30 de ago de 2010

Ovários policísticos

Olá lindas flores, tecendo na net em um dos grupos de discussões que participo, surgiram temas que com certeza interessam a muitas de nós... por isso pedi permisão à Carla, que é naturóloga, atuando em São Paulo, para postar sua contribuição aqui em nosso blog,  pois gostei muito da partilha dela. 

Grata Carla, beijo no seu coração.
Ana Andrade

Sei que a síndrome dos ovários policísticos tem causas multiplas, mas a principal delas é a resistência ao hormônio insulina. Isto já está comprovado cientificamente, tanto que alguns médicos tratam a SOP (SÍNDROME ABREVIADA) com medicamentos utilizados nos controle da diabetes (CLORIDRATO DE METFORMINA).

Sabendo disso e sendo portadora da síndrome (ou melhor ex-portadora), resolvi diminuir as taxas de glicose em minha corrente sanguínea adotando mudanças na minha alimentação e consegui não ter mais cistos em meu ovário! Eu fiz o seguinte: adotei uma dieta sem carboidratos simples (pão branco, arroz branco, doces e açúcar) só como carboidratos integrais, cortei o leite e a carne (todas). Abuso de frutas, legumes e verduras e hoje sigo a dieta do tipo sanguíneo, faço suplementação de vitaminas com 1 comprimido diário. Com esta dieta emagreci vários quilos, não tenho mais a síndrome, minha menstruação chega linda toda lua cheia, sem atrasos e sinto muita energia, é tanta energia que eu nem sei explicar! Meu cabelo parou de cair (eu nem acredito) e minha pele está muito menos oleosa e a acne eu trato só com sabonete próprio para pele acnéica.

Faço caminhadas, todos os dias e ano que vem volto para a Yoga, que eu nunca deveria ter deixado de praticar.
 
Quanto ao anticoncepcional falo da minha experiência, na Clínica: Trato de uma cliente que usou por muitos anos o anticoncepcional  e desenvolveu um ADENOMA HEPATOCELULAR (Tumor benigno do fígado), estamos tratando com homeopatia, dieta e fitoterapia e  tenho fé que este nódulo vai desaparecer. Seu médico disse claramente que este tipo de tumor é causado pelo uso de anticoncepcionais. Pesquisei na internet e encontrei as mesmas informações (Quem quiser, é só pesquisar no GOOGLE). Até o fim do ano talvez ela tenha que fazer uma cirurgia para retirar o tumor, mas tenho fé em Deus e na Deusa que seu corpo será limpo de forma completa.

Este assunto não é divulgado pela mídia  e os casos de tumores no fígado estão só aumentando (Antes de 1960 este tipo de tumor sequer existia) e a INDÚSTRIA DOS LABORATÓRIOS cala a boca de todos, então eu peço a vcs:

1- Que não utilizem anticoncepcionais hormonais, procurem evitar a gravidez através de métodos naturais: camisinha + tabelinha é show!, pras mais desconfiadas tem DIU, Diafragma, enfim...tem outros métodos que não vão fazer vcs terem um tumor no fígado de 3,5 cm, como minha cliente.

2- Se não seguirem meu conselho e utilizarem, verifiquem através de ultrassom de abdômem (anualmente) como está o fígado de vcs, pois se ela demorasse mais para descobrir (ela não sentia nada, o nódulo foi achado em um exame de rotina) este tipo de tumor poderia malignizar ou, ainda, romper dentro do seu corpo e ela ter que ser submetida a uma cirurgia de emergência.

Espero ter ajudado e lembrem-se: toda vez que nós interrompemos um processo orgânico natural através de métodos artificiais, mágica não acontece, o que acontece então? Com certeza, outro órgão é atacado...é o caso dos desodorantes antitranspirantes, se a gente usa e para de suar, pra onde vai o suor? Pensem nisso...

Com amor, sigamos juntas!

CARLA LINDOLFO
 

26 de ago de 2010

A Lua Vermelha da Menstruação

Por Mirella Faur

Na Antigüidade, o ciclo menstrual da mulher seguia as fases lunar com tanta precisão que a gestação era contada por luas. Com o passar dos tempos, a mulher foi se distanciando dessa sintonia e perdendo assim o contato com o seu próprio ritmo e seu corpo, fato que teve como conseqüência vários desequilíbrios hormonais, emocionais e psíquicos. Para restabelecer essa sincronicidade natural, tão necessária e salutar, a mulher deve se reconectar à Lua, observando a relação entre as fases lunares e seu ciclo menstrual. Compreendendo o ciclo da Lua e a relação com seu ritmo biológico, a mulher contemporânea poderá cooperar com o seu corpo, fluindo com os ciclos naturais, curando seus desequilíbrios e fortalecendo sua psique.
Para compreender melhor a energia de seu ciclo menstrual, cada mulher deve criar um Diário da Lua Vermelha, anotando no calendário o início de sua menstruação, a fase da lua, suas mudanças de humor, disposição, nível energético, comportamento social e sexual, preferências, sonhos e outras observações que queira.
Para tirar conclusões sobre o padrão de sua Lua Vermelha, faça essas anotações durante pelo menos três meses, preferencialmente por seis. Após esse tempo, compare as anotações mensais e resuma-as, criando, assim, um guia pessoal de seu ciclo menstrual baseado no padrão lunar. Observe a repetição de emoções, sintonias, percepções e sonhos, fato que vai lhe permitir estar mais consciente de suas reações, podendo evitar, prever ou controlar situações desagradáveis ou desgastantes.
Do ponto de vista mágico, há dois tipos de ciclos menstruais determinados em função da fase lunar em que ocorre a menstruação. Quando a ovulação coincide com a lua cheia e a menstruação com a Lua Negra (acontece nos três dias que antecedem a lua nova, entendido como o quinto dia da lua minguante), a mulher pertence ao Ciclo da Lua Branca. Como o auge da fertilidade ocorre durante a lua cheia, esse tipo de mulher tem melhores condições energéticas para expressar suas energias criativas e nutridoras por meio da procriação.

Quando a ovulação coincide com a lua negra e a menstruação com a lua cheia, a mulher pertence ao Ciclo da Lua Vermelha. Como o auge da fertilidade ocorre durante a fase escura da lua, há um desvio das energias criativas, que são direcionadas ao desenvolvimento interior, em vez do mundo material. Diferente do tipo Lua Branca, que é considerada a boa mãe, a mulher do Ciclo Lua Vermelha é bruxa, maga ou feiticeira, que sabe usar sua energia sexual para fins mágicos e não somente procriativos.
Ambos os ciclos são expressões da energia feminina, nenhum deles sendo melhor ou mais correto que o outro. Ao longo de sua vida, a mulher vai oscilar entre os ciclos Branco e Vermelho, em função de seus objetivos, de suas emoções e ambições ou das circunstâncias ambientais e existenciais.

Além de registrar seus ritmos no Diário da Lua Vermelha, a mulher moderna pode reaprender a vivenciar a sacralidade de seu ciclo menstrual. Para isso, é necessário criar e defender um espaço e um tempo dedicado a si mesma. Sem poder seguir o exemplo das suas ancestrais, que se refugiavam nas Tendas Lunares para um tempo de contemplação e oração, a mulher moderna deve respeitar sua vulnerabilidade e sensibilidade aumentadas durante sua lua. Ela pode diminuir seu ritmo, evitando sobrecargas ao se afastar de pessoas e ambientes carregados, não se expondo ou se desgastando emocionalmente, e procurando encontrar meios naturais para diminuir o desconforto, o cansaço, a tensão ou a agitação.

Com determinação e boa vontade, mesmo no corre-corre cotidiano dos afazeres e obrigações, é possível encontrar seu tempo e espaço sagrados para cuidar da sua mente, de seu corpo e de seu espírito. Meditações, banhos de luz lunar, água lunarizada, contato com seu ventre, sintonia com a deusa regente de sua lua natal ou com as deusas lunares, viagens xamânicas com batidas de tambor, visualizações dos animais de poder, uso de florais ou elixires de gemas contribuem para o restabelecimento do padrão lunar rompido e perdido ao longo dos milênios de supremacia masculina e racional.

O mundo atual - em que a maior parte das mulheres trabalha - ainda tem uma orientação masculina. Para se afastar dessa influência, a mulher moderna deve perscrutar seu interior e encontrar sua verdadeira natureza, refletindo-a em sua interação com o mundo externo.

(Texto extraído do livro O Anuário da Grande Mãe - Guia Prático de Rituais para Celebrar a Deusa, de Mirella Faur, Editora Gaia)

Rastreando a ancestralidade


Gaúchos carregam DNA de índios extintos


Reinaldo José Lopes



Pesquisadores gaúchos analisaram o DNA de seus conterrâneos da região do pampa (planície com vegetação rasteira) e revelaram que mais da metade descende de mães índias - de tribos que sumiram há 200 anos.
Por enquanto, os dados se restringem a 52 pessoas de Bagé e Alegrete, no extremo sul gaúcho, perto da fronteira com o Uruguai. Se mais análises confirmarem a hipótese da geneticista Maria Cátira Bortolini, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o DNA dos atuais gaúchos pode fornecer a única janela para entender os charruas e minuanos, tribos do pampa que deixaram de existir no começo do século 19.
'As pessoas que nos forneceram as amostras de DNA não têm a menor idéia dessa origem indígena, tanto que elas se definem como descendentes de espanhóis e portugueses, ou simplesmente como gaúchos, porque a relação com os índios já está muito distante no tempo', diz Bortolini.
Mesmo assim, 62% das pessoas estudadas revelaram ter ascendência indígena pelo lado materno -nível comparável ao que se encontra na Amazônia.
Dá para apontar com certeza a fonte materna desse sangue indígena porque o mtDNA (DNA mitocondrial) estudado pelos pesquisadores gaúchos só é transmitido de mãe para filho ou filha.
Proveniente das mitocôndrias, as produtoras de energia química das células, só o mtDNA dos óvulos costuma passar para o embrião, não o dos espermatozóides - e por isso esse material genético funciona como um bom marcador da linhagem materna.
'Nós tínhamos uma idéia do que poderíamos encontrar, porque a região do pampa, assim como o Uruguai e tudo o que se costumava chamar antigamente de Banda Oriental, era ocupada por esses índios do grupo pampiano, principalmente charruas e minuanos', afirma Bortolini.
'Eram índios nômades, de planície, e parece que influenciaram muito o arquétipo do gaúcho, como o fato de serem cavaleiros, de usarem as boleadeiras e o chiripá [espécie de calça larga sem costuras, típica do pampa].'
Assim como os nativos das grandes planícies dos EUA, os charruas e minuanos capturaram cavalos trazidos pelos europeus e ofereceram considerável resistência à conquista de suas terras. Por isso, ganharam fama de rebeldes e aguerridos e a indesejada atenção dos colonos portugueses e espanhóis, que trataram de fazer tudo para exterminá-los.
A hipótese ligando os gaúchos a essas etnias foi testada na dissertação de Andréia Rita Marreiro, aluna de Bortolini na UFRGS. No estudo, o mtDNA dos moradores de Bagé e Alegrete foi comparado ao dos guaranis, outro importante povo indígena da região Sul, mas cuja identidade genética é bem mais conhecida que a dos obscuros charruas e minuanos.

Conexão chilena
O resultado, embora decididamente indígena, não batia com as características específicas do mtDNA guarani, nem com a distribuição dos grupos mitocondriais A, B, C, D (os mais comuns entre os nativos americanos) comum nesse povo.
'Entre os guaranis, o grupo mais comum é o A, com cerca de 70% das pessoas, enquanto o C e o D são muito baixos, por volta de 7%. Nessas amostras, a proporção de C e D é de 30% cada um', compara Bortolini.
Aparentemente, o mtDNA dos gaúchos do pampa se assemelha muito ao dos mapuches, uma tribo que habita os Andes chilenos.
'Estamos nos deparando com o que se poderia chamar de genomas-testemunho, já que esse DNA mitocondrial pode ser o único testemunho que restou de povos desaparecidos, como os charruas', diz Bortolini.
Por outro lado, a comparação com a região da serra Gaúcha, colonizada principalmente por italianos e alemães, revela que ali os genes indígenas foram praticamente substituídos pelos de europeus.
(Folha de SP, 12/8)
Fonte: IPETRANS

25 de ago de 2010

Um pouco de História:

Os Charruas e Minuanos são etnias pampeanas com um vínculo de identidade entre si, que na maior parte delas, era denominada pelo ramo lingüístico Quíchua (ou Quéchua). Esses índios viviam no que hoje conhecemos como a República Oriental do Uruguai, parte do Pampa e do Chaco Argentino e o extremo sul do Brasil, onde hoje é o estado do Rio Grande do Sul.
Ainda hoje é muito difícil fazer uma analise mais profunda sobre as etnias Pampeanas e mesmo pelo pouco material deixado por esses antigos habitantes dos campos sulinos, podemos observar que muitos traços de sua cultura ainda permanecem vivos nos costumes do gaúcho, como os próprios adornos da vestimenta usados até hoje, como a Palla, o Chiripá, as malas de garupa, além dos hábitos alimentares, como o de comer carne assada, reunir-se a beira do fogo de chão sentado nos calcanhares, o respeito pelo idoso (assemelhando-se ao costume Charrua de eleger o mais velho como chefe). O caráter honroso e guerreiro, dessas populações, foi o principal forjador da identidade do homem do pampa. Sendo por isso, digno de mais pesquisas e estudos, para que possamos ressaltar essas etnias “madres” dos povos meridionais da América do Sul. (FonteWeb: Café História)
Assim como os nativos das grandes planícies dos EUA, os charruas e minuanos capturaram cavalos trazidos pelos europeus e ofereceram considerável resistência à conquista de suas terras. Por isso, ganharam fama de rebeldes e aguerridos e a indesejada atenção dos colonos portugueses e espanhóis, que trataram de fazer tudo para exterminá-los.


19 de ago de 2010

Parto na água

por Ana Cris Duarte
Amigas do Parto

























"No mundo inteiro, cada vez mais mulheres têm procurado formas alternativas para dar à luz. Ouve-se falar em parto de cócoras, parto natural, parto domiciliar, parto na água e por daí por diante.
No Brasil, embora as mulheres têm começado a demonstrar mais interesse pelo assunto, são ainda poucas as opções de partos mais naturais que são oferecidas. No serviço particular, cerca de 80% dos partos são cesáreas. Dos 20% normais, quase todos são feitos com a mulher deitada, com as pernas em estribos, anestesiada, dentro de centros cirúrgicos. Apenas uma pequena fração dos partos normais acontecem de forma mais natural ou "fisiológica", para usar o termo técnico.

As razões para esse descompasso em relação a outros países são várias. Entre elas estão a cultura médica, interesses financeiros, desconhecimento da classe médica e da população e falta de ambientes adequados.
O parto na água é uma modalidade de nascimento onde a mulher fica dentro da água durante o período expulsivo de modo que o bebê chega ao mundo no meio aquático, exatamente como estava no útero. A água é aquecida a 36ºC, o ambiente geralmente fica à meia luz e o pai ou acompanhante pode entrar na banheira com a futura mãe.

Esses nascimentos costumam ser muito suaves e calmos e muitos bebês sequer choram quando são trazidos à tona para o colo de suas mães.

Alguns médicos alegam que esse parto não é seguro, porque o bebê pode aspirar água. Na verdade os registros de incidentes nos partos aquáticos são muito raros e comparado com partos na mesa ginecológica o parto na água não perde em segurança, mas ganha em qualidade do nascimento.

Outros profissionais alegam que na água não dá para fazer a episiotomia. Este argumento é falho já que a questão é que no Brasil faz-se mais episiotomia que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde e outros órgãos de saúde. Na água morna o períneo fica bastante relaxado em relação ao parto tradicional, e as rupturas são raras e geralmente muito superficiais. A episiotomia nesse tipo de parto embora seja possível, é desnecessária em quase todos os casos.
O uso da banheira também pode ser iniciado antes do período expulsivo, para relaxamento e para a suavização das sensações do trabalho de parto. As contrações ficam menos fortes e o bebê pesa menos sobre o colo do útero. Muitas mulheres saem instintivamente da água na hora do bebê nascer, preferindo ficar sobre um colchão, de cócoras, deitada em posição semi-reclinada, ou até de lado (posição de Sims).

Aqui no Brasil, conhecemos poucos profissionais que oferecem o parto na água hospitalar como uma das possibilidades de atendimento: alguns em São Paulo e outros no Rio de Janeiro, até porque os próprios hospitais não aceitam essa possibilidade (não esqueça que as taxas de cesarianas dos hospitais particulares são de 90-95%, portanto o parto na água não é um "produto" interessante). No entanto se o parto for domiciliar, o parto na água é possível com o uso de banheira inflável, fáceis de se encontrar e montar. Em muitas cidades grandes já existem médicos e enfermeiras obstetras que atendem partos domiciliares, e a banheira é uma ferramenta que em geral eles oferecem.

Nos hospitais que oferecem banheira nas salas de parto, essas são estreitas e não servem para o período expulsivo. No entanto são ótimas para o relaxamento durante o trabalho de parto. Por outro lado é possível um parto na água em casa e para isso usa-se uma piscina desmontável, dessas infantis, que pode ser enchida com água do chuveiro. É só usar a criatividade..."

Ana Cris Duarte
Amigas do Parto

Para saber mais sobre o parto na água:
http://www.amigasdoparto.com.br/tipos.html
http://www.amigasdoparto.com.br/ac013.html
www.maternatura.med.br

Rituais, costumes e virtudes terapêuticas da placenta



Por Verena Schmid
08 de Novembro de 2005

Os costumes ligados à placenta são infinitos. Na África existem povos que a consideram a parte espiritual da criança, aquela parte dela que a acompanhou do Céu para a Terra. Portanto a conservam e a usam para diferentes rituais pessoais e sociais. Em outras sociedades todas as placentas são enterrradas numa colina, a “colina das placentas”. La colina é o equivalente dos nossos cemitérios, somente que está orientada para a vida, não para a morte. Existem métodos empíricos usados pelas parteiras tradicionais da América central e meridional para reanimar uma criança nascida morta: dando fogo à placenta expelida, com o cordão ainda íntegro, ligado ao bebê, parece que este retome vida.

É fora de dúvida que permanece uma forma de troca entre placenta e criança mesmo após a expulsão do corpo materno. Tanto é que em outras culturas a placenta é conservada ao lado da criança até a queda do cordão, sem nunca cortá-lo (o nascimento de Loto**), como sinal de extremo respeito pelos recursos endógenos e pelos tempos da criança, e também na convicção que a placenta continue nutrindo a criança e lhe transmita ainda substâncias preciosas para seu sistema imunitário até estar completamente seca, em seguida poderá ser transformada em remédios que curarão a criança por longos anos e de várias doenças.

Hoje alguns destes rituais voltaram em nossa sociedade. Existem parques onde são plantadas árvores sobre placentas. Alguém o faz em seu jardim ou no bosque.

Na América do Norte nos últimos anos surgiram grupos chamados placentaeaters, comidores de placenta, que se reunem após o nascimento da criança para consumar uma refeição feita com a placenta***. Na Europa, de maneira mais sutil e elaborada, as puérperas recomeçaram a tomar doses mínimas de pó de placenta para a rápida recuperação após o parto.

A placenta possui muitíssimas virtudes terapêuticas, infelizmente pouco exploradas pela ciência.

No uso empírico non é somente considerada um forte reconstituinte, um antihemorrargico, um antidepressivo e um excelente estimulador do leite, portanto ideal para os cuidados no puerpério, ma é também usada nas curas de diversas doenças das mulheres e das crianças, desde as ginecológicas até aquelas por esfriamento, alergias e etc.

As parteiras mexicanas tradicionais usam a tintura de placenta para sarar infecções vaginais da papilloma virus.

Hoje na Itália surgiu uma certa discussão sobre a pertença da placenta. Alguns hospitais não a querem entregar às mulheres que a solicitam. Mas é fora de discussão que um órgão produzido pelo corpo da mulher e dele proveniente é de sua propriedade. O confirma um parecer legal emitido propositalmente****. A única responsabilidade que você precisa assumir, quando ficar com sua placenta, é a de eliminá-la segundo as normas legais vigentes, no caso em que não a queira mais. Para tornar a placenta melhor utilizável, você pode secá-la no forno em baixa temperatura, conservá-la ao ar livre e pulverizá-la em pequenos pedacinhos para o uso. Ou então pode colocar um pedacinho de placenta fresca em álcool e produzir uma tintura mãe, da qual pode-se em seguida obter remédios terapêuticos.
Se quiser saber mais a respeito, o livro de C. Enning “Remédios da placenta para a auto-terapia” contém todas as receitas que você pode preparar sozinha em todos os campos e modos de uso.

Desta forma ela permanece ainda um recurso precioso para a criança e para você por longos anos a seguir.

* Extraído de Verena Schmid, “Venire al mondo e dare alla luce. Percorsi di vita attraverso la nascita”. Milano, Urra, 2005, pp. 195-6.
** Trata-se da modalidade de deixar cordão e placenta grudados à criança nos primeiros dias de vida até quando o cordão se descata sozinho. Com estas modalidades se quer favorecer ao máximo a adaptação da criança ao mundo fora da matriz e o primeiro vínculo com a mãe, respeitando os tempos individuais.
*** Enquanto para alguns povos, como aquele chinês e vietnamita, é ainda usado o costume de cozinhar e comer a placenta após o parto, nas sociedades ocidentais isto provoca desgosto. Nos anos Noventa todavia nos Estados Unidos e na Grã Bretanha este antigo uso foi retomado por algumas famílias. Dada o alto valor terapêutico da placenta, estão de qualquer forma se difundindo modos para seu uso após o parto. (veja também: C. Enning, 2005 e “D&D” n. 36, Março de 2002).
**** C. Lombardo, advogado, Firenze, “D&D”, n. 48, Março de 2005.

Tradução por Adriana Tanese Nogueira�
Fonte: Amigas do Parto

O trabalho de uma doula





Por Carolina Alves Silva
Amigas do Parto

O apoio oferecido pela doula tanto físico quanto emocional podem ajudar a parturiente a superar suas forças internas e uma maior abertura no sentido físico e psíquico para o momento do nascimento. Digo psíquico também porque observamos casos onde havia todo um contingente favorável ao nascimento natural mas percebe-se a dificuldade da entrega, da abertura que é necessária ser permitida pela mulher no movimento do nascimento.

Quando falamos em humanização do parto nos lembramos do papel da doula. A palavra doula vem do grego “mulher que serve” e seu papel hoje é reconhecido como aquela que auxilia com técnicas e apoio emocional mulheres em trabalho de parto.

No contexto atual esse trabalho torna-se fundamental pois a forma de nascer há muito deixou de acontecer da maneira natural, sofrendo inúmeras intervenções invasivas e prejudiciais o bom nascimento e a saúde da mãe e do bebê.

Essas intervenções deixaram marcas e alteraram a psique da mulher no sentido da confiança e tranqüilidade de assumir o parto normal. Hoje muitas mulheres têm dado preferência à cesariana por medo, desinformação e influencia médica.

Nos partos normais hospitalares são realizados procedimentos de rotina altamente invasivos e até prejudiciais a mãe e ao bebê como tricotomia, enema, soro com ocitocina sintética, rompimento artificial da bolsa amniótica, etc. Nesses partos uma das práticas de rotina adotadas é a episiotomia. A musculatura do períneo sofre um corte para aumento da passagem do bebê com a justificativa de protegê-la. Porém, atualmente, os estudos realizados são suficientes para comprovar a não necessidade deste procedimento, haja vista que além de não proteger em nada o períneo, pode ser causa de inconvenientes futuros.

Os partos naturais realizados em domicilio ou mesmo em hospitais nos mostram que a natureza feminina é perfeitamente capaz de suportar a passagem de um bebê pela abertura vaginal, salvo poucas exceções. Nesse sentido a presença de uma doula e a utilização de técnicas bem aplicadas pode não só tornar este movimento mais tranqüilo, como também evitar as possíveis lacerações naturalmente ocorridas.

O apoio oferecido pela doula tanto físico quanto emocional podem ajudar a parturiente a superar suas forças internas e uma maior abertura no sentido físico e psíquico para o momento do nascimento. Digo psíquico também porque observamos casos onde havia todo um contingente favorável ao nascimento natural mas percebe-se a dificuldade da entrega, da abertura que é necessária ser permitida pela mulher no movimento do nascimento.

A doula pode oferecer a parturiente o apoio, as palavras de incentivo, o conforto e, também, utilizar-se de técnicas não medicamentosas para diminuição da dor e relaxamento do períneo no momento expulsivo do parto.

Essas técnicas podem ser os exercícios realizados com a bola suíça, onde a parturiente pode realizar movimentos que ajudam na abertura da pélvis e massageamento da região do períneo. Pode ser feito também a massagem do períneo e utilização de compressas de água morna para auxiliar na abertura.

A posição vertical para o momento do nascimento também é outra prática que deve ser incentivada pela doula. Estudos comprovam que a posição litotomica não favorece o nascimento natural aumentando as chances de procedimentos invasivos na hora do parto. Por sua vez a posição vertical favorece a descida e o pressionamento da musculatura pélvica o que ajuda muito na passagem do bebê pelo canal de parto.

A água morna é outra prática que a doula pode oferecer a gestante para alívio das dores. O efeito relaxante de um banho quente favorece a dilatação e acalma. O próprio nascimento quando possível e em condições seguras pode ocorrer dentro da água. Neste momento tanto a mãe como o bebê podem se beneficiar da água morna e normalmente bebês que nascem na água permanecem mais tranqüilos.

As doulas sendo sensíveis e bem preparadas para o momento do parto, oferecem uma ajuda acolhedora, respeitando acima de tudo a vontade da parturiente. Quando mais informada e preparada for a gestante melhor receberá este apoio. O nascimento na verdade é o ápice de todo um processo que quanto mais possibilidades de ser vivenciado e trabalhado tiver, melhor a conjunção com o trabalho de uma doula no momento em que se efetiva.

Sabemos que as conseqüências de um parto natural quando conseguido e explorado em sua potencialidade é profundamente transformador na vida de qualquer mulher. Nesse sentido o acompanhamento de uma doula pode fazer toda a diferença neste momento.

Abaixo compartilho um vídeo de um parto humanizado, disponível no You Tube das Amigas do Parto:



Abraço carinhoso,
Ana Paula Andrade
(Doula formada pela ANDO)

É preciso "desmedicalizar" a gestação

"Eu quero que todas as mulheres tenham a opção de ter seus filhos em casa e que possam optar por uma forma de amenizar a dor" (Patricia Hewitt, Secretária de Saúde da Inglaterra)

Revolução no Nascimento
Gestantes serão orientadas a dar à luz em casa, como parte de uma revolução na política de parto e nascimento inglesa.
Patricia Hewitt, Secretária de Saúde da Inglaterra, está desafiando a idéia de que o local mais seguro para se dar à luz é nos hospitais e que o parto domiciliar é perigoso. “Mais mulheres deveriam dar à luz em casa”, diz. A declaração tem sido considerada como o primeiro passo para uma mudança histórica na política do nascimento, pois médicos serão orientados a oferecer a todas as gestantes a chance de dar à luz em suas residências, com a assistência de uma obstetriz, e essas mulheres poderão ter suas próprias opções pra o alívio da dor. O jornal The Independent revela que o governo britânico está planejando uma mudança estratégica na política do parto e nascimento a fim de se distanciar dos hospitais e fomentar os partos domiciliares. O governo tem incentivado pesquisas sobre partos em casa e desafiando a presunção de que partos devem acontecer nos hospitais. A Secretária da Saúde quer "desmedicalizar" a gestação e desafiar o preconceito de que um parto deve ser realizado somente sob a supervisão de um médico. Segundo o Departamento de Saúde, essa mudança estratégica na direção de mais partos domiciliares faz parte de uma mudança do governo, que prevê mais serviços de saúde na comunidade e em domicilio, longe da urgência dos hospitais. O movimento chega junto com as novas estatísticas que revelam que mais de 200 mil mulheres, um terço de todas que dão à luz todo ano, sofrem de algum distúrbio psicológico após o parto.
Hewitt pretende "empoderar" as mulheres para que elas façam suas próprias opções de como querem ter seus bebês. "Eu quero que todas as mulheres tenham a opção de ter seus filhos em casa e que possam optar por uma forma de amenizar a dor", afirma. Andrew Lansley, porta-voz do Partido Conservador, questionou se existem obstetrizes suficientes para a realização de mais partos domiciliares. Maureen Treadwell, fundadora da Associação de Traumas no Nascimento, declara que as necessidades da parturiente devem ser levadas em conta. "Um grande número de mulheres tem tido stress profundos em relação ao parto. As mulheres não devem ser desencorajadas a ter um parto domiciliar se elas não apresentam nenhum quadro de risco, assim como as que decidem dar a luz em um hospital", afirma. Uma nova pesquisa, prevista para ser publicada no final deste ano, deverá constatar que houve pouca mudança na forma com que as parturientes têm sido tratadas no decorrer das últimas décadas. A autora do estudo, Dra. Caroline Gatrell, socióloga da Universidade de Lancaster, afirma: "Assim que você cruza a porta de um hospital, as chances de uso de fórceps são muito maiores e você tem bem menos mobilidade, o que aumenta ainda mais o stress." Cerca de 47% das mulheres na Inglaterra e 38% na Escócia tem dado à luz sem intervenções médicas. No entanto, grupos que defendem a prática acreditam que mais de 70% podem dar à luz de modo seguro em casa.
"O movimento de entrada nos hospitais na década de 70 e a crença de que partos domiciliares são perigosos foram baseados em estatísticas incorretas e estão chegando ao fim," afirma Belinda Phipps, chefe-executiva do Trust Nacional de Nascimento e Parto. "Passamos décadas lutando para que este problema seja levado à sério, mesmo com as evidências científicas acumuladas ao longo de anos, apontando para o fato de que o parto domiciliar é tão ou mais seguro que o parto hospitalar." Mavis Kirkham, professora de Enfermagem Obstétrica da Universidade de Sheffield, afirma: "Nós passamos por algumas gerações ouvindo que somente os hospitais são seguros e que coisas terríveis podem acontecer em casa, mas quando uma mulher conhece outra mulher que teve um parto em casa, e que está feliz, vemos mais mulheres escolhendo o parto domiciliar". Pesquisas do Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clinica Britânico mostram que mulheres que dão à luz em casa se sentem mais satisfeitas com a experiência do que aquelas que dão à luz em salas de parto hospitalares.
Fontes:

The Independent (14/05/2006) - Tradução: Tricia Cavalcante e Paloma Terra
http://news.independent.co.uk/uk/health_medical/article448999.ece 
Extraído da página Parto do Princípio

Então queridas, sei que é na Inglaterra mas em algum lugar já começou... precisamos nos unir e nos fortalecer na busca pelo protagonismo da mulher no parto. Peço ajuda de vocês nesta semeadura, como diz Michel Odent "para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer".  
Conversem com suas amigas sobre esse assunto, pesquisem, informem-se... semear esta idéia faz nascer perguntas dentro de cada mulher, faz brotar interesse pelo reavivamente de práticas antigas e naturais.
Vivemos uma epidemia de cesarianas, o Parto (um processo natural e divino) tornou-se um Serviço, onde o bebê é o produto e a mãe... mera coadjuvante. Medicalizar o parto é mais um método de incapacitar a mulher, de tirar o seu poder, a sua força.
A maneira bruta como, muitas vezes, somos tratadas nos hospitais durante o trabalho de parto e parto, nos deixam marcas violentas e cicatrizes inesquecíveis (sem contar todas as intervenções desnecessárias pelas quais o bebê passa, que muitas de nós não têm nem idéia).  
Abaixo compartilho, com pesar, um vídeo de um parto normal em hospital, não com a intenção de assustar nenhuma gestante (por favor, não me entendam mal), mas para que busquemos nossos direitos e preservemos a sacralidade de nossos corpos; para que saibamos escolher um profissional de confiança e total cumplicidade, que não irá nos enganar nem coagir no momento do parto; para que a hora de parir e de nascer seja um momento de êxtase e um verdadeiro Rito de Passagem.




Vídeo Fonte: XôEpisio

Sei que assistir esse vídeo mexe com as nossas entranhas e pesa a atmosfera deste blog que é tão alegre  mas, como diz a querida Bartira: "Mudança de paradigma não se faz de maneira suave, na prática".

"Quando vejo partos como esse (e o que mais há na Internet é a divulgação desse tipo de coisa) e me lembro dos partos como o da parteira Mexicana Naolí Vinaver (disponível em vídeo), os das mulheres os quais tive o imenso prazer de ver compartilhados em listas de discussão de Parto Humanizado - onde as mulheres pariram sorrindo e gemendo mais de alegria que de dor, com seus parceiros, com seus filhos, em casa ou em hospital, mas com o apoio e carinho que merecem, lembro-me também de quanto já foi mudado no caminho que percorremos, mas, mais ainda, de quanto ainda temos que fazer". (Bartira - do blog Xô Episio)

Espero, como a Bartira, que em breve possamos ver partos e atendimentos neonatais como esse e pensar "que triste história do passado", mas com um sorriso feliz no rosto porque então as crianças nascem com dignidade.

Abraço fraterno,
Ana Paula Andrade (Kene)

17 de ago de 2010

.:: Êxtase da Deusa ::.: Kene: O conhecimento ancestral das mulheres Kaxinawá

Minha irmã Marcela Zaroni (Shakti Lalla), do Rio de Janeiro, em seu blog Êxtase da Deusa, compartilhou um artigo muito bonito sobre a Arte Kaxinawá. Trago este post em homenagem ao meu amigo e irmão Darshan - Pajé Txaná Dasu Kaxinawá - que me batizou com o nome das Sagradas pinturas de seu povo - KENE (pronuncia-se Kanã).

.:: Êxtase da Deusa ::.: Kene: O conhecimento ancestral das mulheres Kaxinawá

Muito guapo este Pajé de pala, rsrsrs.
Salve o Beija-Flor e os Guerreiros do Arco-Íris!

15 de ago de 2010

Gratidão aos caminhos percorridos, gratidão à Terra

Hola queridas (e queridos que também andam por aqui),
Já estou em Porto Alegre, de corpo, alma e residência. Encerramos as atividades do CICC PAZ em Esteio e agradecemos muito à Terra por tudo que colhemos lá. O Clã continua suas atividades, como sempre foi, etinerante. Continuamos Circulando...
Compartilhamos algumas imagens da Cerimônia de Gratidão e Cura realizada no CICC PAZ, por Cristine Muller Takua, irmã querida do caminho, que nos trouxe os Ritos do xamanismo andino na sua visita ao Brasil em 2010:

Afeto...

Sorrisos e um bom mate...

Canções...
e muita reverência...












Gratidão Cris, por tão linda Cerimônia, gratidão ao município de Esteio, onde nasci, cresci, estudei e conheci pessoas maravilhosas... mas hoje sou da Terra, em qualquer parte, onde quer que eu me encontre, sou terráquea, tua parente.
Com carinho,
Ana Paula Andrade (Kene)

Se um homem quer você...

- Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.
- Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu - comportamento.
- Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.
- Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
- Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre um que realmente te faz feliz.
- Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia,”foda-se, mande pro inferno, esquece!”, vocês não podem “ser amigos”. Um amigo não destrataria outro amigo.
- Não conserte.
- Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que “ele vai melhorar”.
- Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.
- A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
- Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.
- Coloque limites no modo como um homem te trata.
- Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.
- Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.
- Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você… mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.
- Não o torne um semi-deus. Ele é um homem, nada além ou aquém disso.
- Nunca deixe um homem definir quem você é.
- Nunca pegue o homem de alguém emprestado.
- Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.
- Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate. Todos os homens NÃO são cachorros.
- Você não deve ser a única a fazer tudo…compromisso é uma via de mão dupla.
- Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Não há nada precioso quanto viajar. Veja as suas questões antes de um novo relacionamento.
- Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar.
- Uma relação consiste de dois indivíduos completos, procure alguém que irá te complementar… não suplementar.
- Namorar é bacana, mesmo se ele não for o esperado Sr. Perfeito.
- Faça-o sentir falta de você algumas vezes… quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele, ele se acha…
- Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (ou co-assine qualquer documento) de um homem.
- Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros…
- Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam). Você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas, e outras mulheres se prepararem.
- O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas.
- Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa. Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único. Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções. Faça a escolha certa!"

Oprah Winfrey

O Tarot e o Feminino


Encontramos na mitologia de diversos povos, vozes oraculares femininas, personagens e Deusas detentoras da sabedoria, dos destinos da humanidade e dos mistérios da vida, morte e vida.

As tríades fiandeiras Moiras (gregas), Parcas (romanas) e Nornes (nórdicas) eram ao mesmo tempo poderosas e terríveis, normalmente representadas nas figuras da virgem, da mãe e da anciã (Tríplices Deusas). Entre as Nornes, a virgem Skuld era a responsável pelas profecias e adivinhações, a guardiã do futuro, assim como Nona (grega) a que tece o fio da vida, cabendo as duas outras, a tarefa de manter e cortar o fio da vida. Na Índia, a trindade de Shaktis Saraswati, Lakshimi e Kali encarnam estas energias. Na África encontramos as Ìyá Mi Osorongà, as mães feiticeiras, como as senhoras do destino. Entre as Deusas tecelãs, a anciã Ixchel, Deusa Maia da lua, que tecendo no seu tear de cintura, é capaz de conceder respostas a seus discípulos em peregrinação ao seu oráculo situado numa ilha distante da costa. E a Deusa indígena hopi Kokyang Wuhti, conhecida também como mulher -aranha, que através do seu dom profético protege e auxilia todos seres.

As sacerdotisas, divinamente inspiradas, eram as guardiãs das artes mágicas e da divinação. Na Grécia, as Pitonisas ou Sibilas, em transe, intepretavam os sinais sagrados e comunicavam-se com os Deuses, utilizando instrumentos como espelhos, dados, fumaças, sonhos, sons de pássaros (...). Febe, a antiga Deusa grega da lua, da profecia, dos mistérios e dos segredos, dividia o oráculo de Delfos com Gaia (sua mãe) e Temis (sua irmã) embora mais tarde tenha transmitido este atributo ao Deus solar Apolo. Entre os nórdicos mulheres gyðjas e völvas manipulavam as runas e eram imbuídas de poder mágico, com especial habilidade para profecias.

Uma lista incontável de sacerdotisas são encontradas nas diversas culturas. Xamãs indígenas; Iyalorixás e Donés (...) do candomblé; mikogamis japonesas; wiccans contemporâneas(...) que através de suas danças sagradas, intuições, transes e sonhos proféticos, usam ou usaram seus corpos como espaço para o sagrado, templos da Deusa, santuários da vida, em honra a memória de suas ancestrais e de seu povo, como fontes de sabedoria e criatividade, como veículos do Sagrado feminino.

Entre os oráculos, os arquétipos femininos universais estão presentes de muitas maneiras. Dentre estes sistemas, o Tarot - que tem sua origem desconhecida, embora os registros históricos indiquem que sua redescoberta se deu na Europa na Idade Média - traz um conjunto de símbolos e alegorias que possuem uma forte correspondência com outros sistemas esotéricos. É um dos oráculos mais respeitados no mundo, sendo a versão do Tarot de Marselha a mais popular.

No conjunto de suas 78 cartas, alguns arcanos representam os arquétipos fundamentais do feminino. Além das cartas de corte dos arcanos menores, Rainhas e Princesas dos 4 elementos (Copas, Ouros, Paus e Espadas), temos entre os 22 arcanos maiores:

A figura da "Sacerdotisa" (arcano 2) revela a mulher sábia, a xamã, a bruxa, receptiva e intuitiva(yin), que esta em contato direto com o Sagrado e com a fonte de cura. Ela que representa o feminino espiritual, aconselha ao consulente que escute sua sabedoria interior.

A "Imperatriz" (3), é a mulher coroada que encarna o feminino material, é fecunda e criativa, representa a Grande Mãe que manifesta e dá vida a tudo que esta sendo gestado: filhos, sonhos, idéias, projetos. Expressa o amor através dos seus diversos dons, da arte, da sexualidade plena, do prazer, guardando também elementos arquetípicos de Deusas da beleza e do amor, como Afrodite e Oxum.

Com a "Justiça" (8 ou 11), o equilíbrio, a harmonia, o discernimento se apresentam no aspecto daquela que segura a balança e a espada da justiça, é a Palas Atena e a Maat egípcia que trazem discernimento e razão para a circunstância ou para o consulente.

A "Força" (11 ou 8) representa a energia da atratividade, da paixão, e da integração dos aspectos "instintivos" ao Self. A mulher que domina um leão com habilidade e criatividade, através da sua força interior.

Na "Temperança" (14) a integração alquímica das polaridades energéticas e psíquicas, femininas e masculinas, yin e yang, promove uma transformação profunda capaz de gerar uma mudança interior sútil para um novo nível de experiência ou estágio de desenvolvimento. Expressa harmonia e equilíbrio, presente na alegoria de uma anja, ou de uma mulher, que carrega duas jarras e permite que a água flua de um recipiente ao outro, misturando-os. É a Senhora das marés que guarda o fluxo e o refluxo das energias.

A "Estrela" (17) uma jovem inocente e nua carregando uma estrela acima da sua cabeça. Assim como a Temperança traz jarros em suas mãos, mas agora, verte suas águas na terra e na água, ambos elementos femininos. Como a chuva que lava e fertiliza a terra, representa as forças da renovação e da purificação. A confiança na Fonte e em si mesmo, a esperança, a inspiração, a conexão com o transcendente e a espiritualidade de maneira sincera.

Muitas adaptações foram realizadas em torno dos arcanos do Tarot de Marselha. A partir da década de 60, um grupo crescente de mulheres, artistas e pesquisadoras, movidas pelo interesse em fortalecer o movimento da Espiritualidade Feminina, passaram a desenvolver novas versões para o baralho, enfocando a temática do Sagrado feminino. Alguns destes trabalhos mais conhecidos são os de Kris Waldherr (Goddess Tarot), Isha Lerner (Tarot da Deusa Triplice) e Amy Sophia Marashinsky & Hrana Janto (Oráculo da Deusa).

Existem também muitos outros tarots sobre o Feminino Divino publicados e haverão aqueles que certamente aparecerão ao longo deste novo século onde os valores ligados a cultura Matrística e o Sagrado feminino estarão cada vez mais em evidência.

Artigo escrito por Shakti Lalla para o "Conselho das Deusas"(2008)
Imagens e texto extraído do blog Êxtase da Deusa

14 de ago de 2010

Temazcal para Mulheres - Tenda do Suor


Na língua Lakota, falada pelos Sioux, significa "Útero da Mãe Terra". Nele, intervêm os quatro elementos: a Terra, que nos apoiamos, o Fogo, onde as pedras são aquecidas, a Água, colocada sobre estas e o vapor, representando o Ar. São utilizadas, também, plantas medicinais.

Trata-se de uma tradição milenar usada por várias etnias ameríndias com o objetivo de curar, limpar e purificar corpo e espírito. Seu uso através da história tem sido tanto terapêutico como ritual em cerimônias, e a sua prática sobrevive graças à tradição oral das comunidades indígenas e, atualmente, devido ao crescente interesse da sociedade contemporânea em resgatar suas raízes e buscar uma melhora na qualidade de vida.

O ritual acontece após o aquecimento de várias pedras em uma grande fogueira, sendo elas então levadas a uma tenda em formato de um útero. No interior da cabana, os participantes, envoltos em um clima de profundo amor e reconhecimento ao sagrado da vida, entoam cantos tradicionais e tocam tambor e maracá.

O vapor d’água mesclado com o perfume das ervas medicinais contribuem para a saúde do corpo, de uma forma natural, desobstruindo os poros da pele, dilatando os vasos sanguíneos, proporcionando, assim, eliminação de toxinas e melhoras ao aparelho respiratório e imunológico.

Os ensinamentos ancestrais dão conta que somente podemos seguir um belo caminho quando estivermos livres de antigas memórias que nos aprisionam.

Extraído de Tempo do Vento

12 de ago de 2010

O Sangue nosso de cada dia

Amigas, hoje descobri um blog que não sei como definir aqui... escorre SANGUE feminino dele, mas não é o nosso Sagrado Sangue de todos os meses... é sangue de mulheres, meninas, mães, avós, primas, tias... agredidas, violentadas, mortas. É revoltante e muito triste, isto sim embrulha o estômago! Mas não podemos fechar os olhos para isso.

Cinderela se rebela é escrito por Tania Nienkotter Rocha, escritora e pesquisadora, que traz notícias de tantas barbáries que acontecem diariamente contra mulheres. A página tem imagens chocantes que faz meu coração chorar e meu corpo estremecer. Mas não posso deixar de compartilhar também minhas (suas) tristezas neste blog.

Se aqui falamos do Universo Feminino, infelizmente, abuso, violência, desrespeito, agressão, ainda estão muito presente entre nós. E como mulheres temos que estar cientes do que se passa a nossa volta, temos que nos sensibilizar com a dor da outra e não nos vitimar diante da opressão, mas nos unir em comunhão com outras mulheres. Criar círculos de apoio, redes de conversações, Espaços de acolhidas... resgatar a cumplicidade feminina e repensar a educação de nossos filhos, pois estes são os homens de amanhã.


Cinderela se rebela
http://tanianienkotterrocha.blogspot.com
Tania Nienkotter Rocha

Sakineh, uma mulher como nós

Por Martha Medeiros, publicado hoje em Zero Hora

Adoçantes não calóricos. Massagem com compressas de ervas quentes. Máquinas high-tech para eliminar a celulite. Modelador térmico para criar cachos naturais. Esmalte de tratamento para unhas frágeis. Clareador de manchas com ácido bio-hialurônico. Hidratante bloqueador de radicais livres. E sigo folheando uma  adorável revista feminina, que nos conduz a um mundo onde tudo é lindo, glamouroso e caro, mas sonhar não custa nada, e viro mais uma página, e outra, enquanto penso: uma moça chamada Sakineh Mohammadi Ashtiani pode morrer apedrejada a qualquer momento por um suposto adultério cometido anos atrás.
Mulheres se candidatam à presidência, dirigem empresas, pedem o divórcio, viajam sozinhas, investem na sua vaidade, mas nenhuma dessas conquistas pode nos orgulhar enquanto ainda houver o costume de enterrar uma criatura no chão com apenas a cabeça de fora para que leve pedradas de diversos homens — e não podem ser pedras GG, tem que ser as de tamanho M, pois exige-se que o suplício seja longo. Que tom de gloss será conveniente para assistir ao badalado evento?

Sei que há diversas outras modalidades de desrespeito aos direitos humanos, inclusive no Brasil, mas neste momento estou vestindo a camiseta da Sakineh. Quero falar sobre o ato primitivo de se apedrejar uma mulher na cabeça até a morte. Não discuto o motivo torpe da condenação, pois nem que ela tivesse matado alguém, em vez de simplesmente ter feito sexo com alguém, seria justificativa. Não há justificativa para a  brutalidade. É a lei do Irã, é a religião do Irã, é a tradição do Irã, e daí? Quando meu estômago embrulha, é
sinal de que algo bem perto de mim está acontecendo. Distância só existe quando a gente racionaliza, o sentir unifica. O Irã faz parte do mundo em que eu vivo. O meu tempo e o da Sakineh são o mesmo. Somos   contemporâneas. Ela não é um personagem, existe. Tem filhos. E se a mobilização internacional não surtir  efeito, em breve será enterrada até a altura do busto, com os braços presos para não poder proteger o rosto.  O que dói, mais do que tudo, é reconhecer que avançamos tanto e ainda não conseguimos atingir um grau de humanidade que seja comum a todos, homens e mulheres de qualquer lugar e de qualquer crença. O que podemos fazer por Sakineh? Rezar para que ela seja enforcada, que é o plano B. Ufa, seria um alívio.
Há uma petição circulando pela internet. Acredito tanto na eficiência desses abaixo-assinados como acredito  em creme antirrugas, mas volto a dizer: sonhar não custa nada.
Eu já assinei. Agora vou passar meu incrível tônico de renovação celular “future solution”, pois, como  qualquer mulher, adoro cuidar da minha pele.

Esse fato também me causa náuseas, aperta meu peito e dificulta minha respiração... não tem como não sentir... adoro os escritos da Martha  mas não tenho vontade de passar creme não (talvés ela tenha sido irônica nesta última frase), a última coisa que me vem a mente é cuidar da minha pele, sendo que em dez anos, dez mulheres foram assassinadas por dia no Brasil (o nível de assassinato feminino no Brasil fica acima do padrão internacional) e a cada minuto 4 mulheres são agredidas no país. 
Contamos com a assinatura de nossas leitoras pela liberdade da Sakineh, que não é diferente de nós!
Para assinar:

Ana Paula Andrade

2 de ago de 2010

Lua Nova de agosto/2010


CONFIRME SUA PRESENÇA!
Fone: (51) 32352124 / 98210643
clafilhasdalua@gmail.com

O Círculo em Porto Alegre tem três horas de duração.
Seja PONTUAL, iniciamos as 20h.

Contribuição: R$ 10,00 + lanchinho para compartilhar
Se algum artigo neste blog estiver como "autoria desconhecida" e você souber informar, agradecemos e faremos a devida correção. Solicitamos também que, ao ser extraída qualquer informação desta página, seja adicionada à devida autoria ou endereço:
http://clafilhasdalua.blogspot.com/