21 de jan. de 2010

Anticoncepcionais


Nos Círculos Femininos conversamos muito sobre a importância de nos harmonizarmos com nossos Ciclos, respeitarmos e conhecermos nosso Fluxo Sanguíneo, nosso Tempo de Lua... entre outros assuntos, sempre surge a questão "anticoncepcional", então... aí está um texto do Dr. José Carlos, enviado por nossa amiga Adriana Salerno de Porto Alegre.
Boa leitura!


Por José Carlos Brasil Peixoto

Um dos maiores marcos da medicina no século XX. Tido e havido como a chave de mudança para quea mulher pudesse chegar a sua independência e igualdade de direitos com o homem. Uma redenção, uma porta para a liberdade! Mas o mundo consumista é ardiloso em, a partir de demandas sinceras, cooptá-las em prol de sua insaciável necessidade de gerar lucros, apenas lucros.A castração química proposital provocada pelos anticoncepcionais de uso oral foi aprovada pelo órgão americano de liberação de medicamentos nos idos dos anos 60, após sumária experimentação em um país da América Central, apesar de seus primeiros estudos levarem à morte não pesquisada algumas das primeiras experimentadoras. Na mesma época se inicia um processo inexorável de busca de direitos iguais entre homens e mulheres. A indústria química, que vinha em franca expansão desde os inocentes anos 30 estava buscando grandes mercados! O fracasso criminoso do dietilbestrol (imitador estrogênico, descoberto por acaso, em 1938 e usado para proteger o gravidez, reponsabilizado por graves danos transgeracionais) e da terapia de reposição estrogênica, (1964, terapia baseada no uso exclusivo de Premarim do lab. Ayerst, levado ao sucesso por um "boníssimo" médico ginecologista de Nova York, que foi um dos primeiros arautos do "fique eternamente jovem", mas que aumentava em 8 vezes as taxas de câncer uterino) não foi o suficiente para se inibir a capitalização de um produto com tamanha fascinação: hormônios! (E hoje em dia tem a tal pesquisa dos hormônios que fazem mais mal do que bem na terapia de reposição hormona e que afinal de contas são os mesmos dos anticoncepcionais).Os hormônios femininos foram descobertos no início do século XX - os estrogênios em 1902 e a progesterona poucos anos após. No entanto a preocupação da indústria química não foi fornecer em seus medicamentos substâncias iguais àquelas encontradas no organismo humano! Como o homem faz melhor que Deus, os anticoncepcionais ferem o mais básico conceito de ecologia e especificidade hormônio-receptor: usa-se substâncias que agem como se fossem hormônios, mas diferentes em número de átomos, ou até mesmo com elementos químicos totalmente diferentes daqueles encontrados no organismo feminino. A advertência de que substâncias que imitam hormônios femininos (xenoestrógenos:DDT, PCBs, plásticos etc.) são considerados poluentes do meio ambiente (causadores de muitas enfermidades) não inquietou esta maravilhosa máquina de ganhar dinheiro: anticoncepcionais orais! A necessidade do seu uso foi o ardil: torna a mulher independente!Tornar a mulher com a habilidade de conter a capacidade reprodutiva a levou ser igual ao homem. Esta é a mídia. Nenhum homem concebe a possibilidade de se tornar um castrado, veja-se que mesmo a vasectomia não inibe o funcionamento dos testículos, já os anticoncepcionais impedem que os ovários funcionem fisiologicamente.Por outro lado o uso de anticoncepcionais proporciona uma revolução na arte das relações humanas. Ter sexo com qualquer pessoa tem sido um predicado do comportamento masculino. Tornar a mulher parecida com o homem tornará o mundo mais amoroso? O padrão masculino não é o da guerra, da falta de carinho, da superficialidade nas relações, da falta de comprometimento? Qual a vantagem de tornar mulheres iguais aos homens? Afinal direitos iguais é ambição óbvia de uma sociedade, mas o respeito à biologia feminina, a um padrão genuinamente feminino de existência, é o mínimo que se poderia exigir na busca desta igualdade de direitos. O uso de anticoncepcionais auxilia as pessoas a serem menos íntimas, a conhecerem menos o funcionamento de seus corpos. Casais que se amam podem usar a capacidade intelectual a favor da sua capacidade reprodutiva. Sem estesmedicamentos uma relação sexual seria associada a comportamentos de qualificação da intimidade e parceria extrema. Mas o mundo consumista obviamente não visa uma melhoria do ser humano, visa gerar apenas mais consumidores!


Seres humanos completos, conscientes, críticos e verdadeiramente amorosos não fazem parte dos planos do nosso mundo atual! A superficialização da sexualidade, a descartabilidade das relações, é parte necessária do movimento financeiro de hoje em dia! E medicamentos como os castradores químicos de uso oral são peça fundamental deste ciclo.


Amar é antes de tudo amar a si próprio, amar o próprio corpo! Amar é reverenciar a natureza dentro de nós! Amar também é reconhecer em si mesmo a capacidade reprodutiva como um ato de respeito, consciência e fruto de profunda intimidade.Os anticoncepcionais quando analisados neste sentido bem que poderiam ser chamados de Anticoncepcionais do amor...


Nota: José Carlos B. Peixoto é médico homeopata e pesquisador em ecologia aplicada à medicina.



Indicamos a leitura do livro do José Carlos - A MENOPAUSA E OS SEGREDOS DOS HORMÔNIOS FEMININOS - maravilhoso!
Publicado em 2004, o médico gaúcho compartilha da linha clínica e filosófica do falecido Dr. John R. Lee, apresentando "uma visão à luz da ecologia humana", como ele próprio descreve na obra em seu subtítulo.
Pedidos: diretamente ao autor (swjcbp@portoweb.com.br). Uma leitura imperdível.

Indicamos ainda o site dele http://www.umaoutravisao.com.br/ (tem link na lista de páginas recomendadas, aqui no blog).
Imagens retiradas do google.

19 de jan. de 2010

Lua Nova de Janeiro 2010

Olá gente bonita, passando rapidinho para postar as fotinhos do último Círculo Sagrado de Visões Femininas. O Encontro da Lua Nova de Janeiro abriu o ano de 2010 pulsando forte... 30 mulheres lindíssimas, dançando e acolhendo o Feminino. Aí elas...


















Irmãs... de sangue, de coração, de cumplicidade, de ventre...


Vamos dançar?

Mas báh, que levantaram rapidinho essas gurias...

Nossa mandala de centro

Convidando às Deusas para dançarem conosco em 2010

15 de jan. de 2010

A cura do abandono do pai

Este texto comecei a escrever no ano passado, reflexo de um trabalho em Círculo de Mulheres, realizado em outubro de 2008. Percebendo as intensas curas que estavam se procedendo dentro de mim comecei a escrevê-lo, mas os processos fortíssimos de transformações que ainda ocorriam, não me permitiram concluí-lo. Mas na primeira semana de 2010, repousando um pouco em Garopaba/SC, re-vendo o ano que se passou e me despedindo definitivamente de 2009, em uma lua minguante, enquanto sentia meu sangue verter, consegui encerrar esta história.

A CURA DO ABANDONO DO PAI
Sinto-me chamada a compartilhar uma experiência de re-encontro de almas...
Fui casada durante sete anos com uma pessoa maravilhosa, compreensiva, dócil, que nunca dificultou minhas buscas espirituais (e isso para mim era muito importante). Os anos se passavam e mesmo percebendo muitas semelhanças dele com meu pai, nunca percebera que havia casado com a figura paterna de minha infância.
Sabia que meu antigo companheiro sentia uma enorme carência de mãe e via em mim a segurança e o acolhimento da figura materna, disso eu tinha consciência, mas não sabia o quanto eu era carente de pai.
Depois de uma única sessão de terapia com alguns pontinhos do corpo bem apertados (mechendo em algumas couraças) e uma vivência xamânica junto à natureza, foi como retirar a tampa e olhar para dentro, comecei a refletir sobre algumas questões e relações da minha vida. Ao fazer uma retrospectiva do meu casamento vi quantas vezes desejei que meu ex-companheiro fosse diferente... cobrava dele coisas que ele não conseguia desempenhar.
Quando me dei conta que não estava respeitando aquela individualidade, tomei consciência que estava sendo cruel com ele e comigo mesma (mas com certeza meu ego se agradava em sentir-se indispensável como uma Mãe). Passei a perceber que alimentávamos nossas carências de genitores, já que conseguíamos ter em nossa relação aquilo que nos faltara de nossos pais.
Sempre na busca do auto-conhecimento, me dispus a olhar para minhas sombras e identificar padrões que se tornavam obsoletos em minha vida. Re-conheci algumas faces de mim mesma e olhei para os fragmentos do meu feminino... decidi, então, aprofundar-me nesta busca e inevitavelmente optei: não quero ser mãe do meu marido!
Como explicar isso a alguém que não tem consciência do que está acontecendo? Externamente tudo parecia bem, mas internamente eu não me sentia feliz.
Cobrei de mim mesma um acerto de contas... Eu precisava me sentir feliz! Coloquei esse propósito na minha vida, tentei salvar meu casamento, mas desejava alguém que caminhasse comigo, que compartilhasse os mesmos sonhos... Quando cobrei de mim mesma a felicidade as mudanças ocorreram na minha vida...
Decidi me separar e aí foi difícil lhe dar com a culpa, com o medo e a insegurança, mas sabia que minha vida precisava tomar outro rumo. Enquanto todos me diziam: Você é louca! Meu coração me dizia: Vá adiante!
Como chorei... como aprendi... minha separação foi uma das maiores lições que recebi, foi um grande aprendizado.
Não sabia explicar às pessoas que sempre nos viram como um casal “feliz”, sem grandes problemas, em meio a risos e trocas de carícias, uma parceria "aparentemente" saudável, que aquilo não era felicidade. Ter que dar explicações de algo tão íntimo, sentido e percebido só por mim... era impossível... e me dei conta de outra questão: Porquê dar explicações?
Senti-me culpada algumas vezes por estar me sentindo leve e feliz com minha decisão... pois todos que me amavam não compreendiam o que eu estava fazendo e eu causava sofrimento com minha decisão. Senti-me insegura pois, o que fazer depois disso... a vida que eu havia construído, laços afetivos, familiares, amigos em comum, negócios... A maioria das mulheres infelizes no casamento não se desprendem de seus relacionamentos por comodismo, culpa ou medo... Mas queridas, quando estamos alinhadas com o coração e com nosso propósito divino, somos sustentadas e amparadas por "Aquela Que Sabe".
Sempre desejei um parceiro que caminhasse comigo, que compreendesse o que eu falasse e que eu pudesse demonstrar fragilidade “sem cair a casa”. Só quando aprendi a me amar esse Homem apareceu! Quando passamos a re-conhecer nossas carências afetiva
s e assumir que as situações que nos rodeiam são criadas por nós mesmas, somos capazes de curar e ser curada.
Aprendi que quando você se propõe a ser fiel a si mesma, inevitavelmente irá desapontar o outro porque as pessoas projetam sua felicidade umas nas outras. Amar tem haver com liberdade e liberdade com felicidade. Desatei muitas amarras, quebrei padrões familiares, e passei a responder ao chamado que vinha de dentro, que ecoava do fundo do meu âmago...
Então, conheci um homem maravilhoso, que no primeiro encontro, ao sentir sua presença, ele ainda de costas, percebi que algo intenso estava chegando a mim. Desde que nos olhamos nos olhos não paramos mais de nos olhar... nossas conversas eram seguidas de toques, nossas mãos se procuravam, sua fala era muito familiar... o primeiro abraço à luz da lua e sob os olhares das estrelas foi algo que jamais vou esquecer... Envergonhada tive de perguntar: "você está sentindo o mesmo que eu?" e ele disse: "Sim". O sentimento que brotava de nossos peitos era algo muito antigo, uma saudade, uma vontade de não sair dali. E ali ficamos, apenas admirando o céu estrelado, de tantas possibilidades, acima de nós.

Neste dia tomei uma grande decisão: QUERO SER GUIADA PELO MEU CORAÇÃO. Este homem me apresentou o Xamanismo, me apontou o caminho e carinhosamente tem estado comigo como um mestre silencioso. Sim, ele assiste minhas quedas e me estende a mão caso eu não consiga levantar-me sozinha, deixa eu chorar em seu ombro e me abraça de uma maneira que diz: Estou aqui, tu não estás sozinha. E com seu jeito especial me mostra a beleza do amor... Deixa eu ser forte quando preciso e deixa eu ser frágil quando necessito. Muitas vezes foi ele quem me lembrou da minha condição feminina.
Me separei, da minha primeira união conjugal, no início de janeiro de 2006 porque havia identificado que eu era uma das muitas mulheres que, sem saber, dormem com o pai. Desde 2006 compartilho minha vida com o Rafael, este homem encantador de quem já falei, mas foi só em 2009 que consegui, de fato, re-significar o abandono do pai, que senti provavelmente ainda no útero de minha mãe e algumas vezes na infância, quando meu pai tinha de viajar ou ficar longe, por que sua carreira exigia isso.
Foi só neste mesmo ano que identifiquei as coisas que não fluiam na minha vida por eu ter feito escolhas profissionais que não eram as que meu pai havia sonhado para mim.... E que eu ainda me culpava por não ter sido a "menina boazinha" que meus pais projetaram, embora, ainda inconscientemente, tentasse ser, me auto-sabotando muitas vezes.
Ter sido audaciosa e determinada, firme em minhas escolhas e nos "meus" propósitos, fez com que eu identificasse os vínculos tóxicos que mantinha com os homens e mulheres e transformasse-os em vínculos sadios.
Hoje, sei que meu relacionamento atual, minhas escolhas e meu modo de vida servem de exemplo para meus pais e refletem no relacionamento dos dois. Tornei-me mais segura, fiel a "mim" e sincera aos meus sentimentos. Consigo reconhecer as virtudes que meu pai me passou, agradecer por elas, mas também reconheço as limitações, que aos poucos venho vencendo, porque não desisto de mim. De forma alguma vejo meu pai como mal-feitor, pois sempre se esforçou para me dar o melhor que podia. Costumo dizer que os pais erram tentando acertar!
E foi buscando a mim mesma que conheci muitas pessoas maravilhosas no caminho, que refletiram e refletem algo de mim, coisas que me agradam e desagradam, que me levam a saber quem sou eu. Hoje posso ver o tamanho da minha luz e da minha sombra, sem me chocar com uma ou com outra.


Não posso deixar de agradecer ao homem maravilhoso que compartilha seus dias e suas noites comigo e dedicar este texto ao Sagrado Masculino e Feminino que habita todas as mulheres e homens, em especial àqueles que fazem do meu caminho um jardim de gira-sóis. Mas nada destas transformações ocorreriam se eu não tivesse conhecido o trabalho dos Círculos Femininos; se eu não tivesse me atirado no abismo e me permitido alçar vôos que eu nem imaginava um dia fazer; se eu não tivesse dançado a vida (biodanza), amado a mim mesma e conhecido a UNIPAZ-SUL.

Bem vindo 2010, não espero nada de ti, apenas te recebo em Paz!
Ana Paula Andrade

8 de jan. de 2010

Desafio

Como posso eu ser ainda mais eu por estar contigo?
Como podes tu ser ainda mais tu por estares comigo?
Como podemos, juntos, ser ainda mais cada qual do que seríamos se estivéssemos separados?
Ou será que para estar contigo terei de renunciar um pouco a mim mesmo?
E para estares comigo terás de renunciar um pouco a ti mesmo?
Só nos unirá, amor, o que nos permita separar-nos;
porque nossos destinos podem ser diferentes.
(por isso nos encontramos?)
Assim,
só o amor pelo destino do outro
poderá transformar o meu e o teu amor
no nosso amor.

Kleber Nascimento
Artemísia, 06.12.91
(inspirado numa palestra da Dra. Gudrun K. Burkhard)

7 de jan. de 2010

Algumas frases e poemas de Florbela Espanca:

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais. Há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada. Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... Sei lá de quê!"


"Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só..."

Florbela Spanca


"Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar...."

6 de jan. de 2010

Bem vindo 2010, pode chegar, não espero nada de ti, te recebo em PAZ!


E 2010 vem chegando... com novas energias, novos regentes...
A transição de um ano a outro é sempre envolvida por orientações, previsões, rituais, simpatias... nós do Clã Filhas da Lua desejamos que em 2010 você "vença as barreiras conceituais criadas pela mente pensante".


Encontro na Lua Nova - Janeiro de 2010

18 de dez. de 2009

Solstício de Verão 2009


O CICC PAZ, juntamente com o Clã Filhas da Lua e Clã Lobos do Sul,
convidam a todos para a Celebração do Solstício de Verão:

Quando? 21/12/2009
Hora? 19h30min (início da Cerimônia)
O que trazer? Seus instrumentos Sagrados (se tiver), fruta para compartilhar
e um objeto seu para troca (Cerimônia do não-apego)
Entrada franca e amiga!

No Solstício de Verão se trocava presentes e este costume ainda permanece nos dias de hoje através do Natal, mas realizado num gesto automático e sem muito significado. Nesta Cerimônia estaremos doando algo nosso, que gostamos muito, como um gesto de confiança, de entrega e de não-apego, resignificando o costume do "Amigo Secreto", tanto realizado nos tempos atuais. Estaremos trocando presentes envoltos numa atmosfera de puro amor, fraternidade e Cura.
Muitos ainda se baseiam pelo Calendário Gregoriano e celebram a passagem de ano no mês de dezembro, esta é uma oportunidade para agradecer e se despedir de um ciclo e dar boas vindas ao NOVO, ao Deus Sol que nasce, ao Verão que chega, a Lua Nova que nos abençoa com novas oportunidades.
VENHA CELEBRAR CONOSCO!
CICC PAZ (Campo de Integração e Convivência por uma Cultura de Paz)
Rua São Jerônimo, 76 - Centro - Esteio/RS
(51) 98210643 / 92453371
Ana Paula Andrade e Rafael Dusik
Este mês (dezembro/2009) o Círculo Sagrado de Visões Femininas - encontro da Lua Nova, reuniu 29 mulheres no Rio Grande do Sul ... quanta sabedoria pulsando naquele Círculo... que Energia Curativa, que atmosfera de Amor, de Integridade, de Irmandade!


Ouvir as mais velhas, ouvir as mais novas, apoiar aquela que se emociona, chorar junto, dar colo, se alegrar com as conquistas da outra, com a cura da outra (que é a minha cura também)... cantar juntas, num embalo gostoso... reconhecer minhas dificuldades, minhas dores, diante de tantas mulheres, sem medo, sem resseio... falar bem dos homens!!! Quanta libertação!

Foram muitas, muitas falas encantadoras... reconheço cada mulher no Círculo como "Mulher Medicina", que cura a outra com uma palavra, com um sorriso, com um olhar, com uma escuta sensível, com um depoimento sincero, com uma simples atitude - ESTAR ALI - por todas nós!


Nossa mandala de Centro


Abaixo, um testemunho de uma irmã, que a tempo nos acompanha e que desde o último Círculo da Lua Nova desejou compartilhar seus sentimentos com outras tantas mulheres - com VOCÊ.

"Quando nos reunimos em círculo somos iguais, tua dor é a minha, tua alegria é a minha. Quando nos abraçamos e enxugamos as lágrimas umas das outras, curamos as feridas das guerras silenciosas que travamos conosco e as angústias que não ousamos expressar nem para o nosso espelho. Curamos a filha, a mãe e a avó. Faces de uma mesma mulher que foi dividida ao longo dos tempos.



É nesse círculo mágico e abençoado que me transformo no que sou: simplesmente MULHER!Que a cada LUA NOVA, se renove os laços de confiança, amizade, amor , morte, renascimento e tantas outras formas e nomes que possam explicar esse maravilhoso momento de honrrar o Sagrado Feminimo que habita em mim e também em você!!


AHOW !!!!


Bjo Minha Deusa Ana Paula, irmã de tantas jornadas!!! "

Luciana Furquim

15 de dez. de 2009

Minha história é um pouco da história de cada mulher

Depoimento para o blog "Círculo Sagrado de Visões Femininas"

http://circulosagradodevisoesfemininas.blogspot.com


Minha história é um pouco da história de cada mulher. No Círculo aprendi que o que nos une é muito mais que uma questão de gênero. Desde muito cedo, a identificação com as tradições que honram a Deusa foram me despertando para o trabalho que faço hoje. Na busca pela espiritualidade sempre recebi ensinamentos de grandes mulheres e dentre muitas linhas de trabalho encontrei mães, irmãs e filhas... dei muitas voltas na espiral sem saber que a Deusa tecia o que resolvi chamar de Clã Filhas da Lua.

Encantada com o estudo dos arquétipos presentes na psique feminina, tocada pela Deusa, inspirada pela Lua e motivada pela teoria do Milionésimo Círculo, venho desenvolvendo Círculos Femininos no Rio Grande do Sul com o propósito de auxiliar a Mulher a resgatar sua plenitude e inteireza... Reconhecendo o poderoso caldeirão existente em seu ventre, no qual se faz a maior das alquimias: A VIDA.
Dentre tantos Círculos, Encontros, Canções e Danças, tive o prazer e a honra de ser convidada por Sabrina Alves a ser Guardiã deste Projeto do Clã dos Ciclos Sagrados, no Estado do Rio Grande do Sul.Formamos uma Rede poderosa e harmoniosa com outras mulheres, guardiãs em outros Estados, e unidas tecemos um manto que acolhe muitas mulheres sob as bênçãos da Lua Nova.
Vejo o Círculo como um Elo Divino que nos conecta com a Sabedoria Ancestral, contida em toda mulher. Nele nos recordamos da nossa Essência e nos harmonizamos com nossos ciclos e fluxos. Nos reconciliamos com nossa natureza selvagem e intuitiva e por agir em diferentes níveis a cura se dá em proporções inimagináveis... é como uma onda de estímulos sadios vibrando nas noites do tempo.
Estou contigo na dança e entre nós estão todas vocês!
Beijos no coração de todas,
Ana Paula Andrade

Quem sou eu, que não sou este corpo?


Quem sou eu, que não sou este corpo?
Sou o Ser (que é imaterial, imutável e imperecível).
Quem sou eu, que não sou esta mente que pensa?
Sou o Ser (que é serenidade e paz).
Quem sou eu, que não sou os cinco sentidos?
Sou o Ser (que é silêncio e comunhão).
Quem sou eu, que não sou as emoções?
Sou o Ser (que é ponderação e equilíbrio).
Quem sou eu, que não sou sensações?
Sou o Ser (que é satisfação).
Quem sou eu, que não sou desejo, necessidade, vontade?
Sou o Ser (que é plenitude).
Quem sou eu, que não sou passado, presente e nem futuro?
Sou o Ser (que é atemporal, eterno).
Quem sou eu, que não sou ego, personalidade?
Sou o Ser (que é tudo).
Quem sou eu, que não sou os papéis que represento?
Sou o Ser (que é a verdadeira natureza, a verdadeira identidade).
Quem sou eu, que não sou individualidade?
Sou o Ser (que é uno).
Quem sou eu, que não sou orgulho nem vaidade?
Sou o Ser (que é simplicidade).
Quem sou eu, que não sou insegurança nem medo?
Sou o Ser (que é luz).

13 de dez. de 2009

11 de dez. de 2009

Mulher SEXO FORTE

“A mulher é a espinha dorsal da sociedade. Elas precisam ser saudáveis, instruídas, conscientes e fortes para sustentar qualquer comunidade. Igualmente importante é que os homens (parceiro, pai, irmão e filho) compreendam as complexidades da mulher, seus meandros fisiológicos e suas dimensões físicas e emocionais ligadas à maternidade. Em uma sociedade em que as mulheres não são compreendidas nem consideradas importantes, e ainda são suprimidas, não pode haver equilíbrio, harmonia e paz”. (Dra. Vinod Verna – Kama Sutra para mulheres)

A mulher é o núcleo da menor unidade social e quando ela não está bem, a confusão e o caos se estabelecem na família.
A mulher deve se proteger e salvaguardar seus próprios direitos mais do que esperar isso dos outros. Não deve fazer com que o homem dependa dela, seja nas responsabilidades domésticas, seja no aspecto emocional.
A mulher não percebe os danos que causa a si mesma acumulando responsabilidades que poderiam ser divididas com o restante da família. Uma mulher pode trabalhar para os outros por generosidade e amor, porém, ao torná-los dependentes dela para todas as pequenas coisas do dia-a-dia, ela está somente causando mal a todos. É lamentável quando um homem não sabe onde estão suas roupas, não consegue fazer uma pequena mala para viajar, preparar a própria comida ou realizar qualquer outra pequena tarefa doméstica. Se um homem assim for vítima de alguma adversidade, ele se sentirá completamente confuso e perdido, e muitas vezes buscará qualquer pessoa para preencher suas necessidades.
Já as crianças e jovens, criados por mães que fazem tudo para eles nunca se tornarão auto-suficientes e autoconfiantes. Sua personalidade não se desenvolve adequadamente, eles não aprendem a decidir por si mesmos e tendem a crescer fracos. É provável que os meninos se tornem uma preocupação para suas parceiras e as meninas propaguem esta tradição negativa. O resultado final é que todos sofrem, especialmente as mulheres.
Uma mulher não deve agir como uma serva muda para sua família. Ela deve fazer os outros compreenderem, de maneira sutil, seus deveres e responsabilidades. Isso deve ser feito de modo lento e amigável. Uma mudança abrupta e repentina pode causar uma atmosfera desagradável e provocar reações fortes e irreversíveis.
(texto extraído do livro Kama Sutra para mulheres)

Uma mulher pode trabalhar pela sua libertação de vários modos discretos e diplomáticos, até porque, às vezes é difícil para a própria mulher, que já cultiva por tanto tempo tal condicionamento, tomar decisões por sua saúde física, mental e emocional.

Mas vamos lá, algumas dicas:
- Se você passa o dia envolvida com a casa, com a família e os afazeres domésticos, tire um tempinho para você: crie a hora do chimarrão (que não seja aquele com o maridão e os filhos, por favor), um momento na semana para fazer as unhas, caminhar com uma amiga ou fazer uma academia. Que tal ir no cinema! Faça um trabalho voluntário, que não seja na sua casa, nem para os seus familiares! Procure uma ONG, orfanato, asilo, clube de mães...
- Procure a Secretaria de Cultura da sua cidade, conheça a programação, assista a algum espetáculo, apresentação artística. Se você gosta de cantar, procure informar-se se existe algum Coral Municipal em sua cidade, isso é ótimo, faz muito bem... todos temos condições de desenvolver o canto. Você pode se surpreender consigo mesma!
- Faça algum curso de artesanato, busque a Associação de Artesões do seu município, eles podem lhe dar dicas.
- Se a sua casa é tumultuada, procure um parque arborizado, escute os passarinhos, deite na grama, pise na terra... vá a uma biblioteca pública, fique um tempo por lá lendo um livro, “escute o silêncio”.
- Convide seus filhos para um banho de chuva... é... convide crianças, assim fica mais fácil...
- Você nunca entrou em um motel? Vá! Se não tem com quem ir, vá sozinha. Diga na portaria que quer uma suíte e que vai esperar alguém... aproveite, tome banho de banheira, dance de lingerie no espelho, assista aqueles filmes que você nunca teve coragem de assistir... pule no colchão... e saia como se tivesse ganho o “bolo”. Na boa. Se não tiver grana para tudo isso, entre, mate sua curiosidade e diga que recebeu uma ligação do “pretendente” dizendo que não virá. Você tem cinco minutos para olhar o quarto e desistir.
- Ao invés de preparar aquele jantar romântico e esperar o maridão cheirosa, que tal convidá-lo para um banho a dois e preparar o jantarzinho juntos, hum?! Não sabe como fazer? Chame-o para ensaboar suas costas e agradeça-o com um abraço molhado e diga: ah benzinho, entra aqui, entra! O que fazer com os filhos? Ah, arme tudo direitinho né? Deixe-os dormir na casa dos amiguinhos, aproveite às férias deles, quando ficam até tarde na casa da vizinha e se possível já combina com a vizinha de segurá-los por lá. Ah dá um jeito né? Você tem criatividade de sobra, é só dar atenção a sua imaginação!
- Quanto a janta, você pode deixar tudo já meio encaminhado, só peça para o maridão lavar a salada, picar as frutas, colocar o creme de leite na panela, descascar o pepino, hehehe, não é isso que você está pensando, mas se ele quiser... aproveita guria! Não fica nessas que está na cozinha e que a mesa é lugar sagrado, o AMOR É SAGRADO, e SEXO NÃO É IMPURO NÃO. Serve o “prato principal” ou come a “sobremesa” antes... quebre os protocolos, jogue os “tabus” na lixeira da sua cozinha (é sua mesmo), desça do salto e suba na mesa, VOCÊ NÃO É PUTA VIU, não é assim que se vira puta.
- Que tal essa então: prepare a janta só de lingerie, ou de camisola sem calcinha, ui, a cozinha vai esquentar mesmo! Se o “seu reino” é a cozinha, deixe que lhe sirvam, rsrsrs.
Essas dicas também valem para as mulheres que trabalham fora, algumas ainda não se deram conta que é preciso dividir as tarefas domésticas entre os adultos da família. Mas também tem aquelas que esqueceram que cada peça da casa pode ser um “ninho de amor”... que o prazer pode estar nas coisas simples e nas práticas antigas... que shopping, restaurante e estéticas não é tudo o que existe... que a Força não está somente no físico, nem somente no intelecto, nem somente no emocional, mas na harmonia e no equilíbrio destes três corpos na mulher.

Por Ana Paula Andrade
Se algum artigo neste blog estiver como "autoria desconhecida" e você souber informar, agradecemos e faremos a devida correção. Solicitamos também que, ao ser extraída qualquer informação desta página, seja adicionada à devida autoria ou endereço:
http://clafilhasdalua.blogspot.com/