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31 de mar. de 2010

Oi povo lindo

Passando rapidamente... estamos com bastante atividades e não tenho postado quase né?!
Bem, estive com Sthan Xannia em Porto Alegre, um Encontro muito agradável e belo, onde também estavam nossos irmãos de caminhada, essas almas lindas que tive o prazer de re-encontrar nesta existência...

Cândi, Marcelo Caiuã, Mariza, Sthan, Ana Andrade, Amarildo Dutra, Tatiana Almeida
Entre outros que não chegaram a tempo da foto!

O Círculo de Ísis do dia 26/03/10 estava lindíssimo... incrivelmente revelador... Mulheres empoderadíssimas de suas Medicinas...

Agradecemos a irmã Noeça que registrou com seu celular estas fotos.

Acompanhem a Agenda no topo da página,
pois sempre tem novidades!

Não esqueçam meninas, dia 03 de Maio
(((SEGUNDA VERMELHA)))
Teremos Festa no CICC PAZ, iuuuhuuu....
FEIRA DE TROCAS, Comes e Bebes,
Dança do Ventre com Daiane Ribeiro... e mais...
Coloca na agenda... Faça sua Segunda Vermelha!

Beijos Rubros
Ana Andrade

10 de mar. de 2010

Porquê Círculos Femininos?

Por Ana Paula Andrade

Hoje fui questionada do porquê que eu fazia tantas atividades voltadas somente para mulheres, se eu não achava mais interessante quando a unidade é (re)estabelecida. Esse é um assunto que vem a horas me rondando, interessante... E esta pergunta vem sempre da parte de homens. Não vejo que eles se sintam incomodados, talvés um pouco excluídos sem compreender porque da necessidade de tantos Círculos Femininos. Também sinto que estão ansiando por um Espaço mais sadio onde possam também falar de questões do Sagrado Masculino. E ás vezes sinto que estão doido mesmo para estar entre nós, não só por curiosidade mas também porque percebem a alegria com que voltamos pra casa, "deve ser muito bom este lugar"! Rsrsrs.
Bem, respondi de forma bem resumida, pois o local da conversação não era apropriado para mais delongas, mas gostaria de falar mais sobre este assunto...
Claro que acho interessante e de fato importante, que a unidade seja (re)estabelecida, (e falo sobre isto aqui, em outros Espaços e em atividades que desenvolvo) mas para chegarmos neste ponto penso que precisamos olhar para os fragmentos... Compreender o que nos fez pensar que somos este indivíduo fragmentado, separado do Todo.Também não podemos negar que a Criação vem da união destes opostos complementares e que eles coexistem: Masculino e Feminino.
Sabemos que a humanidade sofre um desequilíbrio energético muito grande, por excesso de agressividade, de exteriorização, de masculinização. E com isso não estou dizendo que a culpa é do Masculino, até porque não costumo apontar culpados, esta é uma palavra que a um bom tempo não faz mais parte do meu vocabulário. Mas se percebe a necessidade de elevar a energia Feminina da humanidade... de trazer mais amorosidade, sutileza, ternura, virtudes maternais... tanto no homem quanto na mulher. Mas porque, então, Círculos Femininos?
De minha parte, porque faz parte do meu Projeto Celeste, quando estou num Círculo de Mulheres estou em Casa, sinto que já fiz isso muitas vezes. Mas fora esta "sensação" de pertencimento e de tarefa cumprida a cada Círculo, tem a questão que há muito para ser curado no Feminino das Mulheres... Para nos harmonizarmos com o Masculino (em nós e no outro) temos que primeiramente nos harmonizarmos com nossa Essência Feminina, com nosso corpo, nosso sangue, nosso ventre; Temos que parar de competir entre nós, resgatando a cumplicidade e fidelidade femininas; Resgatar ainda ensinamentos e práticas ancestrais, que nos permitiam ter relações sadias, em todos os sentidos.
Já perceberam que as mulheres competem muito mais entre elas do que os homens entre eles? E que os homens não perderam totalmente seus Ritos, adaptaram na forma de encontros semanais para "a cervejada", "a churrascada", "o futebol", a "noitada"... correm enlouquecidos atrás de uma bola como se estivessem num campo de batalha ou numa caçada, enquanto seus companheiros gritam adrenalizados ao redor.
E nós, mulheres? Enquanto solteiras ainda nos reunimos para ir para a "balada", nos maquiamos juntas, "chapamos" o cabelo uma da outra... depois... nos dedicamos aos estudos, ao casamento, aos filhos, à carreira... as amigas ficam na lembrança e na saudade e o restante das mulheres são rivais ou concorrentes.
Esses são apenas alguns dos aspectos que precisamos olhar, porque o Universo Feminino é vasto e carrega muitas dores... Precisamos de um Espaço Seguro e Sagrado onde nos sintamos acolhidas e seguras para compartilhar nossos anseios, sonhos, lágrimas e alegrias, sem julgamentos e represálias... onde possamos compartilhar nossos saberes e aceitar a fluidez de nossos corpos e compreender que estamos interligadas além do gênero.
Então, será que o Feminino não carece da nossa atenção? Será que a Mulher não merece este Espaço? Já tivemos que brigar por tantos Espaços!
Aqui não precisas ti auto-agredir, este Lugar é teu Mulher e sempre foi, seja bem vinda, senta na Roda e ajuda a Girá-la... Os filhos que hão nascer de ti, os filhos de Gaia, nascerão sadios e Conscientes.

8 de mar. de 2010

Dia da Mulher

Blogagem coletiva: Dia da Mulher

Olá meninas, não esperem parabéns de minha parte no dia de hoje... talvés algumas vão me achar ranzinza, até porque eu própria estou me achando! Acho que fico mesmo incomodada com esta data, assumo! E me sinto quase ofendida quando chegam e me abraçam dizendo: "parabéns pelo teu dia" ou "parabéns pelo nosso dia", ai é de doer (nada pessoal gente, e quem me comprimentou não sinta-se mal, eu entendo). É que minha mente "pequenina" ainda tem muito o que aprender.
Reconheço a importância da história e da contação de histórias e que fatos e acontecimentos marcantes podem e devem ser lembrados para nos levarem a refletir... mas contem a história direito (AQUI) e por favor, não resumam ela em 1 dia. Acho muito estranho comemorar a existência de pessoas, de gênero, de classe social (ou prestar homenagem à sangue e suor derramados) em uma única data?! Ai, é bem difícil para mim compreender, mas juro que procuro desfocar minha lente para enxergar com "outros olhos". Sei que a data é simbólica mas há que se ter mais Amor pela causa do que pelo símbolo.
Entendo que houve um período que foi preciso lutar, brigar, combater, para e pelas questões de gênero... o feminismo político nos trouxe muitas glórias, mas penso que já entramos em outro tempo e não é possível nos mantermos com o mesmo texto. Algumas vão dizer: "Mas faz tão pouco tempo que ganhamos vóz?!! E ainda tem tanto para ser buscado, recuperado". Sim, mas nosso tempo já é outro, as coisas mudam rapidamente e o processo de tomada de Cosciência não pode mais ser lento, não temos mais tempo para blá blá blá.

Há todo um trabalho que vem sendo realizado pelo Movimento de Espiritualidade Feminina, nos bastidores sim, que também dá voz à mulher, dentro dos Círculos, para que o empoderamento desta Mulher venha de uma forma suave e fluída, próprio da natureza feminina. Para que fora do Círculo (fora nunca estamos) sua política seja praticada e exercida sem agressividade. Já vi mulheres legislar e muito bem, de forma suave e ponderada. Mas temos visto mulheres "guerreando" em qualquer setor da vida pública e bem sabemos que na vida privada não é diferente.
Aí algumas vão dizer: Mas também, temos que "matar um leão" por dia! Que matar? que Leão? Quem é realmente a presa e quem é o predador. E "matar" gente?! Chega de violência, chega desses termos agressivos, carregados de medo. Se não mudarmos nosso pensamento, nossa linguagem, nossa visão, nada vai mudar.
O que mais vejo acontecer é que se estabelece um período do ano para se tratar de determinados assuntos e pouco se evolui no restante do ano. Ou nem dão continuidade para as tratativas e articulações estabelecidas na tal data (com certeza aqui não estou me referindo às ativistas que em qualquer tempo ou clima defendem os direitos e espaços de "quaisquer SERES VIVOS").
Eu , sinceramente, sempre fui um pouco resistente a este "8 de março". Acho estranho instituir datas para celebrar algo que é importante que celebremos todos os dias da vida. Acho que já falei disso aqui. Assim como o dia do negro, da secretária, da empregada doméstica, do motorista de ônibus, da mãe, do pai, das crianças, da avó, do coelho... ai por favor... essas datas viraram motivo de mais consumo ou referência para "lembrar" daqueles que nunca são lembrados, valorizados ou que foram oprimidos e sofreram violências... já pensou... vai faltar dia do ano!

Hoje acordei como em qualquer outro dia, coloquei um vestidinho (velho de guerra), a mesma "rasteirinha" de sempre e um bolerinho de crochê (este é novo), mas nada demais entende... colares, brincos, pulseira (aqueles "penduricalhos" que nunca faltam em mim)... fui desenvolver minhas atividades... logo de manhã recebi dois elogios: "como ela está boniiita". Pensei: deve ser o bolerinho!!
Logo vi chegar uma mulher de vestido, colar, toda sorridente e feliz: "Parabéns meninas pelo nosso dia". Olhei pela janela, vi uma mulher passando... saião, blusa, colares, na beca e na pose chamando a atenção... não sei se como eu, se vestem sempre assim ou se nesse dia a mulherada se empolga e deixa o Feminino falar mais alto. Não sei se é a egrégora já formada na data que faz com que as pessoas te olhem diferente ou se realmente exalamos algo diferente. Em seguida, chegou outra mulher, esta de camiseta, calça, sem acessórios, bem simples... mas com um sorrisão no rosto que até agora estou admirando aquela mulher. Não sei o nome, não a conheço, nunca a vi. Mas valeu o sorriso!
Voltei para casa pensando: "Mas todo dia eu sou bonita, se estou mais arrumada ou não, não é isso que vai dizer quem eu sou. E não é isso que me torna bonita". Quando nos arrumamos para determinada data ou ocasião, as pessoas acabam enxergando somente o externo.
É isso... as pessoas estão observando e elogiando somente o externo, é o mau atual, excesso de exterioridade. Posso estar linda por fora e um "caco" por dentro e talvés ninguém vai perceber, pois não me olharam nos olhos. Posso estar com o velho "vestidinho de guerra" e estar atraente, se irradio brilho interior. Pensemos nisso!

A tarde fui dar uma 'espiada' nas comemorações do tal "Dia da Mulher" em meu município, se tivesse ouvido minha intuição esta postagem estava no blog mais cedo. Fiquei 15 min. e voltei para casa. As mesmas falas, os mesmos painéis, uma infinidade de siglas, uma organização distante e as "carinhas" nas cadeiras... de doer mais um pouco. Algumas tomam coragem e vão ocupar seu tempo de forma mais prazerosa... vão até o coquetel e saem de fininho. Ou ficam pela frente do local batendo um papo. Claro!
Sinto que algumas vão por obrigação, outras com esperança que algo diferente encontrem por lá, outras por amor à causa, outras como eu, porque não escutaram sua intuição, hahaha.
De forma alguma estou generalizando viu pessoal, sei que tem muita coisa boa acontecendo por aí, inclusive esta semana pretendo ir à municípios vizinhos participar da programação. Mas honro mesmo e homenageio, àqueles e àquelas que, em qualquer tempo e espaço exaltam a Mulher, valorizam o Ser Feminino, criam e ofertam Espaços de Encontro, de Acolhida, de Fala e de Escuta para Elas... recebem com flores, com aromas, com mimos ou sorrisos em qualquer dia ou momento.

Às Mulheres:
Comemorem e Celebrem todos os dias o SER MULHER. Valorizem-se e cultivem o Feminino em Si... admirem e elogiem o Feminino na Outra. Se deêm presentes ou se enfeitem em qualquer dia. Celebrem a vida com a mesma intesidade que amam. Amem com a mesma intensidade que fazem política. Façam dos Encontros, algo prazeroso. Entre uma ação intelectual e outra, levantem para dançar, rsrsrs.

Beijos no coração de todas vocês, mulheres amadas.
Eu Sou Ana Paula Andrade e Assim falei.

6 de mar. de 2010

Mulher na prateleira

MULHERES, CERVEJAS e DEVASSAS
Reflexões urbanas
Por Flaviana Serafim

Bem loura. Bem devassa. Finalmente ela chegou, pegando os cervejeiros de plantão pelo colarinho. Da janela de seu apê (como que fazendo um show para os cariocas em Copacabana), Paris Hilton desfila, faz caras e bocas com latinha de cerveja na mão enquanto sua imagem é devassada pelo olho comprido do vizinho, do velhinho que joga dominó na calçada, pelas moças e rapazes que circulam na praia. Inocente, não? Então porque será que a propaganda, criada pela agência Modd para a Schincariol está gerando tanta polêmica?
De um lado, os bebedores de cerveja estão abismados, considerando essas críticas absurdas, falso puritanismo num país tropical, do carnaval e das mulatas seminuas. Do outro, mulheres revoltadas questionam o uso da imagem da fêmea fatal para vender cerveja.
Para além das imagens, que misturam tesão, cerveja e a bad blond girl Paris Hilton esfregando uma lata de cerveja pelo corpo, o nome "Devassa" é dos piores que algum marketeiro poderia escolher. Quem será esse gênio? Acredito que ficou pesado primeiro pelo nome, depois pela propaganda de mal gosto. Já que era pra devassar, deviam colocar a fofolete Paris Hilton de quatro no rótulo, oras!
No site oficial do produto, a Schincariol explica: "Uma cerveja que se autoproclama DEVASSA deve ser no mínimo autêntica. Porque assume tudo o que as outras gostariam de ser, mas tem vergonha". Tenta mudar o significado de devassar, afirmando que "Devassa é bem alegre, tem aquele astral que atrai coisas boas (...). Pedir uma Devassa tem a dose certa de segundas intenções". Esse mote diz tudo sobre o que saiu da cabeça do infeliz publicitário botequeiro que criou essa peça. E finaliza: "Com Devassa, a vida fica bem gostosa".
Eis as definições para devassar no dicionário Michaelis:

> de.vas.sar
vtd 1 Invadir ou observar (aquilo que é defeso ou vedado): Devassar a casa do vizinho. vtd 2 Ter vista para dentro de: Nossa janela devassa os outros apartamentos. vtd 3 Descobrir, penetrar, esclarecer: "...o desejo nos levou a devassar os segredos dessas terras afastadas" (Gonçalves Dias). vtd 4 Olhar, contemplar: "Saíra, abriu os olhos e devas­sou a sombra com pavor" (Coelho Neto). vti 5 ant Fazer inquirição, devassa: Devassar da cumplicidade no crime. vtd e vpr 6 Prostituir(- se), tornar(-se) devasso: A miséria e a fome devassaram-na. Sem moral nem religião, devassou-se. vpr 7 Vulgarizar-se, generalizar- se: A moda devassou-se.

A polêmica propaganda foi "censurada" pelo Conselho de Autorregulação Publicitária (CONAR). É preciso destacar as aspas dessa "censura" porque a medida foi tomada por um órgão ligado ao próprio mercado publicitário, apesar dos defensores da campanha reclamarem da interferência do governo federal (uma queixa foi apresentada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres).
Com moralismo barato ou justa autoregulamentaçã o, a polêmica é ótima para trazer à tona dois debates ignorados pelos consumidores, marketeiros e pela mídia: 1. o quanto e como a imagem das mulheres é usada para vender qualquer coisa; 2. os limites do apelo para estimular o consumo de bebida álcoolica.
Para os devassos cervejeiros nada vai mudar. Na verdade, toda essa discussão tende a aumentar a exposição e as vendas da marca. E não acredito que esse fato isolado vai abrir os olhos femininos para que as mulheres deem conta do abuso a que estamos expostas, vendendo lixo ou carrões bacanas. Mas é um começo. Basta devassar outras propagandas e perceber que muda loura - ou a morena - mas as mulheres continuam lá, expostas como carne em vitrine de açougue.
Flaviana Serafim é jornalista e blogueira do São Paulo Urgente
Mais um pouquinho para ampliarmos a reflexão...
QUEM É ESSA DEVASSA?
Por Eduardo Guimarães

Foi um massacre a reação da mídia contra a decisão do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) de suspender a exibição de propaganda da cervejaria Schincariol que se utilizou da bombshell Paris Hilton para promover o lançamento de sua cerveja batizada como “Devassa”.
Nos jornais e em dezenas de sites e blogs ligados aos grandes meios de comunicação, a reação foi de uma ironia uníssona por conta de uma medida tida como “moralista”. Os tantos textos nesse sentido parecem ter sido escritos todos pela mesma pessoa.
A tese pseudo liberal seria a de que em um país de sensualidade marcada de suas mulheres e no qual várias outras propagandas de cerveja apelam para a sensualidade mostrando mulheres de “fio-dental” na praia, seria ridículo proibir a propaganda da cerveja Devassa por conta das poses sensuais de Paris em um comportado “tubinho” preto.
O Conar deliberou nesse sentido por moto próprio e também sob denúncias de consumidores e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, órgão do governo vinculado à Presidência da República. Ter um órgão do governo Lula vinculado à decisão do órgão regulador gerido pelo setor publicitário foi o que bastou para começar a gritaria midiática sobre “censura”.
Particularmente, sou contra o moralismo. E se, de fato, formos analisar a indumentária de Paris Hilton na propaganda proibida, veremos que, em termos de permissividade, nem se compara aos trajes de praia das propagandas das outras cervejarias, as quais encasquetaram que devem associar o consumo de álcool a jovens saudáveis e de corpos “sarados” divertindo-se saudavelmente na praia.
Contudo, a meu ver é escandalosamente claro que a propaganda da Schincariol é mais inaceitável do que as outras. Apesar de ser absurdo associar jovens saudáveis a consumo de álcool, isso vem sendo feito de forma a não denegrir grupos sociais ou de gênero. Jovens usarem roupa de banho na praia é um comportamento absolutamente normal. Exaltar a devassidão de uma mulher, não.
Uma mulher devassa é uma mulher libertina. Conforme explica o Houaiss, libertino é aquele que leva uma vida dissoluta, que se entrega imoderadamente aos prazeres do sexo, que revela irreverência a regras e dogmas estabelecidos, especialmente à religião e à prática desta, que não tem disciplina e que negligencia deveres e obrigações.
Quando uma propaganda de cerveja diz que a Juliana Paes é “boa”, é por ela ser bonita. E quando a exibe na praia em trajes que qualquer moça de vida regrada usa, não vejo estímulo a comportamentos degradantes como o da foto acima, feita no âmbito da campanha publicitária em que logo em seu lançamento a protagonista fica “de quatro” em uma festa com uma lata de cerveja na mão.
Essa gritaria midiática contra uma medida correta de proteção à imagem da mulher e contrária ao estímulo a comportamentos degradantes como a devassidão pode até ser prestação de serviço à cervejaria que fez a propaganda. Contudo, o fato de se poder usar a decisão do Conar para atacar mais um pouquinho o governo, deve ter pesado muito.
Eduardo Guimarães é presidente do MSM - Movimento dos Sem Mídia e escreve o blog cidadania.com

Eu, Ana Paula, mulher, quero destacar o seguinte parágrafo:

"A tese pseudo liberal seria a de que em um país de sensualidade marcada de suas mulheres e no qual várias outras propagandas de cerveja apelam para a sensualidade mostrando mulheres de "fio-dental" na praia, seria ridículo proibir a propaganda da cerveja Devassa por conta das poses sensuais de Paris em um comportado "tubinho" preto".

Bem... qualquer mulher tem o direito de ficar de quatro, com tubinho ou sem tubinho, seja ele preto ou vermelho, inclusive com uma lata de cerveja na mão. Também tem todo o direito de ir a praia de fio-dental e tomar sua cervejinha... O que não é concebível é tornar o Feminino produto de supermercado e ainda dos mais baratos. Não estou dizendo que seria a favor se fosse um produto mais valorizado e encontrado somente em mega-shopping's... estou querendo, na verdade, convidá-las à refletir sobre uma questão que norteia as propagandas em questão: a SEXUALIDADE e a SENSUALIDADE FEMININA.
O que estamos fazendo com nossa Sexualidade? Que relação temos com nosso corpo e com estas duas propriedades (entende-se próprio da mulher)?











Não sou contra as moças que ganham o "pão de cada dia" servindo cerveja ou fazendo poses, nem contra as mulheres que vivem (ou sobrevivem) vendendo sua imagem.
Também não vou entrar na questão "papel da Mídia" e "decisão do CONAR", isso já está batido. Quero incentivar uma reflexão sobre o que pouco se fala (se é que hove algum comentário)... Quero chamar nossa atenção para a responsabilidade (ou contribuição) da mulher na desvalorização do Feminino ou na redução dela à um produto. A tal ponto que é preciso que órgãos ou instituições públicas saiam em nossa defesa e garantam nossos direitos, porque a própria mulher não se valoriza. Absurdo isso!!! Fico p... da cara.
((Juliana, me desculpa, te acho linda, mas assim não somos mais amigas!))
Mulheres, por favor, se valorizem!! Cuidem do Sagrado!
Se você virar um produto de prateleira vai faltar "mulher de verdade" na cama.
(Agradeço os textos que nos foram enviados pela Ieda Pires, da Coordenadoria de políticas setoriais e Direitos Humanos de Cruz Alta)
Ana Paula Andrade
Imagens google

5 de mar. de 2010

As Danaides - mulheres assassinas



Precisamos mudar nossa ótica diante das coisas.
A mudança de paradigma depende de uma mudança de olhar.

Leia sobre as Danaides no REDE MATRÍZTICA
e deixe seu comentário ou participe da enquete.
AQUI

1 de mar. de 2010

Nunca duvide de um pequeno grupo de pessoas...

Saudações amadas, amados (sei que não é só mulher que circula por aqui)
Esse final de semana ralizamos uma atividade muito linda, com o apoio da Prefeitura Municipal de Esteio, CICC PAZ e a colaboração de amigos e clãs da região... nos utilizamos de um espaço público, um Parque do Município, localizado em um dos bairros da cidade para promover ações que efetivamente levem à uma Cultura de Paz.

Manhã de sábado

Fomos de "mala e cuia" para um Parque no meio da Cidade, levamos barracas e acampamos lá ... foi interessantíssimo.

Chamamos o Evento de "Ativação do Monumento da Paz", pois é o local onde foram posicionadas três Tendas (bioconstruções) por representantes da Aldeia da Paz, no Fórum Social Mundial 2010. Montamos uma pequena Aldeia da Paz no Parque Galvany Guedes (pequena na estrutura física mas grande na dimensão energética)... contamos com presenças fortes e marcantes na realização das atividades:

Cris e Amaral (Grupo Arte Vida e Vivência) - Capoeira;

Rafael Dusik (Clã Lobos do Sul ) - Prática de Qi Gong Li;

Ana Paula Andrade (Clã Filhas da Lua) - Círculo Feminino - diálogos sobre o Sagrado Feminino;

Claudia Lulkin (nutricionista responsável pela cozinha vegana da Aldeia da Paz do FSM 2010) - Oficina e degustação de suco verde;

Lívio e Nylson Runeb (Sítio São Francisco/Viamão) - Banca do Calendário Maia no Brick da Redenção/Porto Alegre;

César Caetano (Sítio Terra e Cristal/Taquara - Grupo Águia de Fogo) e seu Clã - nossos amigos e irmãos: Amarildo, Angela, Katia, Marisa, Tatiana - Cerimônia do Fogo Sagrado;

Charles, Thiago, Elise, Susi (Prefeitura Municipal de Esteio)...

... E tantos outros irmãos que trouxeram sua luz e participaram conosco mostrando que é possível se organizar de forma solidária e circular.

Cantamos, rezamos, dançamos juntos... compartilhamos o alimento, o fogo, a água, as visões... Foi lindo demais... preciso honrar o Grupo Águia de Fogo, em especial o Cesar, que ancorou e sustentou o Fogo Sagrado, trazendo muitas curas ao local.


4h da madrugada
O Círculo Feminino foi dentro da Tenda Apache ou Tipi e foi iluminado e abençoado pela luminosidade da Lua Cheia... imaginaram... um Círculo de Mulheres falando dos seus ciclos, dançando e cantando sob os olhos da Avó Lua?! Foi muito gostoso!!!


"Mãe eu te sinto sobre os meus pés, Mãe ouço o teu coração bater..."
Letícia e Inaê (no colo da Deusa)

Mais fotos no orkut e no blog Pedagogia do Encontro

Por Ana Paula Andrade

15 de fev. de 2010

Árvore bailarina

Hoje, vasculhando um pouco a net, encontrei esta linda imagem no blog da Chiara e olhem o que ela escreveu... lindo lindo, fiquei encantada com a criatividade dela e com a beleza desta árvore!
Gratidão Chiara


"As mulheres são como as árvores: elas fincam raízes no solo dos corações, têm paciência e capricho com o próprio crescimento e, ao abraçá-las, os espíritos recebem renovadas energias.
Elas amam e cuidam de seus frutos, mesmo sabendo que um dia o mundo os levará para longe. Outras, aquelas que não dão frutos, oferecem sua sombra àqueles que necessitam de descanso.
Quando açoitadas por fortes ventos da vida, elas emanam o perfume da força, trazendo calma por mais assustadora que seja a noite.
Seus corações voam alto o suficiente para escutarem mais de perto os recados do céu. Elas oxigenam as ruas das cidades, as avenidas, os acostamentos de estradas e as beiras de rios e até as matas.
Elas entendem o canto dos passarinhos e, mais do que ninguém, valorizam e protegem seus ninhos. Suportam melhor a solidão e as dificuldades da vida...
Elas nascem em maior número para que o verde da esperança jamais empalideça.
Todas mulheres são árvores... e que lindas florestas fazemos". (Chiara)

3 de fev. de 2010

Quem não gosta de flores?!!!!

15 de jan. de 2010

A cura do abandono do pai

Este texto comecei a escrever no ano passado, reflexo de um trabalho em Círculo de Mulheres, realizado em outubro de 2008. Percebendo as intensas curas que estavam se procedendo dentro de mim comecei a escrevê-lo, mas os processos fortíssimos de transformações que ainda ocorriam, não me permitiram concluí-lo. Mas na primeira semana de 2010, repousando um pouco em Garopaba/SC, re-vendo o ano que se passou e me despedindo definitivamente de 2009, em uma lua minguante, enquanto sentia meu sangue verter, consegui encerrar esta história.

A CURA DO ABANDONO DO PAI
Sinto-me chamada a compartilhar uma experiência de re-encontro de almas...
Fui casada durante sete anos com uma pessoa maravilhosa, compreensiva, dócil, que nunca dificultou minhas buscas espirituais (e isso para mim era muito importante). Os anos se passavam e mesmo percebendo muitas semelhanças dele com meu pai, nunca percebera que havia casado com a figura paterna de minha infância.
Sabia que meu antigo companheiro sentia uma enorme carência de mãe e via em mim a segurança e o acolhimento da figura materna, disso eu tinha consciência, mas não sabia o quanto eu era carente de pai.
Depois de uma única sessão de terapia com alguns pontinhos do corpo bem apertados (mechendo em algumas couraças) e uma vivência xamânica junto à natureza, foi como retirar a tampa e olhar para dentro, comecei a refletir sobre algumas questões e relações da minha vida. Ao fazer uma retrospectiva do meu casamento vi quantas vezes desejei que meu ex-companheiro fosse diferente... cobrava dele coisas que ele não conseguia desempenhar.
Quando me dei conta que não estava respeitando aquela individualidade, tomei consciência que estava sendo cruel com ele e comigo mesma (mas com certeza meu ego se agradava em sentir-se indispensável como uma Mãe). Passei a perceber que alimentávamos nossas carências de genitores, já que conseguíamos ter em nossa relação aquilo que nos faltara de nossos pais.
Sempre na busca do auto-conhecimento, me dispus a olhar para minhas sombras e identificar padrões que se tornavam obsoletos em minha vida. Re-conheci algumas faces de mim mesma e olhei para os fragmentos do meu feminino... decidi, então, aprofundar-me nesta busca e inevitavelmente optei: não quero ser mãe do meu marido!
Como explicar isso a alguém que não tem consciência do que está acontecendo? Externamente tudo parecia bem, mas internamente eu não me sentia feliz.
Cobrei de mim mesma um acerto de contas... Eu precisava me sentir feliz! Coloquei esse propósito na minha vida, tentei salvar meu casamento, mas desejava alguém que caminhasse comigo, que compartilhasse os mesmos sonhos... Quando cobrei de mim mesma a felicidade as mudanças ocorreram na minha vida...
Decidi me separar e aí foi difícil lhe dar com a culpa, com o medo e a insegurança, mas sabia que minha vida precisava tomar outro rumo. Enquanto todos me diziam: Você é louca! Meu coração me dizia: Vá adiante!
Como chorei... como aprendi... minha separação foi uma das maiores lições que recebi, foi um grande aprendizado.
Não sabia explicar às pessoas que sempre nos viram como um casal “feliz”, sem grandes problemas, em meio a risos e trocas de carícias, uma parceria "aparentemente" saudável, que aquilo não era felicidade. Ter que dar explicações de algo tão íntimo, sentido e percebido só por mim... era impossível... e me dei conta de outra questão: Porquê dar explicações?
Senti-me culpada algumas vezes por estar me sentindo leve e feliz com minha decisão... pois todos que me amavam não compreendiam o que eu estava fazendo e eu causava sofrimento com minha decisão. Senti-me insegura pois, o que fazer depois disso... a vida que eu havia construído, laços afetivos, familiares, amigos em comum, negócios... A maioria das mulheres infelizes no casamento não se desprendem de seus relacionamentos por comodismo, culpa ou medo... Mas queridas, quando estamos alinhadas com o coração e com nosso propósito divino, somos sustentadas e amparadas por "Aquela Que Sabe".
Sempre desejei um parceiro que caminhasse comigo, que compreendesse o que eu falasse e que eu pudesse demonstrar fragilidade “sem cair a casa”. Só quando aprendi a me amar esse Homem apareceu! Quando passamos a re-conhecer nossas carências afetiva
s e assumir que as situações que nos rodeiam são criadas por nós mesmas, somos capazes de curar e ser curada.
Aprendi que quando você se propõe a ser fiel a si mesma, inevitavelmente irá desapontar o outro porque as pessoas projetam sua felicidade umas nas outras. Amar tem haver com liberdade e liberdade com felicidade. Desatei muitas amarras, quebrei padrões familiares, e passei a responder ao chamado que vinha de dentro, que ecoava do fundo do meu âmago...
Então, conheci um homem maravilhoso, que no primeiro encontro, ao sentir sua presença, ele ainda de costas, percebi que algo intenso estava chegando a mim. Desde que nos olhamos nos olhos não paramos mais de nos olhar... nossas conversas eram seguidas de toques, nossas mãos se procuravam, sua fala era muito familiar... o primeiro abraço à luz da lua e sob os olhares das estrelas foi algo que jamais vou esquecer... Envergonhada tive de perguntar: "você está sentindo o mesmo que eu?" e ele disse: "Sim". O sentimento que brotava de nossos peitos era algo muito antigo, uma saudade, uma vontade de não sair dali. E ali ficamos, apenas admirando o céu estrelado, de tantas possibilidades, acima de nós.

Neste dia tomei uma grande decisão: QUERO SER GUIADA PELO MEU CORAÇÃO. Este homem me apresentou o Xamanismo, me apontou o caminho e carinhosamente tem estado comigo como um mestre silencioso. Sim, ele assiste minhas quedas e me estende a mão caso eu não consiga levantar-me sozinha, deixa eu chorar em seu ombro e me abraça de uma maneira que diz: Estou aqui, tu não estás sozinha. E com seu jeito especial me mostra a beleza do amor... Deixa eu ser forte quando preciso e deixa eu ser frágil quando necessito. Muitas vezes foi ele quem me lembrou da minha condição feminina.
Me separei, da minha primeira união conjugal, no início de janeiro de 2006 porque havia identificado que eu era uma das muitas mulheres que, sem saber, dormem com o pai. Desde 2006 compartilho minha vida com o Rafael, este homem encantador de quem já falei, mas foi só em 2009 que consegui, de fato, re-significar o abandono do pai, que senti provavelmente ainda no útero de minha mãe e algumas vezes na infância, quando meu pai tinha de viajar ou ficar longe, por que sua carreira exigia isso.
Foi só neste mesmo ano que identifiquei as coisas que não fluiam na minha vida por eu ter feito escolhas profissionais que não eram as que meu pai havia sonhado para mim.... E que eu ainda me culpava por não ter sido a "menina boazinha" que meus pais projetaram, embora, ainda inconscientemente, tentasse ser, me auto-sabotando muitas vezes.
Ter sido audaciosa e determinada, firme em minhas escolhas e nos "meus" propósitos, fez com que eu identificasse os vínculos tóxicos que mantinha com os homens e mulheres e transformasse-os em vínculos sadios.
Hoje, sei que meu relacionamento atual, minhas escolhas e meu modo de vida servem de exemplo para meus pais e refletem no relacionamento dos dois. Tornei-me mais segura, fiel a "mim" e sincera aos meus sentimentos. Consigo reconhecer as virtudes que meu pai me passou, agradecer por elas, mas também reconheço as limitações, que aos poucos venho vencendo, porque não desisto de mim. De forma alguma vejo meu pai como mal-feitor, pois sempre se esforçou para me dar o melhor que podia. Costumo dizer que os pais erram tentando acertar!
E foi buscando a mim mesma que conheci muitas pessoas maravilhosas no caminho, que refletiram e refletem algo de mim, coisas que me agradam e desagradam, que me levam a saber quem sou eu. Hoje posso ver o tamanho da minha luz e da minha sombra, sem me chocar com uma ou com outra.


Não posso deixar de agradecer ao homem maravilhoso que compartilha seus dias e suas noites comigo e dedicar este texto ao Sagrado Masculino e Feminino que habita todas as mulheres e homens, em especial àqueles que fazem do meu caminho um jardim de gira-sóis. Mas nada destas transformações ocorreriam se eu não tivesse conhecido o trabalho dos Círculos Femininos; se eu não tivesse me atirado no abismo e me permitido alçar vôos que eu nem imaginava um dia fazer; se eu não tivesse dançado a vida (biodanza), amado a mim mesma e conhecido a UNIPAZ-SUL.

Bem vindo 2010, não espero nada de ti, apenas te recebo em Paz!
Ana Paula Andrade

7 de jan. de 2010

Algumas frases e poemas de Florbela Espanca:

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais. Há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada. Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... Sei lá de quê!"


"Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só..."

Florbela Spanca


"Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar...."

6 de jan. de 2010

Bem vindo 2010, pode chegar, não espero nada de ti, te recebo em PAZ!


E 2010 vem chegando... com novas energias, novos regentes...
A transição de um ano a outro é sempre envolvida por orientações, previsões, rituais, simpatias... nós do Clã Filhas da Lua desejamos que em 2010 você "vença as barreiras conceituais criadas pela mente pensante".


18 de dez. de 2009

Este mês (dezembro/2009) o Círculo Sagrado de Visões Femininas - encontro da Lua Nova, reuniu 29 mulheres no Rio Grande do Sul ... quanta sabedoria pulsando naquele Círculo... que Energia Curativa, que atmosfera de Amor, de Integridade, de Irmandade!


Ouvir as mais velhas, ouvir as mais novas, apoiar aquela que se emociona, chorar junto, dar colo, se alegrar com as conquistas da outra, com a cura da outra (que é a minha cura também)... cantar juntas, num embalo gostoso... reconhecer minhas dificuldades, minhas dores, diante de tantas mulheres, sem medo, sem resseio... falar bem dos homens!!! Quanta libertação!

Foram muitas, muitas falas encantadoras... reconheço cada mulher no Círculo como "Mulher Medicina", que cura a outra com uma palavra, com um sorriso, com um olhar, com uma escuta sensível, com um depoimento sincero, com uma simples atitude - ESTAR ALI - por todas nós!


Nossa mandala de Centro


Abaixo, um testemunho de uma irmã, que a tempo nos acompanha e que desde o último Círculo da Lua Nova desejou compartilhar seus sentimentos com outras tantas mulheres - com VOCÊ.

"Quando nos reunimos em círculo somos iguais, tua dor é a minha, tua alegria é a minha. Quando nos abraçamos e enxugamos as lágrimas umas das outras, curamos as feridas das guerras silenciosas que travamos conosco e as angústias que não ousamos expressar nem para o nosso espelho. Curamos a filha, a mãe e a avó. Faces de uma mesma mulher que foi dividida ao longo dos tempos.



É nesse círculo mágico e abençoado que me transformo no que sou: simplesmente MULHER!Que a cada LUA NOVA, se renove os laços de confiança, amizade, amor , morte, renascimento e tantas outras formas e nomes que possam explicar esse maravilhoso momento de honrrar o Sagrado Feminimo que habita em mim e também em você!!


AHOW !!!!


Bjo Minha Deusa Ana Paula, irmã de tantas jornadas!!! "

Luciana Furquim

15 de dez. de 2009

Minha história é um pouco da história de cada mulher

Depoimento para o blog "Círculo Sagrado de Visões Femininas"

http://circulosagradodevisoesfemininas.blogspot.com


Minha história é um pouco da história de cada mulher. No Círculo aprendi que o que nos une é muito mais que uma questão de gênero. Desde muito cedo, a identificação com as tradições que honram a Deusa foram me despertando para o trabalho que faço hoje. Na busca pela espiritualidade sempre recebi ensinamentos de grandes mulheres e dentre muitas linhas de trabalho encontrei mães, irmãs e filhas... dei muitas voltas na espiral sem saber que a Deusa tecia o que resolvi chamar de Clã Filhas da Lua.

Encantada com o estudo dos arquétipos presentes na psique feminina, tocada pela Deusa, inspirada pela Lua e motivada pela teoria do Milionésimo Círculo, venho desenvolvendo Círculos Femininos no Rio Grande do Sul com o propósito de auxiliar a Mulher a resgatar sua plenitude e inteireza... Reconhecendo o poderoso caldeirão existente em seu ventre, no qual se faz a maior das alquimias: A VIDA.
Dentre tantos Círculos, Encontros, Canções e Danças, tive o prazer e a honra de ser convidada por Sabrina Alves a ser Guardiã deste Projeto do Clã dos Ciclos Sagrados, no Estado do Rio Grande do Sul.Formamos uma Rede poderosa e harmoniosa com outras mulheres, guardiãs em outros Estados, e unidas tecemos um manto que acolhe muitas mulheres sob as bênçãos da Lua Nova.
Vejo o Círculo como um Elo Divino que nos conecta com a Sabedoria Ancestral, contida em toda mulher. Nele nos recordamos da nossa Essência e nos harmonizamos com nossos ciclos e fluxos. Nos reconciliamos com nossa natureza selvagem e intuitiva e por agir em diferentes níveis a cura se dá em proporções inimagináveis... é como uma onda de estímulos sadios vibrando nas noites do tempo.
Estou contigo na dança e entre nós estão todas vocês!
Beijos no coração de todas,
Ana Paula Andrade

11 de dez. de 2009

Mulher SEXO FORTE

“A mulher é a espinha dorsal da sociedade. Elas precisam ser saudáveis, instruídas, conscientes e fortes para sustentar qualquer comunidade. Igualmente importante é que os homens (parceiro, pai, irmão e filho) compreendam as complexidades da mulher, seus meandros fisiológicos e suas dimensões físicas e emocionais ligadas à maternidade. Em uma sociedade em que as mulheres não são compreendidas nem consideradas importantes, e ainda são suprimidas, não pode haver equilíbrio, harmonia e paz”. (Dra. Vinod Verna – Kama Sutra para mulheres)

A mulher é o núcleo da menor unidade social e quando ela não está bem, a confusão e o caos se estabelecem na família.
A mulher deve se proteger e salvaguardar seus próprios direitos mais do que esperar isso dos outros. Não deve fazer com que o homem dependa dela, seja nas responsabilidades domésticas, seja no aspecto emocional.
A mulher não percebe os danos que causa a si mesma acumulando responsabilidades que poderiam ser divididas com o restante da família. Uma mulher pode trabalhar para os outros por generosidade e amor, porém, ao torná-los dependentes dela para todas as pequenas coisas do dia-a-dia, ela está somente causando mal a todos. É lamentável quando um homem não sabe onde estão suas roupas, não consegue fazer uma pequena mala para viajar, preparar a própria comida ou realizar qualquer outra pequena tarefa doméstica. Se um homem assim for vítima de alguma adversidade, ele se sentirá completamente confuso e perdido, e muitas vezes buscará qualquer pessoa para preencher suas necessidades.
Já as crianças e jovens, criados por mães que fazem tudo para eles nunca se tornarão auto-suficientes e autoconfiantes. Sua personalidade não se desenvolve adequadamente, eles não aprendem a decidir por si mesmos e tendem a crescer fracos. É provável que os meninos se tornem uma preocupação para suas parceiras e as meninas propaguem esta tradição negativa. O resultado final é que todos sofrem, especialmente as mulheres.
Uma mulher não deve agir como uma serva muda para sua família. Ela deve fazer os outros compreenderem, de maneira sutil, seus deveres e responsabilidades. Isso deve ser feito de modo lento e amigável. Uma mudança abrupta e repentina pode causar uma atmosfera desagradável e provocar reações fortes e irreversíveis.
(texto extraído do livro Kama Sutra para mulheres)

Uma mulher pode trabalhar pela sua libertação de vários modos discretos e diplomáticos, até porque, às vezes é difícil para a própria mulher, que já cultiva por tanto tempo tal condicionamento, tomar decisões por sua saúde física, mental e emocional.

Mas vamos lá, algumas dicas:
- Se você passa o dia envolvida com a casa, com a família e os afazeres domésticos, tire um tempinho para você: crie a hora do chimarrão (que não seja aquele com o maridão e os filhos, por favor), um momento na semana para fazer as unhas, caminhar com uma amiga ou fazer uma academia. Que tal ir no cinema! Faça um trabalho voluntário, que não seja na sua casa, nem para os seus familiares! Procure uma ONG, orfanato, asilo, clube de mães...
- Procure a Secretaria de Cultura da sua cidade, conheça a programação, assista a algum espetáculo, apresentação artística. Se você gosta de cantar, procure informar-se se existe algum Coral Municipal em sua cidade, isso é ótimo, faz muito bem... todos temos condições de desenvolver o canto. Você pode se surpreender consigo mesma!
- Faça algum curso de artesanato, busque a Associação de Artesões do seu município, eles podem lhe dar dicas.
- Se a sua casa é tumultuada, procure um parque arborizado, escute os passarinhos, deite na grama, pise na terra... vá a uma biblioteca pública, fique um tempo por lá lendo um livro, “escute o silêncio”.
- Convide seus filhos para um banho de chuva... é... convide crianças, assim fica mais fácil...
- Você nunca entrou em um motel? Vá! Se não tem com quem ir, vá sozinha. Diga na portaria que quer uma suíte e que vai esperar alguém... aproveite, tome banho de banheira, dance de lingerie no espelho, assista aqueles filmes que você nunca teve coragem de assistir... pule no colchão... e saia como se tivesse ganho o “bolo”. Na boa. Se não tiver grana para tudo isso, entre, mate sua curiosidade e diga que recebeu uma ligação do “pretendente” dizendo que não virá. Você tem cinco minutos para olhar o quarto e desistir.
- Ao invés de preparar aquele jantar romântico e esperar o maridão cheirosa, que tal convidá-lo para um banho a dois e preparar o jantarzinho juntos, hum?! Não sabe como fazer? Chame-o para ensaboar suas costas e agradeça-o com um abraço molhado e diga: ah benzinho, entra aqui, entra! O que fazer com os filhos? Ah, arme tudo direitinho né? Deixe-os dormir na casa dos amiguinhos, aproveite às férias deles, quando ficam até tarde na casa da vizinha e se possível já combina com a vizinha de segurá-los por lá. Ah dá um jeito né? Você tem criatividade de sobra, é só dar atenção a sua imaginação!
- Quanto a janta, você pode deixar tudo já meio encaminhado, só peça para o maridão lavar a salada, picar as frutas, colocar o creme de leite na panela, descascar o pepino, hehehe, não é isso que você está pensando, mas se ele quiser... aproveita guria! Não fica nessas que está na cozinha e que a mesa é lugar sagrado, o AMOR É SAGRADO, e SEXO NÃO É IMPURO NÃO. Serve o “prato principal” ou come a “sobremesa” antes... quebre os protocolos, jogue os “tabus” na lixeira da sua cozinha (é sua mesmo), desça do salto e suba na mesa, VOCÊ NÃO É PUTA VIU, não é assim que se vira puta.
- Que tal essa então: prepare a janta só de lingerie, ou de camisola sem calcinha, ui, a cozinha vai esquentar mesmo! Se o “seu reino” é a cozinha, deixe que lhe sirvam, rsrsrs.
Essas dicas também valem para as mulheres que trabalham fora, algumas ainda não se deram conta que é preciso dividir as tarefas domésticas entre os adultos da família. Mas também tem aquelas que esqueceram que cada peça da casa pode ser um “ninho de amor”... que o prazer pode estar nas coisas simples e nas práticas antigas... que shopping, restaurante e estéticas não é tudo o que existe... que a Força não está somente no físico, nem somente no intelecto, nem somente no emocional, mas na harmonia e no equilíbrio destes três corpos na mulher.

Por Ana Paula Andrade

7 de dez. de 2009

Encontro na Lua Nova de dezembro de 2009


Olá queridocas
Nosso encontro na Lua Nova de dezembro será dia 16/12. Peço que sejam pontuais, as 20hs o portão será fechado, não teremos ninguém para abri-lo após este horário, por isso pedimos que cheguem às 19:30, para nos organizarmos com os alimentos, troca de roupa (para quem traz saia), chimarrão, estas coisitas... Encerraremos as 22h, após este horário faremos a partilha dos alimentos. Não teremos como abrir o portão antes das 22hs.

É preciso começarmos e encerrarmos todas juntas.

Lembrando: O Círculo Sagrado age em muitas dimensões...
Abraço fraterno,
Ana Paula Andrade
(Clã Filhas da Lua)


CÍRCULO SAGRADO DE VISÕES FEMININAS

16 de dezembro de 2009
Quarta-Feira

Hora: 20:00 às 22:00 (o portão fecha às 20:00, após as 22:00 partilha de alimentos)

ONDE? ESTEIO / RIO GRANDE DO SUL

Guardiã – Ana Paula

LOCAL: CICC PAZ

Rua São Jerônimo, 76 – centro – Esteio/RS

Contato: (51) 98210643

Contribuição: R$ 5,00 (+ fruta ou lanchinho VEG. para compartilhar)

Email: ciccpaz@gmail.com

Saiba mais:

1ª Lua Nova do Solstício de Verão - Novas guardiãs entrando na REDE... confiram...


Movimento de espiritualidade feminina
Projeto do Clã dos Ciclos Sagrados
"Mulheres em círculo para honrar seus ciclos; avançando fronteiras e tecendo redes."
http://www.cladosciclossagrados.com/

Natal é todo dia!

Noooosssa gente, começou a correria de final de ano... as pessoas aceleradas, "obcecadas" pelas ruas das cidades, atrás de presentes e lembrancinhas... comprando enfeites de natal, decorando suas casas com um Papai Noel gorducho cheio de roupas, no início do verão brasileiro, hahaha.

Já pensaram no sofrimento daqueles que conseguem um "bico" de papai noel??? Como é que o "bom velhinho" vai estar alegre e feliz para pegar a garotada no colo e sorrir para as fotos, se o vivente está se desidratando dentro daquela roupa!!! Por favor!

O povo brasileiro é tão criativo e divertido mas não conseguiu ainda quebrar este paradigma Americano criando um Papai Noel tipicamente brasileiro (de bermuda, chinelos de dedo, boné, que tal?), quem sabe assim acabamos de vez com este colonialismo! Ou quem sabe com o Papai Noel, hehe?! O papai bonzinho, que traz presentes para quem se comporta.


Ah, mas alguns vão dizer... "mas que falta de Espírito Natalino"!

ESPÍRITO NATALINO!!! tá brincando né?!!!

Esse consumo desenfreado nada tem haver com Natal.
E o que é afinal o Natal senão VIDA, AMOR, BONDADE... não vejo as pessoas buscando ou espalhando isso pelas ruas. E porque só um dia, de 365 dias, para se refletir sobre esses valores e virtudes. Para abraçar e desejar coisas boas, para se emocionar... para aprontar uma ceia bonita!

Por favor, gente!
Esse papo de "tradição", pra mim está mais para "atraso de ação". Estamos enchendo o saco do papai noel e esvaziando nossos bolsos e carteiras... Lá se vai todo o 13º salário... Ou se faz daquele "jeitinho", a perder de vista no cartão de crédito ou nos crediários daquelas lojas populares bem "bacanas", que deixam todo mundo "igualzinho", padronizado, mas NA MODA!

Porque não optamos por ser o presente neste Natal? Isso, SEJA O PRESENTE! SEJA A LEMBRANÇA! A lembrança mais gostosa, mais marcante, mais significativa na vida de quem você ama, na vida de alguém, de quem quer que seja... Natal é todo dia, todo dia é um PRESENTE. Por isso o HOJE se chama PRESENTE e não futuro e nem passado.


28 de out. de 2009

Olá amadas, sei que estou em débito, correndo muito e deixei de postar um retorno do último Círculo Sagrado de Visões Femininas, mas aí está a turma:

Lindas!

25 mulheres, um Círculo mágico, forte, pulsante, curativo.

Amei estar com vocês meninas... senti-las... conhecer tão belas almas (re-conhecer), àquelas que chegam, que passam pelo Clã, que deixam simpáticos sorrisos, profundas lágrimas, sinceros abraços. Que bênção é o Círculo, Sagrado Espaço, Sagrado Ventre, Sagrado Ninho.

Reverencio às guardiãs dos outros Estados: Sabrina Alves, Jeruza, Ioni, Ariany e Marcela

e todas as mulheres que estiveram pulsando conosco no dia 18 de outubro.

Nosso próximo encontro da Lua Nova será dia 16 de novembro, espero vocês às 19:30 no CICC PAZ.

Abaixo alguns testemunhos após o encontro:

"Queridas (s) gostei muito de ter estado ai, eu fugi com a Mariana uma duas vezes durante o círculo pra outro lugar onde ocorria o mesmo tipo de ritual. Nós estávamos muito felizes, também, naquele encontro". (Suzana)

"Eu passei a sentir meu utero, como se ele fisicamente estivesse aqui. Um barato"! (Janine)

Beijos no coração de todas.

4 de out. de 2009

Manual Prático da Lealdade Feminina

A Lealdade Feminina é um sintoma da mudança da sociedade rumo a um novo modelo social. Alguma mulheres já estão se conectando. As mulheres tem o Dom da Vida e essa essência feminina que nos irmana é a chave para profundas mudanças no modelo social.
A Lealdade Feminina é transversal. Não podemos esperar que todas as mulheres pensem como nós. Mas a essência feminina que nos une já existe e é preciso religar essa energia para que ela flua de forma permanente, formando uma rede de Luz...

Os 10 Passos para a Construção da Lealdade Feminina são:

1- FEMINILIDADE
Resgatar o feminino essencial e sagrado... Encontrar a harmonia e o equilíbrio interior, reconhecendo o nosso Feminino ancestral, e eliminar a mulher inventada pelo patriarcado.

2- ADMIRAÇÃO
Admirar e elogiar as outras mulheres, valorizar a Mulher... Não somos mais rivais, somos todas IGUAIS em essência feminina... Somos a imagem no espelho, refletida em todas as outras mulheres.

3- TOLERÂNCIA
Mesmo contraditórias, dissonantes ou discordantes, temos de relevar as nossas diferenças e nos unir... Valorizar essa essência feminina como fator de Igualdade, e nos irmanar.

4- SOLIDARIEDADE
Ser solidárias às outras mulheres, na nossa família, na nossa comunidade, bem como a todas as mulheres do mundo, além fronteiras. Deixar de ser a base de sustentação do machismo patriarcal.

5- INDEPENDÊNCIA EMOCIONAL
Caminhar e evoluir em direção à uma maturidade emocional, superando preconceitos patriarcais e crenças absurdas que foram construídas para nos aprisionar e nos manter submissas ao sistema patriarcal.

6- INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA
Não aceitar situações degradantes e humilhantes por dependência financeira. Buscar o seu próprio sustento e tbm a realização profissional, como elemento de base para a auto-valorização e auto-estima.

7- DISCERNIMENTO
Compreender e discernir os mecanismos de manipulação dos relacionamentos. Escolher relacionamentos saudáveis e abrir mão dos recursos excusos das mulheres patriarcais, como chantagens e joguinhos de sedução. Sair dessa programação e ser inteira, yin e yang.

8- DEDICAÇÃO
Dedicar uma parte sagrada do seu tempo em seu próprio desenvolvimento pessoal. Descobrir o Dom de cada uma, e realizar a Missão, que é usar o dom para ajudar a construir um novo modelo social, e ajudar a cuidar da Deusa Gaia...

9- COERÊNCIA
Ter uma atitude coerente no dia-a-dia... Procurar uma sintonia entre o pensamento, o discurso e a ação, e caminhar nessa direção... Buscar a harmonia, e uma conscientização profunda... Ser a mudança que deseja no mundo...

10- NOVAS PRÁTICAS
Apenas uma relação de idéias e textos, iniciativas e modelos de participação social... Buscar com a nossa prática concretizar o desejo de um novo modelo social, conhecendo as diferentes alternativas existentes e ajudando a criar novas maneiras de ser e estar ... e cuidar de Gaia...

19 de set. de 2009

Pequenos Feitiços



“Na casa das bruxas há música e dança
Toda tarde há bolos que exalam canela
Trepadeiras intrépidas pelas paredes
Fazem cachos e curvas por entre as janelas
São três irmãs e três primas
Mais três tias e se completa o clã
Nove beldades profanas
Que em línguas estranhas
Entoam cantigas a cada manhã
Se voam em vassouras, isso eu nunca vi
Mas cavalgam faunos
Nas noites sem lua,
E com Baco dançam e bebem despidas
Enfeitando as tranças com margaridas
Isto é fato sabido por toda a rua!”
(Na casa das Bruxas, Jussara Machado)


Aaaahhh, essa gente eu conheço!
Imagem retirada do Google

17 de set. de 2009

EU PEDI A OGUM

Eu pedi a Ogum, para retirar os meus vícios. Ogum disse: Não. Eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles.
Eu pedi a Ogum , para fazer meu filho aleijado se tornar completo. Ogum disse: Não. Seu espírito é completo, seu corpo é apenas temporário
Eu pedi a Ogum para me dar paciência. Ogum disse, Não. Paciência é um subproduto das tribulações; Ela não é dada, é aprendida.
Eu pedi a Ogum para me dar felicidade. Ogum disse: Não. Eu dou bênçãos; Felicidade depende de você.
Eu pedi a Ogum para me livrar da dor. Ogum disse: Não. Sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de mim.
Eu pedi a Ogum para fazer meu espírito crescer. Ogum disse: Não. Você deve crescer em si próprio! Mas eu te podarei para que dês frutos.
Eu pedi a Ogum todas as coisas que me fariam apreciar a vida. Ogum disse: Não. Eu te darei a vida, para que você aprecie todas as coisas.
Eu pedi a Ogum para me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama. Ogum disse: Finalmente você entendeu a idéia!
Se algum artigo neste blog estiver como "autoria desconhecida" e você souber informar, agradecemos e faremos a devida correção. Solicitamos também que, ao ser extraída qualquer informação desta página, seja adicionada à devida autoria ou endereço:
http://clafilhasdalua.blogspot.com/