26 de abr de 2013

Curadoras.."Mulheres de Sabedoria"


Erveiras, raizeiras, benzedeiras, mulheres sábias
que por muito tempo andaram sumidas,
ou até mesmo escondidas.

Hoje retornam..e
Seu saber mudou de nome.

Chamam de terapia alternativa, medicina vibracional,
fitoterapia, práticas complementares...
são reconhecidas e respeitadas, tem seus consultórios e fazem palestras.

As mulheres curadoras fazem parte de um antigo arquétipo da humanidade.

Em todas as lendas e mitos, quando há alguém doente ou com dores,
sempre aparece uma mulher idosa para oferecer um chazinho,
fazer uma compressa, dar um conselho sábio.

Na verdade, a mulher idosa é um arquétipo da ‘curadora’,
também chamada nos mitos de Grande Mãe.

Não tem nada a ver com a idade cronológica,
porque esse é um arquétipo comum a todas as mulheres que sentem o chamado para a criatividade,
que se interessam por novos conhecimentos
e estão sempre a procura de mais crescimento interno.

Sua sabedoria é saber que somos “obras em andamento’,
apesar do cansaço, dos tombos, das perdas que sofremos...
a alma dessas mulheres é mais velha que o tempo,
e seu espírito é eternamente jovem.

Talvez seja por isso que, como disse Clarissa Pinkola,
toda mulher parece com uma árvore.
Nas camadas mais profundas de sua alma ela abriga raízes vitais
que puxam a energia das profundezas para cima, para nutrir suas folhas, flores e frutos.

Ninguém compreende de onde uma mulher retira tanta força,
tanta esperança, tanta vida.
Mesmo quando são cortadas, tolhidas, retalhadas,
de suas raízes ainda nascem brotos que vão trazer tudo de volta à vida outra vez.

Por isso entendem as mulheres de plantas que curam,
dos ciclos da lua, das estações que vão e vem ao longo da roda do sol pelo céu.

Elas tem um pacto com essa fonte sábia e misteriosa que é a natureza,.
Elas não param de voltar a crescer...

Nunca escrevem tratados sobre o que sabem, mas como sabem coisas!
Hoje os cientistas descobrem o que nossas avós já diziam:
as plantas têm consciência!

Elas são capazes de entender e corresponder ao ambiente à sua volta.
Converse com o “dente-de-leão” para ver...
comunique-se com as plantas de seu jardim, com seus vasos,
com suas ervas e raízes, o segredo é sempre o amor.

Minha mãe dizia que as árvores são passagens para os mundos místicos,
e que suas raízes são como antenas que dão acesso aos mundos subterrâneos.

Por isso ela mantinha em nossa casa algumas árvores que tinham tratamento especial.

Uma delas era chamada de “árvore protetora da família”,
e era vista como fonte de cura, de força e energia.
Qualquer problema, corríamos para abraçá-la e pedir proteção.

O arquétipo de ‘curadora’ faz parte da essência do feminino,

Faz parte de conhecimentos ancestrais que foram conservados em nosso inconsciente coletivo.
Perdemos a capacidade de olhar o mundo com encantamento,
mas podemos reaprender isso prestando atenção nas lendas
e nos mitos que ainda falam de realidades invisíveis que nos rodeiam.

Procure saber mais sobre os seres elementais que povoam os nossos jardins e as fontes de águas...
podemos atrair seres encantados para nossos jardins!
Plante flores e plantas que atraiam abelhas e borboletas,
gaiolas abertas para passarinhos e bebedouros para beija-flores.

Algumas plantas ‘convidam’ lindas borboletas para seu jardim,
como milefólio, lavanda, hortelã silvestre, alecrim, tomilho, verbena, petúnia e outras.

Deixe em seu jardim uma área levemente selvagem,
sem grama, os seres elementais gostam disso.
Convide fadas e elfos para viverem lá.
E lembre-se: onde você colocar sua percepção e sua consciência, a energia vai atrás.

Fonte: compilado dos textos do "Circulo das Sacerdotisas"

24 de abr de 2013

Segunda Vermelha



1ª segunda do mês de Maio 

A campanha com nome original em inglês “Menstrual Monday”, ou a “Segunda Vermelha” adaptado para o português, convoca a mulher contemporânea a participar ativamente de sua própria vida, redescobrindo e compartilhando com outras mulheres sua essência, empoderando-se e tornando-se uma forte agente transformadora de si mesma, de sua comunidade e do Planeta. 

A primeira vez que se comemorou foi em 2000, idealizado por Genebra Kachaman e Molly Strange. Elas arrumaram um jeito de incentivar as mulheres a ritualizarem suas menstruações e o fizeram com manifestações artísticas. Na época, a campanha teve adesão da França, Canadá, Escócia e Quênia. Kachaman e Strange diziam que a intenção da campanha era criar um senso de diversão em torno de menstruação; para encorajar as mulheres a assumir a responsabilidade da sua menstruação e de saúde reprodutiva, para criar uma maior visibilidade da menstruação nos meios de comunicação social; e para reforçar a honestidade da menstruação em nossos relacionamentos. 

Na realidade a campanha foi um efeito contrário à grande quantidade de registros do chamado “choque tóxico” provocado pelos absorventes internos naquela década de 90 e por tudo o que ele representa para a mulher: vulnerabilidade, vergonha, invasão, agressão e uma infinidade de doenças arrebatadoras e outras tão silenciosas quanto fatais, como o câncer de útero. Os absorventes internos vão bem, obrigada, e pra quem trabalha com saúde da mulher, sabe que o número de casos de “choques tóxicos” com absorventes descartáveis continua de vento em polpa, no mundo todo. Menos na Índia, porque lá elas nem sabem o que é isso. Bom, sorte a delas. 

O movimento “Segunda Vermelha” parte de uma releitura dos aspectos femininos que se contrapõe ao movimento feminista da década de 70, onde os processos cíclicos da mulher foram caracterizados como uma desvantagem para a disputa com o homem pelo mercado de trabalho. Ele é fruto de novas perspectivas em relação à mulher e a natureza, o que ficou denominado como ecofeminismo, que revela um novo corpo feminino que se molda e vem surgindo em movimento de valorização dos aspectos e protagonismo femininos revelando um enorme potencial das mulheres em mudar o curso da história. A campanha não pretende excluir o homem das novas atividades dessa nova mulher; ao contrário, é um chamado para valores como honra e respeito à diversidade, principalmente à multiplicidade dos aspectos da mulher. 

O movimento tem como mote o dia das mães. Por que a menstruação vem antes e, muitas vezes, depois dela também. E na verdade é a grande liga, o grande condutor da vida, o sangue.

18 de abr de 2013

Jornada de Cura para Mulheres - Caverna da Ursa - abril 2013


"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas."


Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.
O mesmo pode acontecer conosco. Se você já sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Você já sofreu o duro golpe do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença?
Então, produza uma pérola ! Cubra suas mágoas com várias camadas de AMOR.
Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, mágoas, deixando as feridas abertas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.
Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras Vazias", não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, vale mais do que mil palavras!


Rubem Alves.

11 de abr de 2013

A cultura do estupro gritando – e ninguém ouve




Por Nádia Lapa*

Como a essa altura vocês já devem saber, Gerald Thomas tentou colocar as mãos por dentro do vestido da Nicole Bahls durante um evento no Rio. Era noite de lançamento de um livro dele e a Livraria da Travessa estava lotada. Repórteres, cinegrafistas, funcionários da loja, clientes.

Pelas notícias, ninguém fez nada. Nas imagens dá para ver que o colega de trabalho de Nicole no Pânico continuou a entrevista como se nada tivesse acontecendo. Enquanto isso, Thomas enfiava a mão entre as pernas de Nicole e ela tentava se desvencilhar.

Sempre rolam os xingamentos à mulher, claro. São os usuais: que ela estava pedindo, que ela estava gostando, que o trabalho dela é esse mesmo, que a roupa era justa. Vocês estão cansados de saber quais as justificativas injustificáveis para o assédio e a agressão sexual.

Mas duas coisas me chamam a atenção nesse caso. A primeira é ninguém ter feito nada. Acharem normal. Acharem aceitável. Se a agressão tivesse sido com uma atriz considerada recatada, as pessoas reagiriam da mesma forma?

Duvido. Indignar-se-iam, aposto. Muita gente nas redes sociais se posicionou e apontou o comportamento de Gerald Thomas como agressão, mas a imprensa tratou como algo que “Nicole não esperava”, mostrando o assunto como mero constrangimento.

Se a mulher geralmente já é tratada como “coisa”, como um objeto para deleite masculino, quando ela tem seu corpo e sua sexualidade transformada em um produto vendável, tudo só piora. Nicole faz sucesso porque tem um corpão, segundo os padrões de beleza atuais. Ela aparece de biquini na televisão, tira fotos “sensuais”, usa roupas curtas e provocantes. Como ela “provocou” (apenas sendo quem ela é), ela merece ser apalpada por um estranho.

Porém, não existe isso de “provocar”. Gerald Thomas não é um animal irracional. Ele – e eu e você – deve esperar o consentimento do outro para poder tocar em seu corpo. Nicole Bahls claramente disse “não”, ao tentar tirar as mãos de Thomas. Parece que não é suficiente, como não é suficiente quando viramos o rosto para evitar o beijo do desconhecido na balada.

Criou-se a ideia de que o homem deve insistir e insistir, enquanto a mulher tenta guardar algo. O “não” é visto como “talvez”. No entanto, se a mulher transforma o talvez em um “deixa pra lá”, ela na verdade não está consentindo. Não é um “sim” entusiasmado, intenso, certeiro, como deve ser em qualquer relação. É um “sim” por convenção social, por achar que ele já fez demais, que agora merece o contato sexual, que é melhor ceder e se livrar logo. Isso não é consentimento, é coerção.

O pior é que esses caras não se veem como agressores, uma vez que todo mundo encara tais comportamentos como “normais”. Brad Perry tem uma frase ótima em Yes Means Yes*: “estes homens acreditam piamente que “não” significa “insista”, e nunca se veem como estupradores, apesar de admitirem o padrão de ignorar e suprimir a resistência verbal e física”.

A segunda coisa que me incomoda no caso é terem dito “mas por que ela não fez algo?”. Infelizmente, a maior parte das pessoas que sofre algum tipo de agressão (não só sexual) não faz alguma coisa. Ser vítima é costumeiramente confundido com “ser frágil”. É difícil encarar polícia, legista, imprensa, opinião pública. No caso desse post, o cara estava agredindo na frente de todos – e ninguém fez nada.

Se fosse você a vítima, você não pensaria que a errada é você por não estar gostando, já que todo mundo está achando muito normal?

Lisa Jervis discorre sobre isso no mesmo livro: “estou falando de uma construção cultural nojenta, destrutiva, que encoraja as mulheres a culparem a vítima, a se odiarem, a se culparem, a se responsabilizarem pelo comportamento criminoso dos outros, a temerem seus próprios desejos e a desconfiarem dos seus próprios instintos”.

Se o corpo da mulher é ainda visto como “de todos”, como acontece no caso daquelas que usam a sexualidade para “vender”, fica ainda mais difícil ter noção de que o corpo lhes pertence. Que é só seu. Que ninguém, ninguém pode tocá-lo sem consentimento.

Acabarmos com a cultura do estupro é um processo social, coletivo, mas também individual. Nós temos que encarar nossos corpos como nossos e de mais ninguém, além de repensarmos o sexo, transformando-o no que realmente é: prazeroso e consensual. Qualquer coisa fora disso é agressão.

(PS: Yes Means Yes é um livro de Jessica Valenti e Jaclyn Friedman sobre a cultura do estupro. É uma coletânea de artigos muito interessante e que recomendo muito. O texto de Brad Perry se chama Hooking up with healthy sexuality: the lessons boys learn (and don’t learn) about sexuality, and why a sex-positive prevention paradigm can benefit everyone involved.)



*Texto originalmente publicado em Cem Homens

10 de abr de 2013

"Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma quando a alma é grande e generosa".

Sabedoria Celta 

3 de abr de 2013

Curso - Reiki Xamânico - abril 2013


O curso não tem pré-requisito, está disponível a qualquer homem e mulher que queiram aproximar-se da sua essência, estabelecer conexão com a natureza e com tudo que Ela nos oferece; que queiram conhecer o Campo de Possibilidades que é a VIDA e que desejam estar à SERVIÇO, alinhados com seu Propósito Celeste. O Curso é todo vivencial, a iniciação é individual, é repassado aporte teórico depois do curso e os facilitadores ficam a disposição para dúvidas e orientações de acordo com a necessidade de cada um.


O nível I além de apresentar elementos básicos e essenciais no atendimento de Reiki Xamânico, purifica e prepara o participante para seguir sua jornada de Encontro a si mesmo (queira ele participar dos outros níveis ou não). Atualmente há muita informação disponível à respeito do Caminho Vermelho, a teoria já está acessível em livros e virtualmente, mas o objetivo de um curso vivencial é dar acesso à informações que estão disponíveis somente à VOCÊ. Cada um carrega em si uma biblioteca VIVA, traz em suas células milhares de informações, carregando em seu coração a SABEDORIA que vem da FONTE. Jamais deixamos de ser aquilo que somos - SOMOS CENTELHA DIVINA!
Se algum artigo neste blog estiver como "autoria desconhecida" e você souber informar, agradecemos e faremos a devida correção. Solicitamos também que, ao ser extraída qualquer informação desta página, seja adicionada à devida autoria ou endereço:
http://clafilhasdalua.blogspot.com/