervejada", "a churrascada", "o futebol", a "noitada"... correm enlouquecidos atrás de uma bola como se estivessem num campo de batalha ou numa caçada, enquanto seus companheiros gritam adrenalizados ao redor.
E nós, mulheres? Enquanto solteiras ainda nos reunimos para ir para a "balada", nos maquiamos juntas, "chapamos" o cabelo uma da outra... depois... nos dedicamos aos estudos, ao casamento, aos filhos, à carreira... as amigas ficam na lembrança e na saudade e o restante das mulheres são rivais ou concorrentes.
Esses são apenas alguns dos aspectos que precisamos olhar, porque o Universo Feminino é vasto e carrega muitas dores... Precisamos de um Espaço Seguro e Sagrado onde nos sintamos acolhidas e seguras para compartilhar nossos anseios, sonhos, lágrimas e alegrias, sem julgamentos e represálias... onde possamos compartilhar nossos saberes e aceitar a fluidez de nossos corpos e compreender que estamos interligadas além do gênero.
Então, será que o Feminino não carece da nossa atenção? Será que a Mulher não merece este Espaço? Já tivemos que brigar por tantos Espaços!
Aqui não precisas ti auto-agredir, este Lugar é teu Mulher e sempre foi, seja bem vinda, senta na Roda e ajuda a Girá-la... Os filhos que hão nascer de ti, os filhos de Gaia, nascerão sadios e Conscientes.

8 de mar. de 2010

Como amamentar sem intoxicar?


03/03/2010: centenas de mulheres estavam em Esteio, em frente da fábrica da Solae*, que é um dos maiores complexos de processamento de soja transgênica da América Latina.
Foto: Cíntia Barenho
* Solae: Tal fábrica foi fundada em 2003 através da aliança do grupo Bunge (multinacional de sementes e de comida industrializada) com o grupo Dupont (produtora de agrotóxico)

“Mulheres do campo e da cidade unidas na luta contra o agronegócio e pela soberania alimentar"

Neste mês em que se comemoram os 100 anos do 8 de março como dia internacional de luta das mulheres, nós trabalhadoras do campo e da cidade do Rio Grande do Sul estamos novamente nas ruas. Este ano nossa mobilização tem como principal objetivo denunciar para a sociedade que a maior parte da comida que chega a mesa da população brasileira não é alimento, é veneno. (grifo nosso)

O Brasil é campeão mundial do uso de agrotóxicos, que são venenos muito perigosos usados na agricultura que provocam muitas doenças para produtoras/es e consumidoras/es e grandes impactos ambientais. Além disso, a maior parte dos produtos industriais que comemos é fabricada com soja transgênica que também causa muito mal à nossa saúde.
E quem come esta comida envenenada? Somos nós, pobres. São as mulheres e homens trabalhadores que recebem baixos salários ou estão desempregados e escolhem os alimentos pelo preço, não pela qualidade. São as pessoas sem terra, sem teto, que se alimentam graças às cestas básicas. Os ricos têm opção de comer produtos orgânicos, cultivados sem venenos.
Os agrotóxicos e os transgênicos não servem para matar a fome do povo, e sim para matar a fome de lucro das empresas do agronegócio, a maioria delas multinacionais. Esses produtos envenenam as terras, as águas e principalmente as pessoas.
Leite materno só é fonte de vida quando as mães comem alimentos saudáveis. Nesta mobilização estamos amamentando esqueletos para denunciar a população em geral, e principalmente às mulheres, que quando comemos comida envenenada e damos o peito aos nossos filhos ao invés de alimentarmos a vida, transmitimos a morte.
As doenças causadas por agrotóxicos são transmitidas de geração para geração, e um dos modos de transmissão é através do leite materno. No entanto, o mesmo governo que faz campanhas para incentivar as mulheres a amamentar, financia o agronegócio que produz a comida envenenada para o povo pobre, contaminando o leite da maioria das mães brasileiras.
Nós mulheres que passamos boa parte de nossas vidas envolvidas no cultivo e/ou no preparo da comida para garantir saúde à nossa família estamos nas ruas para gritar em alto e bom som que gente não quer só comida, a gente quer alimento saudável, a gente quer soberania alimentar.
Para o agronegócio o lucro está acima da vida. O agronegócio faz mal à saúde do povo e do meio ambiente! E os governos estadual e federal que financiam o agronegócio estão usando o dinheiro público para bancar o envenenamento da população pobre, a contaminação de nossas terras e águas.
Estamos em luta contra o agronegócio, um modelo de produção agrícola que se sustenta na superexploração do trabalho das pessoas, na contaminação dos alimentos, na destruição de nossas riquezas naturais. Lutamos contra o uso de recursos públicos para financiar a contaminação do povo e do meio ambiente. Estamos em luta contra todas as formas de violência
contra mulheres, incluindo a imposição de um padrão alimentar que não respeita os costumes alimentares e causa muitos males à saúde.
Estamos em luta por Soberania Alimentar – com reforma agrária, com geração de emprego e vida digna para as populações camponesas, com agricultura ecológica que respeita a diversidade de biomas e de hábitos alimentares. Os governos se dizem preocupados com a segurança alimentar, querem que as pessoas tenham várias refeições por dia. Mas tão importante quanto a quantidade da comida é a qualidade do que comemos. Por isso não basta segurança alimentar, precisamos construir a Soberania Alimentar. (grifo nosso)

(Mulheres da Via Campesina, do MTD, da Intersindical e do coletivo de mulheres da UFRGS)

Os temas das mulheres são todos!

Por SOF – Sempreviva Organização Feminista

Encontro da Lua Nova - 15 Março 2010

Movimento de espiritualidade feminina:

Mulheres de pulsar de coração livre e ventre em celebração...
Nossa Mãe Terra vem nos dando demonstrações de suas entranhas em transformação. Que possamos estar atent@s as mudanças necessárias. Que possamos estar abert@s as mudanças de hábitos! Que possamos permanecer firmes junto à Unidade.
E estamos aqui porque precisamos e, juntas, CO-CRIAREMOS um lindo campo de possibilidade de AMOR, PAZ DIGNIDADE, CONFIANÇA...PUREZA, INTEIREZA..COMPREENSÃO..VERDADE, CURA...e tudo aquilo que somos capazes de sentir. Desejamos a tod@s aqueles que circulam conosco na maravilhosa jornada da vida, um maravilhoso recomeçar. Com mais consciência e clareza do AGORA.

BEM-VIND@S ao novo AGORA, AGORA!
(Sabrina Alves - Clã dos Ciclos Sagrados)

Nosso Encontro acontece no CICC PAZ - Campo de Integração e Convivência por uma Cultura de Paz

::ESTEIO/RIO GRANDE DO SUL – Ana Paula Andrade::
LOCAL: CICC PAZ
Rua São Jerônimo, 76 – centro – Esteio/RS
Contato: (51) 98210643
Contribuição: R$ 10,00 e fruta para compartilhar (ou lanche vegetariano)

“Reunimos-nos na LUA NOVA. Na Lua dos términos definitivos. Na Lua dos recomeços inspiradores. Por quê sacralizamos nossos corpos. Por quê realmente nos entregamos ao aperfeiçoamento espiritual. Por quê somos mestras de nós mesmas e honramos a energia que se expande espiralada em forma de cura.” (Sabrina Alves)
Confiram os LOCAIS dos outros Círculos.

Dia da Mulher

Blogagem coletiva: Dia da Mulher

Olá meninas, não esperem parabéns de minha parte no dia de hoje... talvés algumas vão me achar ranzinza, até porque eu própria estou me achando! Acho que fico mesmo incomodada com esta data, assumo! E me sinto quase ofendida quando chegam e me abraçam dizendo: "parabéns pelo teu dia" ou "parabéns pelo nosso dia", ai é de doer (nada pessoal gente, e quem me comprimentou não sinta-se mal, eu entendo). É que minha mente "pequenina" ainda tem muito o que aprender.
Reconheço a importância da história e da contação de histórias e que fatos e acontecimentos marcantes podem e devem ser lembrados para nos levarem a refletir... mas contem a história direito (AQUI) e por favor, não resumam ela em 1 dia. Acho muito estranho comemorar a existência de pessoas, de gênero, de classe social (ou prestar homenagem à sangue e suor derramados) em uma única data?! Ai, é bem difícil para mim compreender, mas juro que procuro desfocar minha lente para enxergar com "outros olhos". Sei que a data é simbólica mas há que se ter mais Amor pela causa do que pelo símbolo.
Entendo que houve um período que foi preciso lutar, brigar, combater, para e pelas questões de gênero... o feminismo político nos trouxe muitas glórias, mas penso que já entramos em outro tempo e não é possível nos mantermos com o mesmo texto. Algumas vão dizer: "Mas faz tão pouco tempo que ganhamos vóz?!! E ainda tem tanto para ser buscado, recuperado". Sim, mas nosso tempo já é outro, as coisas mudam rapidamente e o processo de tomada de Cosciência não pode mais ser lento, não temos mais tempo para blá blá blá.

Há todo um trabalho que vem sendo realizado pelo Movimento de Espiritualidade Feminina, nos bastidores sim, que também dá voz à mulher, dentro dos Círculos, para que o empoderamento desta Mulher venha de uma forma suave e fluída, próprio da natureza feminina. Para que fora do Círculo (fora nunca estamos) sua política seja praticada e exercida sem agressividade. Já vi mulheres legislar e muito bem, de forma suave e ponderada. Mas temos visto mulheres "guerreando" em qualquer setor da vida pública e bem sabemos que na vida privada não é diferente.
Aí algumas vão dizer: Mas também, temos que "matar um leão" por dia! Que matar? que Leão? Quem é realmente a presa e quem é o predador. E "matar" gente?! Chega de violência, chega desses termos agressivos, carregados de medo. Se não mudarmos nosso pensamento, nossa linguagem, nossa visão, nada vai mudar.
O que mais vejo acontecer é que se estabelece um período do ano para se tratar de determinados assuntos e pouco se evolui no restante do ano. Ou nem dão continuidade para as tratativas e articulações estabelecidas na tal data (com certeza aqui não estou me referindo às ativistas que em qualquer tempo ou clima defendem os direitos e espaços de "quaisquer SERES VIVOS").
Eu , sinceramente, sempre fui um pouco resistente a este "8 de março". Acho estranho instituir datas para celebrar algo que é importante que celebremos todos os dias da vida. Acho que já falei disso aqui. Assim como o dia do negro, da secretária, da empregada doméstica, do motorista de ônibus, da mãe, do pai, das crianças, da avó, do coelho... ai por favor... essas datas viraram motivo de mais consumo ou referência para "lembrar" daqueles que nunca são lembrados, valorizados ou que foram oprimidos e sofreram violências... já pensou... vai faltar dia do ano!

Hoje acordei como em qualquer outro dia, coloquei um vestidinho (velho de guerra), a mesma "rasteirinha" de sempre e um bolerinho de crochê (este é novo), mas nada demais entende... colares, brincos, pulseira (aqueles "penduricalhos" que nunca faltam em mim)... fui desenvolver minhas atividades... logo de manhã recebi dois elogios: "como ela está boniiita". Pensei: deve ser o bolerinho!!
Logo vi chegar uma mulher de vestido, colar, toda sorridente e feliz: "Parabéns meninas pelo nosso dia". Olhei pela janela, vi uma mulher passando... saião, blusa, colares, na beca e na pose chamando a atenção... não sei se como eu, se vestem sempre assim ou se nesse dia a mulherada se empolga e deixa o Feminino falar mais alto. Não sei se é a egrégora já formada na data que faz com que as pessoas te olhem diferente ou se realmente exalamos algo diferente. Em seguida, chegou outra mulher, esta de camiseta, calça, sem acessórios, bem simples... mas com um sorrisão no rosto que até agora estou admirando aquela mulher. Não sei o nome, não a conheço, nunca a vi. Mas valeu o sorriso!
Voltei para casa pensando: "Mas todo dia eu sou bonita, se estou mais arrumada ou não, não é isso que vai dizer quem eu sou. E não é isso que me torna bonita". Quando nos arrumamos para determinada data ou ocasião, as pessoas acabam enxergando somente o externo.
É isso... as pessoas estão observando e elogiando somente o externo, é o mau atual, excesso de exterioridade. Posso estar linda por fora e um "caco" por dentro e talvés ninguém vai perceber, pois não me olharam nos olhos. Posso estar com o velho "vestidinho de guerra" e estar atraente, se irradio brilho interior. Pensemos nisso!

A tarde fui dar uma 'espiada' nas comemorações do tal "Dia da Mulher" em meu município, se tivesse ouvido minha intuição esta postagem estava no blog mais cedo. Fiquei 15 min. e voltei para casa. As mesmas falas, os mesmos painéis, uma infinidade de siglas, uma organização distante e as "carinhas" nas cadeiras... de doer mais um pouco. Algumas tomam coragem e vão ocupar seu tempo de forma mais prazerosa... vão até o coquetel e saem de fininho. Ou ficam pela frente do local batendo um papo. Claro!
Sinto que algumas vão por obrigação, outras com esperança que algo diferente encontrem por lá, outras por amor à causa, outras como eu, porque não escutaram sua intuição, hahaha.
De forma alguma estou generalizando viu pessoal, sei que tem muita coisa boa acontecendo por aí, inclusive esta semana pretendo ir à municípios vizinhos participar da programação. Mas honro mesmo e homenageio, àqueles e àquelas que, em qualquer tempo e espaço exaltam a Mulher, valorizam o Ser Feminino, criam e ofertam Espaços de Encontro, de Acolhida, de Fala e de Escuta para Elas... recebem com flores, com aromas, com mimos ou sorrisos em qualquer dia ou momento.

Às Mulheres:
Comemorem e Celebrem todos os dias o SER MULHER. Valorizem-se e cultivem o Feminino em Si... admirem e elogiem o Feminino na Outra. Se deêm presentes ou se enfeitem em qualquer dia. Celebrem a vida com a mesma intesidade que amam. Amem com a mesma intensidade que fazem política. Façam dos Encontros, algo prazeroso. Entre uma ação intelectual e outra, levantem para dançar, rsrsrs.

Beijos no coração de todas vocês, mulheres amadas.
Eu Sou Ana Paula Andrade e Assim falei.

6 de mar. de 2010

Mulher na prateleira

MULHERES, CERVEJAS e DEVASSAS
Reflexões urbanas
Por Flaviana Serafim

Bem loura. Bem devassa. Finalmente ela chegou, pegando os cervejeiros de plantão pelo colarinho. Da janela de seu apê (como que fazendo um show para os cariocas em Copacabana), Paris Hilton desfila, faz caras e bocas com latinha de cerveja na mão enquanto sua imagem é devassada pelo olho comprido do vizinho, do velhinho que joga dominó na calçada, pelas moças e rapazes que circulam na praia. Inocente, não? Então porque será que a propaganda, criada pela agência Modd para a Schincariol está gerando tanta polêmica?
De um lado, os bebedores de cerveja estão abismados, considerando essas críticas absurdas, falso puritanismo num país tropical, do carnaval e das mulatas seminuas. Do outro, mulheres revoltadas questionam o uso da imagem da fêmea fatal para vender cerveja.
Para além das imagens, que misturam tesão, cerveja e a bad blond girl Paris Hilton esfregando uma lata de cerveja pelo corpo, o nome "Devassa" é dos piores que algum marketeiro poderia escolher. Quem será esse gênio? Acredito que ficou pesado primeiro pelo nome, depois pela propaganda de mal gosto. Já que era pra devassar, deviam colocar a fofolete Paris Hilton de quatro no rótulo, oras!
No site oficial do produto, a Schincariol explica: "Uma cerveja que se autoproclama DEVASSA deve ser no mínimo autêntica. Porque assume tudo o que as outras gostariam de ser, mas tem vergonha". Tenta mudar o significado de devassar, afirmando que "Devassa é bem alegre, tem aquele astral que atrai coisas boas (...). Pedir uma Devassa tem a dose certa de segundas intenções". Esse mote diz tudo sobre o que saiu da cabeça do infeliz publicitário botequeiro que criou essa peça. E finaliza: "Com Devassa, a vida fica bem gostosa".
Eis as definições para devassar no dicionário Michaelis:

> de.vas.sar
vtd 1 Invadir ou observar (aquilo que é defeso ou vedado): Devassar a casa do vizinho. vtd 2 Ter vista para dentro de: Nossa janela devassa os outros apartamentos. vtd 3 Descobrir, penetrar, esclarecer: "...o desejo nos levou a devassar os segredos dessas terras afastadas" (Gonçalves Dias). vtd 4 Olhar, contemplar: "Saíra, abriu os olhos e devas­sou a sombra com pavor" (Coelho Neto). vti 5 ant Fazer inquirição, devassa: Devassar da cumplicidade no crime. vtd e vpr 6 Prostituir(- se), tornar(-se) devasso: A miséria e a fome devassaram-na. Sem moral nem religião, devassou-se. vpr 7 Vulgarizar-se, generalizar- se: A moda devassou-se.

A polêmica propaganda foi "censurada" pelo Conselho de Autorregulação Publicitária (CONAR). É preciso destacar as aspas dessa "censura" porque a medida foi tomada por um órgão ligado ao próprio mercado publicitário, apesar dos defensores da campanha reclamarem da interferência do governo federal (uma queixa foi apresentada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres).
Com moralismo barato ou justa autoregulamentaçã o, a polêmica é ótima para trazer à tona dois debates ignorados pelos consumidores, marketeiros e pela mídia: 1. o quanto e como a imagem das mulheres é usada para vender qualquer coisa; 2. os limites do apelo para estimular o consumo de bebida álcoolica.
Para os devassos cervejeiros nada vai mudar. Na verdade, toda essa discussão tende a aumentar a exposição e as vendas da marca. E não acredito que esse fato isolado vai abrir os olhos femininos para que as mulheres deem conta do abuso a que estamos expostas, vendendo lixo ou carrões bacanas. Mas é um começo. Basta devassar outras propagandas e perceber que muda loura - ou a morena - mas as mulheres continuam lá, expostas como carne em vitrine de açougue.
Flaviana Serafim é jornalista e blogueira do São Paulo Urgente
Mais um pouquinho para ampliarmos a reflexão...
QUEM É ESSA DEVASSA?
Por Eduardo Guimarães

Foi um massacre a reação da mídia contra a decisão do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) de suspender a exibição de propaganda da cervejaria Schincariol que se utilizou da bombshell Paris Hilton para promover o lançamento de sua cerveja batizada como “Devassa”.
Nos jornais e em dezenas de sites e blogs ligados aos grandes meios de comunicação, a reação foi de uma ironia uníssona por conta de uma medida tida como “moralista”. Os tantos textos nesse sentido parecem ter sido escritos todos pela mesma pessoa.
A tese pseudo liberal seria a de que em um país de sensualidade marcada de suas mulheres e no qual várias outras propagandas de cerveja apelam para a sensualidade mostrando mulheres de “fio-dental” na praia, seria ridículo proibir a propaganda da cerveja Devassa por conta das poses sensuais de Paris em um comportado “tubinho” preto.
O Conar deliberou nesse sentido por moto próprio e também sob denúncias de consumidores e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, órgão do governo vinculado à Presidência da República. Ter um órgão do governo Lula vinculado à decisão do órgão regulador gerido pelo setor publicitário foi o que bastou para começar a gritaria midiática sobre “censura”.
Particularmente, sou contra o moralismo. E se, de fato, formos analisar a indumentária de Paris Hilton na propaganda proibida, veremos que, em termos de permissividade, nem se compara aos trajes de praia das propagandas das outras cervejarias, as quais encasquetaram que devem associar o consumo de álcool a jovens saudáveis e de corpos “sarados” divertindo-se saudavelmente na praia.
Contudo, a meu ver é escandalosamente claro que a propaganda da Schincariol é mais inaceitável do que as outras. Apesar de ser absurdo associar jovens saudáveis a consumo de álcool, isso vem sendo feito de forma a não denegrir grupos sociais ou de gênero. Jovens usarem roupa de banho na praia é um comportamento absolutamente normal. Exaltar a devassidão de uma mulher, não.
Uma mulher devassa é uma mulher libertina. Conforme explica o Houaiss, libertino é aquele que leva uma vida dissoluta, que se entrega imoderadamente aos prazeres do sexo, que revela irreverência a regras e dogmas estabelecidos, especialmente à religião e à prática desta, que não tem disciplina e que negligencia deveres e obrigações.
Quando uma propaganda de cerveja diz que a Juliana Paes é “boa”, é por ela ser bonita. E quando a exibe na praia em trajes que qualquer moça de vida regrada usa, não vejo estímulo a comportamentos degradantes como o da foto acima, feita no âmbito da campanha publicitária em que logo em seu lançamento a protagonista fica “de quatro” em uma festa com uma lata de cerveja na mão.
Essa gritaria midiática contra uma medida correta de proteção à imagem da mulher e contrária ao estímulo a comportamentos degradantes como a devassidão pode até ser prestação de serviço à cervejaria que fez a propaganda. Contudo, o fato de se poder usar a decisão do Conar para atacar mais um pouquinho o governo, deve ter pesado muito.
Eduardo Guimarães é presidente do MSM - Movimento dos Sem Mídia e escreve o blog cidadania.com

Eu, Ana Paula, mulher, quero destacar o seguinte parágrafo:

"A tese pseudo liberal seria a de que em um país de sensualidade marcada de suas mulheres e no qual várias outras propagandas de cerveja apelam para a sensualidade mostrando mulheres de "fio-dental" na praia, seria ridículo proibir a propaganda da cerveja Devassa por conta das poses sensuais de Paris em um comportado "tubinho" preto".

Bem... qualquer mulher tem o direito de ficar de quatro, com tubinho ou sem tubinho, seja ele preto ou vermelho, inclusive com uma lata de cerveja na mão. Também tem todo o direito de ir a praia de fio-dental e tomar sua cervejinha... O que não é concebível é tornar o Feminino produto de supermercado e ainda dos mais baratos. Não estou dizendo que seria a favor se fosse um produto mais valorizado e encontrado somente em mega-shopping's... estou querendo, na verdade, convidá-las à refletir sobre uma questão que norteia as propagandas em questão: a SEXUALIDADE e a SENSUALIDADE FEMININA.
O que estamos fazendo com nossa Sexualidade? Que relação temos com nosso corpo e com estas duas propriedades (entende-se próprio da mulher)?











Não sou contra as moças que ganham o "pão de cada dia" servindo cerveja ou fazendo poses, nem contra as mulheres que vivem (ou sobrevivem) vendendo sua imagem.
Também não vou entrar na questão "papel da Mídia" e "decisão do CONAR", isso já está batido. Quero incentivar uma reflexão sobre o que pouco se fala (se é que hove algum comentário)... Quero chamar nossa atenção para a responsabilidade (ou contribuição) da mulher na desvalorização do Feminino ou na redução dela à um produto. A tal ponto que é preciso que órgãos ou instituições públicas saiam em nossa defesa e garantam nossos direitos, porque a própria mulher não se valoriza. Absurdo isso!!! Fico p... da cara.
((Juliana, me desculpa, te acho linda, mas assim não somos mais amigas!))
Mulheres, por favor, se valorizem!! Cuidem do Sagrado!
Se você virar um produto de prateleira vai faltar "mulher de verdade" na cama.
(Agradeço os textos que nos foram enviados pela Ieda Pires, da Coordenadoria de políticas setoriais e Direitos Humanos de Cruz Alta)
Ana Paula Andrade
Imagens google

V Encontro de Terapeutas Holísticos - Porto Alegre

Olá pessoal, convidamos todos(as) para estarem conosco, mais uma vez, neste maravilhoso Encontro promovido pelo Deputado Giovani Cherini... O Encontro Estadual de Terapeutas e Profissionais Holísticos já é um marco. O Teatro Dante Barone, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, recebe mais de mil pessoas durante este evento.

O Clã Filhas da Lua e Clã Lobos do Sul estará participando da Mostra Holística, pela quarta vez consecutiva, que ocorre simultaneamente à programação das palestras.

Inscrevam-se!!!

INFORMAÇÕES SOBRE O EVENTO:

Data: 28 e 29 de março de 2010
Horário: dia 28, às 19h30min
e dia 29, início às 8h e término às 17h
Local: Teatro da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul
Entrada: 1 kg de alimento não perecível
Ana Marafigo, Tchydjo (Cariri Xocó), Margareth Osório, Rafael Dusik
no IV Encontro de Terapeutas Holísticos/2009

5 de mar. de 2010

As Danaides - mulheres assassinas



Precisamos mudar nossa ótica diante das coisas.
A mudança de paradigma depende de uma mudança de olhar.

Leia sobre as Danaides no REDE MATRÍZTICA
e deixe seu comentário ou participe da enquete.
AQUI

3 de mar. de 2010

2 de mar. de 2010

Sobre tolices importantes

Ainda posso me lembrar de um tempo onde qualquer hora do dia era fim de tarde com cheiro de café e bolo de fubá fresquinho. Tudo girava em torno de coisas tolas tão importantes! Já se perguntou alguma vez o que estamos fazendo com nossas vidas? Eu disse NOSSAS vidas! Parece que esquecemos de sentir, cheirar, parar para olhar, parar para viver algo e se surpreender. Nada disso acontece mais de forma natural.
E por que não nos surpreendemos, nem sentimos, nem vivemos, nem cheiramos?
Por que esperamos demais, acomodados em expectativas que já vem enlatadas e totalmente fabricadas, com os conservantes da mais pura esquizofrenia social; Presos à valores ridículos e insanos, que nem temos tempo de repensar, pois não se pode enxergar azul num mundo só de amarelo. Vivemos no piloto automático sempre, fazendo só "o que deve ser feito", o que dá orgulho à sua família ou ao seu ciclo social ridículo e limitado, só para satisfazer essas expectativas pré-fabricadas e prontas para o consumo. Nesse ponto já se esquece que nosso coração também tem voz, que podemos abandonar o caminho trilhado à qualquer momento, sem dever nada a ninguém e sem ater ao orgulho, que é um valor que destrói muitas almas. Como disse a poetisa: "Lúcidos? São poucos". Céus! Vejam quantos sonâmbulos andam nas calçadas; quantos mortos vivos dirigem seus veículos do ano; Veja, veja com horror as pessoas de terno que correm apressadas pelas ruas, como quem corre num pesadelo, sem saber do que! Conseguiram industrializar até a vida. Já é tempo de ser lúcido. Não se submeta, acorde!
Por Felipe - 05/02/10
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